18/03/2006

O cartaz já está no ar

E, qual é a novidade? Não é norma isto?

Viseu penalizado fortemente
Nos 30 concelhos mais afectados da região Centro, 14 pertencem ao distrito de Viseu. O de Sernancelhe está à cabeça perde 17 das 21 escolas (81%). No total, o distrito vai ficar com menos 214 estabelecimentos de ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico.
in JN

Uns têm tudo e outros nem os vêm passar!

Numa tentativa de procurar compensar os viseenses pela falta de comboio e como forma de os libertar do estigma de serem a única cidade europeia de média dimensão a não possuirem acesso directo a este meio de comunicação, os TGB (transportes gerais biseenses) continuarão a não dispor de informação actualizada nas paragens, mas vão dentro em breve contar com estes serviços. O curso de formação para as massagens já abriram e contam com a inscrição de uma dezena de "jovens" recrutadas nas entradas principais da cidade, na Av 25 de Abril, na estrada de Nelas e na zona das piscinas de Coimbrões, entre outros!

Mais do mesmo ou aposta perdida?

A requalificação do Fontelo é um motivo de esperança na evolução do desporto federado viseense. Não se pode fechar os olhos ao trabalho que ali está a ser feito. As instalações estão belíssimas e funcionais. (...) Este é um tempo de mudanças. Aguarda-se, agora, a criação de um projecto desportivo para um crescimento sustentado da prática desportiva em Viseu. Autarquia e clubes devem trilhar o mesmo caminho, devem buscar a excelência que estas instalações desportivas e a qualidade dos Técnicos permitem acalentar.
Vitor Santos in Jornal do Centro
Sem grande esforço de memória, quase que aposto que já sei qual irá ser a solução encontrada. E desta vez, para ser diferente vai ter um nome francês... vai designar-se por Dejá Vue.


17/03/2006

Sempre atrasados

Inquietação? Isto devia merecer era indignação e mobilização de todos os viseenses!

O homem é a sua cidade... e a nossa é Viseu!

