09/04/2005

Viseu, área metropolitana

Ao fundo o mamarracho...

Quem nunca viu Viseu...

Não sabe o que perdeu...

Indo eu, indo eu...

Outra panorâmica mas a mesma beleza...

Viriato e Viseu

Seja Viriato um mito ou uma realidade, e aconselho a esse respeito o artigo do Dr Inês Vaz sobre estas questões, o que é um facto é que os nuestros hermanos em Zamora aproveitam bem dos valores deste lendário guerreiro. Viriato simboliza valores de coragem e de liberdade entre outros e por isso, ali ao lado, Zamora tem isso bem presente. Desde o Café Viriato, à Calle de Viriato, ao artesanato de Viriato, ao queijo Viriato, enfim... tudo é Viriato! Imagem que vende e promove a Ciudad. Simples, não é? E, por cá?

Temos algum Dão Viriato?

Onde está o Gulliver?

A crescente utilização do transporte rodoviário aliada ao aumento previsto nas próximas décadas, impõe que a sociedade adopte soluções alternativas que ajudem a minimizar as consequências nefastas desta evolução para o meio ambiente e para a saúde pública.
E, se bem me recordo lembro-me de em 2002 ter visto pela cidade uns autocarros amigos do ambiente e na altura achei (e continuo a achar) que é uma boa solução! Que é feito deles? Nunca mais vi nenhum... É impressão minha?

Onde passa?

Este fim de semana é deles...

Pensamento do dia

08/04/2005

Universidade? Sim, Não ou Talvez?

Em 19-05-2004 os jornais locais davam conta que o primeiro–ministro anunciou a criação de uma universidade pública na cidade, que vai estar virada para a tecnologia e a inovação. O anúncio foi feito em Viseu, numa sessão solene na Câmara Municipal, suscitando aplausos de uma sala repleta de assistentes que já estavam na expectativa de ouvir aquele anúncio... Desta forma, o governante considera que será feita “justiça a esta cidade e a esta região, que teve um crescimento notável ao longo dos últimos anos, mas a quem falta dar aquele salto qualitativo que só a qualificação aprofundada dos seus cidadãos permite”. Barroso lembrou que Viseu seria a única Grande Área Metropolitana do país que não teria Universidade Pública. “Viseu há muito que merece uma Universidade Pública, que possa aproveitar o investimento já feito no seu Instituto Politécnico, que é excelente, e em parceria com outras instituições da região, nomeadamente as empresas”, afirmou o primeiro–ministro. Na sua opinião, assim Viseu poderá ter uma Universidade que será “um paradigma do ensino superior que o Governo quer em Portugal, mais virado para as tecnologias, inovação, investimento e qualidade”.
Mais tarde, os deputados do PS preocupados com o andamento dos trabalhos apresentavam na AR um requerimento onde pretendem saber do andamento dos trabalhos. Rezava assim:
Requerimento Nº /IX/3ª
Assunto: Criação da Universidade Pública de Viseu
Apresentado por deputados: José Junqueiro, Ana Benavente e Miguel Ginestal
O governo assumiu perante os viseenses o compromisso de, até ao final do mês de Setembro, apresentar a solução para a criação, em concreto, da Universidade Pública de Viseu, no âmbito do estudo sobre a Reorganização da Rede de Estabelecimentos de Ensino Superior, à luz da Declaração de Bolonha. Nos últimos dias, temos assistido com expectativa a várias declarações públicas, quer da Ministra da Ciência e do Ensino Superior, quer do Prof. Veiga Simão, sobre vários aspectos desse trabalho, sem que de forma explicita tenha sido apontada a solução final, conforme prometido, para a criação da Universidade de Viseu. Nestes termos, tendo a expectativa de que o Governo cumprirá, nos prazos estabelecidos, com a promessa feita reiteradamente em Viseu, os deputados do PS, em epígrafe, vêm solicitar ao Governo, através do Ministério da Ciência e Ensino Superior, se digne prestar os seguintes esclarecimentos: A que conclusões chegou o Grupo de Missão liderado pelo Prof. Veiga Simão, relativamente à criação, em concreto, da Universidade Pública de Viseu? Qual o calendário determinado para o inicio das actividades lectivas, designadamente no que diz respeito aos cursos de formação inicial e de formação especializada complementares?
Assembleia da República, 13 de Outubro de 2004
Então, em que ficamos? Uns começaram e não acabaram e outros acabaram e não começaram?

