28/01/2005

Encerrados para balanço

Para os cibernautas que no estrangeiro têm visitado este blog, informa-se que continuamos encerrados para balanço e certamente, levaremos ainda algum tempo a pôr este País a funcionar.!!

A ver vamos...

27/01/2005

Receita para aqueles dias...

Uma boa lição de vida para quando sentimos que nos está a saltar a tampa e com vontade de mandar tudo para as ortigas... um instante inesquecível da sensibilidade humana:

"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem. Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom sorvete de chocolate.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestir-me-ia com simplicidade, deitar-me-ia de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma.
Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse. Pintaria, com um sonho de Van Gogo, sobre estrelas, um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat - seria a serenata que ofereceria à Lua.
Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas. Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida, não deixaria passar um só dia sem dizer às gentes - amo-vos, amo-vos. Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria apaixonado pelo amor.
Aos homens, provar-lhes-ia como estão enganados ao pensarem que deixam de apaixonar-se quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de apaixonar-se. A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos, ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que toda a gente quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aprendi que, quando um recém-nascido aperta, com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo de seu pai, o torna prisioneiro para sempre.
Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo."

Gabriel Garcia Marquez

Esta paisagem também é para ajudar a reflexão!

A propósito dos tempos que correm...

A crítica é menos eficaz do que o exemplo. É de considerar se a grande sugestão para usar da crítica nos nossos tempos e que põe em causa todos os valores consagrados, não é o resultado duma anemia profunda do acto de vontade de toda uma sociedade. Todos temos consciência de como o exemplo se tornou interdito, como o indivíduo, na sua excepção perturbadora, é causa de mal-estar. Dir-se-ia que a fraqueza, a breve virtude, a mediocridade, de interesses e de condições, têm prioridade sobre o modelo e a utopia. A par desta dimensão rasa do despotismo do demérito, levanta-se uma rajada de violência. É de crer que a violência é hoje a linguagem bastarda da desilusão e o reverso do exemplo; representa a frustração do exemplo.
Agustina Bessa-Luís, in 'Contemplação Carinhosa da Angústia'

Esta imagem de Viseu é só para ajudar a reflexão!

26/01/2005

Foi a ferros, mas ...

Liedson não resolveu... e a Taça ardeu!!!

E o Karadas estava... de caganeira!


Traduzindo...

Uns já lá estão, os outros para lá caminham! O Poder cola ou a Cola do poder? ...

25/01/2005

Navegantes blogosféricos...

Coloquei no blog como já certamente repararam um contador de visitas... Ah, por nada de mais! Apenas uma forma de alimentar o meu ego e ir vendo se o pessoal pica o ponto. Já começa a haver uns fieis devotos que regularmente me visitamo que me agrada, apesar de ainda se acanharem nos comentários, tirando o Mauricio que descarrega a bilis em tudo o que lê! Vejam se embora mais açucarados vão dando umas dicas. Já me tenho obrigado a copy paste por falta de ideias só para ir mantendo o sitio actualizado! Mas ando é intrigado com uns cibernautas doutras blogosferas (United States, Brasil, Canadá, etc) que de vez em quando espreitam o site. Quem serão? Vejam se dão um sinal ou estão à espera que nesta Comunidade da Mais Universal Lingua que deu mundos ao mundo se fale inglês?

Troca-se frio por neve!

Oh malta... já lá vão uns anos desde que me lembro de percorrer esta paisagem! O frio não nos larga mas a neve é que nem vê-la!
Os nossos metereologistas estão a ficar como os nossos politicos! É só promessas! Esta vaga de frio, apesar de tudo está a ser um flop...

A ver passar os Comboios...

