14/05/2005

Outras contas...

Faz parte do Polis a construção de um funicular, na Calçada de Viriato, que ligará o centro histórico da cidade à zona da Feira de S. Mateus - onde está a ser construído o Fórum. O custo (estimado) do funicular de Viseu é de 4,8 milhões de euros, sendo 70% (3,36 milhões) financiado pela União Europeia (UE) e os restantes 30% repartidos entre o Estado e a Câmara Municipal (864.000 e 576.000, respectivamente). Qual o custo de oportunidade desses 576.000 euros? Aqui ficam algumas sugestões:
1. compra de 7 novos autocarros (custo unitário: 75 mil euros): que, em comparação com o funicular, têm uma opção de percursos mais abrangente e menores custos de manutenção;
2. aquisição de mais 3 autocarros eléctricos (custo unitário: 150 mil euros) a juntar aos já encomendados;
3. compra de 38.400 novos livros para as bibliotecas do concelho (custo unitário: 15 euros);
4. compra de 576 novos computadores para as escolas secundárias do concelho (custo unitário: 1.000 euros);
5. entrada livre, no Museu Grão-Vasco, de 384 mil visitantes (taxa de ingresso: 1,5 euros) que, considerando o recorde de visitantes (no ano 2000: 30 mil), representa as receitas de bilheteira da próxima década;
6. oferta de 16.457 livros técnicos aos gestores das empresas do concelho (custo unitário: 35 euros);
7. financiamento de 11.520 horas de cursos de formação aos trabalhadores das empresas do concelho (custo por hora de formação: 50 euros);
8. modernização dos serviços camarários - objectivo: maior qualidade - (investimento distribuído por servidores, computadores, software e formação dos funcionários camarários);
9. redução dos impostos municipais (é pouco, mas seria um bom começo).
Aceitam-se outras sugestões...

CAF ou CAV?

O Vitor Santos continua a pregar no deserto a favor do nosso Académico com mais uma crónica interessante no Jornal do Centro (13Mai) mas devolvo-lhe a questão que coloca aos viseenses: Valerá mesmo a pena?
Como diz está tudo na mesma passado um ano ou, digo, estará pior. Uma SAD que neste momento não será à face da lei cousa nenhuma e que não imagino como terá viabilidade esgotado que parece estar o capital social, dividas imensas do clube, e etc para não colocar muito pessimismo neste assunto. Não foi este CAF que já teve como membros dos Corpos Sociais riquissimos empresários da região (que até recebem chorudos apoios do Estado num dia e no outro vendem a empresa)? Salvaram o Clube das dividas? Não foi este CAF que já teve como directores ilustres advogados desta praça? Salvaram o Clube dos problemas litigiosos em que se vê enrolado? Hoje nas bancadas estarão 400 sócios. Muito pouco em número de votos, Vitor! Compreendo o sentimento do Vitor quando pensa nos miúdos e nos escalões de formação. Esse aspecto do desporto é de facto, pena, que não seja acautelado a favor dos imensos jovens que naquele clube diariamente praticam actividade fisica. E, por esses valerá a pena lutar. Pelo resto, lembro-me que aqui ao lado vamos ter um Clube da Liga de Honra com um estádio de nivel mundial, o que também nos deve merecer reflexão. O Vitor já pede isso há muito tempo. Que Clube Académico de Futebol queremos? Ou será que queremos um Clube Académico de Viseu?

Rumo à Europa

A Associação Empresarial da Região de Viseu celebra segunda-feira um protocolo de cooperação económica, técnica e industrial com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola. O protocolo é justificado por “a Espanha ser o primeiro cliente de Portugal em quota de mercado”. A AIRV quer reforçar a internacionalização dos empresários que representa, apostando em Espanha como parceiro privilegiado nas trocas comerciais, disse ontem à agência Lusa o presidente, Luís Paiva. “Queremos chamar a atenção dos empresários espanhóis para a região de Viseu, que em breve ficará bem dotada de acessibilidades com a conclusão das auto-estradas A24 e A25, podendo funcionar como plataforma logística para fazer a ligação entre Portugal e Espanha”, frisou.
O Eng Paiva está a fazer um bom trabalho na AIRV e mostra que já deu conta que as rotundas servem para nos projectar para o exterior rumo à Europa e à internacionalização empresarial e não para centrifugar ideias de interioridade e conservadorismo. Espanha em breve ficará a um passo. Será tão fácil com a A25 ir a Salamanca como hoje vamos a Lisboa. Nas Universidades deviamos estar a fazer o mesmo trabalho que a AIRV está a conduzir... Ah, claro, esqueci-me que não temos Universidade!

