Neste fim-de-semana de 29 e 30 de Outubro, a JSD organiza o 2.º Congresso da Interioridade, em Cinfães, distrito de Viseu. O tema do Congresso é “O Interior também é Portugal”. Saiba mais aqui.
29/10/2011
28/10/2011
O melhor do Dão!
“Wine Enthusiast”, uma revista Norte-Americana, ficou rendida à relação qualidade/preço dos Vinhos do Dão, e coloco-os no Top das melhores compras. De entre um total de mais de 16 mil vinhos de todo o mundo, provados nos últimos 12 meses, a prestigiada revista norte-americana “Wine Enthusiast” elegeu dois exemplares do Dão para figurar no “Top 100 Best Buys”. O Quinta do Penedo tinto 2008, das Caves Messias, e o Quinta do Serrado tinto 2007, da Quinta do Serrado, são os vinhos destacados. Ambos foram provados por Roger Voss, que lhes atribuiu 90 pontos (em 100 possíveis), realçando a relação qualidade/preço e o facto de apresentarem uma capacidade de guarda superior a três anos.
in ViseuTV
Choque eléctrico!
Não deixa de ser curioso numa altura em que a Autarquia adoptando medidas de contenção de despesas coloque Avenidas com menos luz para poupar na electricidade e peça explicações à EDP sobre a facturação desses consumos, e ao mesmo tempo gaste 6.897,36€ em iluminação pública de um local também curioso!
Correr atrás do prejuízo!
A Câmara Municipal de Viseu prepara-se para realizar uma “pequena revolução” no Mercado 21 de Agosto. O objectivo das medidas que estão a ser e vão ainda ser implementadas é revitalizar aquele espaço, que ao longo dos anos tem perdido o fulgor que tinha, nunca alcançando o mesmo movimento que o mercado quando funcionava no Mercado 2 de Maio. O executivo municipal aprovou ontem o lançamento do concurso público para a requalificação de toda a zona conhecida como galeria, onde actualmente estão instalados os talhos (sendo que muitos fecharam as portas ao longo dos anos, deixando as lojas existentes abandonadas).
in Diário Viseu
Demorou... mas foi!
Em Maio de 2008 o DN pela letra de Amadeu Araújo dava nota de que a Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) e a PJ investigavam aqui no concelho vizinho a Câmara de Castro Daire, por suspeitas de corrupção, peculato, administração danosa e financiamento ilegal do PSD local.
Três anos depois da denúncia a ex-presidente da Câmara de Castro Daire e três vereadores do seu executivo estão acusados pelo Ministério Público (MP) de terem usado dinheiro da autarquia em benefício próprio e do PSD, na campanha para as autárquicas de 2005. O processo encontra-se em fase de instrução no tribunal de Castro Daire, estando Eulália Teixeira, António Giroto, José Manuel Ferreira e Paulo Almeida acusados do crime de peculato.
27/10/2011
50 razões para amar Viseu
Texto de opinião publicado na edição 501 de 21Out do Jornal do Centro
Escrever algo positivo num momento em que no País a mudança esperada nos castiga, tanto ou mais, quanto a herança herdada requer um invulgar exercício de abstracção, sobretudo porque, na minha leiga opinião, já não está em causa apenas a economia e o défice, mas sim a soberania nacional e a sobrevivência das pessoas e famílias que, vivem já com o desespero de ter que enfrentar um dia pior após um dia para esquecer. Já ultrapassámos a fase do abismo e vivemos como Paul Krugman em 2007 metafóricamente referia, na sua coluna de opinião do New York Times, o momento Wile E. Coyote em que na cena clássica do desenho animado, o coiote chega à beira do precipício e continua a andar, ignorando o vazio e só quando olha para baixo e disso conscientemente se apercebe então cai abruptamente, ou se preferirem numa visão mais simplista mas, ainda assim igualmente assustadora embora porventura cómica, vivemos no País a anedota do fulano que depois de cair do 20º andar, ao passar pelo 10º ainda se sente capaz de dizer:
- Até agora tudo bem!
Por ora, vamos deixar a alegoria sobre a trágica realidade que somos obrigados a pagar com impostos, suor e sacrifício e, desejar que antes do final da queda os nossos políticos encontrem a almofada capaz de nos amparar o futuro e devolver a esperança e alegria de viver, até porque agora de pouco ou nada valerá chorar sobre leite derramado e, importa sim reinventar a politica e sobretudo os políticos. Importa mais fazer do passado lições aprendidas, fechar a sete chaves as sete portas do Inferno em que nos querem enclausurar e, abrir uma das sete portas da cerca afonsina da nossa “Viseu, Senhora da Beira, eternamente bonita, fidalga e sempre romeira” para ganharmos ânimo e motivação. E, convenhamos que a nossa cidade e as nossas gentes nos oferecem pelo menos cinquenta razões para a amarmos, para nela vivermos, para aqui trabalharmos com alma e, daqui ajudarmos a erguer este cantinho à beira mar depauperado.