Sabiam que em 1989 os CAMINHOS DE FERRO PORTUGUESES, EP., decidiram mandar proceder à elaboração de estudos exploratórios de traçado duma linha férrea entre a região envolvente do grande Porto e a fronteira luso-espanhola, destinada a contribuir para a maximização da quota do caminho de ferro na repartição modal dos importantes fluxos potenciais de tráfego de passageiros e mercadorias, identificados a norte do País. A linha, cujo traçado foi proposta,partindo de Avanca/Estarreja, serviria as localidades de Sever do Vouga (a 3 Km), Oliveira de Frades (a 0,5 Km), Viseu (a 1,5 Km), Mangualde (a 3 Km), Fornos de Algodres (a 0,5 Km), Celorico da Beira (a 1 Km), Vila F. Das Naves (a 0,3 Km), Pinhel (a 2 Km) e Almeida (a 1,5 Km )
Os estudos do traçado foram feitos tendo presentes as seguintes premissas:Ligar a Área do Grande Porto à fronteira Luso-Espanhola; Ter origem na Linha do Norte entre Aveiro e Espinho; Passar nas proximidades de Viseu;
Depois deste muitos outros estudos já foram feitos. A própria CP tem um estudo onde se aponta a ligação Viseu à Linha da Beira Alta como sendo uma aposta muito lucrativa face ao aumento do numero de passageiros previstos em relação ao investimento a realizar. E, até o TGV se aguarda... Para quando? Eles falam, falam, falam e eu a ver passar os ... autocarros!

Segurem-me senão...

24/01/2005

A ti Soldado Português, que partes pela Paz!

Na data que saiem para o Kosovo os primeiros militares do 2º Batalhão de Infantaria do RI14, quero aqui deixar-lhes o meu tributo e o voto-coração dos maiores sucessos. Desejo-lhes que levem na alma a vontade de ajudar a afirmar a paz no Mundo, o nome de Portugal e que a Bandeira e a Sorte os protejam pois pela primeira vão e com a segunda contam!
A ti Soldado de Portugal, príncipe da Nação

Se acaso te parece espantoso, ó egrégio príncipe, que eu, um homem de ti desconhecido e pela lonjura apartado, tenha assumido esta tarefa, na aparência supérflua, de te escrever, desejaria eu que atribuísses o facto à tua valia, a qual, de tão longe e largamente difundida, me impeliu e me dispôs o ânimo a que te exortasse com as minhas palavras àquilo que tu, de tua espontânea vontade e sem precisão de qualquer instigador, segundo vejo, já prossegues. É um preceito de Cícero, com efeito, que a coragem tem tal valor que aos que por ela se distinguem, posto que jamais os tenhamos visto, devemos ter-lhes particular afeição.
Do mesmo modo, pois, que aqueles que no estádio se batem na corrida, são bastas vezes incitados pelo clamor de quantos os aplaudem, assim também eu, com a minha exortação, embora haja de ser breve, estou confiante de que hei-de conseguir incitar-te, sequer, um pouco, e mover-te o ânimo a prosseguir aqueles feitos que encetaste sem o impulso de quem quer que fosse, para além da invulgar coragem da tua própria alma.
São bem merecedores de realce aqueles que, confiados no seu engenho, como a ti sucedeu, se entregam à prática de feitos de valor; mas eles próprios conferem maior grandeza ainda à sua glória, se não desprezam ou enjeitam os conselhos daqueles por cujas palavras são persuadidos à perseverança na virtude.
Mas todas as dificuldades, todas as canseiras, todos os perigos, a tua robustez de coração há-de ultrapassar e levarás a cabo façanhas que hão-de proporcionar-te eterna glória.
Ó mui sábio e mui valente príncipe de Portugal, em dias de antanho, o teu pai, esta herança te legou, a mais excelsa de todas: a luta pela Paz e Dignidade dos Homens. A missão de um príncipe deve ser, enfim, conduzir os seus exércitos contra a miséria humana, contra a ingratidão, contra a opressão e lutar pela Liberdade e pela Paz. Os que assim procedem tornam-se insignes pela piedade e pela glória.
E se tu, do mesmo modo que começaste, pretendes prosseguir, os restantes príncipes, tu os hás-de exceder pela fama e pela glória dos feitos alcançados. Cá estarei à tua espera para te louvar à chegada e te prestar a minha homenagem.
Poggio Bracciolini, o célebre humanista florentino, por volta de 1448, dirigiu ao infante D. Henrique um extenso elogio em latim, que não se sabe bem se terá sido redigido espontaneamente ou por encomenda mas que eu aqui adaptei em louvor a estes "Viriatos" que partem com destino a uma missão no Kosovo.

