18/08/2013

O blog feito pelos leitores

Exmo(s). Sr(s).

A situação que relato arrasta-se há 3/5 anos na Quinta da Ramalhosa, Colina Verde, Viseu, envolvendo grosso modo 200 habitantes.

Na verdade, a quantidade mínima de pressão (150-300 kgPa) que os serviços municipalizados (SMAS) da Câmara Municipal de Viseu (CMV) deveriam assegurar por lei para o consumo de água habitacional não é minimamente cumprida, afetando de forma impensável a qualidade de vida dos residentes.

Esta situação ocorre durante todo o ano mas sobretudo de Junho a Setembro em que se torna manifestamente impossível tomar banho de água quente. Acresce a este fato que de manhã e de noite, nos períodos de maior consumo, a insuficiente pressão impede, nos andares mais elevados do prédio, a realização de um gesto tão básico como lavar os dentes.

Registe-se que, de acordo com medições do próprios serviços (SMAS), os valores de pressão nas condutas à entrada dos prédios registam em determinados momentos 10 kPa, ou seja um décimo do valor mínimo exigível.

Após múltiplos contactos com o SMAS estes assumiram que o licenciamento dos projectos de obra foram aprovados, erradamente, pelos seus serviços sem considerar a instalação de mecanismos sobrepressoras (bombas de água).


Não obstante o reconhecimento deste erro por parte do SMAS, a sua proposta passa pelo construtor ou residentes financiarem a instalação de um mecanismo sobrepressor em cada prédio (aprox. 8000 euros) com o intuito de assegurar a pressão mínima do caudal de água.

Dado que os residentes e o construtor não reconhecem responsabilidade direta ou indireta sobre esta situação esta proposta do SMAS é liminarmente rejeitada.

Quanto questionado o Director dos SMAS, Eng° Carlos Ildefonso Ferrão Tomás, sobre a instalação de um mecanismo sobrepressor à saída do depósito de água que fornece a urbanização do Viso Norte (Viseu) e a viabilidade de se tomar o mesmo procedimento para a Quinta da Ramalhosa, este afirmou que neste último caso se trata de uma situação pouco expressiva, não justificando assim o investimento do município.

Neste momento encontra-se em curso a recolha de assinaturas para uma abaixo assinado que demonstrará, dada a sua dimensão, a falsidade deste tipo de argumentação bem como a sua insensatez.

Iremos desde já publicitar esta situação de forma massiva pela comunicação social de forma a que este assunto obtenha uma notoriedade regional e nacional.

Aguardamos uma resolução breve e definitiva deste problema que deverá passar, inevitavelmente, pela instalação por parte do Serviços Municipalizados, Câmara Municipal de Viseu, de uma instalação sobrepressora à saída do reservatório de água quer serve a Quinta da Ramalhosa, à semelhança do que foi feito noutras áreas residenciais de Viseu.

Atenciosamente,
(Leitor identificado)