21/10/2005

Comentários dos leitores

Com a reserva de uma análise mais circunstanciada que os números em bruto devem impôr, aqui vão alguns valores comparativos do PIDDAC, entre alguns distritos/concelhos do interior(em milhares de euros):
Viseu.......- 74.617 / 2.145
C.Branco- 127.441 / 10.959
Leiria.......- 91.832 / 10.440
Évora.....- 105.682 / 9.652
Como sempre e até aqui, parece que a nossa região se tem limitado a ver o que lhe aparece na rifa, quando ela é publicada! Falta o tal trabalho de casa (ou de sapa...) e depois são só lamúrias, principalmente se e quando as cores locais e do governo não convergem.
beirão 10.20.05 - 10:59 pm

20/10/2005

Calma, o povo é sereno!

Final de um dia de trabalho e regresso a casa. Na estrada à minha frente, mais uma vez, repete-se o calvário mas de quando em quando, com diferentes protagonistas. O verdadeiro "boinas", às do volante, ciente do seu papel, com a "velha" ao lado encafuados numa "urna ambulante", que pode ser conduzida sem carta e que tal, como eu, regressa à "xanta" terrinha. 20 à hora, meio da estrada, calma, que a vida é curta. Ao fim de muito tempo lá os passei, um aceno simpático, a estrada e este Portugal ainda é de nós todos! Tenho testado a minha paciência... a idade de facto, dá-nos outra serenidade!

Dá para escolher modelo e cor?

Ao que consta, daqui a poucos minutos devemos ter mais um candidato. Depois da eleição dos "indiciados" vamos ter que votar para os "reciclados"! E, este que promete um Ferrari a cada português, não será boa aposta?

A sério que não percebo

Porque será que todos os agentes politicos estão disponiveis para colaborar na recuperação económica do País e no equilibrio das contas públicas mas ninguém aceita cortes nas despesas?

Quem é da cor come...

Viseu tem ilegíveis no PIDAC pouco mais de dois milhões de euros, o que representa uma quebra na ordem dos mais de 50 por cento relativamente ao valor de 2005 que era perto de seis milhões de euros. E, Castelo Branco?
Lembra-se do que há anos disse Gabriel Costa, ex-autarca de Penalva, quando confrontado com a mudança de "camisola politica"? Pois, quem é da cor come, quem não é...

Agruras...

A propósito do mesmo DRegional (e estou à vontade para falar porque até sou assinante), a edição de hoje vem cheia de gralhas ou se calhar nem o são, o que é pior! A páginas tantas leio:
sic (...) O PIDDAC para Viseu "descrimina" o concelho (...) e (...) a situação fnanceira "sólida" da autarquia não vai sofrer tantas "arguras" (...)
Bem, o fnanceira deve ser erro, deverá ser financeira mas o "arguras" e o "descrimina" dá-me que pensar!
No dicionário descriminar v. tr. absolver de crime; tirar a culpa a. Seria "discriminar" do Lat. discriminare v. tr. diferenciar? Ou queriam mesmo tirar a culpa a "alguém"?
Já o "aguras", bem... O Dicionário da Língua Portuguesa On-Line (DLPO) é um dicionário de português europeu, cuja nomenclatura compreende o vocabulário geral, bem como os termos mais comuns das principais áreas científicas e técnicas da língua portuguesa contemporânea e não encontra tal palavra!
No meio desta qualidade literária, e das reduções do PIDAC a que se reporta esta noticia, quem vai sofrer de agruras (de agro, agre s. f., qualidade do que é agro; amargura; desgosto; etc) vão ser os mesmos de sempre, nós todos!

Imaginação a potes!

O jornalismo desportivo da nossa urbe é de facto um "case study". O DRegional aqui fala dum jogo entre duas equipas da 1ª Divisão Distrital da AFV que deve ter sido sonhado (e na edição de hoje voltam a repetir a asneira) porque no site oficial da AFV não existe tal jogo. Acredito que queiram dar uma "mãozinha" mas impôe a ética jornalistica, acho eu, que se informe com isenção e clareza. Estarei enganado ou querem tomar-nos por parvos?

Académico de Viseu? Onde?

19/10/2005

Boa pergunta

Entretanto, voltando aos tempos actuais o PC pergunta e bem aqui, o seguinte:
"Em Mangualde eram vermelhos, no Fontelo eram brancos e negros (com o símbolo do CAF), nos Trambelos eram brancos e azúis (com o símbolo do Farminhão) e Domingo ... será que vão entrar, todos e não só o g.r., de cor de laranja ?
Escrito por: PC às 2005/10/18 - 21:44"
Se souberem a resposta... digam!

