05/02/2005

Só me sai disto!...

O pessoal cá do burgo anda com as ideias um bocado enfarinhadas. Ora imaginem que ouvi na RCI que Viseu vai tentar figurar, mais uma vez, no livro dos recordes do Guiness, com a confecção de um pão com chouriço de mais de um quilómetro de comprimento, que se tornará no maior pão com chouriço do mundo. Está visto!!! Mais uma iniciativa cultural de grande indole e destaque!!!

Em cheio no alvo!...

A propósito dos tempos que correm, leiam este retrato do Prof Aguiar e Silva:
"Se procedermos à anatomia da crise da consciência nacional que percorre patologicamente o regime parlamentarista português, desde o seu início até à implantação da República, encontraremos uma multiplicidade de causas, mas, em relação ao descrédito em que se atolou a classe política, identificaremos uma causa recorrente: a vacuidade do discurso como espelho da vacuidade do pensamento, a discordância entre o discurso dos próceres políticos e a realidade social, cultural e económica do País, a discrepância clamorosa entre as palavras e os factos, entre as promessas e as acções, entre o dito e o feito".

Este é um exemplo do que acima se disse... mas há disto em todos os Partidos!!!

Krystallos

Após 10 anos de persistência, a autarquia de Viseu anunciou que o projecto do Museu do Quartzo, no Monte de Santa Luzia, vai arrancar no primeiro semestre de 2005.
In Jornal do Centro http://www.jornaldocentro.pt.
Ao fim de tanto ano a juntar calhaus... a coisa promete até porque o quartzo é o mais abundante mineral da Terra (aproximadamente 12% vol.).
Possui estrutura cristalina hexagonal composta por tetraedros de sílica (dióxido de silício, SiO2). O seu hálito cristalino é um prisma de seis lados que termina em pirâmides de seis lados, embora frequentemente distorcidas. Existem muitas variedades do quartzo e é constituinte comum do granito. Algumas estruturas de cristal de quartzo são piezoeléctricas e usadas como osciladores em aparelhos electrónicos tais como relógios e rádios. O nome "quartzo" vêm da palavra grega Krystallos, que significa "gelo". Por isto tudo, meus amigos, como vêm dentro em breve Viseu terá mais um motivo de atração: a visita dos calhaus....

03/02/2005

Pensamento profundo???

Fugindo à regra, aqui fica um pensamento em inglês, aplicável aos tempos que correm:

The enemy invariably attacks on two occasions:
(a) when you are ready for them,
(b) when you are not ready for them

Poema e pintura sobre Viseu

ekphrasis

cidade vida e canto - dizes
digo - fractura-se o tempo
contra a memória sólida
dos líquenes e dos fungos

no fundo dela (da evocação)
disse-te jovem e duradoura
e sobre mim falava
e dos corpos arqueados
tensos iluminados
das crianças
dos exercícios gímnicos
encostados ao derruir da catedral

viseu, a tua gramática
é o fogo dos frutos
e o esplendor verde do granito
no calor aceso das sombras
percorro-te ainda no teclado
do sangue
e no rumor surdo
da seiva pacificadora

de novo
aparição do tempo
esta cidade alarme de mim...
e do centro opaco do cérebro
pulsar do corpo ao coração
uma voz eco de orpheu diz
ser eu de viseu e o fora de mim não.

Martim de Gouveia e Sousa



Quadro de Raquel Loureiro sobre Viseu

02/02/2005

Agora é mau... e depois?