Descendentes de Viriato

JC: O interior é esquecido?
AA: Muito. Então com Viseu os políticos têm brincado extraordinariamente.
JC: A que é que se refere?
AA: Por exemplo à universidade. Porque é que no-la prometeram? Se não fosse a Igreja a ter cá uma universidade não tínhamos cá nada. Porque é que nos haviam de mandar uma universidade dependente de Aveiro? Porque é que tínhamos uma universidade com pés para andar, porque tinha um homem à frente, o dr. Veiga Simão, que é um homem com quem se pode encher a boca, e agora parece que está novamente em perigo? Por amor de Deus, vão brincar com a avó… é capaz de ter mais paciência! Não me importo que isto chegue aos ouvidos do actual primeiro-ministro. Que não brinquem connosco. Também temos o nosso temperamento, sobretudo temos o nosso brio, afinal passou por cá o Viriato.
Cónego Artur Antunes em entrevista ao Jornal do Centro (http://www.jornaldocentro.pt/)

4ª Via?

A figura do Presidente da República é «o principal factor de instabilidade do país». Quem o afirma é Carlos Marta, líder da Distrital do PSD de Viseu, que nas vésperas do Congresso que vai eleger o presidente do Partido, sustentou que a principal alteração que deveria ser feita no país era a de acabar com o papel do Presidente da República «que só gasta dinheiro ao país com os seus assessores e restante comité», papel que na sua opinião poderia muito bem ser assumido pelo Presidente da Assembleia da República. Declarações de um social democrata que já deixou bem claro que não votará Cavaco Silva nas próximas presidênciais, nome que para os dois candidatos à liderança do PSD parece ser consensual. «Há muita gente com qualidades para esse cargo», disse não acreditando em candidatos naturais. O líder mantém a posição de que a distrital não apoia nenhum dos candidatos à liderança do Partido e que os delegados irão votar «de acordo com a sua consciência». Pela secção de Viseu, são cinco os delegados que foram eleitos para ir ao Congresso do PSD. Fernando Ruas foi o primeiro eleito da única lista que apareceu para a eleição dos delegados, mas como o autarca tem já o seu lugar por inerência, subiu mais um na respectiva lista. Almeida Henriques (deputado), José Cesário (ex-secretário de Estado), Guilherme de Almeida (Vereador da Câmara de Viseu), João Pedro Barros (presidente do Instituto Politécnico) e Esteves Correia (deputado na Asembleia Municipal).

Do Pavia...

Já são poucas as pessoas que nos primórdios da sua existência conheceram o rio Pavia com semelhante volume de água e onde navegaram pequenos barcos de recreio. Sem ser em invernos rigorosos, como o que atravessamos, é pouco mais que um olho de água e, onde na foto se vê saltar com imponência as comportas, é apenas um lacrimal. Ninguém o chama de rio. Borbota daqui e dali medroso, trémulo e empoça entre as pedras, por vezes, num cheiro de fossa insuportável. Mas, quando chove, como tem sucedido este ano, começa por se arrastar, engatinhar, depois aventura os primeiros passos, exigindo ainda o amparo das margens. Corre agarrado às pernas dos arbustos ou árvores, até que nenhum galho possa mais roçar com outro galho estendido na margem oposta. E, quando há intensa e prolongada pluviosidade, torna-se orgulhoso e forte, não pede mais caminho, abre o seu. Se aparece algum obstáculo contorna-o, mede o adversário e, pausadamente, cresce, encrespa-se e precipita-se sobre ele para o outro lado, estourando em catadupa. O Programa Polis parece que vai devolver o Pavia à cidade e ao espaço da Feira de S. Mateus. Dizemos “parece”, pois há mais de 20 anos que se sucedem os planos para a sua recuperação. Agora existem, de facto, compromissos com a dotação de verbas provindas da UE. Mas... o certo é que o arranque das obras tarda em aparecer. E, como o País está de tanga, não vá o demo desviar o dinheiro para outras prioridades. Quando o Pavia é um rio... Azevedo Marques

Será que ainda vamos ver o Pavia azul?

07/04/2005

Ora bem...

"Não é possível aplicar o Código da Estrada porque a GNR não tem meios. Não é possível vender aspirinas fora das farmácias porque não há técnicos especializados que garantam a segurança de tal comércio. Não é possível acabar com as férias judiciais porque não. Em resumo: Portugal não é possível."
Paulo Narigão Reis
A Capital, 28-03-05

Duras realidades

Falavam de tal forma alto, que, mesmo ali ao lado, não pude deixando de ir ouvindo a conversa, enquanto bebia o café, misturado com as noticias do telejornal nacional. Falavam sobre Viseu, sobre a vida na cidade, sobre a cidade que que desejavam e que não vêm acontecer e das coisas do dia a dia. "Isto está mesmo mau... nunca pensei que em Viseu houvesse tanta falta de emprego!" E, "pagam tão mal que nem para os filhos dá..." "olha que já temos ficado sem jantar"! Foquei a atenção no televisor e quase me belisquei para acordar! Mourinho vai ganhar 150 mil, dizia o jornalista! Outras realidades estas!