13/05/2005

Hadem o quê?

Ouvi na rádio um dos nossos politicos locais a tecer críticas, (porventura justificadas porque têm todos culpa no cartório...) sobre a questão da Universidade Pública. E, tenho que confessar que depois das suas crónicas sobre agricultura na Gazeta das Beiras, veia cientifica que não lhe conhecia, não consegui evitar o sorriso face aos dotes oratórios do jovem e empenhado politico, tal foi facilidade de criação de novas expressões gramaticais, como por exemplo "hadem". Assim, acho que terá mesmo necessidade de novo ciclo universitário e nessa circunstância aí está mais um bom argumento para a criação da UP Viseu. Porque não "hão-de" em vez de "hadem"? Diz-se Viseu ou Bizeu?
ET: Sou teu amigo mas não resisto a deixar-te aqui esta "farpa"! Saiu-te na passada, foi?

Aqui ao lado

A autarquia de Vouzela rejeitou a construção de uma central termoeléctrica por considerar que os prejuízos seriam superiores aos benefícios. Os mais afectados seriam os homens do campo, mas também a fauna, flora e os recursos hídricos locais. Telmo Antunes, Presidente da Camara disse que “a construção da mini-hídrica ia ser positiva no sentido que diminuiria a dependência de energia do exterior e propiciaria alguma receita à própria câmara. Mas pesando os prós e os contras, os últimos seriam muitos mais”! Afinal, ainda há autarcas com visão...

Cromo da semana

O padre Domingos Oliveira da paróquia de Lordelo do Ouro defende que matar uma criança no seio materno é ainda mais violento do que assassinar uma menina aos cinco anos... Ouvi isto ontem na TSF ou foi impressão minha?

Grão Vasco vem cá abaixo ver isto!

Dizem as noticias do burgo que já tomou posse a nova Directora do Museu Grão Vasco. A nova Directora diz estar consciente das dificuldades financeiras e de recursos humanos que atravessam os museus nacionais e às quais o Museu Grão Vasco não foge. «Encontrei um Museu saudavelmente irrequieto e honrarei a conservação desta força anímica», disse a nova directora no discurso da tomada de posse. Ao que ouvi dizer a Directora terá ainda que contar com um "ambiente de cortar à faca"... Há ao que parece por ali, além dum magnifico acervo que vale a pena visitar, muita "dor de cotovelo"!

A propósito da data, 13 de Maio...

12/05/2005

Estão assim os ares...

As coisas andam assim, pelo País, pela região e pelo futebol... meio verde, meio encarnado e tudo muito enovoado!

Temos que melhorar a imagem...

Petição pela Universidade Pública

O DRegional de hoje dá-nos conta que "o Movimento pela Universidade Pública de Viseu colocou ontem a circular uma petição onde exige ao Governo e à Assembleia da República que tomem medidas para a criação da universidade".
Á semelhança de um Movimento que surgiu já em finais da década de 90 em defesa pela Universidade Pública de Viseu, este grupo de cidadãos quer conseguir mais de quatro mil assinaturas para que a petição seja discutida no Parlamento. A petição com texto e assinatura está disponivel em
http://www.universidadeviseu.com. Diz o jornal que se "trata de um grupo de cidadãos de vários sectores profissionais" que justificam a criação do Movimento com o facto de «por obra e graça dos grupos “laranja” e rosa” que têm rodado no poder, Viseu ainda não tem universidade pública». E, digo eu que na prática trata-se de uma forma encapotada do PCP assumir protagonismo na região... É pena que estas coisas não estejam acima e fora dos partidos!

