03/01/2020

Polícia Municipal Viseu – Gerir a coisa pública como sua se tratasse…

A recente notícia sobre a situação da Polícia Municipal mostra que, perante uma oposição ciente do problema mas não sabe como o abordar, e um executivo que ausente do problema opta por o continuar a ignorar, nada de novo e de positivo poderá este importante elemento da segurança da cidade esperar em 2020.

Exonerado em Julho deste ano o anterior Comandante, num processo kafkiano mal explicado e que na base terá, segundo os rumores, a influência maquiavélica do marido da directora do Viseu Marca, a Policia Municipal está desde essa ocasião a ser comandada por um agente de 1ª classe, embora, ressalve-se bom profissional e exemplar cidadão.

Acontece que, e vem nos livros, a função comando numa organização policial (e não só) é, possivelmente, a sua característica mais bem definida. O comando define a linha de autoridade ao longo da qual as ordens, missões e tarefas são passadas, tanto dentro da instituição municipal como para outra na sua relação administrativa, funcional ou operacional, em que cada um dos seus elementos sabe exactamente para quem deve reportar ou coordenar. Em geral, os agentes da autoridade transmitem ordens apenas a um único subordinado (directamente abaixo dele) e recebe ordens apenas de um superior (directamente acima dele), e aquele que desrespeita a cadeia de comando está sujeito às punições previstas em regulamento.

16/12/2019

Se ainda lhe resta alguma honorabilidade suspende o mandato! É assim que se vêm os homens, os que o são!

Já lá vão uns bons anos desde que, por formação e dever de cidadania, e de tanta vez apontar o dedo ao que ia mal na cidade, que o poder instalado da Praça da República me fez “malhar com os ossos no Tribunal”.

Nessa altura, a Justiça depois de vencida na 1ª instância pelo compadrio local ganhou a batalha na Relação, arquivada a queixa acabando por dar um bigode ao queixoso e eu a chorar o muito dinheiro gasto no contencioso, o meu que tirei da boca dos meus filhos e o público que o autarca usou dos cofres camarários. Os acólitos e os apaniguados esses não esperaram pela presunção da inocência e rapidamente trataram de ignorar o meu percurso como cidadão e profissional julgando-me na praça. A vida dá muita volta e o karma é fodido!

Menos treta, mais obra! Menos município, mais Viseu

Aproxima-se mais uma discussão do orçamento municipal e das chamadas grandes opções do plano para o ano de 2020.

O panorama actual da situação financeira da autarquia, pese os esforços reiterados do gabinete de propaganda da edilidade em negar sistematicamente a realidade, o facto é que números são números e até na contabilidade da mercearia, se as despesas são superiores às receitas, o resultado é negativo.

Sendo preocupante o descalabro do estado das contas do município, mais ainda o é porquanto não se vislumbra resultado palpável dessa incompetente gestão. Quase 100 milhões de euros ano são executados sem que obra se registe, sem que a vida dos viseenses melhore significativamente em consequência da despesa pública. Não será a “modernaça” casa de banho dos canídeos ou as inúmeras e imersivas experiências do marido da directora do Viseu Marca a fazerem a diferença na vida dos viseenses. Quando muito preenchem-na, ao mesmo tempo que alimentam um séquito instalado à volta dessa municipalização da vida pública, mas não a tornam sustentável sem esse peso no bolso dos contribuintes viseenses.

E a despesa a crescer, a crescer, a crescer…

O Alexandre Azevedo Pinto colocou na sua crónica uma tabela que sistematiza os valores de Receita e de Despesa executados em cada um dos anos entre 2014 e 2018 pela autarquia de Viseu e que mostra que a Despesa está a crescer a um ritmo 3 vezes superior do que aquele a que a Receita cresce.



Como não tardará muito a que o gabinete de propaganda do Rossio venha explicar que os números estão ao contrário acrescento aqui a mesma leitura em gráfico para que poucas dúvidas fiquem nesta matéria.


É fácil de perceber que quem governa assim uma casa não pode continuar a merecer a nossa confiança.

31/10/2019

Mais palavras para quê? É um executivo pelas horas da agonia…

O método é mais batido que a bisca lambida. Foi assim com o Conselho Estratégico, fóruns e workshops do Viseu Primeiro, do Viseu Faz Bem, repetindo-se agora no Viseu 2030. Muita retórica, pouca concretização, muita comunicação, pouca realização, muita parra, pouca uva.

O que tem sobrado em marketing tem faltado em realidade, o que tem sobrado em despesa pública tem faltado em retorno económico, o que nesses eventos tem sobrado em hipocrisia tem faltado em verdade.
Em suma, tem sobrado éter e faltado oxigénio!

Se se recordam, por exemplo, do “Viseu Primeiro 2013/2017”, que visava “validar a visão de uma Cidade-Região competitiva e aberta ao mundo e uma comunidade inclusiva e a marcar o país”, logo na primeira reunião o autarca saudava a “a convergência estratégica e a vitalidade das forças-vivas de Viseu, um pulmão social, económico e científico para concretizar a visão que temos e dar um salto de desenvolvimento centrado nas pessoas, na economia e na cultura”.