Fotos na familia

A familia às vezes tem surpresas destas! E, a fotógrafa cá da familia se se aplicasse tinha futuro. Digam lá que não? Força, Migui!

Las Vegas portuguesa

Nas gordas do Público online (agora não dá para ler mais... só pagando) leio que o Presidente vetou o casino de jogos para a Serra da Estrela. Para quem conhece a região não admira que isso tenha acontecido. Então, nem sequer existe uma via de acesso capaz para o alto da Serra e já lá querem colocar os luxos excessivos? Ao fim de semana o trânsito é uma coisa absolutamente surrealista, só a entrada da fronteira em Marrocos consegue ser pior! Ainda não aconteceu nada de grave ali com os autocarros, por exemplo, cheio de turistas (de casino claro! têm é que deixar os garrafões na rua) devido ao trabalho esforçado da GNR. As pessoas facilitam, é moda ir à neve e não existem infraestruturas e vias de acesso preparadas para este efeito, sobretudo de fim de semana. Mas, a Covilhã tinha que ser a Las Vegas portuguesa com o deserto ali ao lado! Tomem juízo!

Pré históricos...

Diz o DRegional que o Centro de Estudos Pré-Históricos da Beira Alta (CEPBA) vai promover amanhã e depois de amanhã o Colóquio Espaços na Pré-História do Centro e Norte Peninsular, que irá decorrer no Auditório do Instituto Superior Politécnico de Viseu. O início do evento está previsto para as 9 e 30 horas, assim come se espera a presença de «cerca de 200 investigadores», conforme informação de Pedro Sobral, presidente do CEPBA. Cá para mim o objectivo do estudo é descobrirem como é que existem autarcas que estão hà tantos anos no poder! São já pré-históricos, mesmo! ...

06/04/2005

Será que é desta?

Saborosa cidade esta

Copiei esta ideia da BLOGotinha, mas escrito assim digam lá se não é mesmo gostoso?

http://bokstavskex.framtid.nu/agi/default.asp

Também tu, José?

Ao que consta aí pela blogosfera o nosso conterrâneo José Cesário (Chexário em linguagem biseense) teve uma pontaria notável na nomeação do cônsul honorário em London, no Canadá! O artista nomeado está a ser acusado por assédio sexual?
Notas Verbais (http://notasverbais.blogspot.com/) estão a seguir o caso:
"É verdade que essa acusação pende sobre o padre Lúcio Couto, cuja nomeação chegou a sair em Diário da República, embora o bispo da diocese canadiana não tenha dado autorização. O episódio vem pormenorizadamente descrito em The London Free Press de 31 de Março de que um despacho da Lusa em 1 de Abril, a partir de Toronto, faz razoável tradução omitindo as peripécias partidárias de um efémero consulado honorário que tinha sede na paróquia, de resto visitado por Cesário ainda na recente campanha eleitoral." Porque é que tenho a sensação que esta novela vai ter mais capítulos?

05/04/2005

Autárquicas em marcha

Aí está a luta pela cadeira máxima do nosso burgo. Um dos candidatos está já com o nome na praça e faz amanhã a apresentação oficial segundo consta na imprensa local. No Público acabou a leitura de confirmação destas noticias, a partir de agora só para assinantes (sinais dos tempos...) mas ao que me dizem, é certo. Miguel Ginestal pelo PS avança contra o veteranisssssiiiiimo Fernando Ruas. E a luta promete, apimentada até pela questão da Universidade Pública. Aceitam-se, desde já, apostas!

Ah Viseu... Aguenta-te!