11/05/2005

Um passeio na região

Situado na Beira Alta, Vouzela é um dos concelhos da GAMVIS e do distrito de Viseu, e fica na margem esquerda do Rio Vouga, tendo ao seu lado direito a Serra da Gralheira e à esquerda a Serra do Caramulo. Sede concelhia de 12 freguesias, com a extensão de 189 Km2, e uma população que ronda os 13.200 habitantes, tendo na sua sede pouco mais de 1.100 habitantes, Vouzela está situada em pleno coração da Região de Lafões e a vila é pequena mas airosa: servida por boas vias de comunicação, ligada por camionagem a todo o concelho, possuindo transportes rápidos para os grandes centros e dotada de todas as infra-estruturas que tornam a vida cómoda e calma.
As suas várias casas quinhentistas, a atestar seu passado valor, harmonizam-se com construções modernas surgidas em zonas novas e espalhadas por toda a vila.
Junto à vila há paisagens maravilhosas a impressionar o visitante: a estrada que nos leva à foz do Rio Zela, tem um aspecto caracteristicamente alpino, com a esplêndida piscina natural que o Vouga ali nos proporciona. E o Monte do Castelo onde se localiza o magnífico
Parque de Campismo
, com todas as infra-estruturas que lhe proporcionam umas excelentes férias, para onde se vai numa estrada sinuosa de uns três quilómetros, permite-nos lançar a vista para um quadro estupendo, a conquistar o turista mais viajado, que dirá jamais ter visto igual beleza de tantos contrastes harmoniosos. Mas o concelho é todo de percorrer com agrado.
Seguindo pela estrada do caramulo, repare-se em Paços de Vilharigues, de torre altaneira, infelizmente em ruínas, de vista bonita sobre a vila; demore-se em Cambra, de rico artesanato - tecedeiras de linho e cesteiros de vime; passando em Cambarinho, com os seus raríssimos Loendros (rododendros) floridos em Maio; olhe-se Campia, de motivos dignos de grande artista; e chegue-se a Alcofra, terra antiquíssima do Condado Portucalense.
Por outra estrada caramulana, podemos ir a Ventosa, com o seu Cruzeiro da Independência, donde se avista a vila de um ângulo maravilhoso. Subindo sempre por uma estrada florestal, faz-se o Circuito da Penoita, com um desvio ao Outeiro das Abas, panorama dos mais vastos do País, desde a Estrela portentosa à imensidão do mar.
Covas, centenas de metros adiante, é a aldeia tipicamente caramulana, tal como Carvalhal de Vermilhas que se adivinha ao longe, e Fornelo do Monte, já na encosta de Vale de Besteiros.
Vista de Covas - Fornelo do Monte
Por outra estrada, pode ir-se a Fataúnços, terra nobre de solares brasonados e observar os recantos de Figueiredo das Donas, da curiosa tradição do Tributo das Cem Donzelas. Mais longe, Queirã e S. Miguel do Mato, terras que foram de ricos subsolos, hoje modernizados num conjunto ameno aos olhos do visitante.
São estas as terras de Vouzela, ricas de culinária com a célebre Vitela de Lafões e o seu agradável vinho verde (Vinho de Lafões), a doçaria regional, onde têm lugar cimeiro os folares e os inigualáveis Pastéis de Vouzela, terras de tradições e de lendas, pletóricas de belezas naturais que, conjuntamente com as comodidades da época de que muito se orgulham, se oferecem ao turista e ao visitante para lhes proporcionar umas férias agradáveis e uns aprazíveis fins de semana.
Acrescento que é um concelho onde se nota bastante desenvolvimento, dinamismo, preocupação com a cultura, o emprego, a educação e os idosos. O Presidente da Câmara é todo novas tecnologias. Deve ser dos poucos da GAMVIS a dominar a sério as novas tecnologias com o seu portátil ou o PDA sempre pronto a disparar um email...


Vale a pena dar uma volta por Vouzela, acreditem!