E, porque citei o Bispo de Viseu, D. António Marto, a propósito duma coisa mundana e dado que, pelo que tenho assistido às intervenções deste religioso, o situam em saber, inteligência e cidadania (já para não falar da fé, lógicamente) muito acima destes banais acontecimentos deixem que vos cite aqui trechos da sua homilia aquando do Dia do Municipio. O discurso é brilhante e merece atenta reflexão:
"Queria oferecer-vos agora uma meditação, um olhar espiritual sobre a vida da cidade. Ninguém estará à espera que o Bispo diga como se governa a cidade; não é competência dele. Mas como aquele a quem o Senhor confiou o encargo de velar pelas comunidades cristãs que estão presentes na cidade, ele também vela pelo bem espiritual da cidade. É nesse sentido que eu vos queria oferecer uma meditação intitulada: “A amizade pela cidade e na cidade”, deixando-nos inspirar por esta página do Evangelho do encontro de Jesus com Mateus(...) Este encontro aconteceu no coração de uma cidade, Cafarnaúm, cidade fronteira, e por isso nela existia a administração fiscal, que cobrava as taxas dos impostos aos estrangeiros que entravam na cidade. Era uma cidade cosmopolita, cruzamento de povos de várias etnias e de várias culturas, símbolo, por conseguinte, da cidade moderna. Aí, dá-se um encontro entre Jesus e Mateus. Podereis perguntar, o que é que isso tem a ver com a cidade?
Há na igreja de S. Luís dos Franceses em Roma um famoso quadro de Caravaggio, que apresenta sugestivamente o encontro de Jesus com Mateus. Os cobradores de impostos, administradores fiscais da cidade estavam sentados á sua mesa com a gente a rodeá-los, todos eles ocupados no seu negócio, sem ninguém se aperceber da presença de Jesus, que entrou na cidade. Só Mateus levantou o olhar que se cruzou com o olhar de Jesus e ouviu o convite inesperado e surpreendente: “Vem e segue-me!”. Simplesmente, este encontro de Jesus com Mateus não foi algo de meramente privado, teve uma dimensão comunitária que se repercutiu em toda a cidade. Jesus introduziu uma novidade na vida da cidade de Cafarnaum, que nos é expressa exactamente no banquete que Mateus depois ofereceu aos seus colegas e amigos em sua casa. E a novidade vem expressa na própria palavra de Jesus no meio das divisões entre os grupos da cidade. À pergunta “por que é que o vosso Mestre come com os publicanos?“ - tais eram considerados os administradores fiscais -, o Senhor responde: ”Quero misericórdia, não sacrifício.”
O Senhor introduz na cidade a misericórdia: é uma atitude e uma virtude de fundo, que significa querer bem ao outro como tal, um amor de benevolência, de quem quer bem ao outro, (...) tem profundas implicações sociais: é uma atitude necessária para construir uma sociedade e uma cidade convivial, e disso é expressão “o banquete” que Mateus ofereceu em sua casa. Jesus introduziu um novo ambiente convivial entre as pessoas. E aí podemos contemplar também um novo olhar de Jesus sobre a cidade que se fixa sobre a dignidade de cada pessoa, a dignidade da sua vida. E convida-nos a redescobrir então a cidade como espaço e expressão de amizade, de fraternidade, de reconciliação, que deita por terra os muros da divisão e introduz a paz nas relações entre as pessoas que habitam e formam a cidade. (...) A amizade é-nos apresentada já no mundo clássico, pelos pensadores antigos, Platão, Aristóteles, depois retomados por S. Tomás de Aquino, como o cimento da cidade, o fundamento da cidade. Para o bem estar de uma cidade, diziam, requer-se sem dúvida a boa vontade dos cidadãos e um bom governo. Mas há algo mais substancial, que dá suporte de fundo à vida dos homens na cidade, que é a amizade. A amizade que leva à concórdia, a amizade que permite fazer comunidade, estabelecer relações comunitárias, a amizade que faz prosperar a cidade. A amizade exprime-se antes de mais para com a cidade se consideramos a cidade quase como uma pessoa viva, uma pessoa com vida.
Um grande presidente da câmara, filósofo, teórico e poeta da cidade, La Pira, presidente da câmara da cidade de Florença em Itália, em 1954 escrevia este texto lindo sobre a cidade: “As cidades têm um rosto próprio têm por assim dizer uma alma e um destino próprios. Não são meros armazéns de pedra; (...) La Pira, capta com lucidez a relação entre a pessoa e a cidade, de modo a poder afirmar que a crise do nosso tempo pode ser definida como um desenraizamento do contexto orgânico da cidade, daquilo que dá uma harmonia orgânica á cidade. Leio-vos um pequenino texto muito engraçado, que ele escreveu: “Não é verdade que a pessoa humana se realiza na cidade, se enraíza na cidade como a árvore se enraíza no solo? Que a pessoa humana se enraíza nos elementos que constituem a vida da cidade?” E dá exemplo: “No templo, para a sua união com Deus e a sua vida espiritual; na casa para a sua vida de família; na oficina para a sua vida de trabalho; na escola para a sua vida intelectual; no hospital para a sua vida física saudável; nas praças para a sua vida de lazer e de convívio”.
São os lugares simbólicos que exprimem a vida espiritual, a vida familiar, a vida económica, a vida cultural, a vida convivial, social e lúdica da cidade. É isto que dá alma à cidade. (...) A primeira expressão fundamental desta amizade pela cidade é não fugir da cidade: não no sentido físico, de quem ao fim de semana vai a campo ou à montanha, o que é saudável; mas no sentido de não se alhear, não se desinteressar pela vida da cidade, pelos problemas da cidade, mas considerar a cidade como a nossa casa, uma casa comum, pela qual e na qual todos nós somos responsáveis. Por isso, somos chamados a aprender a viver na cidade como numa casa comum: que cada um aprenda a viver nela com gosto, com corresponsabilidade, com empenhamento, de modo a torná-la mais habitável, mais à medida da pessoa humana, desde as pequeninas coisas até aos grandes problemas que se vivem na cidade, por exemplo desde a responsabilidade de cada um e de cada família em manter a cidade limpa e bela, à participação na sua vida social e cultural até ao contributo que cada um de nós pode dar para ajudar a resolver os problemas da cidade, concretamente os problemas sociais.
Em segundo lugar, outra expressão da amizade pela cidade e na cidade, é o empenhamento em iniciativas para cultivar as relações entre pessoas e grupos para além das suas afinidades naturais, ou das afinidades próprias de cada um e de cada grupo. Por vezes, a cidade pode aparecer como um aglomerado de grupos ou de vários corpos separados, de vários extractos da população que não comunicam entre si. (...) É, pois importante atravessar estes grupos com amizades que ponham em relação, que ponham em rede, em comunicação, costumes, interesses, linguagens e culturas diversas. (...) Daqui deriva também um compromisso, um empenhamento para todos, de criar canais de comunicação, por exemplo entre os lugares do trabalho e os do tempo livre, entre os lugares do sofrimento e os da solidariedade e do voluntariado, entre as prisões e a chamada boa sociedade, entre as instituições culturais e a gente comum, entre os marginalizados e aqueles que são ricos de relações. Construir a cidade não quer dizer só construir o quadro exterior, isto é, os serviços, as infraestruturas ao serviço do nosso viver quotidiano, que é muito importante, naturalmente. A cidade faz corpo com as pessoas que a habitam e a pessoa humana vive de relações e de amizades. Neste sentido, o homem é a sua cidade. Cada um deve sentir a cidade como sua. (...) “O Senhor te abençoe e te proteja, ó cidade de Viseu."