Que nas asas da fama se sustenham... e dos perigos se protejam

Isto será Genérico?

Leio nas noticias locais que a indústria farmacêutica Labesfal foi vendida ao grupo alemão Fresenius, líder europeu na investigação, produção e distribuição de produtos injectáveis para hospitais. Será a mesma empresa que em Julho, com pompa e circunstância e com a presença do Presidente da República celebrou com o Estado Português um contrato de apoio financeiro? Será a mesma empresa que assumiu a importância estratégica da industria farmacêutica para Portugal perante essa mesma possibilidade de apoio?
Ora leiam os discursos desse dia in Voz das Beiras:
No passado dia 29 de Julho, a Labesfal dotou o seu Complexo Industrial, em Lagedo(Tondela), dedicado especificamente à produção de medicamentos antibióticos, de uma unidade destinada ao fabrico de medicamentos Genéricos. A inauguração foi presidida pelo Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, tendo também pontuado a presença do Ministro da Saúde, Dr. Luís Filipe Pereira; (...). Joaquim Coimbra, presidente da empresa, no seu longo discurso (...), lembrou: “No dia 25 de Fevereiro de 1999, Vossa Excelência, Sr. Presidente, concedeu-nos a elevada honra de visitar a primeira unidade fabril construída neste Complexo Industrial, unidade essa dedicada especificamente à produção de Antibióticos”. Na altura “defendeu Vossa Excelência, de forma clara e inequívoca, a necessidade de Portugal implementar, decisivamente, a opção pelo desenvolvimento dos Medicamentos Genéricos, como medida elementar de racionalização económica na Saúde.Mas disse V.Exa. também, Senhor Presidente, que Portugal tinha “uma clara deficiência de resposta na produção de medicamentos”. Por isso, lançou-nos um desafio: Construir, aqui no interior do país, uma unidade de referência em produção de Medicamentos Genéricos. Pois bem, Senhor Presidente. Aqui está ela. A Unidade de Produção que Vossa Excelência acaba de inaugurar pretende responder ao desafio que nos lançou. O futuro dirá se ela cumpriu a missão que lhe atribuímos. Se for esse o caso, como acreditamos, Portugal estará mais rico e mais independente num sector vital para a qualidade de vida dos portugueses. A indústria farmacêutica portuguesa terá consolidado a sua capacidade de inovação e o seu elevado nível tecnológico. E é aí que continuará a sustentar a qualidade e a competitividade do medicamento fabricado em Portugal”. (...) Esta unidade industrial, do modo como está inserida na indústria farmacêutica nacional, cumpre e realiza a sua função estratégica para Portugal. Hoje já ninguém questiona que a industria farmacêutica, de base produtiva nacional, se reveste de interesse estratégico para qualquer país. Mas Portugal, ao longo dos últimos anos, tem vindo a assistir ao desaparecimento gradual da sua indústria farmacêutica verdadeiramente nacional, que foi sendo progressivamente substituída por meros operadores comerciais de importação. Se nada tivesse sido feito por alguns, muito poucos, Portugal estaria hoje totalmente dependente e à mercê do fraco interesse que um minúsculo mercado representa para as gigantescas companhias transnacionais. A Labesfal reagiu contra esse destino, essa quase fatalidade. (...) Por último Joaquim Coimbra disse estar empenhado na continuação dos seus projectos. “O complexo industrial que aqui foi construído demonstra que a indústria farmacêutica nacional resiste e não se rende”. Trata-se de um projecto que “assegura qualidade e competitividade, reafirmando a autonomia do país num sector estratégico, essencial para a vida dos portugueses. Este projecto pode libertar Portugal de dependências externas, de flutuações ao sabor do jogo estratégico das poderosas multinacionais do sector, para cujas opções nada contam os interesses de um minúsculo mercado, como é considerado o nosso país. Portugal não pode continuar a assistir passivamente ao desaparecimento da sua indústria verdadeira nacional e à transferência para países terceiros de capacidades produtivas e centros de decisão que aqui estavam instalados. Portugal não pode, num sector fundamental ao bem-estar social, continuar a transformar-se rapidamente num país de meros agentes comerciais, perigosamente dependente de estratégias e interesses externos”.
No dia seguinte, o Conselho de Ministros de 30 de Julho na reunião que teve lugar no Palácio do Freixo, no Porto, aprovou os seguintes diplomas:
(...)
5. Resolução do Conselho de Ministros que aprova a minuta do contrato de investimento e respectivos anexos, a celebrar entre o Estado Português e a Labesfal - Laboratórios Almiro, S.A., para a realização de um projecto de investimento em Tondela.
A LABESFAL, através do presente projecto de investimento, reforçará o seu estatuto de parceiro estratégico para as Autoridades Nacionais de Saúde, no âmbito da política do medicamento, pois promoverá a inovação e a competitividade, incrementará o seu esforço de orientação para a qualidade, numa lógica de reforço dos seus critérios de excelência e reforçará a introdução de medicamentos em mercados externos, mais concretamente, em Espanha, Cabo Verde, Moçambique, Tunísia e Costa do Marfim.
Os investimentos a realizar têm por base a aquisição das Melhores Tecnologias Disponíveis (MTD's), garantindo que a empresa possa ser uma referência para a indústria farmacêutica.
O investimento a realizar pela L
ABESFAL tem um elevado impacto na região em que se insere, contribuindo para o desenvolvimento industrial da Zona Industrial do Lagedo.
Trata-se de um projecto que envolve um investimento da ordem dos 9.255.596 Euros e a criação de 27 postos de trabalho directos. Com a implementação do projecto, a empresa prevê alcançar um volume de vendas, para o mercado externo, da ordem dos 11.930.000 Euros em ano cruzeiro (2005).
Isto será Genérico? Provávelmente será...para mal da nossa região e do nosso País.