Mal social

A inveja é tão vil e vergonhosa que ninguém se atreve a confessá-la!
Cajal, Ramón

Retrospectiva da UP de Viseu

Parece que apenas agora estalou a bomba quando há mais de três décadas o problema rebentou manifestando-se essa vontade pelos Beirões, mas o “lobby” de Aveiro ganhou a Viseu, quem não se recorda? Existiam as Universidades de Coimbra e Porto e, injustificadamente, criou-se outra entre duas, a U. de Aveiro, a pouca distância e com bons transportes. O interior, sempre preterido, Viseu ficou a ver “navios”.António Guterres, homem e político sério atributos raros nestas andanças, no final da segunda aprovou em lei e enviou para promulgação do Sr. PR a criação da UP Viseu, foi pena o périplo ter desfecho apenas no fim de legislatura, jogo político.
"Olhares Cruzados sobre Viseu" foi o ciclo de conferências que decorreu nesta cidade. «Os temas foram os que estão na ordem do dia», sublinhou o autarca viseense que afirmou ainda não ter receio de, por exemplo, alguns desses assuntos lhe poderem vir a ser caros. "Haverá lugar para uma Universidade Pública em Viseu?". Fernando Ruas recordou que essa é "uma dama" que sempre defendeu, mesmo no tempo de governos da sua cor partidária, e que continua a defender, nós também.
«Durão Barroso, enquanto chefe do Governo, pediu ao PR para não promulgar a constituição da Unidade Orgânica de Viseu». Queriam ser estes os protagonistas, exclusivos, do evento que dá sempre jeito ao partido através dos votos e do poder.
Quando os políticos dizem “NIM” dá sim ou não, conforme o interesse, nomeiam comissões e foi o que aconteceu. Nomeado o professor Veiga Simão que apresentou o trabalho sobre o ordenamento do Ensino Superior em Portugal e relativamente à Universidade Pública de Viseu, a pedido de Durão Barroso e de Santana Lopes, os dois primeiros-ministros do PSD em três anos de legislatura, afinal um apesar de eleito para governar o seu País foi embora colocando à frente os interesses pessoais e o outro tiveram que o pôr na rua por excesso de protagonismo e excentricidade.
Recorda-se que a Resolução de Conselho de Ministros, 67 /2004 de 29 de Maio/04, tendo em conta o parecer da comissão e de todos os partidos com assento na AR, entre outros, viabiliza o projecto de criação da UP Viseu deixado a cargo do professor Veiga Simão, em pleno consulado de Durão Barroso.
O PS local diz que foi «uma grande mentira», pois «nunca existiu em Lei nenhuma, somente ficou expressa em palavras num Conselho de Ministros». A Comissão Municipal de Educação diz que a opção para criação de universidade pública é “política”. Antes de ser criada uma instituição pública de ensino universitário em Viseu é preciso «que o poder político central, regional e local tome decisões e compromissos com sentido mobilizador», por ex.ao nível do investimento. Como também é importante para a viabilidade deste projecto «que se identifique um conjunto de áreas coerentes de ensino e investigação» e que «as iniciativas a desenvolver, com vista à criação de ensino universitário público em Viseu, envolvam vontades e mobilizem recursos fora do âmbito regional» e, não deixe de fora: licenciaturas; pós graduações; mestrados; doutoramentos e a faculdade de medicina que perdemos para Braga ou Covilhã. Foi um erro político do PS, digo eu.
O PS, que primeiramente criou a UPV e, em campanha disse que tudo o que fosse bom para Portugal ou regiões iria manter. Então porque deita fora este sonho das gentes de Viseu, região e do País? Sim porque uma universidade não é de uma região e muito menos de uma cidade, mas sim de um País e do mundo por onde andam os estudantes de Viseu.
