(...) Nesta época natalícia, onde o consumismo desenfreado pontua, torna-se evidente que, da relação de interdependência existente entre os actos de produção, consumo e de protecção ambiental, surge a necessidade de se discutir o tema do consumo sustentável. Num cartaz (...), vê-se uma criança que, olhando-nos directamente nos olhos, pergunta "O que é que estamos a fazer pelo meu futuro?". (...) Esta criança interroga-nos, com um olhar divertido mas consciente, sobre o que é que cada um de nós está a fazer para garantir o futuro dela. (...) Nas sociedades desenvolvidas actuais, o estilo de vida, em que se inclui o consumismo - produtos desnecessários, embalagens excessivas, reduzida eficiência energética, desperdício de água, uso recorrente do transporte privado em detrimento do público, etc. - é o factor que mais contribui para a degradação do ambiente. (...) Há que eliminar toda a indiferença e inércia que surgem num país que ergueu, e ainda ergue, a bandeira do pessimismo derrotista, o típico "não vale a pena", ou "eu sozinho não vou mudar nada", de onde pode emergir "se eu não posso mudar o mundo rapidamente, então não vale a pena fazer nada". (...) Por exemplo, no acto de compra, pense! Não devemos comprar alimentos em demasia nem fazer comida em excesso para depois deitar fora. Por pura distracção, ao sairmos de uma divisão da casa não apagamos a luz ou vamos acendendo todas as lâmpadas das divisões por onde passamos. Devemos estar mais atentos!Resta apenas dizer que este esforço será inútil se a autarquia não estiver, ela própria, "educada ambientalmente". De nada serve apelar à reciclagem se os cidadãos encontrarem os ecopontos sempre cheios por insuficiências na recolha, e sujos por limpeza inexistente. Ou ainda que se apele a uma maior eficiência energética mas depois os cidadãos vejam, em pleno dia, iluminação de rua que não foi apagada ao amanhecer. É fundamental lançar as Boas Práticas Locais para o Desenvolvimento Sustentável.