24/09/2005

Ah, não tinhas dado conta?

"...E, Viseu parece não fugir à regra. O Jornal do Centro lança esta semana a pergunta: "O que ainda falta discutir na campanha eleitoral para as eleições autárquicas, em Viseu?" À partida, pensou-se que a pergunta fosse aliciante e de respostas na ponta da língua, mas, estranhamente, a realidade foi outra. A redacção começou por perguntar a anónimos e a maioria absteve-se de responder, argumentando não "ter andado atenta". Passou, então, para figuras públicas que, em tempos, assumiram um papel activo na vida autárquica do concelho e a dificuldade manteve-se. Fulano porque não quer voltar a envolver-se na política, beltrano porque não faz a mínima ideia do que tem sido dito pelos candidatos, e por aí adiante..."
Emilia Amaral in Jornal do Centro

Perguntas bem!

"...Esta temática, da Teoria Social do Espaço, é hoje central nos debates mais actuais sobre arquitectura e urbanismo. Por exemplo, o desenvolvimento das comunicações electrónicas e dos sistemas de informação proporciona uma crescente dissociação entre a proximidade espacial e o desempenho de funções de rotina diária das pessoas: trabalho, compras, entretenimento, assistência à saúde, educação, serviços públicos e outros. A questão torna-se então pertinente. Como é que esta tendência pode afectar uma cidade como Viseu?..."
Alexandre Pinto in Jornal do Centro

Gosto munto de excrever

Olha, temos novo colunixta ou cronixta no Jornal do Centro... e traz Vixeu no coração!

Compadrios

Por aqui em vez de se promover o turismo local, promovem-se outras coisas.

Cambalachos

Há negócios que são mais católicos que outros! Ou pelo menos, parecem...

22/09/2005

Esteve quase... uma coisa e outra!

A ideia esmoreceu mas não morreu ainda... confira aqui! E, já agora, olhem que o comboio até Viseu também merece o esforço de todos, talvez até mais! E indústria, porque não... vejo com preocupação a falta de emprego na região! E... ao mesmo tempo, que leio e penso nisto vejo a reportagem sobre os elefantes brancos dos estádios do Euro 2004. Abençoados os politicos que deixaram Viseu fora desta megalómana ideia! Agora tinhamos um estádio para uma equipa "fabricada" para a 3ª e para meia duzia de espectadores e uns quantos milhões de juros para pagar à banca. Então é que nem ecopistas havia para os adeptos do pedal... e mais uma vez, quem pagaria seriam os mesmos. Safa!

Mas os tugas, meu Deus, porque padecem assim?

Ora digam lá se isto e o que está por trás disto e o que vai certamente acontecer por causa daquilo não é deprimente?

Santa Fátima de Felgueiras, amén... livrai-nos, Senhor, deste mal

Ah, e é só por cá?

Cá pelo burgo o dia sem carros ocorreu no feriado, versão municipal e os comentários já constam dos noticiários locais. Mas hoje, os membros do Governo deslocaram-se para a reunião do Conselho de Ministros a pé, de transporte público ou de táxi para assinalar o dia europeu sem carros e ontem, durante o debate mensal, na Assembleia da República, as viaturas oficiais de luxo aguardavam o regresso dos ilustres governantes com os motores ligados, certamente para o ar condicionado manter uma temperatura agradável no interior! O mal é geral, está visto!

Coisas com graça... mas não de graça!

Num zapping distraido, dei com um canal de TV que passa uma série umas vezes cómica, outras vezes dramática... esta série que passa no canal AR. É deprimente a falta de qualidade dos conteúdos deste canal, o argumento é mau, a execução técnica é medíocre, o casting é horrivel e os temas são debatidos há anos, sem solução à vista. E, imaginem que o custo desta série tem orçamentos milionários, pagos pela malta. Ainda assim, isto da TV é um perigo para mentes mais incautas. No outro dia encontrei um tipo que estava convencido e tentou-me convencer que esta série é mesmo verdade e que aqueles actores sem talento são mesmo os gajos que governam o nosso país… Fartei-me de rir! Mas isto não tem piada nenhuma, a brincadeira vai-nos sair cara, vão ver!

Pensamento do dia

"É triste não ter amigos? Ainda mais triste é não ter inimigos.
Porque, quem não tem inimigos, é sinal que não tem:
Nem talento que faça sombra, nem carácter que impressione, nem coragem para que o temam, nem honra contra qual murmurem, nem bens que lhe cobicem, nem coisa alguma que invejem..."

Voltaire

21/09/2005

Parabéns, Viseu!

