24/12/2005

Desejo profundo


E, pronto... vou ficar uns dias sem net! Prometo regressar breve, para meu prazer e vosso aborrecimento! Não tenho a certeza se o Natal terá começado no coração de Deus mas sei que ele só se afirma no coração dos Homens... Por isso, desejo-vos um feliz Natal e um 2006 à medida dos vossos anseios!
Bazookas

Pedidos ao Pai Natal

A propósito de prendas de Natal, o João lembrou-se de pedir esta...

Votos de Natal

Do que li aqui gostei particularmente desta:
"Junto ao Presépio coloquemos as ânsias e as esperanças, as de cada um, de cada família e do nosso mundo. Para 2006, espero que a Paz que brota do Natal possa sensibilizar os corações para a justiça, abri-los ao amor e encorajá-los a trabalhar a favor de uma humanidade realmente livre e solidária."
D. António Marto - Bispo de Viseu

110 anos do Cinema por AJ


Os 110 anos do Cinema - Cento e dez anos de Ciência, Arte, Indústria e Comércio !

O Cinema, fotografias em movimento projectadas numa grande tela, foi apreciado pela primeira vez em Paris, no dia 28 de Dezembro de 1895, foi a primeira sessão pública com cobrança de bilhete e aconteceu no Salão Indiano do Grand Café, no Boulevard des Capucines em Paris. Do programa constava a exibição das seguintes películas de Louis Lumière: “La Sortie des Usines Lumière”, “Voltige”, “La Pêche aux Poissons Rouges”, “L’ Arrivé des Congressistes à Neuville–sur-Saône, “Les Forgerons”, “Le Jardinier et le Petit Espiègle (L’Arroseur Arrosé), “Le Dejeuner de Bébe”, “Saute à la Couvert”, “Place des Cordeliers” e “Baignade en Mer”.

O filme de grande sucesso “L’Arrivé d’un Train à La Ciotat” só passou a fazer parte do programa no mês de Janeiro seguinte.

A esta memorável sessão assistiram 30 espectadores entre os quais se contava Georges Méliès, que viria a ser chamado o pai do Cinema de ficção científica, por ter realizado em 1902 o filme “Viagem à Lua”.

O projeccionista foi Clément Maurice e a sessão foi dirigida por Antoine Lumière, pai dos inventores: August Marie e Louis Jean . O novo invento fez furor e todos desejavam ver as suas fitas. De Paris os irmãos partiram à conquista do público das principais cidades europeias, onde exibiram com idêntico sucesso as imagens em movimento. Em Julho de 1896 foi inaugurado em Nova Iorque o “Cinematógrafo dos Lumière”, o seu sistema foi considerado muito superior ao Vitascópio, aparecido alguns meses antes, do genial inventor norte americano Thomas Edison.

Sobre estas sessões primeiras escreveu Máximo Gorky, em 4 de Julho de 1896:

“Quando as luzes (lumières) se apagaram na sala onde nos é mostrada a invenção dos Lumière, uma grande imagem cinzenta – sombra de uma má gravura – aparece de súbito no écran (...) E tudo isto é estranhamente silencioso (...) sem barulho, as folhas cinzentas como a cinza são agitadas pelo vento e as silhuetas cinzentas das pessoas condenadas a um perpétuo silêncio, cruelmente punidas com a privação de todas as cores da vida, estas silhuetas passam em silêncio sob um sol cinzento.”

Felizmente, nestes 110 anos, o Cinema soube inovar técnica e artisticamente, tornou-se a Sétima Arte, fez a síntese de todas as outras e ainda hoje continua a encantar muitos milhões, em todo o Mundo, embora já por diversas vezes lhe tenham encomendado o funeral.

AJ

21/12/2005

Vultos de Viseu


António Alves Martins (Alijó, 18 de Fevereiro de 1808 — 5 de Fevereiro de 1908) foi Bispo de Viseu desde Julho de 1862. Foi eleito deputado em 1842 e nomeado enfermeiro-mor no Hospital de São José em 1881. Iria viver para Viseu, Portugal, a 29 de Janeiro de 1868 e aclamado ministro do Reino quer no mesmo ano, quer em 1870. Viria a falecer pobre, no entanto, no Paço do Fontelo.
Na estátua em sua homenagem, em Viseu, figura uma citação sua: "A religião deve ser como o sal na comida: nem muito nem pouco, só o preciso".