23/01/2005

Com o frio a chegar em quem apostar? Na cigarra ou na formiga?

A missão do chamado «intelectual» é, de certo modo, oposta à do político. A obra intelectual aspira, frequentemente em vão, a aclarar um pouco as coisas, enquanto a do político é, pelo contrário, consistir em confundi-las mais do que já estavam. Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser um imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral.
Ortega y Gasset, in 'A Rebelião das Massas'

Conta a intenção, claro!

O Pavilhão do INATEL, em Viseu encheu-se de artistas do distrito que se "disponibilizaram gratuitamente" para angariar fundos para as vítimas do maremoto no sudeste asiático. E, como o alivio dos que sofrem deve ser dever de todos, não pude deixar de ir dar o meu parco contributo! Mas, acreditem que se não fosse o momento de poesia protagonizado pela Sofia e pelo João, dois alunos da ESAV, para trazer alguma emoção ao espectáculo teria sido terrivel aguentar tanto tempo aquela "massagem ao cérebro". Com o "DVD que não lê DVD´s" a falhar, o apresentador a dar bençãos por o Benfica estar a perder, de tudo assisti enquanto consegui aguentar! E, tive que fazer um enorme esforço, perdoem-me, para não me deixar rir quando o "verdadeiro artista" do CD e da cassete pirata anunciou que Portugal é pikeno mas grande em xulidariedade... Ah, Biseu! Mas, honra seja feita, conta a intenção, e essa é de louvar!

Uma aventura radical

Uma das explicações para a origem do nome de Abraveses é a de que este se deve ao facto da povoação estar localizada a norte da fortificação da Cava de Viariato, onde havia uma porta que só se "abrásveses" (abre às vezes). Inicialmente foi chamada de "Abravaeses" e só mais tarde passou então a chamar-se "Abraveses". Também agora faz jus ao nome e para atravessar a vila só às vezes... umas vezes é fácil, outras é de perder a paciência! Com as necessárias obras de alargamento da EN2 aquela zona tornou-se um caos, nada fácil de percorrer, uma autêntica aventura radical!!! Buracos, valas, vedações e muitas voltinhas em toda a extensão, que somadas à falta de sinalização levam a pensar quem não conhece que está ali a ser construida uma pista de auto-cross! É certo que não é disto que se trata, mas sim da desejada requalificação duma zona de conflitualidade rodoviária mas ainda assim deixe-me perguntar, os engenheiros não deveriam saber planear/executar os trabalhos de modo a prejudicar o menos possivel os cidadãos?