08/05/2013

Projeto de Resolução

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7. Isto dito, no caso concreto do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), não identificamos qualquer razão para a comunidade, a direção da instituição de ensino superior ou os representantes dos agentes empresariais da região (nomeadamente a AIRV - Associação Empresarial da Região de Viseu) recearem a retirada dos cursos de mestrado, a perda de relevância do IPV no contexto da rede de ensino superior ou a diminuição do número de estudantes. Sem prejuízo, devemos estar atentos - e estaremos - à ação do governo.


8. Mas há razões para a comunidade viseense se questionar por que razão o IPV não é hoje uma instituição de referência no País – e devia sê-lo. Vejamos: num passado recente, pela mão do Dep. José Ribeiro e Castro, à data Presidente da Comissão de Educação, perdeu-se a oportunidade de mostrar ao país, através do Parlamento, o carro elétrico produzido pelo IPV, iniciativa cancelada abruptamente, por alegada pressão de um partido político. Importa ainda hoje saber quem e porquê. E a comunidade deve também perguntar ao candidato José Junqueiro o que fez enquanto governante para a existência de uma Universidade Pública em Viseu – recordando aqui que foi promessa de António Guterres, enquanto Primeiro-ministro.
Igual questão deve ser colocada ao candidato Almeida Henriques: quando se discutiu a criação da Universidade de Viseu, o que fez enquanto Presidente da AIRV, do CEC (Conselho Empresarial do Centro) e da Assembleia Municipal de Viseu? A comunidade tem ainda de saber como e porque é que foi reduzida a importância do pólo de Viseu da Universidade Católica…
Registo como sinal positivo a reação do atual Presidente do IPV, e do atual Presidente da AIRV, que é ao mesmo tempo membro do Conselho Geral do Politécnico e de muitos outros organismos… Parece que nem tudo está perdido. É preciso reforçar o papel do IPV como um dos motores do desenvolvimento do distrito de Viseu. Esse é, e sempre foi, o compromisso do CDS-PP.