(...)
7.
Isto dito, no caso concreto do Instituto Politécnico de Viseu (IPV),
não identificamos qualquer razão para a comunidade, a direção da
instituição de ensino superior ou os representantes dos agentes
empresariais da região (nomeadamente a AIRV - Associação Empresarial da
Região de Viseu) recearem a retirada dos cursos de mestrado, a perda de
relevância do IPV no contexto da rede de ensino superior ou a diminuição
do número de estudantes. Sem prejuízo, devemos estar atentos - e
estaremos - à ação do governo.
8. Mas há razões para a comunidade viseense se questionar por que razão o IPV não é hoje uma instituição de referência no País – e devia sê-lo.
Vejamos: num passado recente, pela mão do Dep. José Ribeiro e Castro, à
data Presidente da Comissão de Educação, perdeu-se a oportunidade de
mostrar ao país, através do Parlamento, o carro elétrico produzido pelo
IPV, iniciativa cancelada abruptamente, por alegada pressão de um
partido político. Importa ainda hoje saber quem e porquê. E a comunidade
deve também perguntar ao candidato José Junqueiro o que fez enquanto
governante para a existência de uma Universidade Pública em Viseu –
recordando aqui que foi promessa de António Guterres, enquanto
Primeiro-ministro.
Igual
questão deve ser colocada ao candidato Almeida Henriques: quando se
discutiu a criação da Universidade de Viseu, o que fez enquanto
Presidente da AIRV, do CEC (Conselho Empresarial do Centro) e da
Assembleia Municipal de Viseu? A comunidade tem ainda de saber como e
porque é que foi reduzida a importância do pólo de Viseu da Universidade
Católica…
Registo
como sinal positivo a reação do atual Presidente do IPV, e do atual
Presidente da AIRV, que é ao mesmo tempo membro do Conselho Geral do
Politécnico e de muitos outros organismos… Parece que nem tudo está
perdido. É preciso reforçar o papel do IPV como um dos motores do
desenvolvimento do distrito de Viseu. Esse é, e sempre foi, o
compromisso do CDS-PP.

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