04/02/2006

Descrição da Cidade de Viseu

Soneto
Chego (Cidade insigne) a contemplar-te
Viseu de cinco seculos memorados
que em tanto já florente, já prostrada,
teatro foste de Minerva, e Marte.
Não poderá a fortuna aniquilar-te,
pois sendo tantas vezes assolada
(qual Fenix entre as chamas abrasada.)
tornas das mesmas a levantar-te.
Eternize a estampa teu retrato,
do Letes apesar teu sevo imigo
mas tambem se oponha o tempo ingrato.
És gloria, de Lusos, de Arabes castigo,
Seta de Afonso, triunfo de Veriato,
berço a Eduardo, marmore a Rodrigo.

Jorge Cardoso segundo volume do Agiológico, de 1657

Viseu na net

Por aqui há noticias digitais actualizadas da região.

De volta ao trabalho...

Já tinha prometido a mim próprio que não ficava com a massa toda. Até uma empresa montava em Viseu para dar esperança e um vencimento melhor a umas quantas centenas de familias... Ah, sorte do carago! Razão tinha o meu falecido avô que repetidas vezes me dizia:
- Filho, convence-te que nasceste para trabalhar. Um dia se a sorte for m****, hão-de arranjar maneira de os pobres nascerem sem cú!

A Livraria da Praça recomenda

A APGA é uma loja de venda de equipamento experimental de ciências tão diversas como a ecologia, a biologia ou a astronomia. Um local agradável onde se podem experimentar equipamentos, consultar livros, revistas e DVD's científicos e onde uns minutos de conversa nos fazem entrar no mundo da ciência pronta a experimentar, a tocar, a mexer.
A morada é na Rua dos Deficientes das Forças Armadas, lote 10A, R/C.Uma visita obrigatória para professores, alunos e sobretudo para simples curiosos pelo mundo que os rodeia.

Voltando aos Clássicos... do AJ


Este livro conta uma “estória”, bem conhecida, a de um “corno manso”, só que com uma variante, a coisa acontece entre deuses e homens. É uma comédia de Plauto (254 ? – 184 a.C. ?) e é um dos escritos mais antigos da Literatura Latina. Das cerca de 130 obras atribuídas a este autor, apenas chegaram até nós 21, entre as quais se encontra, felizmente, este “Anfitrião”.
Embora Plauto se tivesse inspirado nos modelos gregos, introduziu diversos elementos ao gosto romano: canções e danças. As confusões e enganos característicos das comédias gregas foram e muito bem, transpostas para a sociedade romana. Plauto tinha um grande sentido de humor, conhecia bem o seu povo e utilizava o latim popular. Foi muito apreciado na sua época e grandes dramaturgos como: António José da Silva (O Judeu), Camões, Heinrich von Kleist, Molière e Shakespeare devem-lhe muito. Criou muitas personagens tipo que continuaram e continuam a ser usadas, ficou na História como o maior comediógrafo latino. Fez rir quando Roma atravessava momentos difíceis e também por isso o povo acorria em grande número para ver as representações.
Quanto ao conteúdo desta comédia, nada melhor do que dar a palavra ao seu autor:
“Argumento I“ - “Júpiter, sob a aparência de Anfitrião, que andava em guerra contra os Teléboas, tirou-lhe a esposa, Alcmena, e dela desfrutou. Mercúrio assume o aspecto do escravo Sósia, também ausente; Alcmena cai na esparrela.”
“Ao regressarem a casa, o verdadeiro Anfitrião e o verdadeiro Sósia são, um e outro, objecto de troça extraordinária. Daqui nascem as discussões e a confusão entre marido e mulher, até que Júpiter, fazendo ouvir do alto do céu a sua voz no meio de um trovão, confessa o adultério.”
Vejam esta situação, contada no Prólogo por Mercúrio (filho de Júpiter e colaborador no embuste), o protector dos comerciantes e dos ladrões, revela aos espectadores que o seu pai engravidou a esposa do General, que já estava grávida do marido : (...) “tantas lhe deu que...” e por supremo e invejado poder: (...) “E meu pai está, neste momento, aqui dentro, na cama com ela e, por esse motivo, foi esta noite prolongada: é o que acontece, sempre que ele está no gozo com qualquer fulana do seu agrado”.
Depois de tudo esclarecido, Anfitrião ficou contente pela honra dada à sua casa e por ser marido de uma mulher, Alcmena, cobiçada pelo deus. A sua esposa gerou e pariu o seu filho e um semi-deus, Hércules. Pobre Juno, a esposa traída e ciumenta exacerbada, foi mais uma vez vítima das escapadelas do marido a quem fazia a vida negra.
A partir desta comédia, anfitrião passou a designar o “que recebe na sua casa” e sósia “um duplo de outra pessoa”.
Tito Maccio Plauto nasceu em Sarsina, na antiga Umbria, actual Norte da Itália, de família pobre e morreu em Roma, para onde foi viver ainda jovem. Fontes, pouco seguras, dizem que trabalhou nos bastidores do teatro e foi comerciante. Maus negócios levaram-no à ruína, fez-se moleiro e começou a escrever as suas comédias. Regressou ao Teatro, agora como autor, teve muito êxito e passou a ser um cidadão estimado e muito rico.
As suas principais obras são: “Anfitrião”, “Aulularia”, “O Soldado Fanfarrão”, “Os Menecmos”, “Persa”, “Pseudolus” e “Vidularia”.
AJ