Entendo que o ensino deve estar descentralizado, distribuído equitativamente pelo País, e não ficar apenas pelas cidades que desde o início o detêm, como monopólio, não querendo abrir mão e partilhar, solidariamente, este serviço nobre a que todos temos direito.
Ao som da Infantuna o PM, Durão Barroso, foi recebido na Câmara Municipal de Viseu, no dia 17 de Maio/04, para anunciar a criação de uma universidade pública em Viseu. Cumpre-se uma promessa eleitoral que há muito era reivindicada para a cidade, região e País.
O presidente do Instituto Politécnico de Viseu diz estar «cansado de tanta demagogia» e prefere o «silêncio» no que diz respeito à discussão sobre a criação da Universidade Pública de Viseu. Defensor da passagem do Instituto a ensino universitário, João Pedro Barros afirmou que «depois de tantos anos a lutar como S. Tomás (o intelectual), cansei-me e não me vou pronunciar mais sobre esta matéria». Sustentou e questiona ainda «num país de tanga, quero ver onde vão meter a universidade?». Parece-me que o IPV tem muito espaço que pode ser disponibilizado, grandes áreas de terreno com ervas daninhas e parqueamentos automóveis que podem ser subterrâneos, é só uma ideia. De tanga andamos todos, bastaria encerrar dois ou três cursos das grandes cidades e teríamos equilíbrio educacional superior diminuindo as desigualdades litorais/interiores.
Valter Lemos, da região da Covilhã, agora Secretário de estado, contestou a criação da Universidade pública em Viseu, acusando o Governo de prejudicar algumas instituições a favor de interesses locais, se era contra na oposição não admira que seja no governo.
Recentemente a Universidade de Viseu voltou a ser tema da ordem do dia com a apresentação do Programa de Governo na Assembleia da República. A razão tem a ver com o facto de no documento orientador do novo Executivo estar inserta uma moratória indicadora de que nos próximos quatro anos não haverá «criação de novos estabelecimentos do Ensino Superior», mas a UPV está criada há muito tempo e com a concordância de todos os partidos. O PS é favorável? Porque não dá andamento ao processo se o quer?
José Sócrates terá respondido na AR: «Se quer encontrar responsáveis vá procurá-los ao anterior Executivo, numa clara referência a Durão Barroso». Não lhe fica bem Sr. PM está a sonegar aquilo a que temos direito, sem favor.
O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, «está admirado mas não preocupado com a criação da Universidade Pública de Viseu (UPV), até porque «não tinha de vir no Programa do Governo», uma vez que «se trata da sua implementação».
Não pretende acreditar «em incongruências», aponta que o programa eleitoral do PS distrital fala da criação da Universidade Pública. Lembrou mesmo a conversa havida entre José Junqueiro e o professor Veiga Simão sobre o assunto, tendo então o líder socialista referido que tudo estivesse bem ficaria.
Mas existe um outro facto que o autarca chama a atenção, não sem alguma ironia: «Quando nos congratulámos com a solução encontrada pela ministra da Ciência e do Ensino Superior, os deputados do PS disseram-nos que éramos pouco ambiciosos. Nesse sentido, só podemos vislumbrar que venha algo de melhor para a região!»
Quando certos que a criação da UP Viseu estava, definitivamente, resolvida tudo voltou à estaca zero, mas estamos prontos para a luta. Reconhecer a necessidade e corrigir o erro, não vejo mal nenhum nisso ao contrário dos responsáveis políticos que se gladiam se algum admitir que se enganou. Mais e melhor educação é o que todos necessitamos, assim a educação não deve ser encarada como uma despesa, mas sim um bom investimento."O Estudante é o primeiro trabalhador da Nação". Não foi por acaso que alguém o escreveu!
Jacinto Figueiredo