Leio num estudo da AIRV que "o distrito de Viseu possui o número mais baixo de empresas por 1.000 habitantes (14,6%)" e que "a análise das taxas de crescimento revela uma evolução favorável no número de estabelecimentos na generalidade dos sectores, sendo o comércio ultrapassado por outras actividades, nomeadamente a construção civil e o alojamento e restauração". Ora, é sabido que os anos 90 vieram confirmar o importante papel da cidade de Viseu enquanto factor de atractividade para a região ao mesmo tempo que reforçaram o papel do sector da construção civil e representaram um esforço de maior abertura de região ao exterior. Contudo, são também analisadas nesse estudo algumas fraquezas na internacionalização e na imagem de alguns sectores desta região, nomeadamente:
- Viseu é percepcionada como região de grande conservadorismo e religiosidade;
- Não existe uma visão de subdesenvolvimento no que respeita a recursos humanos, mas não tem ainda uma imagem forte no sentido inverso (desenvolvimento);
- A cultura e receptividade à mudança é ainda vista como fechada;
- Muitos empresários de Viseu tendem a confundir gestão do património pessoal com gestão de empresas, não havendo um conhecimento significativo quanto ao espírito empreendedor dos naturais da zona;
O estudo continua apresentando as vantagens competitivas de Viseu para o desenvolvimento económico que, felizmente também as há:
- Vias de Comunicação - IP5, IP3;
- Proximidade de Espanha;
- Ensino superior;
- Proximidade de Porto e Aveiro;
- Baixo custo dos terrenos;
- Custo e disponibilidade da mão de obra;
- Bom potencial de desenvolvimento económico e social;
- Atractividade da cidade.
E, em conclusão o estudo refere que "apesar do fraco grau de internacionalização, a economia da região de Viseu está longe de girar em torno de si mesma. As empresas viseenses disputam o mercado nacional, estão sujeitas à concorrência dentro de portas movida por organizações nacionais e estrangeiras que aqui fazem chegar os seus produtos e serviços por via de diferentes canais de distribuição. Sejam empresas com vocação eminentemente exportadora ou que assentem em exclusivo a sua actividade numa base doméstica, a verdade é que sentem com maior ou menor intensidade os efeitos da concorrência que se manifesta livremente no mercado." Isso significará que a breve prazo e em suma "às empresas da região não resta outra alternativa que não seja a de operarem num mercado global, com crescentes níveis de competição. A globalização não afectará todas as empresas de igual forma e ao mesmo tempo. De fora ficarão todas aquelas (em número cada vez mais reduzido) que se encontram em nichos de mercado muito específicos, as que constituem monopólios naturais, as que se encontrem num sector com fortes barreiras de entrada. De resto, a generalidade do sector empresarial - mais tarde ou mais cedo - estará a competir num mercado aberto, sujeito a estratégias concorrenciais agressivas.
Por isto tudo, quando vejo os comerciantes de Viseu preocupados com o prejuizo ou o incómodo causados pelas obras de recuperação ou construção de um ou outro espaço nem sei o que pensar. Estão preocupados com o cisco na vista do vizinho e não veêm o barrote no seu. E, que acontecerá quando em força chegar a avalanche de betão... e não só: Forúm, Leclerk, Jumbo, AKI, etc. tudo simbolos de desenvolvimento. A ver vamos... se o prejuízo não será maior para todos nós, comerciantes e não só!!!

Haverá "espaço" para tanto negócio na cidade?

A propósito dos tempos que correm...

As opiniões fundadas em preconceitos são sempre sustentadas com a maior violência.

Ainda mexem...

Tive a ideia de há uns tempos aqui colocar uma imagem deste tipo a propósito dum desafio da 2ª Circular... e agora, só me cai disto na caixa de correio electrónico! Porque será?