Também é para nós pagarmos?

«O encargos públicos globais do Estado português com a realização do Europeu de futebol de 2004 ascenderam a 1035 milhões de euros».
Público de hoje (link não disponível)
Pelo burgo, um Clube recente da 1ª Distrital foi contemplado com 23.918 euros do orçamento camarário! O Futebol é um espectáculo!

Sans deniers George ne chante pas!

Atão, homessa... agora vão prá Feira? E o Fórum? Fica às moscas? Hádem (lembram-se desta?) arranjar muitos amigos assim, hádem!...

Funcionalismo...

Isto é que eles se fartam de trabalhar... e, já agora, por 1250 euros por mês eu ofereço-me para digitalizar a papelada, ok? Assim, ainda poupam 50 Euros e muito, muito súor!

Pela boca morre o peixe

A mudança é pois global e total e exige uma resposta regional e local do mesmo nível e no mesmo plano.
Cilio Correia in
JN

20/12/2005

Faz 28 anos no Natal que...


“Nascido pobre, Charlot deu presentes a todos os meninos do mundo” – Federico Fellini.

Sir Charles Spencer Chaplin (Charlie Chaplin) nasceu a 16 de Abril de 1889, em Londres, Inglaterra e faleceu de causas naturais, em 25 de Dezembro de 1977, em Vevey na Suiça.
Era canhoto, tornou-se mais conhecido como Charlot e foi o mais famoso actor dos primeiros anos do cinema. Foi actor, produtor, argumentista, realizador, compositor musical e um incompreendido. Rotulado de “comunista” foi impedido de regressar aos E.U.A., em 1952 por iniciativa do senador Joseph McCarthy, depois de se ter ausentado para a Europa. Acabou por se instalar na Suiça onde viveu até à sua morte, com a sua numerosa família, casou 4 vezes e teve 11 filhos.
Prometeu não voltar aos E.U.A. e não cumpriu, porque foi convidado, em 1972, para receber, na 44ª edição dos Oscars, um imensamente merecido Oscar Honorário pelo – “...incalculável efeito que teve na arte cinematográfica neste século.” Foi recebido de forma entusiástica mas, voltou para o seu paraíso.
AJ

Trim... Trrrimm...

Atão, pá, isto são horas de estares a dormir?

Não devia já estar na cama a esta hora?

Quando toda a gente troca presentes nesta altura... o jurássico velhote distribui acusações e criticas na RTP! Já estava perto do abismo e agora dá passos em frente, em directo e ao vivo!

Queixa-te ao Totta

O CManhã dá conta que "a Ribeira de Mide, em Viseu, é um dos maiores focos de poluição do concelho. Este pequeno curso de água recebe os esgotos do quartel da GNR e de um centro da Santa Casa." E, agora? Os habitantes locais vão-se queixar às forças de segurança ou esperam pela solidariedade social?

Explicando melhor... talvez!

Há quem veja com bons olhos a "invasão" de grandes superficies em Viseu. Não se negam as vantagens que daí certamente advêm para a região, nomeadamente na menor despesa no bolso do consumidor, mas, e sem querer ser pessimista, o que preocupa é que decisões desta natureza, tomadas hoje, só fazem sentir os seus efeitos a médio/longo prazo e o retrocesso é normalmente inviável. Neste mundo em mudança, uma pequena corrente de ar provoca amanhã um tufão de dimensões catastróficas... o desenvolvimento tem que ser sustentado! O País e sobretudo a região precisa é de produção, na minha óptica, o apelo ao consumo desenfreado por ora, dispensa-se! O desemprego está já nos 7,7% (acredito que em Viseu seja superior!) e o aumento anunciado da energia em 2006 fará disparar este valor, 549 mil pessoas estão já sem trabalho (fora os que não se inscrevem), O número de licenciados e de diplomados sem emprego aumentou 15,9 por cento, em relação ao ano passado, somando já 43 376 indivíduos! A Guarda queixa-se hoje nas noticias locais que as grandes superficies de Viseu e Covilhã estão a destruir o tecido comercial da cidade. Em Vila Real o comércio tradicional foi eliminado literalmente pela febre dessas mesmas grandes superficies e agora é o Dolce Vita que ameaça fechar portas... Entendes agora os riscos, Rui?

