03/12/2005

Natal na minha terra

Nova piscina no burgo


Afinal, temos piscina olimpica! Não é no Fontelo mas é perto...

A net tem destas coisas

Faz-se uma busca sobre os candidatos presidenciais na net e dou um clique nesta. Já tinha ouvido umas bocas sobre os interesses do senhor mas não o sabia tão cibernético...

Por serras e paisagens de Lafões

Para os que apreciam as aventuras em TT lembro que já está online a página electrónica do 2º TT Rios e Serras de Lafões. Basta aceder ao endereço www.ael.pt/ttrioseserrasdelafoes e terão toda a informação necessária, desde os boletins de inscrição, os contactos dos elementos da organização e uma galeria de fotos referente à 1ª edição do TT Rios e Serras de Lafões. O 2º TT Rios e Serras de Lafões que se irá realizar no próximo dia 10 de Dezembro, com a concentração dos participantes a ocorrer junto ao Museu Municipal de Oliveira de Frades pelas 8h da manhã.

Polvo da hipocrisia

O Ministério Público (MP) do Tribunal Judicial de Viseu arquivou o processo de inquérito à exposição do livro polémico - "As mulheres não gostam de foder" - na montra da livraria das Edições Polvo, em Viseu.
No despacho de arquivamento, o procurador do MP, além de alegar a inexistência de matéria para sustentar uma eventual irregularidade, lamenta a controvérsia levantada à volta do ensaio sexual em banda desenhada, do espanhol Alvarez Rabo.
Uma fonte do Tribunal conta que o magistrado manda arquivar o processo, admitindo que, se porventura o autor da obra tivesse o peso e a importância literária de um Lobo Antunes (que escreveu "Os cus de Judas") ou Miguel Esteves Cardoso (que editou "O amor é fodido"), a contestação não teria tido lugar.
Razão tinha
Sigmund Freud: "Existem infinitamente mais homens que aceitam a civilização como hipócritas do que homens verdadeiramente e realmente civilizados, e é lícito até perguntarmo-nos se um certo grau de hipocrisia não será necessário à manutenção e à conservação da civilização, dado o reduzido número de homens nos quais a tendência para a vida civilizada se tornou uma propriedade orgânica."

02/12/2005

Seremos breves

E, por hoje, fechamos portas... o cinema espera-nos!

Isto dá-me cabo da marrafa...

Tropecei nesta aqui e não pude deixar de fazer copy/paste.
"Entre hoje e o próximo domingo decorre no Solar do Dão mais uma iniciativa de promoção do nosso mais precisoso néctar - o vinho do Dão. Encontramos informações na Região de Turismo Dão Lafões, na Essência do Vinho(mais completa), no Guia de Lazer do Público e, pasme-se, nada consta no sitio da Comissão Vitivinicola Regional do Dão, aliás um site que se queria mais moderno e dinâmico... ai os tachos."

01/12/2005

Bem com bem, são dois bens

Em 09 Setembro de 2003 o Jornal de Negócios publicava dois artigos sobre a SPV e a dada altura lia-se: "Até ao final do ano, os consumidores vão encontrar os baldes para a separação de lixo doméstico à venda em todos os supermercados, sob a chancela da Sociedade Ponto Verde (SPV). Com um custo aproximado de 10 euros por unidade, os novos ecopontos domésticos da SPV são fabricados pela Plastival – associação de recicladores de plásticos, accionistas indirectos da SPV. Em paralelo, a SPV está a trabalhar no lançamento de sacos de cores diferenciadas “cujo objectivo é fazer com as pessoas que têm condutas, não tenham de acumular o lixo em casa, separado, à espera para despejar nos dias previstos”, adianta Henrique Agostinho.
A SPV vai ainda avançar com um projecto especial com as escolas primárias, cujo objectivo é envolver as crianças e os pais. Para já, o projecto vai ser desenvolvido nas regiões de Leiria e Viseu. As crianças vão ser estimuladas a levar o lixo separado para os ecopontos que estão junto das escolas. Cada ecoponto vale pontos que dão direito a prémios. A ideia da SPV é despertar os miúdos para a reciclagem e ensiná-los a separar o lixo, de maneira a que se torne um hábito. “E assim, também os pais são envolvidos”, acrescenta."
Em 2003 foi assim. E dois anos depois? Bem, no meu bairro nem sequer há caixotes do lixo mas vejo que aqui perto ou um pouco mais longe há exemplos de interesse! Se souberem onde se vendem cá no burgo digam pois, confesso que gostava de ter um destes equipamentos em casa, embora em boa verdade se calhar, nem sequer é preciso... afinal, a cidade ganha sempre o prémio do ambiente!

Será?

Hoje no meio da conversa, dizia-me um amigo ao telefone: - Eh, pá, tás como o Soares!
Não percebi a piada, mas fiquei com a sensação que não seria coisa boa...


Nuvens negras...

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu aumentar a taxa de juro de referência na Zona Euro em 25 pontos base para os 2,25%. É tudo a ajudar... Daqui a nada o cinto não dá para fazer mais furos!

Claro que é só para os mesmos...

30/11/2005

Vá para fora cá dentro!

Na Visão desta semana o artigo "viagens sem controlo" retrata os dramas porque passam os nossos deputados para estarem presentes nas sessões da AR. Muitos deles vêm-se obrigados a receber ao Km quer morem em Lisboa quer se desloquem semanalmente de Viseu à Capital. E, nem todos viajam da mesma maneira. Ao que leio, no caso dum representantes eleitos do burgo, vê-se obrigado a receber o equivalente à viagem de "avião no aeroporto mais próximo da área de residência" e Lisboa a que soma o pagamento em Km entre o aeroporto e a sua casa, mesmo que, vá de carro de Viseu a Lisboa! Será que há nexecidade disto?