Cada vez mais iguais

Ao que me contaram, há tempos o nosso Bispo a propósito dum evento em que participou na Confraria do Dão, referiu-se ao vinho como sendo "um fruto da terra com a sua fecundidade frutífera e generosa, do trabalho do homem para a tornar produtiva, da inteligência para utilizar os meios adequados para produzir bom vinho, da sensibilidade e do bom gosto para apreciar o seu “bouquet”, degustar o seu sabor agradável, a sua qualidade." Além disso, D. Marto afirmou, por estas ou semelhantes palavras que "aliado ao vinho está um ritual que revela a forma de estar uns com os outros: a hospitalidade gentil, a relação cordial e amiga, a civilidade das boas maneiras, a alegria do encontro e do entusiasmo da vida" e citou o salmo 104, 15 que canta os dons da criação para dizer que "O vinho alegra o coração do homem (...)".
Pois, fiquem sabendo que também alegra o coração das mulheres! E, de que maneira!

Desculpem lá, mas não resisto...

Para mim, também acho que sobre isto "a xoluxão paxa pela alienaxão"!

Já somos dois a pensar o mesmo! Infelizmente!

"Infelizmente, na nossa zona já temos bolsas de pobreza. E mais complicado, ainda, estamos perante uma pobreza encoberta."
José Borges, Presidente da Cáritas in DRegional

Acima de tudo o interesse nacional!

Por aqui pelo distrito continua-se a deitar lenha para a fogueira... felizmente chove! Com este cenário, adivinha-se um lindo verão! O prejuízo também já se sabe de que lado fica... O resto da novela vem no Jornal do Centro deste fim de semana.

Novos blogs... velhos problemas

Descubro Viseu na blogosfera e dou conta de coisas ditas e reditas...

15/03/2006

Tenho estado assim...


Sem tempo para postar... voltarei assim que o trabalho permitir!

13/03/2006

Deve ser piada mesmo!