O CAF recordado pelo AJ

Este Académico (de Viseu) terá sido formado, nos primeiros anos do Séc. XX, por um grupo de alunos do Liceu e do Colégio da Via-Sacra. Daí a justificação para o nome do clube e a sua cor - o negro. A primeira notícia da sua existência foi encontrada, na Imprensa, datada de 7 de Junho de 1914, e diz respeito a um desafio de futebol a realizar no Campo de Viriato, no dia 15 às 14 horas, entre “... os teams Sportivos de Tondela e do Académico de Viseu”. O Académico foi um grupo informal, até 1927, o ano da aprovação e entrega dos seus Estatutos na Federação Desportiva de Viseu, mais tarde Associação de Futebol de Viseu. A data da fundação do C.A.F. foi indicada, aleatoriamente ?, como sendo no ano de 1917.
AJ

Clube Académico de Futebol vs União de Leiria
Época de 1987/1988
Subida, pela segunda vez, à Primeira Divisão Nacional
2º Plano – Quim, Morgado, Carlos Manuel, Delgado, Kapa e Sardinha (G.r.)
1º Plano – Abel, João Luís, Rui Madeira, Cruz e Leal
Equipa treinada por Carlos Alhinho e João Basto, Presidente - José Manuel Oliveira.

Nova linha

Passeando pela net descobri aqui vestigios do comboio... mas pelas datas e número dos posts a "coisa anda a carvão"! Oxalá actualizem a linha!

Concordar, concordo, mas...

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, disse terça-feira à Lusa que as autarquias discordam «profundamente» da proposta de Orçamento de Estado para 2006 apresentada segunda-feira pelo Governo. As transferências do Estado para as autarquias e administração regional vão manter-se inalteradas no próximo ano, na ordem dos 2.903 milhões de euros, dos quais 2.487,9 milhões para os municípios e 415 milhões para as regiões autónomas. Pela primeira vez, o Governo fixou um tecto de 200 milhões de euros para a celebração de contratos-programa entre o Estado e as autarquias, o que causa estranheza a Fernando Ruas, uma vez que a ANMP tem defendido o fim progressivo deste mecanismo de cooperação entre a administração central e local. «Nem sei para que é esse tecto. Os municípios têm reclamado o fim progressivo dos contratos programa e a sua integração nos fundos municipais.Qualquer montante ainda nos surpreende», disse Fernando Ruas. O presidente da ANMP manifestou-se contra a proposta de Orçamento de Estado por entender que continua a penalizar os municípios, que desde 2001 têm o crédito limitado e já não contribuem para o agravamento do défice. «Queremos participar no esforço para equilibrar as finanças públicas, os municípios não querem é ser os bodes expiatórios, quem deve fazer o maior esforço é quem as tem desestabilizado», disse Fernando Ruas. «É inadmissível que não seja cumprida a Lei das Finanças Locais», criticou o autarca. Fernando Ruas acentuou ainda que se fala agora no aumento de receitas dos municípios, mas que estes apenas podem obter receitas através de impostos como IVA e IRC. «Não há nenhuma forma de os municípios terem aumento de receitas, sem elas virem através de impostos. Se os municípios tiveram essas receitas é porque o Estado já as teve e nós recebemos com dois anos de atraso», frisou. «Desde 2001 que estamos impedidos de recorrer ao endividamento. Estes cortes são cortes cegos», considerou.Para Fernando Ruas, os governos é que têm sido «gastadores». «Em 2002, os municípios eram responsáveis por 0,44% do défice. Em 2004 e 2005 já não tivemos contribuição para o défice porque amortizámos mais do que aquilo que pedimos de empréstimo e não foi por isso que o Governo reduziu o seu défice, que passou de 3 para 6,2%», defendeu Fernando Ruas.
Diário Digital / Lusa

Pela quinta vez

E, a partir de hoje já estão "instalados" aqui!

No comments

Podia tecer diversos comentários ou apontar algumas razões sobre a gestão dos dinheiros públicos ou estratégias de desenvolvimento mas o texto aqui é claro e para bom entendedor meia palavra basta.

