02/12/2010

O blog feito pelos leitores... e ouvintes da NoAr

Mais um empresário, de vão de escada, a machadar na cidade e na independência local?
A Rádio Noar, resgatada de outras fúrias pelo Virgilio Ardérius, voltou a mudar de mãos. Depois do Grupo Lena chegou a vez da Cadeia Metropolitana de Rádio, de um empresário e antigo jornalista. Hoje, dia em que o novo patrão, um mais que provável empresário de vão de escada, já se deixou de ouvir a revista de imprensa de Viseu. Em contraponto pudemos assistir a um relato futebolístico do pior que existe em termos de parcialidade. Mas lembremos a cartilha do empresário Acácio Marinho:
“Hoje, às estações de rádio, pede-se que sejam interventivas no meio onde se encontram, pede-se que entretenham, que informem, que acompanhem e que façam companhia”.
Aqui já se pode ver do muito que se vai contando deste novo empresário. E nós, que já temos os jornais que merecemos e as rádios que queremos, nós que até já fomos capazes de lançar uma petição quando os noticiários da NoAr acabaram ao fim-de-semana (de Leiria nem bom vento nem bom casamento) que vamos agora fazer? Podemos fazer alguma coisa para ensinar este senhor que se é para esmifrar que se deixasse estar quieto. A NoAr era sustentável e portanto em termos de negócio ou se vem para fazer melhor ou então mais valia estar quietinho a ver as ondas no mar. E os ares que nos sopram nos ouvidos dizem que este senhor vem para reduzir custos, retirar a independência editorial (como se ouviu com o famigerado relato) e transformar uma Rádio num retransmissor. Eu por mim, se as coisas insistirem em piorar, deixo de adquirir os bens e serviços anunciados na Rádio NoAr. Já é um princípio.
Augusto Saraiva Lopes

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