09/11/2006

Vamos à vitória

Vejam lá se deixam de ser "empatas"!

Viseu na música

A propósito de música, aqui fica a história dos "acordeãos" de Viseu!

Há mais Viseu na blogosfera

O Nuno criou este espaço, para divulgar algumas ideias e acontecimentos, que ache importante, para ele, e para a sociedade em geral (...) Ficamos à espera para ver... e ler!

Dá-me música que eu gosto!

Diz o JN que "a Praça do Rossio, em Viseu, vai ser remodelada já a partir do próximo ano. O projecto aposta muito no "elemento água" e prevê a introdução de novo mobiliário urbano. É o caso dos candeeiros de iluminação pública, que poderão vir a ser sonorizados com música ambiente e até personalizados com o brasão da cidade." Hem? E, que dizem disto? Porventura cansados de nos "darem música" a ideia agora é a do som ambiente e aproveitando da experiência colhida de tantas anos de Feira de S. Mateus, certamente que até já estará disponível a sequência sonora a implementar diáriamente, e a título de dica poderia começar pelo Quim Barreiros logo pela manhã para acordar a malta e iniciar o dia com motivação, seguido do Rancho do Mundão, à tarde Infantuna para variar um pouco e a rematar o Hino do Sporting (por maioria de razões) e , naturalmente, Viseu, Srª da Beira. Esta ideia tem para já, à primeira vista, a vantagem evidente de permitir que o policia do Banco de Portugal acompanhe as tendências musicais do burgo... Certamente que haverá outras vantagens, mas como ainda não apreciei o "dito" in loco fico-me por aqui. Logo vos direi o que a minha memória registou no local e até se o preço vier a estar aqui disponível ponderarei a aquisição destas "maravilhas" para o meu bairro!

08/11/2006

Postais da Cidade - 27

O parque da cidade - foto de Pedro Simões

Retratos vistos de fora

Nascida ontem mas já manda umas "bocas" sobre Viseu...

Mais Viseu na rede

As quatro esquinas voltaram a ter vida...

Apito de barro

O apito dourado em versão local...

Ao que chegámos...

Olha lá, aqui tens que ter cuidado com as figuras de estilo ou melhor dizendo, com as coisas "ditas em sentido figurado"... é que nem todos têm essa liberdade de expressão, mesmo que antes se avise que "qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência"! Estamos perto dos tempos da mordaça do Estado Novo! A prova fica aqui.

Infantuna, tuna, tuna...

A Infantuna foi a grande vencedora do III Festival de Tunas Camilo Castelo Branco, que decorreu este fim-de-semana na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, arrecadando ainda o troféu para a Melhor Serenata, num certame que contou com a participação de sete Tunas.

07/11/2006

Olho clinico

E, hoje já viram as fotos do AJ? Vale a pena clicar aqui...

Do sonho à realidade

Então tu, ainda acreditas em milagres? Bem feita... não sabias já com o que contar?

Chutar para canto

Ainda a propósito da electricidade, por aqui continua tudo na mesma... como a lesma!

A factura da luz no Natal... no burgo!