Apanhados em flagrante

Naquilo que deveria ser a zona verde do meu bairro, onde as crianças deveriam brincar, está a ser construida uma lixeira a céu aberto. O entulho das obras e lixo industrial vão-se amontando naquele local, como podem constatar até pelo "apanhado em flagrante" que aqui vos deixo. Chamei os "tipos" à atenção para o crime que estavam a fazer à natureza e tive que gramar uns quantos impropérios... mas quem se calhar eles queriam atingir não era a mim! Provávelmente neste despejo de lixo devia vir também o fax que enviei ao presidente da junta de freguesia há mais de meio ano a dar conta deste e doutros problemas no bairro e do qual nem resposta tive. Entretanto, estes atentados continuam!

E, fotos destas tenho às dezenas! Triste mas real!

Quem canta seus males espanta!

E, nesta rotunda exalta-se o verdadeiro, o autêntico e não o farminhónico, oops, faraónico, digo! E, com esta já sei que aí vêm uns quantos comentários "bombásticos e autistas". Mandem, já estou de capacete!

18/10/2005

Desafio cumprido

O JCS mandou-me este desafio:
Caro colega, aqui vai um artigo que gostaria de ver publicado no blog. Esta é uma realidade presente na nossa cidade, tal como em todas as cidades do país, penso que tal como sempre nesta altura é um tema recorrente, mas gostaria de unir forças para que deixasse de ser... um problema! Tentar por fim por um ponto final neste assunto. Afinal de contas uma pessoa que concorre ao ensino superior tem como objectivo um curso superior e nao participar a este circo... Um abraço... Fico à espera de uma resposta
Aqui fica o texto do JCS para discussão no blog:
Praxes! Será este o meio ideal de integração do estudante no ensino superior??? Ou será mais uma maneira de dividir pessoas e de discriminação activa!
É certo e sabido que as praxes não trazem felicidade a ninguém, aliás muitas das vezes trazem tristeza, solidão e de certa maneira um sentimento de revolta.
E terão os veteranos noção do que fazem realmente aos noviços? Onde será que chegámos?
Será para continuarmos a maltratar estudantes, que tem como objectivo tirar um curso superior e seguirem com a sua vida, que a praxe existe?
Pensemos: talvez a sociedade não ligue muito a este tema porque a maioria do país nunca terá passado por este suposto ritual de integração no espírito académico... Por falar em espírito académico!
Que é feito dele? Será que só existe para manter jovens que tentam prolongar a sua adolescência até aos 30 e picos? Ou então para ensinar a juventude a beber, a não ter responsabilidade, ou até mesmo a se baldar a esta!
Será que muitos dos pais tem consciência que ao deixarem os filhos saírem de casa para estudarem no ensino superior, tendo que pagar propinas, alojamento, alimentação e outros, se apercebem das coisas como elas realmente são?
Porque é que não se acaba de vez com este ritual?
Acho que se perguntarmos a qualquer caloiro se este gosta da sua praxe, certamente que este responderá que não lhe agrada muito e que apenas se submete a tal para apenas ser aceite no grupo de estudantes já pertencente à instituição, onde ambos convivem e tem os mesmos direitos/deveres, estando estes presente no regulamento interno da escola.
Porem não será estranho deixar de pensar que as pessoas têm direitos. Certo?

Obs: O texto continuava com os 30 artigos da declaração dos direitos do homem.

Advertência ao Leitor

O AJ que já ganhou espaço e prioridade máxima neste blog mandou esta preciosidade:

No seu próprio interesse, prezado Leitor, verifique se este livro mantém o lacre branco que sela algumas das suas páginas; neste caso, abra-o, por favor, como abriria um livro não guilhotinado, isto é, com uma faca, até com um simples cartão, e assim não rasgará as folhas. Se o livro estiver todo aberto, rejeite-o, pois é indício de que já foi lido. Defenda a sua saúde não manuseando livros usados.
O VELHO E O MAR, nova edição traduzida por JORGE DE SENA.
Este aviso está impresso na primeira folha deste “livrinho”.
Não me lembro quando, nem onde, não cumpri esta recomendação... porém o livro veio do alfarrabista, tem uma assinatura ilegível e a indicação: Vila Real, 6/9/56.
AJ

Ler faz bem à saúde... mental! Obrigado AJ!

Dúvida orçamental

Ainda não percebi neste OE porque se mantêm coisas absolutamente inúteis e que custam bastante mais do que os «cortes» anunciados! Querem exemplos? Pois aqui vão: os governos civis, os ministros da república, milhentas Empresas participadas pelo Estado, os 12 mil funcionários do ministério da agricultura, milhentos institutos públicos, todos os incentivos e demais espécies de esbanjamento e distorções ao mercado, as reformas sem plafonamento, etc., etc.

