Texto de opinião publicado na edição 580 de 25 de Abril de 2013 do Jornal do Centro
Estimado leitor, por certo que se recorda das inúmeras vezes em que já cumpriu o dever cívico de eleger os seus representantes na Assembleia Municipal (AM) mas acredito não andar longe da verdade se afirmar que não foi vez nenhuma assistir ao desempenho desses mesmos deputados eleitos para esse órgão deliberativo da autarquia local. Eu, confesso, fui uma vez, aguentei meia hora e compreendo porque não encontra o eleitor motivo para que se dê a tal deprimente experiência. Assistir a uma AM pode ser uma experiência profundamente reveladora das causas do marasmo em que se encontra a gestão da cidade. Senão vejamos, depois da Ordem de Trabalhos, os munícipes têm o direito de expor durante alguns curtos minutos os seus problemas, perante os olhares displicentes da plateia de deputados mas, no caso de haver desconfiança de que a intervenção pode colocar em causa a maioria dominante na Assembleia, são frequentes as estratégias para os silenciar ou desacreditar.