25/06/2005

Bora lá, tá na hora de almoço...

Organizar um evento desta dimensão já exige muito trabalho, muito dinheiro e muita carolice! O trabalho é das gentes de Vildemoinhos, o maior apoio, honra seja feita, tem sido da CMV e a carolice faz parte da forma de estar destas gentes beirãs, procurando sempre honrar as suas raízes culturais e as suas tradições. Para o próximo ano há mais... Parabéns Vildemoinhos, Parabéns Viseu!

Ou cheira-te a palha?

Montra viva

Lição ao vivo... o linho!

Ah, que cheirinho...

Com pão, sardinha e vinho já a malta se pôe ao caminho...

E dura...

Na Eira...

E o desfile continua...

Os padeiros, a Broa Trambela e sua Confraria e o candidato do PS à CMV não faltaram nas Cavalhadas... Quem não é visto não é lembrado, não é?

O belo Dão vinha mais atrás...

Cavalhadas de Vildemoinhos

Embora o São Mateus seja o santo patrono da cidade, o povo de Vildemoinhos presta há mais de trezentos anos um tributo aos viseenses no dia de São João traduzido por um cortejo conhecido como as Cavalhadas de Vildemoinhos. A tradição ainda é o que era!...
Diz a História que em 1652 houve grande falta de pão na cidade, o Inverno não fora chuvoso, as nascentes minguavam dia a dia e a escassa água do Pavia, represada em açudes pelos agricultores marginais, mal chegava para mover os pesados rodízios das 43 mós de Vildemoinhos ou Vila de Moinhos. A moenda era difícil e vagarosa. Os moleiros queixavam-se dos agricultores que Ihes roubavam a água; estes retorquiam que precisavam dela para regar as suas novidades, sem o que não podiam abastecer o mercado da cidade. Desta situação complicada resultaram vários tumultos, alguns graves, na primeira quinzena de Junho.
O caso parecia não ser fácil de resolver. As próprias autoridades, embaraçadas, não se atreviam a decidir a favor ou contra, embora “in petto" dessem razão aos moleiros que, juridicamente, parecia não a terem. Adiavam a questão "sine die', na esperança de que uma volta de tempo a resolvesse alagando de água as hortas e pradarias marginais.
Os moleiros parece que não tinham muita confiança nesta elegante mas problemática solução e, na noite de Santo Precursor, sob pretexto de o festejarem, orvalhando-se, reuniram-se pela madrugada, com gente da cidade, no terreiro do Maçorim e dali, em festivo e alegre magote, dirigiram-se à capela de S. João da Carreira, onde fervorosamente rezaram ao Santo, rogando-lhe que desse ao Pavia um volume de águas tal como devia ter o seu Jordão, o sagrado rio da Palestina.
Não sei o que o popular Santo ficou a pensar desta prece. O que consta e através de uma memória escrita por o Cónego Domingos António de Sousa, em 1680, oferecida ao Exm.° e Revm.° Sr. Bispo D. João de Melo, é que, terminada a reza, os populares levantaram-se e dirigiram-se, pelo atalho antigo, à margem do rio que seguiram em direcção a Vil de Moinhos, destruindo todas as represas e açudes que encontraram no seu caminho e nesta azafamada tarefa andaram até duas horas depois do sol nado.
Nesse dia as rodas não pararam e o "pão nosso de cada dia" foi moido com grande satisfação do Juíz do Povo e outras autoridades, que toda a gente dizia à boca pequena terem sido os inspiradores de tão violenta solução.
Os tumultos repetiram-se e de tal maneira que foi necessário policiar a estrada de "Vil de Moinhos". Da parte dos agricultores e proprietários marginais parecia haver mais despeito que propriamente prejuizos. Alguns, logo no dia seguinte, começaram a reparação dos açudes e represas, mas nessa noite os moleiros destruiram os reparos num abrir e fechar de olhos. Os proprietários reclamaram então ao Juiz do Povo, Camara e Procurador da Cidade contra os prejuízos das suas culturas. Os interpelados responderam que nem frutas nem hortaliças faltavam na Praça e que o pão posto à venda era caro e não chegava para o consumo.
Segue-se um recurso dos proprietários para as autoridades de Lisboa e estas dão razão aos moleiros. A noticia desta sentença chega à Camara em 20 de Maio de 1653. Os moleiros deliram de entusiasmo e resolvem ir, na noite de 23 para 24 de Junho, em luzida cavalgada, a S. João da Carreira, agradecer ao Santo que tão bem intercedera por eles. Para isso vestiram-se com os seus melhores fatos, enfeitaram de fitas burros e cavalos e, levando à frente um grande "estrondo", puseram-se em marcha, com todos os seus serviçais, atrás deles, armados de alavancas, sacholas e roçadoiras bem encavadas, não fosse o Diabo tecê-las pelo caminho.
Em S. João da Carreira houve danças, cantares e louvores ao Santo. Os folguedos, sob o orvalho de Junho, duraram até à madrugada. Já a manhã clareava quando o cortejo regressou à cidade, os cavaleiros e peões recompostos com doces, vinhos e licores. Entraram com grande entusiasmo pela porta dos Cavaleiros, seguiram pela Rua Direita, Rua da Cadeia, Praça, a que deram duas voltas, ao Adro onde fizeram 3 voltas de bandeira desfraldada, Rua dos Loureiros, praça de Nossa Senhora dos Remédios, Soar de Baixo e Rossio de Maçorim, onde com grande e fingida surpresa encontraram os seus serviçais que, à socapa, e não para perder tempo, tinham seguido rio abaixo destruindo, como no ano anterior, represos e açudes. Então houve grande vivório à cidade de Viseu, ao clero, nobreza e povo; depois, já o sol nado, regressaram a Vildemoinhos, onde novo serviço de doces e licores retemperou as fibras dos foliões. Mais tarde, já com três ou quatro horas de sol, fez-se festa votiva ao Santo Precursor, na capelinha nova, que na véspera fora benzida pelo Sr. Cónego Domingos de Sousa, com comissão do Sr. Deão.
Não encontro notícias de festas a S. João com cavalhadas, em Vildemoinhos, em épocas mais remotas, o que me leva a supor ser exactamente a questão das águas do Pavia que deu origem a esta costumeira votiva que, com maior ou menor entusiasmo, se foi repetindo e se espera que se vá mantendo todos os anos.