“Anfitrião” – Peça em 5 Actos, 3ª Edição em português: Janeiro de 1988, Autor – Plauto (Introdução, versão do latim e notas de Carlos Alberto Louro Fonseca), Capa de Louro Fonseca, Textos Clássicos – 1, Instituto Nacional de Investigação Científica, Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra.

03/02/2006

A subtracção está na moda

Viseu pode perder 214 escolas do 1.º Ciclo de Ensino Básico, o que corresponde a 30,1 por cento do total dos estabelecimentos existentes - que são 710 - "espalhados" pelos 24 concelhos.Sernancelhe, Tabuaço e Castro Daire são os três municípios mais afectados. No primeiro caso vão fechar 81% das escolas, ou seja de um total de 21 ficam apenas abertas 4; enquanto no segundo concelho das 20 existentes ficam 7 em funcionamento. No município castrense, dos 56 estabelecimentos de ensino apenas 22 restarão.No concelho de Viseu vão ser dez as escolas a encerrar, entre elas as de Aviúges, Outeiro, S. Cristóvão, Travassos, Sanguinhedo, Dade, Chãos, Magarelas, Cabril e Carragosela. A freguesia de Côta é uma das mais afectadas.Uma das consequências directas do encerramento de escolas vai ser a necessidade de deslocação de alunos o que representa, para a região de Viseu, e de acordo com os dados recolhidos, o transporte de 1158 alunos

Candeias às avessas

O descontentamento prende-se com a situação de desigualdade a que fomos votados. A autarquia tem legitimidade para atribuir um subsídio reduzido, incomparável com o recebido pelos clubes que defrontamos actualmente. Contudo, não tem legitimidade para dar 3000 € ao Viseu Futsal e cerca de 13000 € a clubes que utilizam instalações municipais (2000 € + 11000 valor anual que tais clubes são isentos de pagar, contrariamente ao que sucede com o Viseu Futsal que paga essa quantia). Lamentamos a completa ausência de critérios no acto de entrega de subsídios ao desporto federado.
Paulo Lopes in DRegional

A partir do IPV vem aí a TV

Brevemente o canal regional vai estar no ar. Vamos ter a V-TV!

02/02/2006

Diagrama útil

Caminhos? Isso são atalhos!

O Jornal do Centro vai trazer esta crónica que explica como se fazem atletas da natação em poucos meses...

Estrelinha que te guie...

Consta que os ares do burgo estão mais limpos... Um incompetente e cacique reformado, que ocupava um "tacho" local, já terá recebido ordem de despejo!

Os louros a quem os merece

"Aquele espaço tem condições excelentes para o estudo claridade, silêncio e um ambiente de trabalho estimulante", confessa Marco Silva. José Moreira, vereador responsável pelo sector na Câmara de Viseu, sublinhou. "Quando a Biblioteca D. Miguel da Silva foi inaugurada, a 31 de Maio de 2002, antevíamos uma adesão grande dos diferentes públicos. Por isso, apostámos na construção de um edifício de tipologia máxima (BM3). Tenho de confessar, no entanto, que as nossas melhores expectativas foram superadas. Em menos de quatro anos, registámos a adesão de 6 500 leitores, 180 mil utilizadores e 30 mil no audiovisual".

