31/12/2005

Saudação a Viseu para 2006


Para elevar um pouco os espiritos turvos que andam por aí, deixo aqui a "saudação a Viseu" do Rancho Folclórico do Mundão (1947)... Pode ser que lhes sirva de inspiração:

"Ó cidade de Viseu

como tu não há igual.
Todo o teu passado,
vivo e recordado
na história de Portugal…

Hospitaleira e bairrista
és uma terra sem par…
por isso, com graça,
quem por ela passa,
tem que por força voltar.

Foste tu, Viseu,
quem princípios deu
a esta Nobre Nação.
Por isso, contente,
é seguir em frente
a mesma orientação.

Vamos raparigas,
com nossas cantigas,
oferecer o nosso amor.
Ó cidade airosa
meu botão de rosa,
minha bonita flor!"

Para reforçar...

A educação actual e as actuais conveniências sociais premeiam o cidadão e imolam o homem. (...) Quando os homens são criados para serem cidadãos e nada mais, tornam-se, primeiro, em homens imperfeitos e depois em homens indesejáveis. (...) O actual desassossego, descontentamento e incerteza de propósitos testemunham a veracidade disto. Tentámos fazer homens bons cidadãos de estados industriais altamente organizados: só conseguimos produzir uma colheita de especialistas, cujo descontentamento em não serem autorizados a ser homens completos faz deles cidadãos extremamente maus.
Aldous Huxley, in 'Sobre a Democracia e Outros Estudos'
...
Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser um imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral.
Ortega y Gasset, in 'A Rebelião das Massas'

Por lá e por cá

(...) Tal como as pessoas, também os países carecem de auto-estima e de amor-próprio. Até porque não se pode dar aos outros algo que se não tem.
Se fosse possível recuperar o respeito próprio, em suma, a confiança, outro galo de Barcelos cantaria e tudo seria mais fácil.
Porque ao contrário do que se pensa, estupidamente, nem tudo é economia...
Isabel Meireles no
Expresso

Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito!

Não estava com ideias de postar mais nada este ano, mas acabo de ler isto aqui. Numa época em que Viseu precisava de um pacto social e politico forte capaz de galvanizar esforços na luta por investimentos sustentados e estruturados para a região, como por exemplo a ligação por comboio à linha da Beira Alta ou a conquista de mais investimento na indústria capaz de gerar emprego para os viseenses, assiste-se a querelas e provocações desta ordem, que na minha modesta opinião, em nada dignificam os nossos representantes politicos e nem respeitam o órgão e a função para a qual foram eleitos. Desta forma, alimentando ódios e animosidades, Viseu nunca será centro liderante... apenas continuará a ser um espaço delirante! E prefiro nem resumir tudo isto numa só palavra pois encontraria um sem número de adjectivos perjorativos para o fazer!

30/12/2005

Bom Ano de 2006

Nesta encruzilhada de gentes e vontades no coração de Portugal, à luz dos valores do herói lusitano Viriato que nos guia, na força e coragem dos "beirões" que nos moldam a alma e o corpo e na esperança que nos anima deixo-vos aqui os votos dum próspero 2006 pleno de realizações pessoais e profissionais!

Terapias e picardias

Consta por aqui que o Hospital de Viseu vai ter uma nova unidade de radioterapia!

2006 promete!

Electricidade: + 2,3%
Transportes: + 2,8%
Tabaco: + 35 cêntimos/maço
Automóveis (IA): + 2,3%
Pão: + 10%

29/12/2005

Prognósticos

E a propósito do ano que se avizinha a passos largos, aconselho a ler esta opinião. "2006 (e também os que se seguem) pode vir a não ser um bom ano, mas não deixará de ser interessante."

Quem escorrega também cai

(...) Pois, o caro leitor ficará a saber se eu lhe disser, ou certamente já saberá, que o actual piso da praça é feito de bonitos e bem lisinhos cubos de pedra granítica.
Ficará a ver e se por ali passar, nas circunstancias conjugativas do gelo e falta de cuidado, ficará a sentir o costelado estatelado no meio do chão (...)

Oh... num habia nexecidade!

E, dou conta nestax leiturax locaix que aqui bai acabar a coluna de opinião maix lida de Bixeu... Oh, diabo, lá se bai a noxa dialética! Até xempre!

Bocejando...

Na falta de noticias, enche-se o papel assim!

Pratique desporto... bem sentado, de preferência!

Cheio de boas vontades está o distrito cheio... e dinheiro para isto? Mais autocolantes a dizer "mexa-se"? Com tanto congresso é que vai ser suar...

Natal é todos os dias... mas não para todos!

E eu, estúpido, a pensar que estas nomeações tinham a ver com competências ou qualificações para o cargo! E, a julgar pelo que se diz sobre o vencimento que o "tacho" oferece esta seria uma rica prenda de natal... Ah, já passou o natal? Daaaa... sou mesmo tanso!

E, quando nem um caixote do lixo se tem no bairro?