Escrever algo positivo num momento em que no País a mudança esperada nos castiga, tanto ou mais, quanto a herança herdada requer um invulgar exercício de abstracção, sobretudo porque, na minha leiga opinião, já não está em causa apenas a economia e o défice, mas sim a soberania nacional e a sobrevivência das pessoas e famílias que, vivem já com o desespero de ter que enfrentar um dia pior após um dia para esquecer. Já ultrapassámos a fase do abismo e vivemos como Paul Krugman em 2007 metafóricamente referia, na sua coluna de opinião do New York Times, o momento Wile E. Coyote em que na cena clássica do desenho animado, o coiote chega à beira do precipício e continua a andar, ignorando o vazio e só quando olha para baixo e disso conscientemente se apercebe então cai abruptamente, ou se preferirem numa visão mais simplista mas, ainda assim igualmente assustadora embora porventura cómica, vivemos no País a anedota do fulano que depois de cair do 20º andar, ao passar pelo 10º ainda se sente capaz de dizer:
- Até agora tudo bem!
Por ora, vamos deixar a alegoria sobre a trágica realidade que somos obrigados a pagar com impostos, suor e sacrifício e, desejar que antes do final da queda os nossos políticos encontrem a almofada capaz de nos amparar o futuro e devolver a esperança e alegria de viver, até porque agora de pouco ou nada valerá chorar sobre leite derramado e, importa sim reinventar a politica e sobretudo os políticos. Importa mais fazer do passado lições aprendidas, fechar a sete chaves as sete portas do Inferno em que nos querem enclausurar e, abrir uma das sete portas da cerca afonsina da nossa “Viseu, Senhora da Beira, eternamente bonita, fidalga e sempre romeira” para ganharmos ânimo e motivação. E, convenhamos que a nossa cidade e as nossas gentes nos oferecem pelo menos cinquenta razões para a amarmos, para nela vivermos, para aqui trabalharmos com alma e, daqui ajudarmos a erguer este cantinho à beira mar depauperado.
Dado que gostos também se discutem pois, discutir os gostos do outro é abrir o debate que pode conduzir a muitas outras novas conclusões, permitam que plasme nestas linhas, guiado pelo desafio do editor da necessidade de reconstruirmos positivamente a nossa urbe, as razões porque entendo que todos devemos gostar de Viseu.
A primeira que me ocorre é, desde logo, a sua antiquíssima história que remonta à época castreja e, onde mais tarde surge associada a lendária e galvanazidora figura de Viriato para já não falar de D. Afonso Henriques não vão os de Guimarães exaltarem-se com tal possibilidade, mas não restam dúvidas que é notável o historial da cidade, assim como significativa é a quantidade e qualidade de personalidades que daqui se afirmaram e deram nome e prestigio à região. Quem nunca ouviu falar de Grão Vasco, Infante D. Henrique, D. Duarte, Alves Martins, Augusto Hilário, João de Barros, Aquilino Ribeiro, Emídio Navarro e de um sem número de notáveis vultos que nas artes, nas letras, nas ciências, na politica e nas mais variadas áreas se afirmaram e deixaram legado na cidade e no País. Mais recentemente poderíamos falar de Carlos Lopes, detentor de muitos recordes e da estátua do atleta sem cabeça na rotunda da Praça de seu nome, ou de muitos outros colunáveis que vão de acérrimos comentadores a favor do Glorioso a jornalistas famosos ou, até a um sem número de ministeriáveis nomes que, tanta pouca obra aqui deixaram mas tanta promessa edificaram, sendo a última delas a que foi deixada pelo nosso ilustre conterrâneo e Ministro, Álvaro Santos Pereira, de que antes de acabar o mandato, seja lá isso em que ano for, será construída a Auto-Estrada portajada Viseu - Coimbra e posta a funcionar a linha de comboio, abrindo assim novos caminhos a esta encruzilhada de vontades e gentes beirãs. E, à parte a ironia o certo é que a localização geográfica de Viseu é uma das fundamentadas razões porque vale a pena acreditar na cidade. Com efeito, a lamuria da interioridade de que Viseu está esquecida no coração de Portugal é uma visão fatalista só possível neste descuidado País que vive obcecado com Lisboa pois, a cidade transporta consigo a deliciosa particularidade de estar a duas horas (e pouco mais) de quase tudo, do mar à Europa, centralidade abençoada que poderia servir de argumento para tanto investimento e desenvolvimento sustentado mas que, os invejosos e cruéis habitantes de S. Bento não suportam e que agora nos procuram fazer pagar em portagens e pórticos.