01/02/2005

Quadratura do círculo

Para muitos dos que visitam Viseu pela primeira vez, esta cidade apresenta-se como o “reino das rotundas”. Um epíteto que muito deve ao surto verificado nos últimos anos, que transformou inúmeros dos antigos cruzamentos em praças giratórias, como forma de melhor fazer fluir o tráfego e, consequentemente, de reduzir o número de acidentes. Apesar da existência de tantas rotundas, os condutores nacionais continuam a estar redondamente enganados quanto à melhor forma de circular nestes locais. Esta situação já levou mesmo o Presidente da Câmara de Viseu a questionar a DGV sobre esta matéria, segundo uma noticia que leio no jornal. A esse propósito recordou-me de já ter lido um documento em que aquela Direcção preocupada com a quantidade de sinistros nas rotundas, e devido às lacunas do Código da Estrada (CE) sobre esta matéria, emitiu um documento onde se propõe o útil objectivo de explicar aos automobilistas mais confusos a “quadratura do círculo”…
Uma rotunda não é mais do que uma praça composta por um cruzamento ou entroncamento, onde o trânsito se processa em sentido giratório, contrário ao dos ponteiros do relógio. Quase todos os condutores têm presente que, ao aproximarem-se de uma rotunda, deverão reduzir a velocidade e dar prioridade a todos os veículos com motor que por lá circulem. O que muitos desconhecem, porém, é qual a faixa em que devem seguir quando circulam na dita rotunda. Ora, essa tal “circular explicativa” divulgada pela DGV procura justamente dar algumas indicações aos automobilistas sobre a forma ideal de “escapar” ileso a uma praça desta natureza. Como refere essa nota, segundo me lembro “há que obrigar os condutores a circular sempre nas faixas interiores, sendo apenas permitida a passagem para a zona exterior no troço imediatamente antes da saída desejada”. Ou seja, o que deverá evitar a todo o custo é rodar na faixa exterior. Coisa esperta, não???
Esta iniciativa da DGV deve-se ainda ao facto de esta sentir, há já algum tempo, que o CE é demasiado omisso nas explicações sobre a rodagem nas rotundas. A verdade é que falta regulamentação sobre o assunto. O artigo nº 16 do CE, na alínea 1), adianta que “nos cruzamentos, entroncamentos e rotundas, o trânsito faz-se por forma a dar a esquerda à parte central dos mesmos ou às placas, postos ou dispositivos semelhantes nelas existentes, desde que se encontrem no eixo da via de que procedem os veículos”. Tão simplesmente. Não adiantando uma vírgula sobre a faixa em que se deverá colocar um indivíduo antes da saída idealizada. Uma lacuna que em Viseu tem resultados desastrosos... Começa a ser uma aventura percorrer todas estas rotundas! Oxalá a explicação pedida chegue depressa...

30/01/2005

Temas para a campanha

Preocupado com tanta falta de imaginação dos nossos politicos para os temas de campanha, ficam aqui algumas ideias. Porque não debaterem a imprevisibilidade do sistema metereológico ou o peso da arbitragem nos jogos do fim de semana ou mesmo o empastelamento do espectro magnético face ao aumento do número de telemóveis 3G ou até os niveis da barragem do Alqueva face á ausência de chuva e as novas técnicas de coloração do cabelo?

O que é nacional é bom

Leio num folheto do Grupo Visabeira que vão passar a gerir os destinos da Casa da Ínsua em Penalva do Castelo. Para quem não conhece a Quinta da Ínsua deixem que vos diga que é dos locais mais espectaculares que a nossa região apresenta. Passe os olhos na galeria de imagens http://www.casadainsua.pt/pt/galeria.html e verá que concorda fácilmente comigo. Mas o que me agrada também na ideia é o facto de termos um grupo empresarial local a promover este espaço em vez de ter sido vendido a um qualquer monopólio estrangeiro, como tenho visto acontecer a algumas actividades da nossa zona. Depois, Visabeira é e tem sido sinónimo de qualidade de modo que só temos a esperar boas novidades deste negócio!


E o Vinho da zona? É néctar dos Deuses, acreditem...

Tanto espanto porquê?

«Um inquérito sociológico, esta terça-feira publicado, revela que 86 por cento dos jovens portugueses não quer saber de grupos sociais, cívicos ou políticos. A explicação para esta fraca mobilização é simples: falta de interesse. É pelo menos o que afirmam 35 por cento dos inquiridos, enquanto 15 por cento queixa-se de falta de tempo. Um total de 51 por cento dos jovens portugueses diz que não pretende pôr a cruzinha para ajudar a decidir o futuro do país. Os mais novos consideram que existem coisas mais importantes para fazer no dia das eleições.»
Será dificil perceber porque acontece isto com os jovens? Quem os educa e os forma? Não são os adultos? Não é a escola e a familia? E, os 14% que são socialmente activos são aqueles que já descobriram que estar na Associação de Estudantes dará lugar a um tacho politico qualquer logo que cheguem à idade adulta? Assim, não mudaremos coisa nenhuma...