Na tomada de posse dos novos corpos sociais da AIRV, Almeida Henriques, presidente do CEC e ilustre viseense, no seu discurso breve, deixou, na minha modesta opinião, uma série de alertas fundamentais para a região. Falando sobre os desafios que se colocam aos empresários e à região em geral lembrou que o novo quadro comunitário 2007-2013 está à porta e Viseu continua a zero. Muitas regiões já trabalham de forma coordenada e estruturada para esta realidade e Viseu ainda nem sequer desenhou as linhas gerais do seu Plano Estratégico, o que se me afigura, tal como ao orador, como uma situação deveras preocupante. Não temos comboio na região, como é sabido, mas já estamos preparados para perder o próximo! E, o triste panorama não fica por aqui nas palavras de Almeida Henriques. Citou ainda factos como a existência de cerca de 20 incubadoras de empresas na região sendo, mais uma vez o número zero o valor a considerar para Viseu. Desacreditado da possibilidade de criação da UP de Viseu, Almeida Henriques deixou em alternativa a ideia que é preciso aproximar o tecido empresarial do meio académico da Cidade, fazendo-as interagir num colégio único, gerador de empreendorismo e de projectos de desenvolvimento para a região, afirmando assim a necessidade de potenciarmos as mais valias da cidade. Se não contamos com os outros, então, façamos das nossas realidades veículos de excelência. O tempo a isso obriga!
Viseu, conheceu nas últimas décadas grande desenvolvimento mas importa, neste momento, sustentar esse espaço e criar novas dinâmicas que não hipotequem o futuro. Partilho com a mesma preocupação do presidente do CEC esta mensagem. Chegados aqui, que caminho queremos que Viseu tome? O momento não permite que se gaste tempo na esperança que outros façam por nós. Viseu tem que "desenhar estratégica e rápidamente" o seu futuro, sob pena de perdermos o comboio do progresso e bem estar social.