A gastronomia, amigos leitores, lembrei-me agora, digam lá não é de excelência? E juntem-lhe o néctar de Baco das Terras do Dão, o pão e o queijo beirão... pois, já nos fazíamos ao caminho! Mas há mais, a lareira e o frio beirão, quem tem disso à porta de casa, digam lá? E a monumentalidade da Sé vista de onde quer que seja e de onde se esconda o mamarracho da Segurança Social, é de pasmar e de contemplar assim como a riqueza do património do Centro Histórico com o Museu de Grão Vasco como local de visita obrigatória. E por falar em património porque não o cultural com o Teatro Viriato à cabeça e mais ainda do património da memória que são os nossos idosos, outra razão fulcral para amar Viseu ainda que argumentem que pessoas experientes em idade os há em todas outras cidades do País, e que os nossos não são especialmente diferentes dos outros mas, acontece que estes são nossos, o que os torna por isso mais belos e únicos pois ainda conservam o saber acumulado de experiência feita, a ternura da idade do mimo, o carinhos dos avós que cuidam dos netos e os levam à escola, o encanto da poética das conversas de jardim e oxalá, em conjunto saibamos construir outras razões para os nossos velhos continuarem a amar a vida e a nossa cidade...
E, por cá ainda há vizinhos, não apenas pessoas que moram na casa ao lado! Aqui ainda sabemos o nome das pessoas que habitam na nossa rua, ainda damos de borla os bons dias, trocamos palavras gentis no vão de escada, contamos com a sua ajuda ainda que um ou outro fuja à regra e seja até capaz de inventar o nosso futuro.. e de futuro é feita também a outra razão, ainda que nem sempre compreendida, mas que são e serão capitais no desenvolvimento da nossa média cidade, os estudantes do primário ao secundário terminando no ensino superior da cidade, sejam cá nascidos ou cá colocados contra a sua vontade mas, que por cá vão vivendo e, por a cidade tão bem saber receber e acolher, no dia em que o destino os de cá afasta, levam consigo as lágrimas das saudades e as recordações dos momentos que aqui viveram, memórias que se entranham neles e os acompanham para a vida... Viseu é nosso até morrer, dizem eles!
Mas Viseu é também uma cidade segura, mesmo assim, é uma cidade bem organizada, com o verde do Fontelo a servir de pulmão e a limpeza visível em toda a largura e extensão das suas francas avenidas, é uma cidade arrumada que foi crescendo harmoniosamente à volta das floridas e encantadoras rotundas que são uma das nossas invejadas e tanto copiadas imagens de marca onde só o conhecido bigode de Fernando Ruas, sem um único pelo branco ao fim de tanto ano de governação consegue superar pois, quer se queira quer não, o nosso Presidente não passa incólume, é figura de destaque no panorama nacional que não só politico e, também ele próprio deixa marca incontornável na gestão e concepção da nossa cidade.
Viseu é também feira semanal, é Feira de São Mateus, é festas a perder sem conta no Verão das serenas aldeias do concelho a que se junta o colorido dos nossos imigrantes, é Cavalhadas, é o murmúrio critico das conversas das quatro esquinas, é a simpatia dos teimosos comerciantes da Rua Direita que lutam diariamente contra o ar condicionado dos megalómanos centros comerciais citadinos, locais de passeio domingueiro das gentes da redondeza, é a descoberta da ecopista no seu encanto rural e no beneficio físico que gratuitamente oferece, é a excelência da variada oferta hoteleira de qualidade, da restauração a par com aquela na simpatia da boa hospitalidade beirã aos turistas, é a qualidade das termas de Alcafache vizinhas das águas limpas do Dão e da companhia na paisagem da Estrela e do Caramulo.
Já são tantas e tão boas mas há mais uma outra razão, sendo que, já consigo imaginar o sorriso que isso irá provocar, mas apesar de tudo é a comunicação social local que, lá se vai aguentando na luta contra o fenómeno do clique online das redes sociais e, nos vai aproximando nesta discussão de ideias que a letargia da sociedade civil e o comodismo egoísta do sofá da sala a consumir lixo televisivo nos torna desinteressados com tudo o que não nos diz directamente respeito e apenas capazes do culto da inércia, do gosto pela mediocridade e de lançarmos olhares de inveja a quem ousa ser activo e empreendedor. Se não concordam, recordem-me lá quando foi a última vez que a cidade se soube unir como um todo na luta por um objectivo comum, pela Universidade Pública, por exemplo? Qual a última vez que a cidade saiu para a rua e em conjunto lutámos por algo nosso na defesa dos interesses desta cidade e da região? Mas as suas gentes forjadas na dureza do granito e transportando nos genes o ADN de Viriato são capazes de o fazer se, quem de direito assumir o primeiro lugar nessa comum necessidade, e por isso, essa característica dos Viseenses - dos que cá nasceram, dos que cá escolheram viver ou dos que estão lá fora - é outra mui importante razão porque se deve gostar de Viseu. Aqui chegados, se esteve atento à contabilidade e eu não me enganei na aritmética faltam apenas duas razões para o número apontado. A penúltima e tão importante ou mais que as restantes são os leitores deste plural jornal, que pacientemente até aqui me conseguiram ler e que, sendo viseenses sabem que todas as razões anotadas são verdadeiras ficando ainda outras tantas por apontar e, para os que nos demais quatro cantos do mundo ao lerem nelas não acreditam, terão aqui a última e derradeira razão para visitar Viseu... pois quem nunca viu Viseu, não sabe o que perdeu!
