03/06/2020

Perlimpim, sai coelho da cartola do marqueteiro do Rossio…

Em terra de cegos quem tem olho é rei parece ser o lema que o marido da directora do Viseu Marca assume para si próprio na presunção de que não há viseense que se lhe ofereça como obstáculo ou impedimento à prossecução dos fins que desenhou para si próprio. Diz o marqueteiro do Rossio na apresentação de mais uma ferramenta “inovadora” e igual a tantas outras que por aí existem, o Viseu Compra Aqui, semelhante ao Viseu Shop, o Guia Viseu ou o recente Dott – Mercado Viseu Dão Lafões anunciado pela CIMVDL, por exemplo, que “todas as metáforas são boas quando o projeto é bom”. Assim sendo, neste “manto diáfano da fantasia” só se embrulha quem quer e como ainda por cima a bondade do artista só tem a validade de um ano é bom que os comerciantes usem de igual estratégia para com o produtor da “mescla negocial” que lhes vendem. Enquanto for gratuita testem ao máximo para verificar do seu sucesso e por eles e pela região era bom que pegasse de estaca, ganhasse fundações e profundas raízes fazendo com que o volume de vendas aumentasse na mesma ordem e dimensão do ego do criador da dashboard da app de Compr’aqui Viseu!
O meu receio é que à semelhança de tudo onde o importado de Ovar coloca a mão se transforme em efémero, imagem imersiva e experiência “bust” de tudo quanto têm sido os seus projectos, ou em metáfora mais adequada, quanto têm sido os seus orgasmos intelectuais!

20/05/2020

A vacina chega em 2021

No cenário que o País atravessa nada mais restava ao executivo senão a opção tomada do cancelamento da Feira de São Mateus, porque ninguém aceitaria colocar em risco a saúde pública num evento de massas, embora não seja o mítico milhão que todos os anos o marido da directora da Viseu Marca teima em nos vender.

É facto que muitos milhares, felizmente, passam por este evento reconhecido, mas neste contexto da possibilidade de propagação do Coronavirus, quer os emigrantes quer os visitantes, os feirantes ou os artistas vindos dos vários cantos do País e do Mundo poderiam ser os vectores de um contágio comunitário elevado, e sem forma de controlar todas as variáveis do ponto de vista da segurança e da saúde não há como contornar a solução tomada, a não ser que o executivo fosse tão irresponsável como os camaradas da CGTP ou do PCP.

É facto que podemos chegar ao período em que a Feira ocorreria e termos a certeza de que foi um erro adiar a mesma, é bom sinal até que isso aconteça, mas de nada adiantará chorar sobre leite derramado, há sim, que aproveitar a pausa para reflectir sobre o evento e planear o seu arranque no próximo ano com mais pujança e maior envolvência.

08/05/2020

Da factura da água à Feira de São Mateus: as opções de um executivo/compulsivo no gastar

2020 está a ser e dificilmente deixará de ser um ano invulgar, mas há quem quase a meio do ano ainda o não tenha percebido ou o não queira perceber. Para um executivo desenhado na lógica do imediatismo e do efémero, do marketing e da propaganda a pandemia ofereceu-se como um enorme obstáculo. Incapazes de agir, de pensar e planear as actividades práticas, ineficientes na concretização das parcas e tímidas medidas tomadas por força da pressão social os dias têm sido um arrastar de pés sem terem um culpado a quem atirar as culpas ou alijar responsabilidades. O vírus serve para muita coisa, mas neste caso do executivo viseense só serviu para confirmar da sua inabilidade para as coisas práticas da gestão do dia a dia de uma comunidade e para demonstrar a sua total incompetência aos olhos daqueles que ainda lhes devotavam algum crédito. Da oposição também nada se tem a esperar mais ainda quando são eles mesmo a melhor oposição, mas a si mesmos.

O contagioso candidato à Federação feito coordenador regional do pandemónio socialista para ganhar os votos das hostes cedo infectou a CMV, a CIMVDL, o IPV e a ACCES Dão Lafões sendo agora o elemento tóxico da esperança socialista e derrota segura na possível ambição autárquica em 2021.
É sintomática esta doença viral do PS Viseu de conseguir afastar os melhores e aplaudir o compadrio, o conluio, a corrupção e a partidarite dos seus escolhidos. Já tínhamos o arco da governação no País, temos agora o arco da corrupção no concelho e até que se mobilize a sociedade viseense para uma imunização em massa com uma vacina de cidadania e democracia participativa vamos continuar neste degredo da quarentena das ideias e do desenvolvimento de Viseu.