Parabéns, Vildemoinhos!

23/06/2005

Vale mais tarde...

Durante anos a Junta de Freguesia de Repeses, presidida desde a sua criação há 12 anos por José Pais Ferrão, requalificou quase todos os metros de rede viária existente na freguesia, mas «os tempos agora são outros» e por isso a nova aposta do autarca é a criação de zonas verdes.

Barómetro negativo

Em termos económicos e de resultados empresariais a região Centro tem vindo a registar uma evolução negativa, constatou o Barómetro da Competitividade realizado no âmbito do Conselho Consultivo do CEC – Câmara de Comércio e Indústria do Centro

Tempo de serenata

Ó Viseu graciosa,
Cidade tu és jardim.
Tens flores em teus recantos,
Ó Viseu tu és assim.
Em ruelas e calçadas,
Em cantos e guitarradas
Canto a ti Viseu, minha cidade.
Em vielas e arruadas,
Em prosas e cantatas
Canto a ti Viseu, minha saudade.
Viriato em tua guarda,
Vê lá do alto da Sé
D. Duarte, Infante Henrique
Imponente e sempre em pé.
Em ti há sete torres
Que se erguem para o céu.
São marcos da tua gloria,
Que o povo não esqueceu.
Tunadão (melhor serenata)

22/06/2005

Perguntar não ofende! Ou ofende?

O que é demais cheira mal

A. Pinto Correia escreve no artigo de fundo do Jornal das Beiras que "em Viseu as coisas começam a não ser diferentes. Imperam bandos de gente com mentes distorcidas que defendem a supremacia branca, a exclusão e o aniquilamento daqueles e daquelas que optaram por ser diferentes nas opções sexuais." e o mesmo Jornal traz um artigo de opinião onde a coberto da ficção se diz que "a actual directora do museu Grão Vasco em Viseu, obriga todas as figuras de quadros que se encontrem nus a vestirem-se." Num e noutro caso acho que o exagero tem limites e o jornalismo deve ser isento, trazer-nos os factos puros e simples. Eu e qualquer viseense farão depois o seu juizo de valor e opinião. Nem Viseu é aquilo tudo nem a Srª, que nem conheço, será assim tão bera! Se estiver errado corrijam-me!
http://www.vozdasbeiras.com

Emprego? Onde?

Os maus sinais das noticias nacionais começam a chegar a Viseu. Os números do desemprego vão disparando exponencialmente e a aposta na criação e fixação de indústria não é nenhuma de modo que as "misérias" sociais do fecho das fábricas começa também a fazer-se sentir por cá. Asseguram-me que uma multinacional alemã vai transferir para a India uma fábrica rentável instalada na zona Industrial de Mundão em Viseu e aos cerca de uma centena de trabalhadores já foi dito para procurarem outro trabalho até ao final do ano, cenário nada agradável para estas familias e para a região. E, onde irão eles procurar? No futuro Fórum? Ilusão... aí só dará para os contratos precários e para as cachopas que reunirem as "condições" para embelezarem o balcão. Às nuvens dos fogos que já se fazem sentir pela região ainda aparecem estas "negras" que não deixam ver um amanhã melhor para Viseu e para os viseenses!