Come a sopa que faz bem!

Porra, mais sopa? Farto de sopas e chás ando eu!

GAMVIS moribunda?

"Formalmente a GAMVIS não está morta porque o Governo não faz sair uma lei a matá-la, mas também não lhe dá sangue para ela sobreviver, e perante isto, ela está moribunda"!
Álvaro Amaro caracteriza
aqui o ponto em que se encontra a GAMVIS.

17/10/2005

Que mais lhes irá acontecer?

E, sabem que mais? Ao Sporting já só falta perder em casa por falta de comparência???

Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza

Portugal é o país da União Europeia onde há mais desigualdade entre ricos e pobres, uma situação característica dos estados em vias de desenvolvimento. As 100 maiores fortunas portuguesas representam 17% do PIB e 20% dos mais ricos controlam 45,9% do rendimento nacional.
(Lusa)
Acrescenta-se que:
1 em cada 5 portugueses vive no limiar da pobreza (21% da população total)
12.4% da população activa (5531.6) ganha o salário mínimo nacional (374,7€)
7,2 % da população activa está desempregada; em 2003, mais de 5000 trabalhadores tiveram o seu trabalho reduzido ou suspenso;
26,3% dos reformados recebe menos de 200€/mês de reforma
147 332 recebem o Rendimento Social de Inclusão (151,84€)
79,4% da população activa não terminou o ensino secundário
45,5% da população, em idade escolar, abandona de forma precoce a escola
A taxa de analfabetismo, em 2001, era 9,0% da população
300 mil famílias (8% da população) viviam, em 2001, em habitações sem condições mínimas
Em relação aos dados de 1999 e 2000, há um agravamento de 20 a 25% da situação de pessoas sem-abrigo
Os homens ganham mais 9% do que as mulheres
A taxa de desemprego, em 2002, era de 55,2% para o género feminino
Do lado inverso:
As 100 maiores fortunas portuguesas representam 17% do Produto Interno Bruto Nacional – 22.4 mil milhões de euros
O país tem a pior distribuição de riqueza no seio da União Europeia com os 20% mais ricos a controlar 45.9 por cento da rendimento nacional
10 800 pessoas têm rendimentos de cerca de 816 mil euros anuais
Ao constatar isto lembro-me do que muita vez me dizia o meu saudoso avô: Filho, se um dia o dinheiro for merda vais ter que continuar a trabalhar pois de certeza que a partir dessa data os pobres vão ficar sem cú... É talvez cómico mas dá que pensar!

'Simcity' à portuguesa

"(...) Os incentivos perversos que estão instalados no País por via da legislação para os municípios promovem autarcas e munícipes infantilizados, sem a mínima ideia de que são eles que estão a pagar as mais variadas loucuras que se vêem pelo País fora.As intenções do Governo, explicitadas na entrevista ao secretário de Estado Eduardo Cabrita e que o DN publica hoje, parecem ir no sentido de responsabilizar os autarcas pelo dinheiro que gastam. Só há uma maneira de o fazer. A esmagadora maioria dos recursos das câmaras tem de chegar dos impostos e taxas que cobram. Para que os munícipes saibam que se escolheu uma rotunda ou o centro cultural e não a modernização da escola."
In DN

De onde vem o dinheiro?

O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que em 2003 substituiu a antiga contribuição autárquica, e o Imposto Municipal sobre Transmissões (IMT), que substituiu a velha sisa, são actualmente as principais fontes de receitas próprias camarárias. De tal forma são significativas, como no passado foram os seus antecessores, que se atribui à sua necessidade boa parte dos desmandos urbanísticos que os municípios autorizaram nas últimas décadas as autarquias só aumentam o dinheiro para investir se tiverem construção no seu concelho, pelo que teriam aí uma razão para a estimular para além do razoável.
O resto da história vem no DN. E, fica por responder a pergunta, para onde vai esse dinheiro?

