À atenção dos senhores presidentes de junta de freguesia do concelho de Viseu
A
Câmara de Viseu precisa, urgentemente, de um funcionário que queira
trabalhar na central de camionagem das 20h15 às 23h15, hora em que não
há qualquer funcionário para dar indicações a quem chega de autocarro a
Viseu. Por estanho que pareça num horário em que chegam dezenas de
autocarros a Viseu ninguém está disponível para responder às indagações
de quem nos demanda. De segunda-feira a Domingo e das 20h15 às 23h15 a
central de camionagem está às moscas. Nem os motoristas de autocarro têm
que lhe abra as salas. E ao Domingo quando os estudantes partem para as
metrópoles universitárias ninguém os ajuda. E depois, esta do quarto de
hora é levada da breca, das sete da manhã às sete e quarenta e cinco
(das 7h00 às 7h45) também não há ninguém. Mas esta, digo eu que sou
parvo, deve ser o horário para o segurança ir tomar o pequeno-almoço. O
que é estranho é que a central de camionagem fica de portas abertas,
escancaradas até, mas lá dentro só fantasmas.
Ainda
ontem um amigo meu, que por acaso vinha à cidade estudar a
possibilidade de investir na construção de um matadouro, teve que me
ligar para eu, daqui de casa, o elucidar das carreiras para Fragosela.
Por
isso peço aos senhores presidentes de junta, que têm sempre pessoas a
chateá-los à procura de emprego, que mandem alguém à central de
camionagem. Bem sei que até ao final do mês de Janeiro havia
funcionário. Mas depois alguém agarrou numa das muitas escadas que há na
câmara, e são mesmo muitos – aliás estão lá todos, e resolveu alterar
os horários dos vigilantes e deu esta bela vergonha. Já viram agora o
espanto de quem chega à central de camionagem, que apesar dos
investimentos é cada vez mais um estacionamento de autocarros – como
aquele ali à beira da Igreja dos Terceiros, e não tem ninguém a quem se
dirigir? Ou se os ladrões de metal sabem que não há vigilante e roubam
as papeleiras? Ou se partem um vidro, e como não há ninguém para ouvir,
chegam ao cofre do marques e do santos e levam a maçaroca?
Por
isso se tiverem um sobrinho, irmão, cunhado, afilhado ou primo que seja
(mas não pode ser afastado) falem-lhe nisto e ele que se junte aos
autocarros. Afinal não há-de ser difícil, como não foi na escolha dos
maquinistas do funicular, dar conta do recado!
Augusto Escada de Nunes Bexiga e Lopes
(recebido por email, leitor identificado)

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