(...) Nesta época natalícia, onde o consumismo desenfreado pontua, torna-se evidente que, da relação de interdependência existente entre os actos de produção, consumo e de protecção ambiental, surge a necessidade de se discutir o tema do consumo sustentável. Num cartaz (...), vê-se uma criança que, olhando-nos directamente nos olhos, pergunta "O que é que estamos a fazer pelo meu futuro?". (...) Esta criança interroga-nos, com um olhar divertido mas consciente, sobre o que é que cada um de nós está a fazer para garantir o futuro dela. (...) Nas sociedades desenvolvidas actuais, o estilo de vida, em que se inclui o consumismo - produtos desnecessários, embalagens excessivas, reduzida eficiência energética, desperdício de água, uso recorrente do transporte privado em detrimento do público, etc. - é o factor que mais contribui para a degradação do ambiente. (...) Há que eliminar toda a indiferença e inércia que surgem num país que ergueu, e ainda ergue, a bandeira do pessimismo derrotista, o típico "não vale a pena", ou "eu sozinho não vou mudar nada", de onde pode emergir "se eu não posso mudar o mundo rapidamente, então não vale a pena fazer nada". (...) Por exemplo, no acto de compra, pense! Não devemos comprar alimentos em demasia nem fazer comida em excesso para depois deitar fora. Por pura distracção, ao sairmos de uma divisão da casa não apagamos a luz ou vamos acendendo todas as lâmpadas das divisões por onde passamos. Devemos estar mais atentos!Resta apenas dizer que este esforço será inútil se a autarquia não estiver, ela própria, "educada ambientalmente". De nada serve apelar à reciclagem se os cidadãos encontrarem os ecopontos sempre cheios por insuficiências na recolha, e sujos por limpeza inexistente. Ou ainda que se apele a uma maior eficiência energética mas depois os cidadãos vejam, em pleno dia, iluminação de rua que não foi apagada ao amanhecer. É fundamental lançar as Boas Práticas Locais para o Desenvolvimento Sustentável.
Carlos Borrego in JN

28/12/2005

Destoa e Viseu merece melhor!

(...) e onde e apenas o velhinho Pavilhão Gimnodesportivo, embora ainda funcional e decisivo para algumas actividades desportivas como o andebol e basquetebol, destoa. (...)
in
Viseu On-Line

A saúde local

Então, mas sobram 3 ou faltam 11? Organizem-se! Daqui a pouco a culpa é nossa, não?

A fechar o Natal

Dois velhos conversam animadamente:
- Preferes sexo ou Natal?
- Sexo, claro!
- Há Natal todos os anos. Até enjoa!

Pérolas da campanha

Embora já atrasada mas lembram-se desta?
Jornalista: Ficou chocado com aquilo que disse o líder do PP?
Mário Soares: Não, não foi o lider do PP que disse isso. E aquela coisa que me referi, do terrorismo, foi o líder do CDS que disse isso, dr. Ribeiro e Castro, que é uma coisa inaceitável e impossível. Ele diz aquilo... ele é, ainda por cima, deputado do Partido Socialista... um dos grandes grupos do Partido Socialista é o Partido Socialista... o Partido Socialista Europeu... Imagine lá como é que ele vai entender-se com os colegas do parlamento a dizer dessas coisas aqui no plano interno... E é feio, não é bonito e... é uma pena que seja um dos mais entusiásticos, senão o mais entusiástico, apoiante do dr. Cavaco nesta eleição.
Está ou não a ficar gágá o "jovem"?

Tinha sido boa prenda de Natal...


As coisas que descobres... Mas gosto desta! Não há em vermelho? E com SLB nas costas?

Vultos de Viseu


Nasceu em Viseu em Janeiro de 1864 na Rua Nova com o nome de Lázaro Augusto. Ao receber o crisma em 26 de Maio de 1877, muda o nome para Augusto Hilário.
Frequentou o liceu de Viseu com o intuito de fazer os estudos preparatórios para a admissão à Faculdade de Filosofia, mas os anos foram passando sem que concluísse a disciplina de filosofia.
Matriculou-se em Coimbra, mas também aí os resultados não foram famosos e revela-se então um apaixonado pela boémia coimbrã, notabilizando-se como cantor de fado e executante de guitarra. Faleceu a 3 de Abril de 1896, vitimado por uma "ictericia grave hypertermica" na casa da Rua Nova, contando 32 anos. Frequentava então o 3º ano da Escola Médica da Universidade de Coimbra e era aspirante da Escola Naval. A admiração provocada nos seus contemporâneos levou a que o seu nome fosse dado a um jornal que se fundou em Viseu pouco tempo após a sua morte. Em 12 de Junho de 1896, surge nas bancas o Hylário, com a figura do fadista ao centro da 1ª página e tendo a guitarra como ex-libris. Os seus fados correram o país de lés a lés, ficando imortalizado o Fado Hilário.

27/12/2005

Andas surdo, Pai Natal?


Bem me fartei de pedir um destes para o Natal mas... lá vou ter que continuar a usar o meu velho tijolo!

Talvez sim, talvez não ou antes pelo contrário?

(...) No balanço deste ano cujo terminus se aproxima regista-se o caso Académico de Viseu. Hoje os viseenses procuram adaptar-se à nova realidade, mas o desaparecimento do futebol profissional é ainda uma marca triste que o Concelho ainda não superou.(...)
Vitor Santos in Mo(vi)mentos

Valha-me o menino Jesus!

A percentagem de analfabetos do distrito de Viseu baixou de 16 para 13,8 %, em dez anos, mas continua a ter valores acima da média nacional (9%) e da região Centro (10,9 %).
O número de analfabetos, com 10 ou mais anos, no distrito era, em 2001, 44 mil, enquanto que os residentes sem nenhum nível de ensino adquirido ascendiam aos 65 mil. Ambos os registos são superiores aos dos valores dos residentes com o 3.º Ciclo do Ensino Básico (9.º ano) – 38 mil; com o Ensino Secundário (12.º ano) – 42 mil; e com o Ensino Superior – 29 mil.
in Jornal do Centro

Ah, não sabes? E queres passear?

STUV... e aqui uma história (surrealista) ou ridicula, como queiram!

Pessimismo ou realidade?

De volta ao burgo e as novidades são poucas! E, nem esta é nada que não tivesse sido já vaticinado...