30/04/2005

Recordando Hilário

Augusto Hilário da Costa Alves, nasceu em Viseu em Janeiro de 1864 na Rua Nova, sendo baptizado, a 15 do mesmo mês e ano pelo pároco da Sé, com o nome de Lázaro Augusto. Ao receber o crisma em 26 de Maio de 1877, muda o nome para Augusto Hilário. Seu pai possuia um Botequim anexo à casa que habitava na Rua Nova, onde provavelmente Hilário passou a sua infância, quiçá começando ali a nascer a sua inspiração para o fado. Frequentou o Liceu de Viseu com o intuito de fazer os estudos preparatórios para a admissão à Faculdade de Filosofia. Matriculou-se em Coimbra no 1º ano de Medicina, tendo assentado praça na Marinha Real para obviar à falta de recursos, recebendo assim um subsídio do Estado e revela-se então um apaixonado pela boémia coimbrã, notabilizando-se como cantador de fado e exímio executante de guitarra. Os seus fados correram, o país de lés a lés, "arrancando lágrimas da voz e gemidos das cordas" ficando imortalizado o Fado Hilário. A sua grande capacidade de improvisar fazia dele uma figura popular e sublime que entusiasmava quem o ouvia até ao delírio, tendo actuado em Viseu, Coimbra, Lisboa, Leiria, Espinho e Figueira da Foz, entre outros lugares. Foi uma hora de luto nacional aquela que o ceifou à vida no dia 3 de Abril de 1896, pelas 21 horas, vitimado por uma "ictericia grave hypertermica". Morreu na sua casa da Rua Nova, contando 32 anos. Frequentava então o 3º ano da Escola Médica da Universidade de Coimbra e era aspirante da Escola Naval.O seu funeral foi imponente, com uma aparatosa multidão que o quis acompanhar até à sua última morada no cemitério da cidade de Viseu, onde ficou sepultado em jazigo de família. No cortejo incorporou-se uma força do Regimento 14 de Infantaria, com a respectiva banda que lhe prestou as honras militares. Hilário ficou assim ad aetemum na memória de todos quantos têm Viseu no coração e o fado amam.
in "Hilário - fadista de Coimbra, Viseense de Coração", edição de "AVIS - Associação para o debate de ideias e concretizações culturais de Viseu", 1996

Ouvi dizer ao luar,

Com trinados na garganta:

- Quem canta seu mal espanta,

e puz-me então a cantar...

Curiosidade

Que é feito da prometida delegação da PJ em Viseu? Ainda existe? Um gabinete com um atendedor de chamadas é uma delegação?

Estamos à espera de quê?

No Público:
"PSD, PP e PCP contestam posição do ministro Mariano Gago. Fernando Ruas pondera hipótese de manifestação popular." Querem que eu marque data e local? Que estamos à espera? Viseu não é terra de Viriato, de lusitanos? Vamos à luta...

Salvem o Académico

O Vitor Santos lança no Jornal do Centro deste fim de semana mais um momento de reflexão sobre a situação do Académico. Traça um resumo da vida conturbada e dificil do Clube e pergunta o que foi feito para inverter esse caminho? A resposta é infelizmente simples de dar. "Nada. Mesmo nada. Esta é a realidade, triste, do Académico de Viseu."
E continua o seu artigo afirmando que é chegada "a altura de debater tudo e todos. De debater o futebol viseense, o papel que o Académico de Viseu tem e pode ter. Que querem as entidades, as pessoas da Região?. " É urgente pensar o Clube! O Vitor tem razão nas suas preocupações. Se não se promover com urgência este debate o fim do Clube parece ficar mais próximo. A Sé não cairá mas desaparecerá um simbolo da Cidade e com ele um pouco da história comum e... cidade que não respeite o passado, pouco poderá esperar do futuro.

29/04/2005

Ainda sobre números no Distrito

O novo Código da Estrada, ou para ser mais correcto as alterações introduzidas ao documento, têm por objectivo marcar um tempo de viragem no combate à sinistralidade rodoviária e torna-se pois necessário colocar um travão a esta guerra que se instalou nas nossas estradas, através de mecanismos de controlo, dissuasores e punitivos, a par de uma política de sensibilização, que mude a forma como os condutores e peões encaram a utilização da viatura e da estrada. O Código da Estrada não vai certamente resolver todos os problemas da sinistralidade, mas julgo, salvo melhor opinião que será um instrumento para travar os infractores e para tornar as nossas estradas e as nossas cidades mais seguras. A política de combate à sinistralidade rodoviária passa, igualmente, na minha modesta opinião pela educação cívica, pela sensibilização para as consequências trágicas da sinistralidade, pelo ensino da condução.
O actual Governador Civil recebeu à data da sua tomada de posse a indicação clara que esta é uma preocupação do País e portanto o Distrito terá que contribuir com a sua cota parte de esforço nesta luta que é de todos. Se atentarmos no quadro abaixo verificamos que se até 2001 houve uma redução do número de acidentes do distrito, a partir daí o gráfico inverteu-se para valores mais elevados.