Curtas e breves da região

Vão custar mais de 150 mil euros os três açudes que a Câmara de Viseu quer construir, na bacia hidrográfica do rio Pavia, para regularizar os caudais. Integradas no projecto global do programa Polis, as mini-barragens terão uma capacidade de armazenamento calculada em seis milhões de litros de água. As propostas para o projecto de execução já foram abertas, faltando agora saber a quem vão ser adjudicadas.
O Presidente da República, Jorge Sampaio, atribuiu o grau de comendador da Ordem de Instrução Pública a Arcides Baptista Simões. O galardão pretendeu distinguir o trabalho que o homenageado tem desenvolvido na área da Educação e na Escola Profissional de Torredeita.
A produção deste ano, na região demarcada da maçã bravo de Esmolfe, deve ficar pelas duas mil toneladas, menos três mil do que em anos anteriores, mas a Compal pretende comercializar sumo desta maça.
Sem motivação e desencantado, o até agora líder da Comissão Distrital do PSD anunciou a sua demissão do cargo partidário. Antes de fechar a porta, o social democrata deixa críticas a Cavaco Silva e a Marques Mendes.

Primeiro GOLO no Fontelo contado por um leitor

Em Portugal e no início do Século XX o "foot-ball" foi jogado onde existisse um pedaço de terreno plano, público, abandonado ou maninho. Era o tempo das balizas às costas e dos “banhos” em poças, ribeiros ou fontes... desde que não houvesse mulheres por perto. Em Viseu jogava-se perto da Cava ( junto ao local onde em 1940 foi erigido o Monumento a Viriato), mais abaixo no Campo da Feira Franca ( entre a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Ribeira e a Rua da Ponte de Pau) e nos terrenos do Colégio da Via Sacra. No Domingo 11 de Novembro de 1928, em dia de São Martinho, foi inaugurado o Estádio Municipal do Fontelo, com futebol a sério. Em 12 de Junho tinha sido feita uma cerimónia e uma inauguração simbólica, com a presença de alguns internacionais da equipa Olímpica de Portugal, Jogos de Amsterdão, e do seu capitão Jorge Vieira que deu o promeiro pontapé. Nessa data o campo não estava finalizado e ainda não tinha balizas e vedação, portanto não foi uma verdadeira inauguração. Nesse dia de São Martinho, já distante, realizaram-se 3 jogos:
Grupo União de Futebol / Sport Ribeira e Viriato, resultado 1 - 1;
Sport Lisboa e Viseu / Tondela, resultado 2 – 2;
Clube Académico de Futebol / Académica de Coimbra, resultado 3 – 4.
O primeiro jogo foi disputado entre as duas equipas mais antigas de Viseu, ainda em actividade. O primeiro golo foi marcado pelo jogador do Sport Ribeira e Viriato – Manuel da Costa Soares (Curroso). O Manuel que não conheci era sapateiro, humilde e imensamente dedicado ao seu Clube. Dele posso fazer uma ideia clara, graças à leitura das crónicas doutro Ribeirinho e Academista, José Alves Madeira, e pelo conhecimento do seu irmão Gabriel, um doente do seu “F.C. Porto”. O Manuel Soares era uma figura singular, precocemente calvo, joelhos metidos para dentro, usava os “calções ao fundo da barriga e uma corrida feita de passinhos curtos”, dava nas vistas pela sua figura sempre sorridente, mas era apenas um jogador mediano. Pois foi este jogador mediano quem “inaugurou” as balizas e as redes do Fontelo e fez pela primeira vez gritar, no Fontelo, ..... GOOOLO !
AJ, Ribeirinho e amigo de Viriato

16/10/2005

De facto,

Devido ao facto da velocidade da luz ser superior à do som muitas pessoas parecem inteligentes até abrirem a boca...

Eu disse isso?

Co Adriaanse: «Se assobiarem ou mostrarem lenços brancos vou-me embora»,
in Record, 30-09-2005.

Enquanto ontem nas bancadas uma malta de adeptos portitas mostravam o material assoante ao Co, o repórter da Sportv perguntava ao mister: "So, what about now, that you... humm seen the white mmmm... tissues?" Co à boa moda da politica portuguesa e com o seu sotaque caracteristico: "I neverrr zaid that".
E ainda dizem que o homem não está adaptado à realidade portuguesa... Cá para mim devia era ter sido candidato à câmara, no minimo!

Desculpem lá...

Este é só para lembrar... não é para picar, a sério! Afinal de contas ainda estamos atrás deles...
Certo é que passados 14 anos desde o último triunfo em casa do FC Porto, o Benfica voltou às vitórias num dos “clássicos” mais esperados do futebol nacional! Foram 2 buchas naquela "defesa" do Porto. Soube bem!

Nuno, ainda bem que não passaste o tempo a pentear-te, como é costume!