A primeira que me ocorre é, desde logo, a sua antiquíssima história que remonta à época castreja e, onde mais tarde surge associada a lendária e galvanazidora figura de Viriato para já não falar de D. Afonso Henriques não vão os de Guimarães exaltarem-se com tal possibilidade, mas não restam dúvidas que é notável o historial da cidade, assim como significativa é a quantidade e qualidade de personalidades que daqui se afirmaram e deram nome e prestigio à região. Quem nunca ouviu falar de Grão Vasco, Infante D. Henrique, D. Duarte, Alves Martins, Augusto Hilário, João de Barros, Aquilino Ribeiro, Emídio Navarro e de um sem número de notáveis vultos que nas artes, nas letras, nas ciências, na politica e nas mais variadas áreas se afirmaram e deixaram legado na cidade e no País. Mais recentemente poderíamos falar de Carlos Lopes, detentor de muitos recordes e da estátua do atleta sem cabeça na rotunda da Praça de seu nome, ou de muitos outros colunáveis que vão de acérrimos comentadores a favor do Glorioso a jornalistas famosos ou, até a um sem número de ministeriáveis nomes que, tanta pouca obra aqui deixaram mas tanta promessa edificaram, sendo a última delas a que foi deixada pelo nosso ilustre conterrâneo e Ministro, Álvaro Santos Pereira, de que antes de acabar o mandato, seja lá isso em que ano for, será construída a Auto-Estrada portajada Viseu - Coimbra e posta a funcionar a linha de comboio, abrindo assim novos caminhos a esta encruzilhada de vontades e gentes beirãs. E, à parte a ironia o certo é que a localização geográfica de Viseu é uma das fundamentadas razões porque vale a pena acreditar na cidade. Com efeito, a lamuria da interioridade de que Viseu está esquecida no coração de Portugal é uma visão fatalista só possível neste descuidado País que vive obcecado com Lisboa pois, a cidade transporta consigo a deliciosa particularidade de estar a duas horas (e pouco mais) de quase tudo, do mar à Europa, centralidade abençoada que poderia servir de argumento para tanto investimento e desenvolvimento sustentado mas que, os invejosos e cruéis habitantes de S. Bento não suportam e que agora nos procuram fazer pagar em portagens e pórticos.
A gastronomia, amigos leitores, lembrei-me agora, digam lá não é de excelência? E juntem-lhe o néctar de Baco das Terras do Dão, o pão e o queijo beirão... pois, já nos fazíamos ao caminho! Mas há mais, a lareira e o frio beirão, quem tem disso à porta de casa, digam lá? E a monumentalidade da Sé vista de onde quer que seja e de onde se esconda o mamarracho da Segurança Social, é de pasmar e de contemplar assim como a riqueza do património do Centro Histórico com o Museu de Grão Vasco como local de visita obrigatória. E por falar em património porque não o cultural com o Teatro Viriato à cabeça e mais ainda do património da memória que são os nossos idosos, outra razão fulcral para amar Viseu ainda que argumentem que pessoas experientes em idade os há em todas outras cidades do País, e que os nossos não são especialmente diferentes dos outros mas, acontece que estes são nossos, o que os torna por isso mais belos e únicos pois ainda conservam o saber acumulado de experiência feita, a ternura da idade do mimo, o carinhos dos avós que cuidam dos netos e os levam à escola, o encanto da poética das conversas de jardim e oxalá, em conjunto saibamos construir outras razões para os nossos velhos continuarem a amar a vida e a nossa cidade...
E, por cá ainda há vizinhos, não apenas pessoas que moram na casa ao lado! Aqui ainda sabemos o nome das pessoas que habitam na nossa rua, ainda damos de borla os bons dias, trocamos palavras gentis no vão de escada, contamos com a sua ajuda ainda que um ou outro fuja à regra e seja até capaz de inventar o nosso futuro.. e de futuro é feita também a outra razão, ainda que nem sempre compreendida, mas que são e serão capitais no desenvolvimento da nossa média cidade, os estudantes do primário ao secundário terminando no ensino superior da cidade, sejam cá nascidos ou cá colocados contra a sua vontade mas, que por cá vão vivendo e, por a cidade tão bem saber receber e acolher, no dia em que o destino os de cá afasta, levam consigo as lágrimas das saudades e as recordações dos momentos que aqui viveram, memórias que se entranham neles e os acompanham para a vida... Viseu é nosso até morrer, dizem eles!