Porquê esta inversão?

A explicação é simples... Deixaram de "fazer a papa" ao responsável pela prevenção rodoviária e o artista ficou sózinho com a sua inépcia e incompetência. Deixaram de lhe analisar as causas dos acidentes e as formas de actuar sobre elas e os números a partir daquele ano de 2001, infelizmente falam por si e pelo trabalho (ou falta dele) desta soeira personagem. O combate a esta praga passa também pelas pessoas que lhe dão luta. Hoje, como ontem, o responsável no Governo Civil, reformado de profissão, limita-se a conferir o boletim de vencimento no final do mês e a actualizar a estatistica. Na minha opinião, não chega. Conhecendo as pessoas e os processos, sou capaz de vaticinar uma vida dificil para o novo Governador Civil nesta área na sua nobre missão de reduzir a sinistralidade. Se não "reformar" o reformado dificilmente alterará o panorama actual. Só não aposto porque estão em causa vidas e isso deve valer mais que a manutenção dum qualquer status quo ou um qualquer suplemento de reforma... Tal como o Código da Estrada, também nas instituições de vez em quando é preciso introduzir alterações. Se não for assim, quem paga são os milhares de vitimas que diariamente fazem tristes manchetes nos jornais e os números infelizes da sinistralidade no distrito! E, por este caminho também Viseu não contribuirá para o todo do esforço nacional. Oxalá me engane!

Está na hora de contar espingardas

Hoje no Público a noticia que já se adivinhava: "O ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, reiterou ontem que a universidade pública de Viseu não vai ser criada no decorrer da presente legislatura." E agora? Em que ficamos?

28/04/2005

Ainda no Centro Histórico

A propósito do centro histórico ora vejam como se faz a utilização daquele espaço. O importante parece ser arranjar lugares para mais uns quantos euros em estacionamento pago!

Foto "gamada" no Bem Aberto (http://www.bemaberto.blogspot.com/)

Vandalismo na cidade

Vasos tombados e a terra espalhada pelo chão foi o cenário com o qual ontem de manhã alguns lojistas da Praça D. Duarte se depararam quando se preparavam para abrir os seus estabelecimentos. Actos de vandalismo que não são a primeira vez que acontecem, conforme refere o DRegional (http://www.diarioregional.pt/2490.htm).
Uma maior vigilância do local por parte das forças policiais tem sido reivindicada por parte dos proprietários e moradores da Praça D. Duarte. Pedem que a polícia não vá àquela zona «apenas para a caça à multa», mas que também façam uma «seguramça mais apertada» sob pena que «esta zona ainda se torne num "gueto", dando mau ambiente a quem aqui mora ou a quem aqui em visitar o centro histórico».
E, digo eu, porque não alterar o trânsito também nesta zona do centro histórico, à semelhança do que acontece noutras cidades da Europa?

27/04/2005

Viseu no seu melhor

Ouvi agora na rádio que o 25 de Abril foi comemorado cá no burgo na Casa Mortuária de Cavernães, imaginem... O discurso foi feito na capela e os "anjinhos" presentes na mesa de honra! Viseu no seu melhor! Tanto provincianismo junto até dá dó! Acreditam nisto?

Nova centralidade

Que irá acontecer neste espaço assim que derem ordem ao monstro do betão para atacar? Continuará a ser a avenida (para a) Europa? Que nova centralidade acontecerá aqui? A sério que estou curioso... e desejoso que o que quer que aqui aconteça respeite a harmonia e o enquadramento com a cidade!

Linda vista sobre a cidade

Sem palavras...

