10/11/2012

Sebastião lê tudo tudo tudo...

Sexta à noite ali pelo Solar do Dão o serão foi preenchido a convite do CEAR com as castanhas de Sernancelhe regadas com a eloquente palestra de Paulo Neto esclarecedora do conceito da germanofilia aquiliana. O momento permitiu ainda breves palavras com o Eng Sebastião que na qualidade de Presidente do IPV me devolveu a critica feita, prova de que é leitor atento do VSB mas sobretudo que "defende a sua dama". O panorama não é tão desolador quanto o aqui pintei dado que nesta leitura apenas alinhei os dados nacionais e o número de alunos com acesso regional permitiu não só exceder o número de vagas disponíveis como ainda, e merece realce, conseguiu evitar que existissem nesta ano lectivo cursos sem alunos, factos que o Presidente do IPV destaca na última edição do Jornal do Centro.
Mas se uma dificuldade está por ora assegurada será bom que o IPV encare com preocupação e atenção os desafios de gestão que se avizinham e adivinham ainda piores no futuro. O IPV terá que ser capaz de com menos fazer mais, como quasi, sem ovos ser capaz de fazer omeletes, "renovar o ar", imagem e os quadros, utilizar amplamente o nível de autonomia que a lei actual permite, exigir mais responsabilidade para o futuro, estimular a investigação e excelência, aproximar a escola da sociedade civil, internacionalizar-se e "não pisar em ramo verde". As restantes Instituições de Ensino Superior da cidade não ficam fora deste cenário, a não ser que já não existam... do Piaget pouco se fala por aqui e da Católica já nem me lembro de a ela me referir há meses. Da Universidade Pública, essa, continuará a ser a promessa adiada e nunca concretizada por Fernando Ruas... será apenas parte da herança do passado e espera-se que o IPV parte do futuro da cidade!