01/02/2006

Bem visto e melhor pensado

Vamos ter aqui um novo Parque do Fontelo! O Monte do Crasto é sem dúvida uma mancha florestal a preservar na região e esta intenção da CMV pode sem dúvida melhorar a importância daquele espaço e ao mesmo dar-lhe recuperar algumas das zonas que por ali se começam a degradar pelo abandono e pela má consciência ambiental daqueles que fazem dali sitios para depositar lixos e entulhos de obras. A estrada romana, o miradouro de Nossa Senhora do Crasto, o ser uma zona critica protegida (Decreto-Lei n.º 156/2004, de 30 de Junho) são, entre muitos outros, alguns dos aspectos que me ocorrem ao ler esta noticia e que justificam o interesse desta preocupação da CMV. Aplaudo esta preocupação ambiental da edilidade!
E, até para o CAFV é uma boa noticia... ficam com o Fontelo mais perto do Clube!

Força, Camarada Vasco

O "espectro" blogosférico anda mais animado. Com a chegada do VPV a coisa promete!

Para variar

Rico serviço este! Deu uma trabalheira a limpar!

31/01/2006

E recordando

Atentem bem nos Objectivos do Projecto Viseu Digital:
1.1 - Descobrir e divulgar a Região:
100% das Autarquias da Região no Portal Regional;
100% dos estabelecimentos hoteleiros da Região no Portal Regional;
100% dos estabelecimentos de ensino da Região no Portal Regional;
100% das instituições de saúde da Região no Portal Regional;
Publicação de 1 newsletter electrónica mensal;
1.2 - Empreender na Região (VE)
80% das Empresas na Região;
Publicação de 1 newsletter electrónica mensal;
1.3 - Empreender na Região (VI)
60% das Empresas na Região (com mais de 9 empregados);
Desenvolvimento de 2 Comunidades Electrónicas (clusters empresariais);
1.4 - Participar na Região:
100% das Escolas do 1º, 2º e 3º ciclo da região no Portal Regional;
100% dos eleitos para cargos políticos da região no Portal Regional;
2 Inquérito de opinião, um ano após o lançamento do Portal Viseu Digital;
2.1 - Sítios Internet Autárquicos:
100% dos anúncios dos concursos públicos e editais on-line
100% das actas e deliberações publicadas on-line
100% dos representantes políticos eleitos com endereço de e-mail on-line
2.2 - Serviços On-line
100% das CM's da Região Viseu Digital conectadas com o Centro de Contacto;
50% das FAQ's sobre questões relacionadas com o Governo local efectuadas pelo Centro de Contacto;
Todos os formulários para o cidadão e empresas disponíveis on-line;
Informação on-line sobre o estado dos processos de licenciamento de obras;
Tabela de taxas e licenças e respectivo serviço de pagamento on-line;
2.3 - Intranet Autárquica em BL
Serviços de e-mail para todos os directores, técnicos e administrativos da AP Local
2.4 - Compras Electrónicas
50% Dos processos aquisitivos suportados por meios electrónicos
3.1 - Pontos Municipais de acesso BL
37 Pontos de Acesso à Internet por BL em espaços públicos
4.1 - Plataforma tecnológica regional
Aquisição de uma única plataforma tecnológica pública regional
4.2 - Rede Camarária em Banda Larga
Uma rede interna com ligação à Internet em BL para todos os directores, técnicos e administrativos da AP Local.

Leram bem? Agora atentem nos valores:
Valor Total do Projecto: 9.953.414,49€
1 – Dinamização Regional
1.1 Descobrir e Divulgar a Região - 293.407€
1.2 Empreender na Região (VI) - 293.407€
1.3 Empreender na Região (VE) - 293.407€
1.4 Participar na Região - 293.407€
2 – Governo Electrónico Local
2.1 Sítios Internet Autárquicos - 446.623€
2.2 Serviços On-line - 1.129.080€
2.3 Intranet Autárquica - 379.658€
2.4 Compras Electrónicas - 254.688€
2.5 Document Flow - 258.112€
3 – Acessibilidades
3.1 Pontos de Acesso em Banda Larga - 241.312€
4 – Infraestruturas
4.1 Plataforma Tecnológica Regional - 1.195.695€
4.2 Rede Camarária - 2.179.917€
Sub-Projectos-Piloto
Dão Digital - 855.772€
Museu Virtual - 578.723€

Sub-projectos de Sensibilização e Mobilização
Estrutura de Gestão - 1.260.206,49€