Mas Viseu é também uma cidade segura, mesmo assim, é uma cidade bem organizada, com o verde do Fontelo a servir de pulmão e a limpeza visível em toda a largura e extensão das suas francas avenidas, é uma cidade arrumada que foi crescendo harmoniosamente à volta das floridas e encantadoras rotundas que são uma das nossas invejadas e tanto copiadas imagens de marca onde só o conhecido bigode de Fernando Ruas, sem um único pelo branco ao fim de tanto ano de governação consegue superar pois, quer se queira quer não, o nosso Presidente não passa incólume, é figura de destaque no panorama nacional que não só politico e, também ele próprio deixa marca incontornável na gestão e concepção da nossa cidade.
Viseu é também feira semanal, é Feira de São Mateus, é festas a perder sem conta no Verão das serenas aldeias do concelho a que se junta o colorido dos nossos imigrantes, é Cavalhadas, é o murmúrio critico das conversas das quatro esquinas, é a simpatia dos teimosos comerciantes da Rua Direita que lutam diariamente contra o ar condicionado dos megalómanos centros comerciais citadinos, locais de passeio domingueiro das gentes da redondeza, é a descoberta da ecopista no seu encanto rural e no beneficio físico que gratuitamente oferece, é a excelência da variada oferta hoteleira de qualidade, da restauração a par com aquela na simpatia da boa hospitalidade beirã aos turistas, é a qualidade das termas de Alcafache vizinhas das águas limpas do Dão e da companhia na paisagem da Estrela e do Caramulo.
Já são tantas e tão boas mas há mais uma outra razão, sendo que, já consigo imaginar o sorriso que isso irá provocar, mas apesar de tudo é a comunicação social local que, lá se vai aguentando na luta contra o fenómeno do clique online das redes sociais e, nos vai aproximando nesta discussão de ideias que a letargia da sociedade civil e o comodismo egoísta do sofá da sala a consumir lixo televisivo nos torna desinteressados com tudo o que não nos diz directamente respeito e apenas capazes do culto da inércia, do gosto pela mediocridade e de lançarmos olhares de inveja a quem ousa ser activo e empreendedor. Se não concordam, recordem-me lá quando foi a última vez que a cidade se soube unir como um todo na luta por um objectivo comum, pela Universidade Pública, por exemplo? Qual a última vez que a cidade saiu para a rua e em conjunto lutámos por algo nosso na defesa dos interesses desta cidade e da região? Mas as suas gentes forjadas na dureza do granito e transportando nos genes o ADN de Viriato são capazes de o fazer se, quem de direito assumir o primeiro lugar nessa comum necessidade, e por isso, essa característica dos Viseenses - dos que cá nasceram, dos que cá escolheram viver ou dos que estão lá fora - é outra mui importante razão porque se deve gostar de Viseu. Aqui chegados, se esteve atento à contabilidade e eu não me enganei na aritmética faltam apenas duas razões para o número apontado. A penúltima e tão importante ou mais que as restantes são os leitores deste plural jornal, que pacientemente até aqui me conseguiram ler e que, sendo viseenses sabem que todas as razões anotadas são verdadeiras ficando ainda outras tantas por apontar e, para os que nos demais quatro cantos do mundo ao lerem nelas não acreditam, terão aqui a última e derradeira razão para visitar Viseu... pois quem nunca viu Viseu, não sabe o que perdeu!
No pulmão da cidade...
As pessoas que visitam a Mata do Fontelo sentem-se cada vez mais inseguras. Depois de uma relativa acalmia, após diversos furtos em automóveis ali estacionados, nos gabinetes das instalações desportivas e vários casos de vandalismo, têm-se registado novamente casos de furtos.
in Diário Viseu
Eu apoio Carlos Marta!
O Jornal do Centro traz amanhã uma entrevista com Carlos Marta a não perder. A candidatura do autarca de Tondela à FPF é um desafio difícil mas ao mesmo tempo uma boa noticia para a região, pois a sua eleição representará uma mais valia para o futebol nacional e regional. Só tenho pena não poder votar porque apoio incondicionalmente Carlos Marta neste seu desiderato pessoal e profissional.
25/10/2011
Concurso Viseu, Cidade Histórica!
