22/09/2011

O blog feito pelos leitores - Onde param os candeeiros do Mestre Malho?

Fernando Ruas mente, ou por má fé ou por ignorância sobre o património da cidade, em qualquer dos casos não tem desculpa, uma vez que na Assembleia Municipal de 27 de de Junho lhe entreguei uma recomendação onde descrevia os candeeiros a que me tenho referido, e para dissipar de vez qualquer confusão, tive o cuidado de anexar fotografias. Trata-se dos candeeiros que foram retirados há três e quatro anos do Latgo da Misericórdia, da Sé Catedral e, mais tarde,da fachada da Igreja da Misericórdia. Já antes havia sido retirado um exemplar na esquina do Museu Grão Vasco aquando das obras de requalificação de Souto Mora. Destes candeeiros não resta um único na cidade. 
Aliás, os candeeiros que Fernando Ruas diz ter recolocado, fui eu juntamente com os restantes elementos do Núcleo de Viseu da OLHO VIVO - Associação para a Defesa do Património, Ambiente e Direitos Humanos, que salvámos de extinção, há dez anos, recorrendo a um abaixo assinado entre os moradores e comerciantes do centro histórico e à denúncia na comunicaçao social (TVs incluidas) da substituição que a CMV encetara nas principais ruas do centro histórico, Praça D. Duarte, Rua Direita, Rua do Hilário, Rua D. Duarte, de onde foram irradicados até hoje, embora tenhamos conseguido a sua permanência e recolocação noutras ruelas do centro histórico. Nunca dissemos que estes candeeiros eram da autoria de Arnaldo Malho, mas da sua escola (descobrimos, na altura, os respectivos moldes na Serralharia Malho), uma vez que a sua caligrafia artística não condiz com a obra conhecida do mestre. Indiscutível é a autoria de Arnaldo Malho dos candeeiros a que nos referimos, que fazia as delícias dos fotógrafos e viajantes à descoberta de Viseu. 
Carlos Vieira e Castro (deputado municipal do Bloco de Esquerda)
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