19/02/2005

Por cá... e pelas piores razões

Depois da excelente novidade sobre o Hospital CENTRAL de S. Teotónio chega a noticia que os casos de gripe e doenças do foro respiratório estoiraram com a capacidade de internamento deste sistema de saúde, obrigando a interromper até o programa das listas de espera. Oxalá os ventos levem depressa estes virus que andam por ai e devolvam ao Hospital a sua capacidade e aos doentes a saúde.
Ao mesmo tempo, um grupo de pretensos defensores da moral e dos bons costumes resolveu atirar de novo Viseu para a rota das noticias nacionais, perseguindo e maltratando um outro grupo que ao que parece têm uns gostos esquisitos, desviantes e "retrógrados" até, segundo ouvi na rádio. Com tanta assunto onde poderiam extravassar as energias acumuladas haviam logo de se lembrar de andar a tratar de questões do "olho do cú", perdoem-me a expressão. Podiam em vez disso por exemplo terem-se oferecido para o programa de voluntários do Hospital. Também prestavam um serviço social e evitavam ver Viseu retratado da pior maneira, mais uma vez. Enfim...

Há para aí uma malta a borrar o quadro!...

18/02/2005

Uma boa notícia

O Hospital de Viseu é a primeira unidade hospitalar central do interior do país. A nova designação, que substitui a de âmbito distrital, implica uma área de abrangência que compreende os distritos de Viseu e da Guarda. O S. Teotónio passará a ser um hospital de fim de linha.
Apesar de, certamente, passarmos a pagar mais em taxas moderadoras e consultas esta não deixa de ser uma boa noticia para a nossa região.
http://www.hstviseu.min-saude.pt/index.htm

No centro... do alvo

Cães e gatos

Quando não há assunto, um assunto positivo, sério, os homens activos comportam-se entre si como cães e gatos, e começam a discutir por uma questão de princípios e de convicções. Recriminam-se uns aos outros por não compartilharem das mesmas crenças, e o ofensivo declara ao parceiro que ele não vê um palmo diante do nariz; e um ou outro que se mostra indiferente para com tudo menos para consigo; e alguns que se ocupam das leis municipais e gostariam de pôr tudo sob a sua jurisdição. E assim sucessivamente. É insuportável.
Fiodor Dostoievski, in 'Diário de um Escritor'

A propósito dos tempos que correm

A história européia parece, pela primeira vez, entregue à decisão do homem vulgar como tal. Ou dito em voz activa: o homem vulgar, antes dirigido, resolveu governar o mundo. Esta resolução de avançar para o primeiro plano social produziu-se nele, automaticamente, mal chegou a amadurecer o novo tipo de homem que ele representa. Se, atendendo aos defeitos da vida pública, estuda-se a estrutura psicológica deste novo tipo de homem-massa, encontra-se o seguinte: 1º, uma impressão nativa e radical de que a vida é fácil, abastada, sem limitações trágicas; portanto, cada indivíduo médio encontra em si mesmo uma sensação de domínio e triunfo que, 2º, convida-o a afirmar-se a si mesmo tal qual é, a considerar bom e completo o seu haver moral e intelectual. Este contentamento consigo mesmo leva-o a fechar-se em si mesmo para toda a instância exterior, a não ouvir, a não pôr em tela de juízo as suas opiniões e a não contar com os demais. A sua sensação íntima de domínio incita-o constantemente a exercer predomínio. Actuará, pois, como se somente ele e os seus congéneres existissem no mundo; portanto, 3º, intervirá em tudo impondo a sua vulgar opinião, sem considerações, contemplações, trâmites nem reservas; quer dizer, segundo um regime de «acção direta».
Ortega y Gasset, in 'A Rebelião das Massas'

16/02/2005

Viseu, Séc XXI

Viseu, GAMVIS, Coração de Portugal, etc e tal... Século XXI! E, uma instalação de gás destas no meu bairro! Dá para acreditar?


Tudo de acordo com a legislação, normas de segurança e apertada fiscalização... Ah, e o gás não é à borla, claro!

14/02/2005

Pedalando...

Ao que consta, a futura ecopista de Viseu já mexe... Leio nos jornais locais que, desde que a autarquia deu início à limpeza do troço entre a antiga estação de Viseu e a ponte de Mosteirinho, com o objectivo de conhecer o troço ao pormenor e identificar eventuais problemas, já há muita gente que o aproveita para passear e fazer exercício, especialmente ao fim-de-semana. A Ecopista de Viseu vai ser construída no antigo ramal do Dão, da linha ferroviária da Beira Alta, e tem custos estimados em cerca de 400 mil euros. Ao que parece também existe a intenção da CMV de electrificar a parte urbana da ecopista. Para se aproveitar tudo isto vai ser preciso ainda pedalar mas, para já, são boas noticias.

Daqui sairá a Ecopista...

De volta ao trabalho

Preocupado com a situação de Portugal e com o que se possa passar após 20 de Fevereiro, o "rapaz" voltou ao trabalho e desmultiplicou-se em mil e um contactos. Nós por cá, bem, continuamos serenos e absolutamente indecisos!...

Yah, I´m back to work...