11/07/2019

Viseu e a real ficção III – Ler o amanhã em 2021

Na freguesia de São Pedro de France neste novo ciclo autárquico, teve lugar a reunião alargada da edilidade onde foram discutidos e aprovados os regulamentos de utilização dos espaços públicos do Parque Urbano da Aguieira. Nesta freguesia à semelhança das demais do concelho as medidas de apoio à natalidade e da fixação de pessoas, incluindo os incentivos aos imigrantes, têm estancado a sangria demográfica que se vinha a verificar na última década e a melhorar a qualidade de vida da população rural.

O executivo tinha finalizado o projecto do Parque da Aguieira com ligeiras alterações nomeadamente um moderno e funcional parque de campismo mantendo, contudo, a biodiversidade vegetal existente e plantando novas espécimes autóctones. Os elementos inertes que integram muros, imóveis e caminhos foram reaproveitados, valorizadas as azinhagas integradas numa vasta rede de caminhos pedonais e ciclovia agora ali existentes.


Crónica Social da Semana

Tal como a natureza que com a primavera se regenera; tal como a fénix que renasce das cinzas; tal como Cristo que ressuscitou, também Fernando Ruas se reinventa. Desta vez como cabeça de lista pelo PSD de Viseu às legislativas. Mas como no melhor pano cai a nódoa, logo veio Almeida Henriques anunciar que vai fazer campanha ao lado de Fernando Ruas. Melhor só mesmo um cão guia.

(foto do Notícias ao Minuto)

Estará AH receoso que lhe desviem os holofotes? Será por falta de luz própria! Não deixo de pensar que tal traz carta escondida na manga. Acreditar em tal feito seria o mesmo que eu próprio dizer que apoiaria AH. A diferença é que além de ser impossível eu dizer tal disparate, mais o seria eu fazer tamanha barbaridade. Cruz credo. Aliás, fosse eu Fernando Ruas, recusaria tal apoio. Até porque, já dizia a minha avózinha:
- Não há guerra de mais aparato do que muitas mãos no mesmo prato.

E mais, depois do descalabro que foi o resultado do PSD local nas últimas eleições, com o povo claramente a censurar, a rejeitar e a castigar nas urnas as políticas de Almeida Henriques, vir este, agora, apoiar Fernando Ruas é como que condená-lo, também, ao desastre. O que faz lembrar outro ditado da minha avózinha:
- Antes só que mal acompanhado.

05/07/2019

Viseu e a real ficção II – Ler o amanhã em 2021

A discussão conduzida pela Assembleia Municipal, saída das eleições autárquicas de 2021, sobre a requalificação da envolvente da torre da Segurança Social foi muito participada e com transmissão online das sessões.

Várias foram as soluções propostas pelos partidos para aquela zona, mas acabou por vingar o projecto apresentado pelo grupo de cidadãos independentes. O caso do prédio Coutinho fez escola no PS, sempre tão sem ideias propondo a implosão da torre, o que seria um perfeito disparate pelos custos e riscos associados na obra. Já o PSD defendia a redução da torre removendo os 5 pisos superiores, uma solução boa para uma conversa de café. Da aprovação do projecto à sua execução o tempo passou rápido e até os habituais cartazes de propaganda foram dispensados. A prioridade agora era outra, menos festa e mais obra, menos Rossio e mais concelho.


A torre da Segurança Social com os seus 16 andares da autoria do arquitecto Luís Amoroso Lopes que curiosamente foi, na época, também o principal responsável pelos trabalhos de recuperação do centro histórico de Viseu, apareceu como forma de afirmar de modo intencional um contraponto contemporâneo à zona antiga da cidade e por isso nasceu numa avenida larga, rasgada a partir do Rossio, que desenvolveu a cidade para norte e ao longo dos anos e da avenida António José de Almeida, instalou-se a central de camionagem cuja obra de remodelação só se realizou com este novo executivo que lhe acrescentou novas funcionalidades, bancos, escritórios, instituições, edifícios de habitação, restaurantes, centros comerciais, etc.

Crítica Social da Semana

1- Mais umas festas na urbe, desta vez várias em simultâneo, uma delas intitulada “Festa da saúde”.
Questiono-me se os médicos e enfermeiros das unidades de saúde locais partilham da folia, isto a julgar pelas greves, pela falta de material, de medicamentos, e de pessoal.

Parece que “A Câmara atribuiu à Festa da Saúde um apoio no valor de 25 mil euros”, pode ler-se num jornal. Curiosamente foi precisamente esse valor que a mesma Câmara Municipal atribuiu ao Centro Social de Orgens para a construção de um Lar. Conclui-se que para certos políticos as festas tem mais importância que as infra-estruturas sociais básicas, e que esses políticos são melhores como mordomos de uma comissão de festas do que como edis.

Imagino que esses “líderes” nunca terão lido os manuais de funcionamento da cidade. No fundo é como conduzir um autocarro sem ter tirado a carta, ou sequer ter lido o código da estrada. Se não forem parados pela polícia numa operação stop ainda podem provocar acidentes.

30/06/2019

Crítica social de fim-de-semana

1- Em Viseu não temos palácios majestosos, castelos imponentes, igrejas faustosas, nem praias paradisíacas. Nem se prevê que venhamos a ter, a não ser talvez uma praia, isto a julgar pelas alterações climáticas e consequente subida do nível do mar. Sorte a nossa, uma vez que o governo só investe no litoral, e assim sempre se matariam 3 coelhos de uma cajadada: a interioridade, o turismo e a falta de água.