26/04/2005

Balanço da sessão

No rescaldo das comemorações do 31º aniversário da Revolução do 25 de Abril cá pelo nosso burgo importa deixar aqui o apontamento da sessão extraordinária da Assembleia Municipal. Ao que parece, ficou marcada pelas opiniões divergentes do PS e do PSD sobre a limitação dos mandatos dos autarcas. Diz o DRegional que "A sessão devia ser subordinada ao tema "Liberdade de Imprensa", mas pelo meio, tanto a intervenção do líder da bancada do PS, Miguel Ginestal, como a do líder da bancada do PSD, Mota Faria, acabou por servir para apontar novamente as divergências que ambos os partidos têm quanto à limitação dos mandatos autárquicos. Miguel Ginestal começou por adiantar que «a defesa da democracia não se faz hoje apenas nos grandes momentos com pompa e circunstância», faz-se no dia-a-dia, com «pequenos gestos», combatendo aquilo a que ele chamou de pequeno compadrio e pequena influência. O socialista, candidato à presidência da autarquia viseense, explicou durante a sua intervenção que sucessivos mandatos são «uma ameaça à democracia local», defendendo que a limitação dos mandatos traz «transparência». A resposta veio do líder social-democrata, Mota Faria, que acusou o PS de tentar «ganhar na secretaria o que não se consegue nas urnas», adiantando que o PSD não se opõem a limitação de mandatos, no entanto, tal medida não deve avançar pela razões erradas, isto é, desconfiando dos autarcas.
O presidente da Assembleia Municipal, Almeida Henriques, em vez de recordar o passado optou por apontar as metas a atingir no futuro, de forma a tornar o concelho de Viseu mais competitivo. Na sua opinião, Viseu tem de continuar a apostar em ser um concelho de excelência. Para tal será preciso, do seu ponto de vista, apostar na formação da população, numa cada vez melhor qualificação da mão-de-obra, considerando fundamental apostar nas novas tecnologias e nas ciências de saúde, além da aprendizagem de línguas. Defendeu ainda a concentração do ensino básico, reduzindo o número de estabelecimentos, oferecendo edifícios com melhores condições. No que diz respeito ao ensino superior, Almeida Henriques, disse que não se pode perder o comboio, afirmando que «quem hoje nos critica vai aproveitar as entidades que se mostraram disponíveis para vir para Viseu». O presidente da AM alertou ainda que «o espaço que não ocuparmos será ocupado por outros», acrescentando que «o que não fizermos farão outros» e que deve continuar a luta pela faculdade de Medicina."
Foi assim a sessão... Com divergências não iremos longe, acrescento eu!

25/04/2005

Que dia é hoje?

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen

A liberdade é um bem precioso

A eterna questão

Esta coisa vicia... Já tinha saudades de postar!!!

Certezas?

Contaram-me que a Marisa esteve por terras de Alcafache. Ao que parece, um corrupio de profissionais da NTV, esteve nas Termas com a intenção de efectuar o registo de mais um programa da série “O Spa da Marisa”, com o protagonismo da modelo Marisa Cruz. E, eu aqui tão perto das àguas sulfurosas e nem a vi passar! Quando voltar de certeza que vem com o João Pinto mas não traz a bandeira de campeão, porque essa, este ano, vai ficar na Luz... e eu vou colocá-la bem alto na Sé de Viseu!

Será que é desta que vês a bandeira do SLB?

Resumindo...

Já li e reli as noticias e as novidades de peso são poucas... Depois do jantar "solidário" do Académico a noticia de que a Comissão Administrativa tem dois meses para arranjar 700 mil euros para as necessidades financeiras imediatas! E, o resto? E, qual é o papel da SAD nisto e da Edilidade na SAD? Sinceramente, não consigo perceber esta embrulhada... mas nada que não se tivesse já previsto. A Comissão Administrativa apesar de toda a boa vontade dos seus membros apenas adiará o problema. Já agora, como é que o CAF o ano passado se inscreveu no Campeonato tendo dívidas? Será que houve mão de ex-ministro? Com pena vejo é o Andebol do João José na fase final do campeonato ter baixado os braços e perder a oportunidade de subir ao topo máximo da modalidade. Sinais dos tempos e da crise do Clube ou falta de apoios?
Terminou a Semana Académica e daqui a uns tempos vai-se repetir com o IberRock. Vá lá, ao menos o Multiusos fica ocupado nestas ocasiões. Sempre a Policia Municipal não se sente tão sózinha...
Infelizmente o cenário "jurássico" da Feira de São Mateus parece ser uma realidade este ano. Ao julgar pelas noticias que dão pelo desinteresse dos restaurantes no preeencimento do espaço da Feira e na caução de 100 mil euros por cinco anos... a coisa promete! Mas que visão alargada têm estes gestores! Estou impressionado... (não sei é se bem ou mal). Contratos para cinco anos? Então, compromete-se uma Feira que, no meu entender, se quer anualmente renovada na forma e no programa por um periodo de 5 anos? A sério, que gostava de ver os estudos de mercado e imagem que foram feitos para basear esta decisão... Pelo panorama, é de esperar grandes novidades na Feira de S Mateus, mas para pior. Não era melhor uma exposição de dinossauros no espaço que os restaurantes não ocupam? Alguns espécimes podem ser recolhidos localmente... Aproveitem a ideia!
Os números do estudo do Governo Civil sobre o "contributo para a caracterização sócio económica da região" também são pouco animadores: menos habitantes, menos trabalhadores e menos empresas! Há que virar esta tendência.
De bom, porque na região também há e pude constatar, o Hospital Distrital de Viseu. Excelente infraestrutura, bem equipada, bom atendimento e excepcional serviço médico e de enfermagem. Agora que passou a Central espero e desejo que mantenha e melhore os serviços a bem das gentes e da saúde na nossa região.

24/04/2005

Finalmente

De volta... custou mas o pior já passou! Vamos agora tratar de por a nossa escrita em dia...