A não perder

Na próxima sexta-feira Viseu vai estar muito mais movimentada do. Será invadida pelas "Cavalhadas", programa que costuma ocupar a cidade durante toda a manhã e de tarde a realização da prova “24 horas de Pista”, em atletismo, ocupará o resto do dia dos viseenses. À noite são garantidas as sardinhas em Vildemoinhos...
Entretanto a 2.ª edição das “24 horas de pista”, em atletismo tem a partida marcada para as 16 horas, na pista de piso sintético do Estádio Municipal do Fontelo e a presença de várias entidades oficiais e políticas aumenta a curiosidade local. Henrique Matos, o berdadeiro artista, Isidoro Rodrigues, sim o do apito e Artur Gaio mais a companhia de Bombos, Zés Pereiras e uma Banda de Música atormentarão a corrida dos inscritos. Fernando Ruas, o Vereador do Desporto, Guilherme Almeida, o Governador Civil, Acácio Pinto e o presidente da Junta de Freguesia de S. José, Dário Costa além do candidato do PS à Câmara Municipal de Viseu, Miguel Ginestal e toda a sua equipa apoiante estarão presentes no evento! Quem não é visto não é lembrado e nesta altura e mesmo com o calor abrasador que se faz sentir muitos vão vestir o fato de treino, coisa que não fazem há séculos... e as barrigas dos atletas o dirão! O ano passado o número máximo de voltas sem parar foi de 60 e foi conseguido por Alberto Frias do Clube Veteranos de Viseu. Luís Emanuel, do BUB (Bairros Unidos da Balsa) deu 91 voltas (36,4 km), mas fê-lo de forma interpolada. No total da 1ª edição, os 200 participantes fizeram 3 680 voltas, o que corresponde a 1 472 km. Estes são os “recordes” a bater. Os outros só lá mais para Outubro!

21/06/2005

Está fraco o dia

Hoje o calor não ajudou muito... Está tudo muito parado e as novidades são parcas! No CAF tudo como dantes, os salvadores da desgraça não se manifestam e o descalabro aproxima-se. Que eu saiba, da AG nada saiu de concreto com vista ao futuro do Clube. Vamos ficar por aqui hoje!

20/06/2005

Lepra incurável

O aperto do cinto é cada vez mais uma coisa só para alguns... Os juízes do Tribunal Constitucional têm agora novos carros e a factura, bem gorda, foi paga com dinheiros públicos. Foi o antigo presidente do Tribunal Constitucional quem decidiu substituir a frota do Peugeot 406 HDI. O negócio foi concretizado através da central de compras do Estado. Para satisfazer o estatuto deste órgão de soberania, foram comprados 13 modernos BMW de alta cilindrada. Com esta aquisição substitui-se a frota antiga na estrada desde 1998. No total, gastaram-se 484 mil euros nos novos carros.O juiz presidente, Artur Maurício, teve direito a um BMW 730. Ao vice-presidente do Tribunal Constitucional foi-lhe atribuído o 530 D e aos restantes onze juízes foi entregue a série 3 da mesma versão. O Tribunal Constitucional tem autonomia administrativa e financeira. É financiado através do orçamento de Estado, mas também pelas receitas próprias, conseguidas através das taxas processuais.
Razão tinha o nosso Eça quando escrevia em 1867:
"Sempre que no Parlamento se levanta a voz plangente dum ministro, pedindo que cresça a bolsa do fisco e se cubra de impostos a fazenda do pobre, para salvação económica da pátria, há agitações, receios, temores, inquietações, oposições terríveis, descontentamentos incuráveis. O povo vê passar tudo, indiferente, e atende ao movimento da nossa política, da nossa economia, da nossa instrução, com a mesma sonolenta indiferença e estéril desleixo com que atenderia à história que lhe contassem das guerras exterminadoras duma antiga república perdida. (...)Temos um déficit de 5.000 contos. Esta é a negra, a terrível, a assustadora verdade. Quem o promoveu? Quem o criou? De que desperdícios incalculáveis se formou? Como cresceu? Quem o alarga? É o governo? Foram estes homens que combatem, foram aqueles que defendem, foram aqueles que estão mudos? Não. Não foi ninguém. Foram as necessidades, as incúrias consecutivas, os maus métodos consolidados, a péssima administração de todos, o desperdício de todos.Depois, as necessidades da vida moderna, de terrível dispêndio para as nações.Como na vida particular, cresceram as superfluidades, o vão luxo, o aparato consumidor, mais precisões, mais gastos, a vida internacional tornou-se tão cara que mais ou menos todas as nações estão esfomeadas e magras. (...)
O déficit tornou-se um vício nacional, profundamente arraigado, indissoluvelmente preso ao solo, uma lepra incurável."
Mas que há uns que têm solução para tudo, isso há...