A Casa da Sé está a promover um concurso de fotografia, cujo o tema é “Viseu – Cidade Histórica” . Esta iniciativa da Casa da Sé, a mais recente unidade hoteleira de Viseu, situada no coração do centro histórico, visa estimular os fotógrafos profissionais e amadores a captarem a vida diária da cidade nas várias dimensões (histórica, social, cultural) enquanto cidade secular. Este concurso promovido pela Casa da Sé pretende promover e divulgar o património cultural e histórico de Viseu pelo país e pelo mundo, reforçando através da fotografia, a sua valorização. As fotos serão publicadas num álbum específico na página da Casa da Sé do Facebook e a votação é realizada pelo número de “gosto”/”like” em cada foto. As fotografias devem ser enviadas, até 7 de Novembro, para o e-mail e identificada com o respectivo nome, contactos, titulo da fotografia, local das fotografias, data das fotografias e link para a página do Facebook do autor.
São permitidas, no máximo, 3 fotos por participante.
PRÉMIOS:
1º PRÉMIO – Uma noite para duas pessoas na Suite D.Duarte
2º PRÉMIO – Uma noite para duas pessoas no Quarto Superior Grão Vasco
3º PRÉMIO – Uma noite para duas pessoas num Quarto Standard
PRAZOS:
Até 7 de Novembro de 2011 – Recepção de fotografias
13 de Novembro – Publicação das fotografias na página da Casa da Sé
13 a 27 de Novembro – Período de votação
28 de Novembro – Encerramento das votações. Apuramento dos vencedores.
Sintoma de fim de mandato!
Fernando Ruas no programa Retrospectivas de Fim de Semana deixa-nos a sua visão sobre a Feira de São Mateus e sobre a sua experiência autárquica. Curiosamente o programa passou na RTP Memórias o que poderá ser entendido como um sintoma de fim de mandato, mas o autarca mostra estar bem activo referindo a propósito da Feira de São Mateus que os viseenses a publicitam de boca a boca, o que vos garanto não é o meu caso e convenhamos é pouco higiénico! Mais à frente, a cereja em cima do bolo, ao afirmar que é abordado com regularidade pelos seus munícipes para os aconselhar até sobre problemas pessoais incluindo alguns do foro intimo do relacionamento conjugal. O Professor Dunga que se ponha a pau pois a partir de 2013 a concorrência será de peso!
Retrato actual da Rua Direita
Durante séculos, a Rua Direita de Viseu foi o shopping center da cidade e ponto de encontro privilegiado para todo o distrito, mas hoje é um espaço moribundo onde se multiplicam placas de “vende-se” ou “arrenda-se”.
in Público
Dar a conhecer Viseu
O Encontro Internacional de Turismo que teve lugar de 9 a 11 de Outubro em Viseu trouxe à região cerca de 100 participantes - agentes de viagem portugueses radicados no estrangeiro, seus melhores clientes e líderes de opinião, vindos do Brasil, Estados Unidos e África do Sul entre outros países e que deu a conhecer a história tradição e modernidade de Viseu é também um bom exemplo de como se "deve vender" o que de melhor temos para oferecer aos turistas! Saiba mais aqui.
24/10/2011
À atenção do investidor... e não só!
Texto publicado na edição 499 do Jornal do Centro de 07Out2011:
A maioria dos atentos leitores do Jornal do Centro, para não me
tornar pretensioso ao afirmar da totalidade, poderão, porventura ao
terem lido a última edição, nutrido a esperança de que, nestas próximas
linhas encontrariam resposta ajustada a todo o chorrilho de disparates e
inverdades (esta palavra admito, tem a sua piada) que o Sr Jorge
Carvalho ali entendeu verter, ao mesmo tempo que me brinda com inusitado
“mimo”. Acontece que a ideia por ele sugerida, de um “frente a frente”
me causa tanta adrenalina e impõe um medo tal que, nem quando a Nação me
chamou à missão NATO no Iraque acredito ter vivido, além de que a
idade, ensinou-me o meu avô, merece respeito mesmo quando não se dá a
tal. Por outro lado sinto precisar de tempo para recuperar do trauma
pois nem em adolescente ao ler “Amor de Perdição” me recordo de verter
tanta lágrima como agora depois de ter lido tanto queixume deste
ex-responsável pela Feira de São Mateus, da qual cuja opinião pessoal,
boa ou má, se bem se recordam, deixei vertida nas folhas deste mesmo
prestigiado Órgão de Comunicação Social e de cara destapada e à civil
porque tendo, sem falsa modéstia, sempre vestido a farda do Exército com
orgulho, competência e profissionalismo quando entendi ser hora de sair
o fiz pelo meu próprio pé e com direito a homenagem pública! Com outros
pelos vistos parece que tal não aconteceu desta forma... de modo que,
antes que caia algum esqueleto dos armários da Expovis, deixemo-nos de
coisas sem importância e passemos a assuntos sérios bem mais relevantes
da vida da Cidade!
