19/05/2012

O blog feito pelos leitores

Miseráveis 7,5 euros

No dia em que os autocarros partiram cheios para mais um passeio à Malafaia ficou a saber-se que cada idoso foi chamado a pagar 7,5 euros para comparticipar o passeio em tempos de crise. Todos não. Alguns, que à grande maioria dos presidentes de junta o medo de terem os autocarros vazios, levou-os a custear essa despesa de fachada. Tirando os milhares que vão engrossar a economia, local, do Minho, muito se lamenta esta despesa. Se não vejamos:

- O Museu do Quartzo não abre ao fim-de-semana porque o Município não quer gastar uns trocos com as horas extraordinárias dos funcionários;
- Desde Janeiro que um dos dois únicos carros que o concelho dispõe para combater incêndios urbanos está na garagem. É um Nissan, dos Bombeiros Municipais, que desde que teve o acidente a 13 de Janeiro ainda não tem ordem de arranjo. Falta dinheiro;
- Na central de camionagem, onde a morte de um funcionário obrigou o município a acertar as contas pagando as horas extra em atraso, há um elevador que há uma semana não funciona porque não há dinheiro para um relé. Uma minúscula peça que custa meia dúzia de euros;
- Na mesma central de onde hoje partiram os autocarros as luzes são ligadas às 20 horas, quando é de dia, que depois não há funcionários para informarem os passageiros. Apenas às 23h15 chega o guarda-noturno. É que deve ser muito caro pagar duas horas extra por dia ou admitir mais um funcionário.

Por tudo isto não se percebe como é que há dinheiro para o folclore mas não há para o essencial. Ou seja poupa-se no farelo, para dar nas vistas, e gasta-se no milho. Está bem abelha.

Augusto (leitor devidamente identificado)