Sem falar das permanentes mensagens que "O projecto Viseu Digital estará em desenvolvimento até 31 de Dezembro de 2006. Nem tudo está desde já pronto, solicitamos a sua compreensão por cada vez que aceder a páginas sem conteúdo.Trata-se de um processo de criação evolutiva e vamos completar e melhorar o Portal numa dinâmica diária.", sem reparar que a página é pesada a carregar ou da necessidade de carregar controlos active x, entre outros, ou do facto que no Dão Digital "O serviço proposto nesta página ficará disponível após regulamentação por parte da Comissão Vitivinícola Regional do Dão, CVRD", vem-me à memória uma outra noticia no Jornal do Centro, se a memória não me atraiçoa, que "O projecto Viseu Digital prepara-se para pôr em funcionamento, até Fevereiro de 2006, o museu virtual nos museus de Grão Vasco e de Almeida Moreira (na cidade de Viseu) e no do Automóvel (no Caramulo, Tondela). A sério que estou curioso para confirmar in loco esta novidade! Para já na net é mesmo virtual... real são as verbas envolvidas neste "paraíso" tecnológico!

Divulgando

Quinta e Sexta há novidades na livraria! Aproveite que é de borla!

Chateia-me andar sózinho pela net

Volta, estás perdoado!

Oportunidade ou ameaça?

Ainda sobre oportunidades, vejam aqui como os blogues podem mudar o mundo dos negócios!

30/01/2006

Em oportunidade

A net é de facto um mundo curioso! Viajando por aqui, encontra-se na barra de títulos o campo Oportunidades... e vai daí, toca a clicar! Morosamente a página lá vai abrindo até que a mensagem surge: SQL Server does not exist or access denied, ou seja, traduzindo, as oportunidades por ali não existem ou se existem estão reservadas! E, para bom entendedor, meio copo do Dão basta!

Imobilidades

Os STUV foram promessa de significativa melhoria antes das últimas autárquicas. Meses depois atente-se nisto aqui... já para não falar destas contas! Um dia, certamente, num futuro longínquo, teremos informação actualizada na net, informação nas paragens, etc... e tudo mesmo ali ao lado da linha de caminho de ferro Viseu - Lisboa - Madrid!

Brrrr...



Com o frio que está, não há bilha que chegue...

Batota? Eu chamo-lhe outra coisa, mas não digo que é feio!

(...) A outra novidade, mais problemática, é que uma decisão administrativa do Ministério da Economia e Inovação estaria para atribuir exclusividade a duas associações para os restantes 30% de apoios públicos. Precisamente à Associação Empresarial de Portugal (AEP), no norte (Porto), e à Associação Industrial de Portugal, no sul (Lisboa). (...) Uma "falta de respeito" que, soube o empresário, estava a ser preparada em segredo desde Outubro entre o Governo e as referidas associações.E tanto assim é, explica, que quatro confederações - indústria, comércio, turismo e agricultura - parceiras sociais do Estado, a quem este deveria, por imposição legal, auscultar nas medidas definidas para o sector económico, de nada sabiam e ficaram surpreendidas. "É uma discriminação negativa", insiste Almeida Henriques, ao recordar que a região Centro é responsável por 19% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. E isto não será irrelevante, pois, sustenta o responsável da CEC, "Lisboa e Porto, vendo o progresso de outros, como o do Centro, procuram às escondidas, na secretaria, vencer um jogo que no terreno os nossos empresários estão a ganhar. Chama-se a isso batota!"
Almeida Henriques in
DRegional

Boa ideia essa

Desculpa, lá ser intrometido mas pelo que tenho ouvido e lido por aqui e por aí acho bem que mudes de estratégia!

Siga à música

Que vale é que por aqui ainda vai havendo dinheiro para darem umas pifaradas à malta!

29/01/2006

Notícia de última hora

Seguindo a politica de longos anos e de sucessivas legislaturas, com a condescendência do poder local, tendente a acabar com serviços, investimentos e projectos estruturantes da região de Viseu o Governo decidiu retirar do programa metereológico nacional a possibilidade de queda de neve em Viseu!
Neva pois em todo o País e mais uma vez ficámos de fora... Fica aqui o veemente protesto!

De Viseu para o Ministério da Saúde

Porque não vendes o BMW ministerial?

Isto é de bradar aos céus! Com tanto por onde poupar, e é evidente essa necessidade, mas este "homem da terra" apenas encontrou esta solução no seio da imensa máquina despesista que controla! E, para nos calar até promete pagar indeminizações por desistir dos projectos de construção dos Centros de Saúde... provávelmente em valor superior ao que agora afirma poupar com o encerramento destes serviços de saúde! Estranha forma de gestão esta... e para a população, para o doente, ficará sempre o encargo das indeminizações do que tinhamos e deixámos de ter, do que nunca teremos... do que a Constituição nos dá e o "natural de Torredeita" tira!