Permitam que acrescente alguma reflexão a
outros diagnósticos sobre o desenvolvimento da Cidade, por sinal até bem
elaborados na minha modesta opinião, que também por aqui neste Jornal
têm surgido, primeiro vindos da Praça de D. Duarte, agora reescritos a
rosa na Rua 5 de Outubro e por este andar daqui a mais uns anos serão
apresentados na sede local laranja, sem que, contudo nos deixem outro
sinal, que não os o dos objectivos políticos que perseguem. Que os
tempos são difíceis já o sabemos, que este modelo de gestão local do
alcatrão e betão são insustentáveis e, que é preciso encontrar novas
soluções também é lugar comum aceite pelo que, nem é preciso ser
economista para se perceber que sem indústria não há emprego, sem
emprego não há consumidor, sem consumidor não há comércio e sem comércio
a cidade definhará num ciclo fechado cujos resultados nem é bom tentar
imaginar. Importa pois, em tempo acautelar este cenário e, nessa
matéria, acredito que as Associações Empresariais podem desempenhar um
papel significativo em favor das economias locais, se ganharem uma
dimensão que faça delas elos de articulação com o exterior, com o Estado
e a Administração e com as politicas públicas que servem de
enquadramento a esse sector, ou seja, as economias locais não são já só o
resultado de condições materiais de localização ou logísticas mas
também de condições institucionais e de protagonismos diferenciados. É
sabido que a região apesar de alguma homogeneidade apresenta efeitos
locacionais contrastantes e dinamismos próprios que, resultam da
diversidade das estruturas e das diferentes capacidades de representação
e negocial, sendo que por exemplo, com facilidade se identificam e
distinguem os argumentos de atracção industrial utilizados em Viseu dos
assumidos em Tondela ou Mangualde. Traduzindo o conceito, permito-me
apostar que o preço por m2 em Viseu em qualquer das áreas industriais
ultrapassará em mais ou próximo de 20 vezes o valor do investimento em
áreas daqueles concelhos vizinhos além das ofertas de especialização e
negociação, que naqueles locais se verificam e como tal, não é de
admirar que os resultados sejam também eles díspares com o prejuízo a
situar-se do lado de Viseu. Perante esta realidade haverá quem a procure
minimizar ou contrariar atirando com relativa facilidade com a fria
estatística numérica dos Censos, que apontam um significativo
crescimento populacional de Viseu ao invés do que se acontece nos
concelhos citados em paralelo mas, com igual facilidade se apura que o
principal núcleo urbano da região aproveita do que de favorável acontece
na vizinhança mas nada faz para retribuir esse mérito aos vizinhos. Ou
seja, no dia que a Citroen Mangualde ou a Huf em Tondela por exemplo se
virem obrigados a despedir pessoal (cruzes, canhoto!) o drama social
ficará a cargo dos autarcas desses concelhos mas, a maioria desses
trabalhadores em principio continuarão a manter a sua localização
habitacional e familiar em Viseu, não havendo portanto necessidade de
grande intervenção social da politica local e cenário similar
dificilmente terá lugar no concelho porquanto se a única empresa
viseense de dimensão passasse por drama semelhante ainda assim acabaria
por ultrapassar a esfera local. Assim sendo, parece daqui resultar que
os agentes colectivos locais não são apenas um produto derivado da
lógica exógena de organização de economias e não se podem limitar a ser
meros instrumentos funcionais dos interesses de regulação macroeconómica
e como tal, as Associações como a AIRV terão que ser a expressão da
inovação e mesmo de interesses estratégicos da industria local,
valorizando fora dela o que é mais qualificante do tecido produtivo que
representa e filtrando para dentro o que lhe pode aumentar a sua
capacidade competitiva mas onde o Poder Local também terá que ter papel
preponderante. Há quase que uma “correlação probabilística” (J. Reis,
1988) onde cabe ao Poder Local uma posição activa nas situações em que o
investimento local se revela mais estático por forma a que se aumentem
as possibilidades de emprego implicando a atracção de agentes e recursos
exteriores. Inversamente quando o desenvolvimento local já resulta da
intervenção relacional dos empresários a centralidade da Autarquia deve
ser menor e dirigir-se para outras acções visando o bem-estar das
populações ou para áreas sócio económicas mais marginais e, neste casos,
o protagonismo regulador das Associações terá que ser mais notório. Por
cá, o facto de termos tanta rotunda florida e lotes de terreno ainda
vazios no Parque Industrial de Coimbrões deve, salvo melhor opinião,
talvez significar que não saímos sequer do primeiro estádio e a letargia
do Poder Local ao ignorar o necessário e indispensável equilíbrio
sustentável e sustentado do tecido social do concelho poderá a
médio/longo prazo conduzir a graves problemas sociais. É ainda aceite