Evidentemente que sem chamarizes só podemos ter um turismo residual, praticamente inexistente. O contrário, quando não é delírio, é alucinação. E nem os imensos cartazes na auto-estrada A1 ou as incomensuráveis festas conseguem alterar o paradigma.

Os poucos estrangeiros que ainda nos visitam, ao se depararem com a degradação da urbe, desatam a fugir com a promessa de nunca mais regressar, enquanto se questionam como é possível os de cá não se esquivarem também. E nem me parece que 6.500€ do governo consigam que os emigrantes para cá regressem.

Aqueles poucos que ainda nos visitam, deixo um aviso: tragam água, já que os últimos dias ficaram marcados pelo alerta oficial para o colapso do abastecimento de água na cidade. Digo na cidade porque nas aldeias há muito que já colapsou, e se não fossem os imensos poços e furos particulares, a paisagem rural certamente faria lembrar o sahara. Isto enquanto o município esbanja dinheiro em mais umas festanças, talvez na crença que meter o povo a dançar aos deuses provoque umas chuvadas.

Conclui-se que por cá a autarquia vai metendo muita água, mas não é nas canalizações. Até porque cumpridos quase 6 anos à frente dos destinos do município, o maior feito do edil foi ter trazido o futebolista João Felix aos paços do concelho, isto a contar pela propaganda que tal feito conseguiu nos jornais e tv’s.

2- Decorrem as comemorações do aniversário da Força Aérea em Viseu. A localidade foi escolhida para as celebrações talvez por ter políticos que adorariam voar, não fosse o povo cortar-lhes as asas nas eleições. Por aqui não há anjos que voem, e aos que ainda acreditam em fadas-madrinha recordo que estas não existem mesmo.

Infelizmente Viseu não voa nem sai da cepa torta, e aos habitantes não lhes é permitido sonhar. Além da cidade não ter asas, por cá troca-se redbull por tinto do dão, e apesar da localidade ter saídas de emergência, não tem pára-quedas. Caso se despenhasse, o comandante levaria uma data de passageiros com ele. Mas tal é só uma questão de quando.

Bom Domingo
(PHE - recebido por email)

28/06/2019

Crítica Social da Semana: sobre o que vale muito e o que nada vale

1- João Felix foi distinguido como embaixador de Viseu pelo presidente da Câmara.
Num país que atribui Comendas a criaturas como Salgado, Bava, Granadeiro, Berardo, Vara, e outros artistas famosos pelas “proezas” que fizeram, é uma honra ser-se distinguido por ainda não se ter feito nada.
Ainda assim, o município agraciou um cidadão de Viseu que teve de imigrar para singrar na vida. Passos Coelho incentivou os portugueses a emigrarem e foi massacrado por isso. Almeida Henriques pelo mesmo feito atribui honras. Vale-nos que António Costa oferece 6.500€ a quem quiser regressar.

2- O presidente da autarquia pretende iniciar obras num terreno da segurança social. Finalmente, reconhece que um município não pode viver só de festas. A vontade é tanta que ameaça mesmo com buldózeres, tal a ânsia, agora, de criar as tão necessárias infra-estrutras.

3- O edil ameaça também os vereadores da oposição com tribunais. Depois do anúncio da queixa contra um deputado municipal do PS, avisa agora os vereadores socialistas que não vai tolerar mais suspeições levantadas contra si e contra a restante maioria PSD, numa atitude que faz lembrar Salazar e a PIDE.
O autarca afirmou ainda que “A democracia em Portugal está doente e precisa de ser alimentada e de ter remédios, que passam por nós, políticos. O comportamento que podemos ter podem ajudar a curar a democracia”.
Exactamente. Eu não diria melhor. Resta saber quem põe a democracia doente...

Venderam o jovem João Felix por 126.000.000 de euros. Houvesse uma alma caridosa que desse alguma coisa por certos políticos, e os levassem daqui também. Esses até os deixamos ir de borla.

Bom fim-de-semana

(Autor anónimo - recebido por email)

26/06/2019

Deputados abanadores de cabeça

Se perguntarem à população do distrito de Viseu quem são os seus eleitos e representantes no Parlamento Nacional o mais provável é que a grande maioria nem sequer conheça o cabeça de lista.

O PS não foge à regra e basta olhar para o registo de actividade próxima de zero dos deputados socialistas eleitos por Viseu para se perceber do trabalho de cada um em prol do distrito e suas gentes.

É por isso curioso verificar que de repente durante as jornadas parlamentares que o PS escolheu fazer em Viseu, deputados que passaram uma legislatura na sua função de abanadores de cabeça venham agora reclamar louros do seu trabalho e propagandear resultados que só existem no papel que lhes colocam à frente para ler.

22/06/2019

Crítica Social da Semana - O mau político

Estava para aqui a imaginar como seria um mau político, o pior político possível, daqueles sem escrúpulos nem vergonha. Daqueles que metem a mulher a trabalhar numa entidade semi-pública sob a alçada deles, por eles controlada, ao melhor estilo de um nepotismo descarado e indecoroso.

Evidentemente que um mau político desses pagaria um ordenado principesco à esposa, e muitas vezes essa “senhora” nem tinha de estar no posto de trabalho. De seguida o cacique criava várias empresas. Imaginemos que essas empresas se chamam GRUPO MIDGET LDA (nome fictício). Obviamente que o agora político/empresário arranja vários testas de ferro, com uns negócios em nome da mulher, outros em nome da cunhada, e torna esses negócios fornecedores de serviços dessa entidade semi-pública, tipo um saco azul.

20/06/2019

O músico da Praça!


Basta uma simples "imersão" no Google para concluirmos que o "CR7 dos vereadores" (sem ofensa para os demais) nada tem de inovador.
Nada se inventa, tudo se plagia!