19/12/2005

Obras falam, palavras calam


Tomás António Ribeiro Ferreira nasceu em Parada de Gonta aqui bem perto de Viseu (1831). Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu advocacia durante algum tempo, cedo enveredando pela carreira política, que desenvolveu a par da sua carreira literária. Foi Deputado, Par do Reino, Ministro de Estado, Ministro da Marinha e das Obras Públicas, Governador dos Distritos de Braga e do Porto depois de, em 1860, ter sido nomeado Presidente da Câmara Municipal de Tondela.
Foi Presidente da Classe de Letras da Real Academia das Ciências de Lisboa.
Exerceu o cargo de secretário-geral do governo da Índia. A sua estada naquela colónia inspirou-o para escrever a peça dramática A Indiana e vários poemas coligidos no volume Vésperas, poemas que reflectem um certo gosto pelo exotismo, ainda ao jeito romântico. Dessa estada no Oriente resultaram também dois volumes de narrativas de viagem, intitulados Jornadas.
Tomás Ribeiro viria a ser projectado para a ribalta literária depois de publicado o poema de grande folego D. Jaime (1862), prefaciado elogiosamente por Castilho (que considerava o jovem autor superior a Luís de Camões), uma das peças polémicas que deram origem à famosa “Questão Coimbrã”.
Amigo de Camilo Castelo Branco, que visitou em S. Miguel de Ceide, prefaciou alguns dos livros do romancista, dedicou-lhe Dissonâncias e auxiliou-o na doença, recebendo o autor de Amor de Perdição na sua quinta de Carnaxide. Naquela localidade foi um dos maiores incentivadores do culto de Nossa Senhora da Rocha, tendo estimulado a construção do santuário e de várias outras obras de benefício para a população.
Produziu ensaios históricos, como a História da Legilação Liberal Portuguesa e Empréstimo de D. Miguel. Em teatro publicou ainda A Delfina do Mal, representado no teatro de D. Maria. Contam-se entre os seus livros de poesia Sons que passam (que inclui o poema “A Judia”, muito celebrado nos salões sociais da época), e Dissonâncias.
Este grande vulto, referência da nossa cidade, apresenta o monumento neste estado...

Dúvida cibernética

A dúvida era entre Viseu ou Biseu e rápidamente se estendeu à internet. Agora a dúvida é entre blogue ou vlogue...

Estes mereciam um excelente natal...