que nesta “economia local da informação” que a AIRV, no caso, deverá
conduzir na região, que além da sensibilização do Poder Local, também o
ajuste de mentalidade do empresário local terá que estar na sua linha de
actuação. O empresário local por maior ou menor que seja a empresa terá
ter uma visão “first things first” criando ao mesmo tempo uma estrutura
de gestão que o liberte para a estratégia e para o futuro, investindo
em simultâneo no produto que quer colocar no mercado mas também na sua
formação e na dos seus colaboradores. Pelo que conheço da AIRV, não me
enganarei muito se assumir que aquela Associação dotada de uma liderança
atenta e de uma direcção com forte sentido de missão e técnicos
bastante qualificados, estará disponível e apta a apoiar estas mudanças e
afirmação de mentalidades, a bem do sector empresarial da região. A
julgar pelas iniciativas que têm concretizado como a EAB, o prémio
Inovação e Empreendedorismo, a EXPOTEC, a ENERVIDA, a co-mentoria na
candidatura apresentada pela Comunidade Intermunicipal à Redes Urbanas
para a Competitividade e Inovação, a incubadora de empresas e o apoio às
PME por micro crédito além da formação qualificada, o fomento da
inovação tecnológica e aconselhamento técnico jurídico que empresta aos
associados e investidores em geral, a AIRV apresenta potencial para
fazer crescer esta necessária relação de concertação e parceria que
marcam fortemente as economias actuais, constituindo-se como um
facilitador na concretização da vontade do investidor, uma ponte de
diálogo com o Poder Local e um parceiro na procura da solução financeira
e técnica junto dos demais decisores e agentes intervenientes. Ora, se
esta engrenagem ainda não funciona sem atrito no Concelho tal ficar-se-á
a dever então a uma deficiente visão de politica local que urge
corrigir pois o Autarca actual esgotados que parecem estar os recursos
financeiros e fechada que estará a torneira dos fundos europeus a breve
trecho, terá que assumir uma nova postura e ser mais capaz de gerir as
vontades dos seus concidadãos e, em especial daqueles que acrescentam
mais valia empresarial ao Município e dessa forma geradores de mais e
melhor emprego, que em gerir dispendiosas obras e faustosas
inaugurações! É este clique que terá que acontecer para que autarquia,
empresas e também o apagado meio académico e naturalmente os cidadãos se
envolvam num processo cativador de investimento e gerador de emprego, o
que representará por simpatia mais e melhor qualidade de vida. O
investimento por si só não cai do céu e é preciso vencer a inércia do
efeito centrífugo das rotundas e criar magnetismos de atracção, é
preciso que políticos inquietos, académicos conhecedores e empresários
inovadores se liguem entre si e unam esforços para que o sustentado
futuro aconteça já amanhã, criando emprego e garantindo o bem-estar a
que a cidade nos habituou. São conhecidas as dinâmicas e capacidades da
AIRV mas diga-me lá caro leitor, se lhe calhar em sorte o Euromilhões e
entender investir em Viseu, conhece a política de acolhimento
industrial? Existe algum esquema de incentivo à instalação empresarial
nas zonas industriais locais? Está preconizada alguma forma de cedência
ou venda de lotes a preços simbólicos, em função do número de postos de
trabalho criados? Existe algum beneficio na derrama ou alguma isenção de
taxas de licenciamento de obras para a construção de estabelecimentos
industriais nessas zonas? Quando souber as respostas, estimado leitor,
pondere a sua decisão, aconselhe-se na AIRV, pressione para que a
mudança aconteça e se puder ajudar as gentes trabalhadoras da região não
hesite e invista em Viseu ainda que os ventos do Rossio não sejam de
feição... também esses terão que mudar um dia! Até lá, deixo-lhe um
conselho que também procuro seguir, jogue no Euromilhões!
23/10/2011
A marca Viseu
Texto de opinião publicado na edição 497 do Jornal do Centro:
O Presidente da Câmara Municipal de Viseu, numa intervenção de fundo
na última Assembleia Municipal que se vai descrever aqui neste texto,
salientou “a necessidade da afirmação de Viseu no contexto regional,
nacional e internacional”, e reafirmou a promoção da “marca Viseu”,
apostando na criação de infra-estruturas e equipamentos e na realização
de acções potenciadoras da imagem de Viseu.
Na ocasião deixou como
exemplos “a reabilitação da Quinta da Cruz, a “Ecopista do Dão”, a
requalificação da zona envolvente às Termas de Alcafache, a sinalética e
informação turística e o “Viseu Welcome Center” deixando para segundas
núpcias, se as houver, as promessas da campanha eleitoral de 2009, da
praia fluvial de Viseu ou do Centro de Artes e Espectáculos, sem que
antes não deixasse a Edilidade de gastar num vistoso projecto de
arquitectura quase tantos euros quantos os agora ainda empatados no BPP.
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