Em Portugal, produzimos apenas 15% da energia que consumimos. Tudo o resto, importamos do exterior. Esta situação tem consequências directas na nossa economia, uma vez que o custo dos combustíveis fósseis importados encarece a produção de bens e serviços em território nacional. Para além disso tem também implicações sociais, pois representa custos acrescidos para o consumidor e reflecte-se no ambiente, devido à produção crescente de Gases com Efeito de Estufa (GEE).
Adicionalmente, a utilização pouco eficiente da energia, traduz-se em ameaças para o país, do ponto de vista económico (aumento da factura externa e perda de competitividade das empresas), social (redução do poder de compra e qualidade de vida dos consumidores) e ambiental (emissão de gases de efeito de estufa e incumprimento das metas de Quioto, poluição do ar, água e solo etc.).
Certamente, preocupados com estes aspectos, a malta cá no burgo já começou a espalhar iluminação de Natal por tudo o que é local, rua ou rotunda... Seria interessante reparar a esse propósito no gráfico abaixo que espelha os consumos de energia eléctrica no concelho de Viseu ao longo dos últimos 3 anos (dados da DGE):De um consumo de 276.104 milhares de Kw/h em 2003 Viseu passou para valores de 307.193 milhares de Kw/h. Ao mesmo tempo, constata-se que os maiores consumos se situam ao nível dos utilizadores domésticos (38%) seguido do comércio, serviços e restauração (37%) com a indústria a consumir cerca de 11% do total e os restantes 14% distribuídos pela agricultura, banca e seguros, transportes e construção e obras públicas. Em termos de tipologia de consumo constata-se ainda um aspecto que deve merecer, nesta altura de crise e de contenção da despesa pública, uma particular atenção. Na iluminação das vias públicas e dos edifícios e organismos do Estado, o concelho consome 14% da sua energia total num valor aproximado de 41.852 milhares de Kw/h, 20% na sua indústria, 2% na agricultura, 27% no consumo não doméstico e 38% no consumo doméstico como já se referiu.
Atentaram bem nos números? Pois é, agora que vem aí o Natal, os 14% da energia consumida em iluminação da via pública e organismos do Estado vai aumentar certamente com resultados nulos que daí advêm além do magnifico efeito visual...
Deixo ainda aqui um comparativo do que acontece em Viseu (capital do Natal, como já se procurou apelidar!) relativamente aos concelhos vizinhos. Tirem do gráfico as vossas próprias conclusões. O Natal começa cedo demais... e um dia chegará a todos nós esta factura da energia eléctrica... pior será quando a divida sobrar para as gerações futuras, os nossos filhos!


Concurso rádio amador

No próximo Sábado 11Nov realiza-se o concurso Cidade de Viseu 2006 a contar para o Campeonato 2006 de VHF/UHF/SHF organizado pela A.R.B.A.
Horário - das 14:00UTC ás 24:00UTC de Sábado
Bandas - 144MHz e superiores
Regulamento do concurso: aqui

Deja vú

O JN traz hoje mais uma capítulo da novela palaciana da politica local. A falta de ideias conduz a isto quer dum lado quer do outro... O Público também deu voz à oposição (coisa rara no burgo)!

06/11/2006

Irreverência do estudante

A estudantada terminou a festa (para já), mas há aqui e aqui quem lhes deixe bons recados...

Olha a bela febra...

Para quem não pode ir à Feira dos Santos fica aqui um cheirinho...

Para quando a AE?

Como vêm aqui, deixámos de ter a IP5 como estrada da morte mas infelizmente, não deixamos de figurar nos jornais... só se trocou a designação!

100 anos depois... a mesma história

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. (…)
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (…) Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.(…) A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos (…) sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, (…) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar…"

Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896. in "Galo Verde"

05/11/2006

O Risco na Livraria

"A forma como encaramos o Risco e como o tentamos comunicar é extremamente complexa, mas os parâmetros que utilizamos são relativamente simples de explicar"
Alexandre Quintanilha.

Na próxima quinta-feira, 9 de Novembro às 21:30, o Professor Alexandre Quintanilha vem à livraria para uma conversa sobre o Risco: como o percepcionamos individualmente? Como avaliamos os riscos a que estamos expostos? Quais as diferentes perspectivas dos cientistas, do público e dos decisores sobre o risco? O modo como as sociedades percepcionam e lidam com o risco foi tema de interesse ao longo de toda a história e hoje, mais do que nunca, é um assunto que domina o mundo.
Alexandre Quintanilha – doutorado em Física e desenvolve a sua investigação no campo da Biofísica. Ultimamente o tema do risco tem-o ocupado academicamente. É director-coordenador do Instituto de Biologia Molecular e Celular, do Porto. É um dos cientistas residentes do programa 4 X Ciência, da RTP

