12/03/2015

Viseu em que lugar?


Durante a campanha, Almeida Henriques prometia muito e desde logo, Viseu Primeiro em tudo menos na cultura. Se não se esperava grande coisa excepto muita comunicação, propaganda e festa para pouca ou nenhuma acção, já dava para antecipar o que aí vinha no campo cultural... um deserto protagonizado por Odete Paiva, provavelmente a vereadora mais fraca deste executivo, apesar da enorme concorrência. Chegados a 2015, parece agora claro que, no campo cultural, nem se inovou nem se respeitou o que de bom existia. E, vou de momento, poupar o leitor a uma análise mais séria da Feira de S. Mateus mas digam-me lá:
- Que sentido faz que eventos de relevo como os levados a cabo pelo Teatro Viriato, a uma escala regional/nacional, e os realizados no âmbito dos Jardins Efémeros - a principal referência cultural do interior - que em termos de qualidade equipara a cidade a outras urbes nacionais e internacionais - tenham de concorrer de modo a garantir o financiamento necessário para a sua realização
- Não faria mais sentido reservar este tipo de concursos a artistas locais que apresentem novas ideias ou projectos? 
- Será justo, do ponto de vista do artista ou criador que tenha uma ideia nova concorrer no mesmo plano com eventos já profundamente enraizados na vivência colectiva da cidade? Por outro lado,será justo, para eventos que projectam a cidade muito para lá do Dão terem de concorrer, todos os anos, impossibilitados de pensarem no médio prazo, na esperança de ver o seu mérito reconhecido ou estar dependentes da vontade de um júri? 
Dr. Almeida Henriques não faça a vontade ao Dr. Ruas de ter a cidade, em peso, a apoiar um regresso a curto prazo!