10/05/2005

Por mim, estou dispensado

Tanta propaganda e saloiada tinha que dar nisto! Em vez duma manifestação forte e concorrida pela Universidade, a cidade vai (ter que) receber a manifestação contra a homofobia. A grande maioria dos viseenses, creio, não têm qualquer aversão aos "diferentes" e a única coisa que eventualmente os pode preocupar é a forma como esses "diferentes" se procuram integrar na urbe citadina. Não creio que os viseenses, salvo meia dúzia de garotelhos, estejam preocupados com os hábitos sexuais deste ou daquele que frequentam esta ou aquela zona, mas também não devem esses "diferentes" querer uma situação de monopólio de privilégios de grupos estabelecidos ou outra qualquer situação de excepcionalidade. Para mim tudo isso é normal se também os diferentes o perceberem assim. Já dizia o filósofo que "a minha liberdade termina onde começa a dos outros"! É preciso é que todos saibamos compreender a dimensão da liberdade e da democracia. Acho que a cidade tem lugar e espaço para todos. Agora, julgo que todo este problema se resume a minorias, os que são diferentes e os que os desprezam ou atacam... Discute-se ninharias quando o essencial será que todos lutemos pelos grandes problemas da cidade por forma a que todos tenham um espaço e uma oportunidade, sem excepções. E, o que todos deviamos desprezar e atacar com veemência é a inveja das pessoas, a mesquinhez de sentimentos, o miserabilismo social, o provincianismo bacoco... e até a hipocrisia que vai levar muitos a participarem na manifestação apenas para serem social e politicamente correctos!

Viseu centro

A cidade já tem novas centralidades mas era bom que não se esquecesse o nosso ex-libris turistico, histórico e tradicional - o centro histórico. As casas estão a ficar muito velhas... É preciso renovar o corpo mantendo-lhe a alma...

Estou a precisar de ajuda...

Minimalista ou surrealista?

O Bem Aberto (http://bemaberto.blogspot.com/) publica esta foto de mais uma "aberração" na cidade e pergunta se o buraco é para enterrar o entulho da demolição! Se é, por mim, foi bem aberto...

É só monos...

Há muita por aí...

A inveja é um vício mesquinho e sórdido: o vício do condenado que reclama porque o seu companheiro de prisão recebeu uma ração de sopa maior.
Amis, Kingsley

09/05/2005

Pelo correio...

Viseu já teve direito a selo oficial dos CTT. Ainda guardo um de recordação mas está na hora de lhe perder o amor e usá-lo para enviar os nossos politicos para outras paragens. Aceitam-se sugestões de moradas...

O envelope está pronto

Até mete dó...

Há valores e interesses locais que não deviam ter discussão e um deles é o da Universidade Pública de Viseu. Viseu e a região têm condições para a merecer. Mas o folhetim do fim de semana mostra que afinal não é este o entendimento dos politicos locais... Os títulos do DRegional de hoje "PS acusa sociais democratas de “enganarem” os viseenses" e "PSD fala em “cobardia política” por parte dos... socialistas" mostram-nos esta triste realidade! E, no meio disto tudo os viseenses desiludidos com tais jogos! É esta a triste realidade que nos envolve.

08/05/2005

A mentira tem perna curta...