Oh, mãe!

Descobri um novo blog duma viseense e ainda por cima cheia de felicidade! Trá lá lá lá lá lá

Só estou a perguntar!

E, que tal se junto com esta lista publicassem a lista das dividas do Estado aos particulares? Talvez fosse boa ideia, não?

A todo o gás

Leio aqui que "a Escola Secundária de Santa Comba Dão foi evacuada, a rua circundante foi isolada e o pânico instalou-se durante cerca de três horas. Funcionários da câmara municipal que procediam a trabalhos num ramal de esgotos rebentaram com a tubagem de gás domiciliário e fugiram "a sete pés"... mas em sentido contrário ao da Câmara, certamente! Como é que o novo Presidente podia saber disto? Até podia ser apenas o barulho dum "reactor" avião a jacto a passar por ali com destino ao Aérodromo de Viseu!

Sonhar em voz alta

Depois do fôlego ganho nas ultimas autárquicas, constou-me que a junta da minha "xanta" terrinha contratou este senhor aqui para remodelar o mobiliário urbano. Para a semana vão já ser instalados as novas paragens de autocarro. O design dos horários dos autocarros e demais informação essa é que ainda está em estudo e mais demorados estão os projectos dos caixotes do lixo para o bairro, só chegarão lá para 2009, à data das próximas autárquicas!

Gostavam? Também eu...

Fernando Pessoa

"Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. (...) Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as ideias, as imagens, trémulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de ideia bruxuleia, malhado e confuso. (...) Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa."
Livro do Desassossego por Bernardo Soares. Vol.I. Fernando Pessoa. (Recolha e transcrição dos textos de Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha. Prefácio e Organização de Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1982.


A obra do mais importante poeta português do século XX "estará mais acessível ao grande público" a partir de Janeiro, uma vez que hoje, passados 70 anos sobre a sua morte, muitos dos seus escritos passam para o domínio público, isto é, deixam de estar sujeitos a direitos de autor, o que é uma boa novidade que
aqui vos deixo.

Fernando "Grande" Pessoa

29/11/2005

In memoriam

Não é só aqui que fica a tristeza e o desgosto! Luís, vou-me recordar sempre do teu sentido criativo, da tua simpatia, do teu profissionalismo e sobretudo da tua amizade! Acho que nunca te cheguei a dizer o quanto te apreciava como pessoa e como artista... a morte levou-te antes de ter tempo para isso mas a tua "imagem" fica connosco!


Até sempre, Luis!

Eles falam, falam...

1100 discursos, 30 milhões euros anuais! Assim até eu dava em papagaio!

Para quem é o recado?

Em relação à Universidade Pública de Viseu, o presidente do ISPV defende um ensino universitário "de mangas arregaçadas e não uma estrutura tradicional, como desejam muitas pessoas com responsabilidades no concelho e no distrito.
Antas de Barros in DRegional

28/11/2005

Boca no trombone

(...) Assumindo-se como um resistente, Morais admitiu que ganhou inimigos desde que pôs a boca no trombone - "quem assume as verdades desta forma está sujeito a levar com as consequências. Há muita gente a quem a verdade incomoda". Mas, acrescentou o antigo vereador, "o estado a que chegámos também se deve ao facto de ninguém se revoltar. Já o rei D. Carlos dizia que Portugal é um país de bananas governado por sacanas".
Voltando à corrupção, o ex-autarca afirmou que há muitas influências das "estruturas do poder" nos pelouros do Urbanismo de todo o país. E insistiu que os promotores imobiliários "financiam as campanhas dos partidos e também a vida privada de alguns políticos que dependem disso para sobreviver". Favores que acabam por ser pagos com pressões ilegítimas.
"Quem está neste lugar tem de ter o máximo cuidado para que nada se aprove sem cumprir as regras de planeamento", avisou, salientando que existe uma "aliança perversa" que assenta num tripé de promotores imobiliários, arquitectos e escritórios de advogados. Os promotores financiam os partidos, os arquitectos dão nome a projectos que são "perfeitas aberrações" e os advogados "formatam juridicamente todo o processo", explicou.
Paulo Morais in JN

Aceitam-se apostas!

Esta ideia aqui é de louvar, mas quem é que irá fazer de bruxinha?

Se não há, mal gasto também não será!

Esta aqui o pessoal até admirava que assim fosse se alguma vez tivessemos sentido o efeito dessas acções de prevenção. Mas, como homem prevenido vale por dois, agora que nem sequer há dinheiro a justificação até vem a calhar... a falta do vil metal justifica a inépcia de ideias e a ausência das tais actividades! A sinistralidade, essa, terá sempre acções a decorrer na estrada!

Pensamento do dia

Somos mais persuadidos pelas razões que descobrimos por nós próprios do que pelas razões que nos são dadas por outros.
Pascal

Por estas e por outras é que eu vou desistir de vos convencer!

27/11/2005

Tás a seguir...

Com tanta coisa que há para fazer no País, vão nos entretendo com coisas destas aqui. E, o Cristo Rei? Não vai abaixo porquê?

Querem lá ver que não estou aqui bem?

Ontem como hoje

Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações.
A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse.
A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva.
À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.
Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora (1867)

De um rato só nasce um rato

Enquanto uns por aqui "papagaiam" as ideias que outros lhe deram e estão preocupados em perpetuar a sua fotografia em museus, ali ao lado, realiza-se obra a favor dos idosos e carenciados. É a diferença entre quem está por solidariedade e quem fica por interesse!