29/04/2020

Autarquia de Viseu: propaganda sim, crítica não

Dizem uns e com a razão que lhes assiste que a crítica nestes tempos conturbados é dispensável, mas eu acrescentaria, a crítica pela crítica é-o de facto, mas já a crítica pela exigência é até recomendável. Evita que a imobilidade se instale, que a inércia se torne rotina, que o erro se repita e no limite que vidas se percam. A diferença terá que residir na qualidade da crítica, acrescentando valor à decisão do executivo para de seguida se actuar com eficácia e celeridade. Poderíamos também perante o mesmo circunstancialismo questionar da importância da propaganda, ie, não se deve criticar, mas pode-se fazer propaganda política?

Vem isto a propósito do que tem sido o dia a dia no concelho, o executivo mantém o nível de propaganda, mas os viseenses que nesta altura têm outras preocupações devolvem-lhe acesa crítica.

O executivo anuncia que vai criar o Viseu Segura e as pessoas perguntam pelo desconto na factura da água. O executivo anuncia 15% de desconto na factura da água e as pessoas perguntam se estão a brincar com coisas sérias. E o rol de críticas poderia continuar dado que de todos os concelhos vizinhos e com menos recursos chegam exemplos positivos que as pessoas aplaudem e questionam do porquê de não serem aplicadas no concelho de “tão boa saúde financeira”. Será falta de vontade política? Desprezo pelas pessoas? Ignorância perante a doença Covid-19 e seus efeitos sócio-económicos?

21/04/2020

Os políticos viseenses, pasmados e invisíveis

O mundo mudou em velocidade estonteante e de forma tão brusca que os políticos viseenses nem tempo tiveram para se adaptar.

Os deputados eleitos pelo distrito entraram em hibernação e não só aqueles que compreensivelmente por pertencerem ao grupo de risco a isso são aconselhados.

Não se ouviu uma voz de ânimo ao povo, de estímulo aos militantes, uma medida proposta ao governo para aliviar o sacrifício das famílias ou das empresas. Podiam por exemplo ter apresentado na AR uma recomendação ao governo para durante este período suspender as portagens na A25 para facilitar a vida aos profissionais da saúde e outros que necessitam de trabalhar, mas não, arrumaram o carro na garagem optando por ignorar todos aqueles que os elegeram. É nos momentos difíceis que se conhecem os amigos e estes, foram bem escolhidos!

16/04/2020

Região Centro é a que mais perde com a pandemia

Esta semana a polémica reportagem da TVI fez soar as campainhas da indignação das redes sociais e uma vez mais se chegou à conclusão que Lisboa representa o País e o Porto o Norte. No meio há um território que sendo português não tem quem o represente nem pelos vistos representa algo substancial para o País e já não é de agora, no tempo do Botas de Santa Comba assim era!

Vem isto a propósito também de esta pandemia revelar dados preocupantes para quem escolheu viver nesses territórios, o Centro de Portugal, mas pouco significativos para quem lidera o combate ao Codiv-19. De acordo com os últimos dados oficiais da DGS, a taxa de letalidade do novo coronavírus na região Centro chega aos 5%, a maior em todo o país e o dobro da registada em Lisboa (2,5%). Este indicador para quem ainda não o percebeu corresponde à proporção entre o número de mortes por uma doença e o número total de pessoas que sofrem dessa doença, num determinado período de tempo – ao contrário da taxa de mortalidade, um índice demográfico que reflete o total de óbitos causados por determinada doença.

31/03/2020

Não baixamos os braços!

Há dias elenquei quase 3 dezenas de medidas e sugestões que a autarquia deveria, na minha modesta opinião, analisar, equacionar e colocar em prática se tais fossem entendidas válidas e nessa perspectiva assumidas como suas.

Não significa que aquelas que, entretanto, foram anunciadas não sejam importantes, mas são manifestamente curtas e incapazes de dotar as famílias viseenses e as empresas do concelho de recursos que lhes permitam enfrentar os difíceis tempos de pandemia económica que se avizinham.

Impossibilitados de prosseguir a política da propaganda e foguetório torna-se agora mais evidente que o concelho não tem liderança com visão e vontade para ultrapassar esta crise ou qualquer outra crise. Só a notória participação cívica dos cidadãos enquanto profissionais de saúde, forças de segurança, bombeiros e todos os demais que asseguraram os serviços essenciais tem permitido ultrapassar e até limitar os turbulentos momentos que a pandemia trouxe.

Se há autarcas como Rui Moreira que primam pela proactividade na resposta pronta aos munícipes, outros há que pura e simplesmente se tornaram como o vírus, invisíveis.