Negro cenário

A Assembleia Geral da SAD do Académico de Viseu reúne esta noite para eleger novos corpos directivos. Administradores ligados à GESTIFUT podem estar de saída. O que irá acontecer? Vamos ter uma SAD sem Clube, um Clube sem SAD, sem SAD e sem Direcção, sem Direcção e sem dinheiro? O cenário é negro, como negra é a cor do Clube...

Viseu Séc XXI

O JN dá conta que "três povoações da freguesia de Calde, nos arredores de Viseu, estão há três meses a beber água que os bombeiros transportam, todos os dias, para depósitos localizados em pontos estratégicos da freguesia. O abastecimento, provisório, está a dar resposta, sobretudo, a uma fileira de habitantes das aldeias de Póvoa de Calde, Paraduça e Calde que, sem furos ou poços próprios, recorrem aos fontanários que estão a ficar mirrados devido à seca prolongada." Na cidade dou conta que alguns sistemas de rega dos jardins lançam a água para a estrada...

19/06/2005

Ainda nas corridas

A propósito de corridas, não é que o nosso Tiago Monteiro fez subir a bandeira nacional nos EUA? Ficou em terceiro no GP dos States... Cool, man!

Força Tiago, chega-lhe...

Ui que trabalheira!

Dia 24 e 25 Junho o Ribeirinhos leva a cabo as "24 horas a correr" no Fontelo. Ao que consta os Candidatos à CMV já estão inscritos no evento. Os sacrificios que eles fazem... E ainda por cima, enquanto correm têm que gramar com o Ricky Matos, artista de "bariedades e da cassete pirata" (e meu amigo, por sinal) a cantar! Nas pernas no minimo têm que marcar 400 mts, mas nos ouvidos os efeitos serão mais prolongados! Oxalá não se cansem muito porque deviam correr era para resolver os problemas do concelho... Depois da peregrinação a pé a Fátima, vá lá que aumentam o ritmo com a corrida no Fontelo. E a seguir? O Viseu-Dakar, não? Isto de ser candidato é uma trabalheira...

Socorro, andam a gamar-nos!

O presidente da Câmara de Sernancelhe, José Mário Cardoso, vai pedir à Polícia Judiciária (PJ) que investigue o negócio da venda de pedra para Espanha. O autarca fala em destruição do património histórico e cultural do concelho. "Invadem baldios e propriedades privadas e carregam tudo o que estiver à mão", protesta o edil. A pedra, que os espanhóis compram para o capeamento de casas, armazéns e todo o tipo de edifícios, é retirada de muros agrícolas, moinhos e palheiros abandonados, e até de muralhas pré-históricas, calçadas romanas, povoados proto-históricos e mesmo de dólmens classificados. O assalto à pedra estende-se a dezenas de outras aldeias de vários municípios do norte dos distritos de Viseu (Moimenta da Beira, Tabuaço, Armamar, Penedono, Vila Nova de Paiva e S. J. da Pesqueira) e Guarda (Pinhel, Meda, Figueira de Castelo Rodrigo, Gouveia e Fornos de Algodres).
Quem conheça as zonas montanhosas do nordeste do distrito de Viseu, nomeadamente nos concelhos de Sernancelhe, Vila Nova de Paiva, Moimenta da Beira, Penedono, S. João da Pesqueira e Tabuaço, apercebe-se desde logo de uma particularidade o mundo granítico onde proliferam, por acção da natureza, os destacamentos de pequenas e delgadas lajes. Um recurso inesgotável ao longo dos séculos, utilizado até tempos recentes na construção de modestas habitações dos nossos pastores e agricultores, pontilhando-se os campos com muros de lajes graníticas, não raras vezes cuidadosamente elaborados e belos. A desertificação dos campos e a era do betão contribuiu para o abandono desta arte de construir com lajes graníticas.Infelizmente, e desde a década de 80, assiste-se a uma procura desenfreada desta matéria prima, não se olhando a meios para a sua obtenção. Saqueia-se a natureza, destroem-se sepulturas pré-históricas com mais de 5000 anos, derrubam-se povoados amuralhados que ao longo de 3000 anos se mantiveram imponentes na paisagem, destroem-se muros e antigas casas rurais. Vai tudo para Espanha. E é pago a peso de ouro. Uma actividade sem regras que urge pôr cobro. Já basta a proliferação de pedreiras sem estudo de reposição ambiental.