Hoje é Dia do Município, Dia de S. Mateus, dia de laudação da cidade, das suas gentes, da sua história e porque não, também daqueles que por ela lutam e trabalham para a colocar no panorama nacional e europeu dando mais qualidade de vida e bem estar às suas gentes. Hoje é também dia de homenagear o muito que esta cidade tem crescido com a esperança de fazer mais e melhor na certeza dum futuro saudável para os viseenses.
Viseu, cidade granítica, situada no “coração” de Portugal, envolvida por um sistema montanhoso de que se destacam as Serras da Estrela e do Caramulo. Antiqua e Nobilissima, Viseu, cidade milenar, as suas origens perdem-se nas brumas do tempo. Aqui estanciaram os homens das idades remotas da pré-história e conviveram Celtas e Lusitanos; aqui se fixaram os Romanos e passaram povos invasores: Suevos, Godos, Muçulmanos... Viveu períodos nebulosos e trágicos sempre renascendo com o esforço do seu povo laborioso e tenaz, recuperando o brilho transitoriamente perdido. A sua gente participou activamente nos momentos mais altos da vida da nação, foi aos confins do mundo, mercadejar, combater, missionar... Foi pátria de D. Duarte, ducado de D. Henrique, inspirou Grão-Vasco. No seu rosto vestudo reflecte-se o testemunho da passagem de sucessivas gerações que nos legaram monumentos artísticos de todas as idades, felizmente poupados ao impiedoso desgaste dos séculos e à indiferença dos homens:
- A Cava de Viriato, vasto recinto octogonal, de origem romana;
- Conjunto arquitectónico ímpar constituído pela Sé Catedral, Museu de Grão-Vasco, Passeio dos Cónegos, Torre de Aljube e Igreja da Misericórdia, que ladeiam uma das mais belas praças de Portugal, o Adro da Sé;
- As igrejas e capelas que a cada passo se encontram, símbolos da religiosidade do povo beirão;
- Os muros e portas das muralhas, trechos da velha cerca afonsina;
- As casas senhoriais, casas nobres, solares, mansões, dominadas pela beleza fria mas majestosa do granito, marcos da prosperidade das gentes destas terras;
- As janelas e portais manuelinos, um pouco dispersos por toda a parte, sobretudo nas típicas ruazinhas do velho burgo chegadas à sombra da catedral.
Viseu, cidade jardim, pelos seus espaços verdes bem tratados, preservados do avanço do betão, onde se destacam, pelas suas características e dimensão, os Parques Aquilino Ribeiro e do Fontelo, a par de jardins e recantos ajardinados que contribuem significativamente para a qualidade de vida que se desfruta nestas paragens.
Viseu, terra de ricas tradições, onde ainda é possível adquirir objectos manufacturados, fruto do trabalho paciente de artesãos, que vão legando o seu saber às gerações vindouras. Terra onde a mesa é recheada de ricas iguarias, sempre acompanhadas pelos excelentes vinhos do Dão.
Viseu, cidade moderna, onde desenvolvimento quadra bem com tradição. Centro de convergência de modernas vias de comunicação, traçadas sobre rotas criadas durante a romanização, Viseu atravessa um surto de desenvolvimento, que se iniciou na década de 70. Cidade eminentemente comercial, abre-se ao investimento e à industrialização, antevendo-se que, nos próximos anos, seja uma das três regiões nacionais com maior desenvolvimento nos sectores dos serviços e da indústria. Nos últimos tempos , o ritmo do expansionismo urbano em muito tem ultrapassado as estimativas mais ousadas. Simultaneamente, multiplicaram-se os estabelecimentos dos vários graus de ensino, incluindo o universitário e o politécnico; surgiram recintos para a prática de várias modalidades desportivas; cuidou-se dos jardins e dos frondosos parques que tanto singularizam a cidade; procura valorizar-se o núcleo histórico; recupera-se o património arquitectónico degradado; vela-se pelo crescimento ordenado e harmonioso da urbe; cuida-se do bem-estar da infância e da população mais idosa; são acarinhadas iniciativas particulares válidas – enfim, criam-se as estruturas próprias de uma verdadeira cidade europeia.
E assim, graças à determinação das suas gentes, a bela cidade de Viseu, orgulhosa do seu passado histórico, rica em monumentos e de belezas naturais, prossegue, confiante, no caminho do progresso, rumo ao Futuro.
A todos quantos têm feito por isso, deixo aqui o meu reconhecimento!

Em Viseu dá gosto viver... e quem nunca viu Viseu, não sabe o que perdeu!

20/09/2005

Pelas pontas... do nó!

O pessoal de Calde não desarma na luta pelo nó de acesso.

Limpeza nos pulmões...

Li agora as noticias locais. E respira-se ar puro! O pulmão da cidade tem projectos a ler aqui. E esta também está bem pensada... um espaço de todos para todos. Gostei!