O palavreado decorado pelo executivo, engrendado pelo marido da directora do Viseu Marca, propagandeado vezes sem conta, que apontava para “a concretização de políticas urbanas de eficiência e inovação energéticas e de atracção de indústrias criativas, assim como a criação de um plano anual de eventos de cultura, economia e marketing territorial, com dimensão nacional e internacional” culminou num mandato preenchido de foguetório, festas e festarolas com vinho e petiscos para os amigos, sendo que o resultado está à vista no agravamento muito significativo das condições económicas bem patente no Anuário Financeiro dos Municípios de 2018.


Viseu é o município de dimensão média nacional com pior equilíbrio orçamental e em termos de resultados económicos é o décimo com pior desempenho, com uma progressiva degradação dos resultados ao longo do mandato.

14/10/2019

Viseu: prostituição e droga?

Há temas que os políticos evitam abordar como é o caso, da droga, prostituição e contrabando. Sabe-se sempre como entrar no problema, mas desconhece-se a solução e a única certeza é que não se sairá bem de modo que na dúvida todos procuram ignorar esses dramas sociais.

As actividades ilegais como as citadas representaram 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal em 2018, o que corresponde a 804 milhões de euros, aproximadamente. Estas actividades passaram a ser contabilizadas desde 2014, quando a União Europeia decidiu que os seus Estados-membros deveriam conhecer o peso real das actividades ilegais, criadoras da chamada economia paralela.

Os valores em causa só por si já dão um panorama da dificuldade de combate a estas infecções sociais. Não dão votos, logo não interessam! Se nalguns países europeus estas actividades já se encontram legalizadas e regulamentadas, como o caso da prostituição nos Países Baixos, Alemanha, Áustria, Suíça, Grécia, Turquia, Hungria e Letónia, ou da diferenciação da droga em termos medicinais nalguns países, o facto é que na maioria o que vinga é a proibição, pelo que a necessidade de supervisão e controlo é indispensável sob pena de se tornar um flagelo social.

24/09/2019

Viseu – prevenir o acidente

Viseu é uma cidade segura, bem cuidada e estruturalmente organizada, mas, há sempre um mas, o diabo disparou uma tranca e não há modelos perfeitos mas tão só ideais.

Vem isto a propósito da necessidade de particulares e entidades públicas olharem para os seus espaços de intervenção e sociais como áreas nunca acabadas onde a manutenção, a prevenção e a responsabilidade têm que ser uma constante.

Vamos a casos práticos, um privado e outro público, para melhor percepcionarmos a questão.

Na Avenida Alexandre Herculano, junto à estação de serviço, o muro de separação ali existente, que creio pertencente ao espaço do Hotel Grão Vasco, não protege nada nem ninguém do perigo de acidente. Um invisual ou uma criança mais eufórica e distraída poderá de repente ver-se em grave risco de vida pois a altura da queda é superior a 5 metros, como se pode entender pelas fotos seguintes.

23/09/2019

Fernando ou João? Talvez João ou Fernando...

Estamos a 2 semanas da data das eleições legislativas e os dedos das mãos não chegam para as alternativas que se apresentam aos viseenses, mas apesar disso é fácil adivinhar que o acrítico eleitorado e a bipolarização da politica irão centrar a maioria das escolhas entre PS e PSD.

Tem sido essa a norma e portanto é fácil antever que no dia 6 à noite o anúncio da vitória será feito por Fernando Ruas ou João Azevedo.

Em muito iguais e em tudo diferentes, estas eleições apresentam de um lado Fernando Ruas, PSD, ex autarca e viseense do outro João Azevedo, PS, ex autarca e mangualdense. Se a diferença de idades os afasta pois são quase 3 décadas que os separa, já no campo da experiência não estarão longe um do outro. Autarcas com provas dadas e registos positivos dirá de sua justiça Fernando o que João repetirá pelo outro.

31/08/2019

Aqui só se sabe criticar, dizem!

Para que não digam, como alguns ainda hoje o fazem, que só critico por criticar aqui deixo uma solução para a resposta à questão que ontem o PS Viseu levantou na sua acção de campanha no Montebelo. O mundo mudou, o interior está cada vez mais abandonado e ostracizado e ao contrário da tia loura Ana que como solução aponta para “vivermos com pouco e no interior nos contentarmos com o que temos” a alternativa é não nos resignarmos, arregaçar as mangas e seguir uma estratégia diferente daquela que nos trouxe até aqui.
Assim, antes de mais, é necessário “vender o interior, vender a região”. Para isso, há que:

1) Planear: é preciso estudar a região e analisar as possibilidades dos segmentos de empresas e indústrias que poderão ser atraídos; olhar os mercados modernos, apontar as novas tendências e de seguida decalcar para a região;

2) Infraestruturas: as empresas procuram por cidades que ofereçam a infraestrutura necessária, como tratamento de água, rede de saneamento, fibra óptica, estradas e energia eléctrica que chegam até as empresas, estação ferroviária, rodoviária e aeródromo para a capital e outros;

3) Logística: muitas empresas e indústrias escolhem aonde irão abrir suas filiais pela localização;

4) Mão de obra: caso a empresa precise de mão de obra qualificada, é preciso ver se a cidade terá pessoas que ofereçam esses serviços. Senão é preciso antecipar e procurar por parcerias com ensino superior, escolas profissionalizantes, imigração, etc;