A propósito de mentiras vale a pena ler a edição do DE onde Eric Reinhard dá nota do interesse na Universidade de Viseu.
O jornal entrevista Eric Reinhard, antigo reitor da Universidade de Erlangen - Nurnberg, presidente da segunda maior empresa fornecedora mundial de equipamento e tecnologia médica que esteve 24 horas em Lisboa a estudar a possibilidade de estabelecer uma parceria com a futura Universidade de Viseu. Ora leiam:
- A Siemens está interessada numa parceria com a futura Universidade de Viseu?
- Estamos interessados no desenvolvimento de programas de formação e de investigação científica, porque é uma componente importante do desenvolvimento. Por isso apoiamos estas actividades.(...) Na nossa opinião, do ponto de vista económico, existe uma grande necessidade de formação e educação para desenvolver o potencial da tecnologia futura. (...) Para já, estamos dispostos a trazer as nossas competências, conhecimentos, e a nossa rede global de informação, para que a universidade saiba o que é necessário fazer para se tornar competitiva. Penso que podemos contribuir definindo propostas e os conteúdos, as diferentes tecnologias, o tipo de competências que são importantes na formação. Esta pode ser uma oportunidade para desenvolver inovações tecnológicas no sector da saúde, a minha especialidade, um sector que necessita de quadros altamente treinados e especializados.
- Que poderão ser formados em Viseu?
- Sim. Porque não, também em Viseu.
- A colaboração da Siemens com a futura Universidade de Viseu poderá passar por uma parceria?
- Sim, poderá ser…Mas, como já disse, estamos numa fase embrionário do projecto. Poderemos trazer as nossas competências e podemos aconselhar e contribuir porque temos tecnologia; podemos dizer que tipo de programas de formação poderão ser leccionados. Se o projecto for materializado, estamos dispostos a entrar em parcerias para desenvolver modelos de tecnologia de cuidados de saúde.
- Quanto tempo pensa que será necessário para criar a universidade?
- Normalmente demora sempre bastante tempo. Porque se entrarmos numa parceria deste género temos que construir confiança e isso demora algum tempo. Dois anos serão o suficiente…Sou muito impaciente, por isso penso que dois anos serão o tempo necessário. Mas é necessário analisar a complexidade do projecto e as infraestruturas existentes.
- Quais são as características da universidade do futuro?
- Penso que interdisciplinariedade e a colaboração das diferentes áreas de saber são importantes. Deve incentivar-se esta colaboração interdepartamental, porque a inovação do futuro necessita da colaboração das diferentes áreas. Para que o projecto seja competitivo há que incentivar a colaboração entre os diversos departamentos. E é necessário criar uma ligação entre a universidade e a indústria que não existe actualmente... É preciso criar uma rede entre as universidades e a indústria, assegurando a colaboração entre as diferentes partes, o que inclui universidades, empresas e prestadores de cuidados de saúde.
- Depois de conhecer a região pensa que Viseu tem potencialidades para desenvolver um projecto de universidade…
- É impressionante que a ministra da Ciência tenha dedicado um dia inteiro a mostrar interesse neste projecto que é muito importante para a região. Tivemos boas discussões, mas não posso divulgá-las porque esta foi a primeira reunião. Mas em termos globais estou muito optimista e penso que se poderá desenvolver em Viseu um projecto muito inovador.
- Em parceria com a Siemens?
- Podemos contribuir e se houver boas ideias poderemos trabalhar numa parceria que resulte em benefícios para as duas partes. Estamos muito interessados.
Estava a Siemens e estão todos os viseenses... acho eu! Pobres, mas honrados e mentirosos, nunca!

De que estamos à espera?

Aí está mais um folhetim na nossa crónica "Universidade de Viseu". Ontem na TSF o ministro Gago de nome mostrou-se muito falador e não só "acabou" com o sonho da Universidade como ainda por cima rotulou de "mentira" todo o projecto.
O ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, confirmou anteontem a vontade do Governo em não avançar com a criação de nenhuma universidade, politécnico ou escola superior nos próximos quatro anos. A decisão é definitiva e acaba de vez com as pretensões de Viseu que sonhava com projecto universitário. O ministro afirmou ainda à TSF não haver nenhum projecto e muito menos acordos com entidades privadas nacionais e instituições estrangeiras.
"Não há nenhum acordo com nenhuma empresa. Houve consultores de algumas dessas entidades, a quem o Governo pediu que dessem parecer sobre o projecto hipotético de uma universidade hipotética a criar em Viseu. Mas o parecer pedido para Viseu, podia ter sido para uma outra qualquer hipotética universidade a criar em Bragança ou noutro sítio", enfatizou o ministro.
Recorde-se que o modelo da Universidade Pública de Viseu, criada por uma Resolução do Conselho de Ministros de 17 de Maio de 2004 (o PS diz que a medida nunca foi transformada em Lei e que por isso não foi efectivada a sua criação), envolvia parcerias com a Universidade de Erlangen, Alemanha e com a Siemens Medical Solutions.
Já uma vez nos tinham rotulado de "parolos" e afirmado que uma Universidade não era uma tasca para ser criada de qualquer maneira, agora passamos também por mentirosos. Para mim, a conversa acabava aqui! A seguir, a coisa aquecia na rua... Nem mais um carro, comboio ou camião passava na zona de Viseu! Ah, mas é que era já a seguir!