Viseu em 2010

As "coroas" ambientais estão na moda no burgo. Fica aqui um cheirinho da futura revisão do PDM para as àreas verdes da cidade!

Campo Municipal do Fontelo em 2010...

Assim é que é! Pequenos mas bons...

A Princesa de lafões tem nova morada. O local é espectacular e merece uma visita. É das melhores coisas que já vi por aí na net, dá cartas ao Viseu Digital... e não só!

Farminhão Viseu Clube

A AG do Farminhão deu luz verde ao processo de transformação do Académico. Já o meu avô me dizia, na sua experiência de vida que «para se fazer um mau negócio há sempre tempo». E, mais não digo!

19/09/2005

Quem escreve assim...

Permito-me transcrever aqui um comentário do Beirão que em poucas palavras, diz tudo e diz bem:
"...Desde há muitos anos que Viseu, tendo perdido as suas ligações ferroviárias, deixou de lutar por um qualquer projecto de caminho de ferro alternativo. Se de facto a exploração das duas linhas era deficitária para a CP, impondo o seu encerramento, uma moeda de troca perante tão grave amputação de um meio de transporte estratégico da região, poderia ter sido forçar, nessa altura, o estabelecimento de uma alternativa mais estruturante, como o desvio da linha da Beira Alta ou, no mínimo,a sua ligação por ramal. Viseu tem tido ao longo dos tempos o condão de agradar passivamente aos poderes estabelecidos e isso paga-se. Os grandes investimentos nacionais estruturantes do desenvolvimento, nos mais importantes domínios, foram passando ao lado. E se alguns estudos foram sendo feitos, resultaram mais da iniciativa do próprio poder central ou de organismos estatais do que reivindicações pertinentes e firmes apresentadas atempadamente pelos diversos poderes locais. Temos assim perdido, entre outras, as referidas ligações ferroviárias, a instalação de uma universidade no interior e a descentralização de alguns serviços oficiais, ou então contemplados com uma ligação principal rodoviária tardia e mal projectada (IP5), sendo também tardias as obras do novo hospital e do palácio de justiça,etc. Se por um lado, contrapondo estas perdas, a cidade tem apesar de tudo progredido, significando que as suas gentes têm suficientes qualidades e iniciativas que bem podiam ser melhor ajudadas, orientadas e potenciadas, por outro lado há que reconhecer que tal não é suficiente nos tempos que vão correndo. E não será preciso inventar, bastará olhar mais atentamente para outras regiões, que não vivendo tanto de sistemáticas parangonas, unem os seus esforços e vão actuando eficaz e atempadamente nos centros de decisão deste país, deles colhendo os frutos." Ora, digam lá se tem ou não razão!

Viseu, tão perto e tão longe... do comboio e não só!

Alô, escuto!

Dizem-me que a campanha já começou. Venham as propostas, os programas e discutam-se democráticamente as ideias. Estamos prontos para ouvir... Para já, só chega ruído!

Só se ouve... bocejos e ruídos de fundo. Porque será?

A inveja

Há por aí quem sorria com a tragédia que se abateu sobre os EUA, derivada do furacão Katrina, mas tal reação é normal e natural, nos tempos que correm. É a mesma de quem se sentia reconfortado, nos circos romanos, por ver outros pior, na arena! É a mesma reacção de quem, doente, fica feliz por também os outros ficarem doentes. É a mesma dos que ficam felizes com a desgraça alheia. É uma reacção infantil, mesquinha, primária de terra queimada, e é uma doença da civilização. Só e apenas. E na nossa urbe também grassam... Há por aí, muito invejoso, infelizmente!

Verdade seja dita

"Os trafulhas vão ganhar. Chamado a decidir, o povo vai querer Valentim, Fátima Felgueiras, Isaltino e Ferreira Torres. E se é isso que o povo quer, o problema não é a democracia, são os portugueses."
Miguel Sousa Tavares, in
Público.

Uma certeza...

Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira!

O exemplo inglês

Os jornais já nos deram essa noticia de sermos a única cidade de média dimensão da Europa sem comboio. Mas, Viseu já teve caminho de ferro e foi inglóriamente encerrado, em 1 de Janeiro de 1990. Hoje o edificio da estação foi substituido por uma rotunda no final de uma Avenida...da Europa, por paradoxal que pareça.
O isolamento ferroviário de Viseu assemelha-se multo ao caso da cidade Inglesa de Mansfield (na região de Nottingham), que, com os seus 85 mil habitantes, foi até ao fim da década de 90 o maior centro urbano da União Europeia sem caminho-de-ferro. Mansfield foi privada do transporte ferroviário nos anos 60, quando se desmantelaram multas linhas regionais em toda a Grã-Bretanha. Mais tarde, com o aumento demográfico, foi-se tornando claro que a situação da cidade era insustentável, pois tinham-se construído itinerários principais e vias rápidas que se encontravam em congestionamento permanente. O Governo de Londres autorizou então a reabertura da linha de Mansfield, tendo sido necessário reassentar a via por completo e reconstruir estações desaparecidas do mapa quase três décadas antes.
E, por cá, como vai ser?