Olha, e eu sobre isso também não sei o que te dizer!

Arte ou lixo?

Coincidência?


Das duas uma, ou a minha ligação à net anda marada ou cada vez que busco a palavra desenvolvimento no concelho só me dá erro!

Em sintonia


O Governo diz que este foi o ano da viragem! Também me parece, só ainda não percebi foi para que lado caminhamos... Se souberem, expliquem, ok?

O verdadeiro



O Clube Académico de Futebol, mais conhecido por “Académico de Viseu” andou na 1.ª Divisão Nacional um total de quatro épocas. Contudo, só se conseguiu manter na 1.ª Divisão em uma dessas épocas, 1980-81, e para tal teve que recorrer a uma liguilha, contra o Leixões, o Nazarenos e a Juventude de Évora. As outras três vezes desceu directamente à 2.ª Divisão Nacional, sendo a época de 1981-82 a menos má.
Quando se dá uma olhada pelas melhores épocas do Ac. Viseu, verifica-se que o Clube teve um aproveitamento de 100% nas liguilhas. O Ac. Viseu disputou 3 liguilhas (em quarto anos) e ganhou-as todas. Essas três liguilhas foram as de 1977-78, 1979-80, e a de 1980-81. Portanto, o Ac. Viseu foi um autêntico «Campeão da Liguilha».
Deixo aqui seis perguntas. Responda quem souber:
1. Quais dos jogadores de 80-81 haviam feito parte da equipa de 78-79?
2. Quais eram os jogadores deste plantel que eram estrangeiros?
3. Quais destes jogadores não regressaram para a época de 81-82?
4. Quais destes jogadores tinham nomes idênticos a outros jogadores que passaram pela 1.ª Divisão nessas épocas?
5. Tem conhecimento dos nomes dos jogadores deste plantel que estão faltando? Sinta-se à vontade para os revelar!
6. Qual a diferença deste CAF para o AVFC?

12/03/2006

Requalificar ou Empregar?

(clique na imagem para alargar)

E, ainda a propósito dos R´s deixem-me perguntar: antes de tratarmos dos jardins não era melhor tratarmos das pesssoas? Digo isto porque numa breve passagem pelo site do IEFP dou conta que em Viseu o número de desempregados já ultrapassou os 8000. Este é um drama que atinge familias, jovens, licenciados e idosos sem excepção e que, creio ser no momento umas das questões que mais preocupa os viseenses. Os números dos desempregados assim o fazem crer! Estamos já neste campo acima da média nacional e é urgente inverter este cenário, a bem dos viseenses e da região! Antes do R vem o E, de emprego, de empreendorismo e de ... esperança!




No meu tempo não era assim!


- Joãozinho!... vamos brincar aos cow-boys?
- Foooooosga-se !!!! Vai tu... Brincar aos cow-boys é coisa de tró-la-ró!

A um passo do abismo

O anúncio de novos postos de trabalho criados pelo Governo demonstra que o poder político ainda não percebeu que quem cria emprego são os particulares e as suas empresas. Tudo o resto é fictício, virtual e termina sempre em gastos superiores ao investimento real. O Estado ao dificultar a vida às empresas e aos cidadãos, obrigando-os mesmo a pagar os erros da sua má gestão, acaba por aumentar o desemprego e a recessão económica é mais que certa. A prova está aqui!

Reproduzindo a ideia

Requalificar será a palavra-chave do actual mandato! E a julgar por esta, obras por realizar não faltam! Oxalá guardem meia dúzia de euros para colocarem os caixotes do lixo do meu bairro...

Será?

"Estamos mais de 10 anos avançados em relação ao panorama nacional. Não tenho nenhuma dúvida em relação àquilo que estou a dizer".
Fernando Ruas in
Noticias de Viseu

Para os tempos livres

Ao que parece este anda a construir um sevenesco. Ao menos dá para entretimento!