Histórias do "Botas" e suas "Amásias"


Acabou de ser lançado o livro "Os Amores de Salazar" de Felícia Cabrita, ex- jornalista do Expresso e agora a trabalhar no SOL. A base deste ensaio teve publicação no Expresso em 1999, com o título de "Mulheres da Salazar", continuando um artigo do mesmo jornal do ano anterior. Felícia Cabrita a quem devemos a divulgação do escândalo da Casa Pia, é jornalista de investigação e depois de aturada pesquisa, revela factos novos com base em documentos escritos, fotos e mais testemunhos. O Prefácio da autoria do Prof. Freitas do Amaral é uma excelente abordagem. Para o prefaciador este livro permite conhecer melhor a personalidade de Salazar, num aspecto essencial, e escondido, da sua vida. A propósito da rejeição de Carolina Asseca, que Salazar conheceu em 1944, filha de uma influente e poderosa família, que no seu entender seria a sua mulher ideal, dentre a dezena de mulheres de quem mais se acercou, escreve o seguinte: (…) "Para ele (o Poder), ou era absoluto, ou já não era Poder. A razão de Estado venceu a força do amor e a intensa atracção de possuir um lar feliz". Salazar teve medo, não podia, partilhar o Poder e não queria sofrer as influências da esposa e da sua família. Salazar retornou aos seus habituais e pontuais casos amorosos, mas sem se voltar a comprometer. Sugestão de leitura do AJ

Capítulo I
Felismina de Oliveira O PRIMEIRO AMOR DE SALAZAR
A chuva acolhia os viajantes que se apeavam na estação de Viseu. Outubro chegava frio, como de costume, àquelas terras avaras de riquezas e alegrias. No calendário de 1905, o quinto dia do mês iria marcar sem clemência nem recuo o destino de Felismina. A locomotiva acabava de chegar. Uma mão-cheia de gente encobre o vestido de cauda de Marta, a colega de Santa Comba, que vem instalar-se em sua casa para cursar o último ano da Escola Normal Primária. A mãe desta, Maria do Resgate, acompanha-a e atrasa-lhe o passo; os calos e o reumático, mercê de anos a fio a bicar a vida, primeiro na faina do campo, depois na taberna, tolhem-lhe os movimentos. (…) Ela era alta, bela. Um insulto e uma afronta a fealdade. Sacode a cabeça ruiva; as sardas emprestavam-lhe mais graça ao rosto. António fica como uma sentinela petrificado pelo relâmpago de primeiro amor. Está com 16 anos, ela na casa dos dezoito. (…) "Os Amores de Salazar", de Felícia Cabrita, Editora - A Esfera dos Livros

Viseu na net

Há mais Viseu na blogosfera...

Tachos vão e voltam!

Constou-me que o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional" já avisou que os Gabinetes de Apoio Técnico (GAT) como núcleos deverão ser extinguídos a prazo relativamente curto e já há quem se lamente da perda do "tacho" mas, não se ralem que depressa criam outros...

Primeiro as pessoas

Em notícia divulgada pelo semanário Sol a propósito dos recentes roubos e actos de vandalismo em cemitérios, o nosso Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro afirmou que "A simplicidade é um valor a defender na vida e no espaço de acolhimento aos mortos" e assim sendo, a "A melhor forma de celebrar as pessoas amadas é estimando-as em vida e não através de objectos decorativos de cariz religioso."
"Não venero os cemitérios. A permanente visita a lugares de mortos não ajuda à crença na ressurreição e a manter a esperança na vida", ensina D. Ilídio Leandro, respeitando, no entanto,"os sentimentos das pessoas que procuram olhar para os seus entes queridos mantendo uma relação afectiva através de objectos", mas não deixando de sublinhar "que a melhor forma de celebrar as pessoas amadas é cuidando delas enquanto vivas".

Directamente da Costa da Caparica

Há por aqui quem faça sátira sobre a lei das finanças locais...