18/09/2005

Se dúvidas havia...

O Clube Académico de Futebol continua a existir. Agora nascem o Académico de Viseu Futebol Clube e o Académico SAD em substituição do Grupo Desportivo de Farminhão e Ac. Viseu SAD. Não se percebeu bem a razão ou razões de fundo desta estratégia, sendo que ao ter sido aprovado o protocolo lido na Assembleia este está legitimamente validado.
Mas… para se chegar à nascente é preciso andar contra a corrente, e é isso que um grupo de sócios se propôs fazer ao questionar, de forma legítima, todo o processo e estratégia em que se assentou esta Comissão Administrativa.
As respostas foram poucas ao contrário das hesitações que foram muitas.
O contraditório faz crescer.
Durante anos tem se assistido a Assembleias em que os sócios aprovam tudo que se lhe é proposto. Mais uma vitória destas e tudo está perdido de vez.
Há sempre um optimismo exagerado em cada «nova» solução. O optimista erra tantas ou mais vezes que o pessimista, só que se diverte e anda mais feliz.
Todos temos presente o estado a que as coisas chegaram por se votar um tanto ou quanto às escuras muitas das propostas que têm vindo a ser apresentadas. Considero mesmo que há neste tipo de reuniões magnas, em todos os clubes, manipulação de associados. Vai-se atrás do ideal, do bom orador, do maravilhoso. A realidade tem sido outra em termos de resultados.
O protocolo com o Grupo Desportivo de Farminhão, que se fez representar nesta Assembleia de uma forma discreta, sensata e exemplar, visa haver futebol aos domingos no Fontelo. É pouco. Numa altura em que se caiu no fundo, era mais vantajoso criar um projecto ambicioso que começasse do zero. Assim não entenderam alguns sócios.
O Grupo Desportivo de Farminhão por direito próprio poderia utilizar o Fontelo caso se mostrasse interessado em fazê-lo. A não haver futebol profissional, qualquer dos clubes da cidade e do concelho podem solicitar autorização para a realização dos seus jogos. Não convence esta de querer futebol ao domingo no Fontelo.
Veremos a média de espectadores no Fontelo. E se os resultados, caseiros, não começarem a estar de acordo com as ambições?! Volta-se ao Campo do Viso?!
Juridicamente não posso pronunciar-me sobre a organização criada. Já quanto à sua funcionalidade, estou bastante céptico.
Camadas jovens e modalidades amadoras no CAF, futebol no AVFC, Académico Sad desactivada. Quotas pagam no GDF ou no AVFC. CAF continua sem receber subsídios e comporta as actividades amadoras e camadas jovens!
Na teoria aparece aqui muita mistura, muita confusão.
Espera-se agora que a prática demonstre o contrário, que esta foi a melhor solução para o futebol do Académico de Viseu.
A paciência é uma coisa que se admira no condutor de trás, mas que se detesta no condutor da frente. Cabe-nos gerir esta paciência ou…. Partir para outra.
Vitor Santos in Jornal do Centro

Estas doiem a valer

Combustíveis sobem pelo menos durante mais três anos, diz o JN em título. Maior produção de barris não chega para libertar consumidores da bola de neve de aumentos gerada pelo preço do crude. Em Portugal, gasolina subiu 20% e gasóleo 18% desde o mês de Janeiro. Estas assim é que me deixam de rastos... Será que isto não para? Ou aonde vamos nós parar?

Ficção ou talvez não!

O Farminhão Académico Clube de Viseu, ooops, desculpem... o Académico Viseu Clube de Farminhão, oh, perdão, o Viseu Académico Farminhão Clube já tem jogos marcados. A apresentação da equipa vai ser realizada em Coimbra num jogo realizado no Estabelecimento Prisional da PJ e ao que o nosso repórter apurou já há convites para a equipa participar no Campeonato Prisional. O grande impulsionador do Clube, Armando Mões encontra-se já naquele local a acertar pormenores relativos a esta possibilidade.

Em cartaz...

O BE parece querer realizar nova versão do "exterminador implacável". Vamos lá a ver se reúnem condições ao menos para fazerem um "take". Ao mesmo tempo aqui o filme em exibição deve ser de terror!