04/02/2012

O blog feito pelos leitores!

À atenção dos senhores presidentes de junta de freguesia do concelho de Viseu

A Câmara de Viseu precisa, urgentemente, de um funcionário que queira trabalhar na central de camionagem das 20h15 às 23h15, hora em que não há qualquer funcionário para dar indicações a quem chega de autocarro a Viseu. Por estanho que pareça num horário em que chegam dezenas de autocarros a Viseu ninguém está disponível para responder às indagações de quem nos demanda. De segunda-feira a Domingo e das 20h15 às 23h15 a central de camionagem está às moscas. Nem os motoristas de autocarro têm que lhe abra as salas. E ao Domingo quando os estudantes partem para as metrópoles universitárias ninguém os ajuda. E depois, esta do quarto de hora é levada da breca, das sete da manhã às sete e quarenta e cinco (das 7h00 às 7h45) também não há ninguém. Mas esta, digo eu que sou parvo, deve ser o horário para o segurança ir tomar o pequeno-almoço. O que é estranho é que a central de camionagem fica de portas abertas, escancaradas até, mas lá dentro só fantasmas.

 
Ainda ontem um amigo meu, que por acaso vinha à cidade estudar a possibilidade de investir na construção de um matadouro, teve que me ligar para eu, daqui de casa, o elucidar das carreiras para Fragosela.
Por isso peço aos senhores presidentes de junta, que têm sempre pessoas a chateá-los à procura de emprego, que mandem alguém à central de camionagem. Bem sei que até ao final do mês de Janeiro havia funcionário. Mas depois alguém agarrou numa das muitas escadas que há na câmara, e são mesmo muitos – aliás estão lá todos, e resolveu alterar os horários dos vigilantes e deu esta bela vergonha. Já viram agora o espanto de quem chega à central de camionagem, que apesar dos investimentos é cada vez mais um estacionamento de autocarros – como aquele ali à beira da Igreja dos Terceiros, e não tem ninguém a quem se dirigir? Ou se os ladrões de metal sabem que não há vigilante e roubam as papeleiras? Ou se partem um vidro, e como não há ninguém para ouvir, chegam ao cofre do marques e do santos e levam a maçaroca?
Por isso se tiverem um sobrinho, irmão, cunhado, afilhado ou primo que seja (mas não pode ser afastado) falem-lhe nisto e ele que se junte aos autocarros. Afinal não há-de ser difícil, como não foi na escolha dos maquinistas do funicular, dar conta do recado!

Augusto Escada de Nunes Bexiga e Lopes
(recebido por email, leitor identificado)