Um abismo atrai outro

Staples Office Center e Tengelman em Abraveses, E. Leclerc em Cabanões, além de Intermarché e Jumbo, o Retail Park na freguesia de Fragosela e o Palácio do Gelo, em Ranhados, são alguns dos estabelecimentos comerciais que deverão abrir as suas portas em Viseu, segundo noticia o DRegional. O efeito "relógio de areia" chegou à cidade. Assim se define a forma que adquire o sistema que alenta as grandes superficies: largo em cima, estreito no centro e novamente largo na base. Acima estão os fornecedores, no centro os comerciantes, na base os consumidores. As grandes superficies podem dar-se ao luxo de seleccionar fornecedores a partir de uma oferta ampla e são assim o gargalo da garrafa pelo qual há que passar obrigatoriamente para alcançar a enorme maioria dos consumidores actuais. Ao contrário do que seria esperado face à situação económica que o País vive, os responsáveis locais (e até nacionais, também) ao invés de apelarem e difundirem conceitos tais como consumo responsável, consumo inteligente, consumo associado, vão atrás da ideia que a maior parte dos "compradores" está domesticada em favor de uma cultura "supermercadista" (one stop shop), individualista (escolho o que quero, quando quero e onde quero) e auto-referenciada (eu sou o centro do sistema porque todos querem meu dinheiro). Vaidade de vaidades, tudo é vaidade... e às vezes também engano. Na realidade o consumidor quase sempre é um semi-autómato cuja consciência está dirigida pela publicidade, o mercado, a comodidade, a alienação, e suas compras são claramente induzidas e previstas pelo sistema comercial que, além disso, tem conseguido praticamente identificar a seus clientes um a um mediante os cartões "junta pontos". Cada compra do titular do cartão fica registrada na memória informática do comércio, e a partir dessa informação básica um computador é capaz de desenhar em breves instantes o perfil de compras de cada cliente. Você compra chocolate? Gosta de vinho tinto?. Amanha o comércio poderá construir pacotes de ofertas com o nome, o sobrenome e o domicílio de qualquer consumidor. Eles dirão que é um serviço eficiente, mas para o consumidor esclarecido não passará de uma tentativa de venda compulsiva. Desde Adam Smith para cá já se sabe que posições de monopólio do mercado acabam por prejudicar fornecedores e consumidores. Apesar da crise financeira, esta politica local permitirá apenas que as grandes superficies sacudam os consumidores com a esperança de que caia ainda alguma moedinha dos bolsos. Os supermercados, como todo o comércio, estão a registar quebras nas vendas (só não percebe isso quem não quer!) e redesenham já novas estratégias. A qualidade dos produtos oferecidos e a estética dos locais tem diminuido estrepitosamente. Os clientes que resistem vão directos ao mais barato e adquirem o mínimo imprescindível. Claro que subsiste a esperança nesses grandes grupos que se reponha o mesmo sistema de antes, que a economia recupere para aplicarem o que provadamente lhes tem dado resultado: o lucro selvagem. Estas corporações transnacionais não vacilam perante nada para alcançar esse objectivo. Praticam desde a concorrência desleal assim como engenhosas técnicas de venda. Um exemplo disto são as chamadas "marcas próprias", isto é, produtos que são empacotados em grande escala com a marca do supermercado substituindo a do produtor. Isto permite exercer uma grande variedade de pressões contra as demais marcas do mesmo produto. Como diz o refrão: "Não há esperto que não caia". As grandes superfícies "controlam as existências dos produtos, controlam o lugar que ocupam nas estantes e controlam a promoção, o que lhes permite fazer publicidade primordialmente daquilo que lhes dê mais margem - capacidade de "desenhar" a oferta e a procura, capacidade de controlar as condições de fornecimento e armazenagem já para não pensar nos enormes riscos que corre grande parte da humanidade ao permitir que toda esta rede (em especial a alimentar) seja controlada por tão poucas pessoas. A aterrizagem destas novas e tantas grandes áreas comerciais na cidade permite antever, na minha modesta opinião, uma verdadeira guerra entre grandes por posições de monopólio. Ou seja, uma guerra entre vários Gulliver pela região de Liliput. E, independentemente dos vencedores haverá sempre derrotados: o comércio tradicional sem dúvida nenhuma e o consumidor quase de certeza! Salve-se quem puder! Oxalá me engane!

18/12/2005

Nome de mãe, mãe, gente


Toda esta campanha e debates me dão um sono imenso, mas como este, há poucos... é o melhor sono da nossa vida! Na nossa cidade, no colo da mãe... palavra imensa esta, Mãe!

Vale a pena ler a carta do Nobel da Literatura

(...) «não há uma grande diferença entre aquilo que é real e aquilo que é irreal, nem entre aquilo que é verdade e aquilo que é falso. Uma coisa pode não ser nem verdadeira nem falsa. Pode ser ao mesmo tempo verdadeira e falsa.»
Acho que esta afirmação ainda faz sentido e se aplica ainda à exploração de realidade através da arte. Por isso, enquanto escritor defendo esta afirmação. Por isso o defendo enquanto artista. Mas enquanto cidadão não, enquanto cidadão tenho de perguntar: o que é que é verdade? O que é que é falso?" (...) Estou convicto de que, a pesar dos inúmeros obstáculos que existem, nós, cidadãos, com uma feroz determinação intelectual, inquebrável, sem desviar, conseguiremos definir a verdade real das nossas vidas e das nossas sociedades - e essa é uma obrigação crucial que nos diz respeito. É de facto obrigatória.
Se essa vontade não estiver incorporada na nossa visão política, não tenhamos esperança de restaurar aquilo que já quase se perdeu para nós - a dignidade do homem.
Harold Pinter in Expresso.

Da blogosfera local

Continuamos à espera da tua fotografia duma paragem de autocarro numa rotunda! Creio que não deve ser dificil arranjar uma... rotundas não faltam por aí!

Ainda há Clubes assim

O Dínamo Clube da Estação comemora este fim de semana 35 anos de existência. Hoje, o Clube movimenta centenas de jovens à volta do desporto de formação e por isso, ficam aqui os votos de parabéns e o desejo de muitos êxitos futuros.

A verdade só se envergonha de estar oculta

Enquanto por aqui, ao que parece, há conflitos de "interesses" que chegam ao fim, para os lados do centro histórico há quem se veja obrigada a mostrar a papelada!