O perigo das escapadelas

Muitos escreveram e falaram sobre as escapadelas e consequentes desculpas esfarrapadas de Bill Clinton e foraam seguramente os episódios mais dissecados e investigados desde os romances de Cleópatra e Marco Aurélio e no final, todos disseram que o importante não são as inclinações sexuais, mas o facto de as tentar esconder e eventualmente mentir sobre elas.
Mas quem nos mandou ir lá meter o nariz? É como descobrir uma data de revistas pornográficas debaixo da cama de um adolescente. É óbvio que ele irá dizer que aquilo não é dele, mas da mulher-a-dias ou de uma ratazana depravada. Qualquer psicólogo infantil dirá que não se deverá mexer nestes assuntos privados dos jovens. Porque é que o fizeram com o coitado do Bill Clintóris?
O lado perigoso de se descobrir segredos de pessoas tão influentes como o presidente dos EUA é a tendência e a necessidade que "eles" têm de distrair a opinião pública. Proponho dar uma vista de olhos na História Mundial à procura de modelos. Vão ver que há um padrão incontestável.
Comecemos pelo amigo Bill Clinton. Acreditam mesmo que havia necessidade de bombardear as bases terroristas do Afeganistão? Será que os americanos já não as conheciam há anos e anos?
Deu imenso jeito! Por dias afastou as mentes e olhares das outras actividades do presidente e demonstrou que na Sala Oval sempre se fazia qualquer coisa em prol da paz mundial. Saddam Hussein invadiu o Koweit com a desculpa histórica que este o ameaçava e que o território sempre fizera parte do Iraque. Só que não conhecemos a verdadeira razão que está por detrás desta crise. Os analistas dizem que a guerra com o Irão deixou o país em tal estado que era preciso distrair o público com a falta de arroz, pipocas e aspirinas. Ou terá sido alguma escapadela com uma odalisca dos subúrbios de Damasco?
Anos antes, alguns militares na Argentina deveriam estar aflitos com notícias e fotografias comprometedoras de orgias com a nata de Buenos Aires. Era preciso desviar a atenção dos jornais e evitar a chegada das notícias às mulheres. A invasão das Falklands paraceu-lhes uma boa ideia. Foi uma crise bem sucedida que conseguiu temporariamente o seu objectivo.
Um dos grandes rivais de Clinton nestas passeatas fora do casamento foi presidente dos EUA, de seu nome J. F. Kennedy. Democrata como Clinton fartou-se de se meter em sarilhos com outros países. Foi o Vietname, foi a Baía dos Porcos, foi a Guerra Fria.
Mas o grande especialista deste século foi com certeza Adolf Hitler. Cada vez que as coisas apertavam invadia-se um país. Se a Eva Braun começava a desconfiar de qualquer coisa anexava-se outro; Mas tinha um amigo o Marechal Goering, patrão da TAP lá do sítio que arranjava uns espectaculares bombardeamentos depois de umas noites bem passadas com as hospedeiras. E parece que também gostava de charutos.
Os amores de Napoleão também trouxeram grandes dissabores. Não para ele ou para Josefina, mas para os povos de quase todos os países da Europa, Norte de África, e até da Rússia.
Outros grandes construtores de crises na história do Mundo, foram:
Júlio César que arranjou óptimas desculpas para ir visitar a Cleópatra;
Mao Tsé Tung que tinha um trabalhão para enganar toda a gente ao mesmo tempo;
e o nosso Marquês de Pombal que metia as culpas nos jesuítas e nos maridos das estagiárias que acabavam enforcados sem saber bem porquê.
Que nos irá ainda revelar a história da Casa Pia?
Nunca como nestes últimos anos a necessidade de crises foi tão grande; será que antes nunca se tinha dado tanta importância às brincadeiras sexuais de um governante?
Fica à vossa consideração

Ideias de ???

Nesta sociedade de consumo em que vivemos começam a aparecer sinais preocupantes dum novo riquismo exacerbado. Uma conhecida marca de papel higiénico lançou agora o papel negro, mais caro que o papel normal e só acessivel para alguns cus... Já o meu avô me dizia, e vão-me perdoar a linguagem grosseira, que no dia em que o dinheiro seja merda os pobres nascem sem cú! A única vantagem é que os ricos utilizadores deste novo status podem usar as duas faces sem grandes problemas de imagem social negativa! Afinal, talvez esteja bem pensado!

Use dos dois lados e... poupe!

03/04/2005

Do Dão

A nossa região é também uma rica zona de vinhos, a região do melhor vinho, diria mesmo, dos Vinhos (que nos) Dão! E, é preciso promover esse produto com qualidade e tenho assistido a uma série de iniciativas nesse dominio (a maior parte das vezes pela imprensa). E, já me dizia o meu avô que os vinhos são como os homens: com o tempo, os maus azedam e os bons apuram! Portanto, agora que vou somando a idade espero aprender com o vinho a melhorar envelhecendo, e sobretudo, escapar do perigo terrível de envelhecer virando vinagre...
Já agora: ouço dizer que há um responsável pelos vinhos cá no nosso burgo que não bebe! Será verdade? Se é, como é que se fala do que não se conhece? Mas, o ordenado que lhe Dão parece que faz levantar a alma mesmo sem beber... Como diz Sérgio de Paula Santos no livro "Os Caminhos de Baco" "Never trust a man who doesn't drink".

Com o Dão até a cidade fica com mais luz...