15/10/2015

O Técnico Superior do Dão LR

Ao contrário do que Almeida Henriques vai procurando fazer crer nem tudo vai bem no reino do Município.
Depois de quase um quarto de século de poder de Fernando Ruas, era necessário dar uma vassourada (em parte) no quadro de funcionários da autarquia. Obviamente nem todos os funcionários são maus, e até pelo contrário, regra geral, os funcionários da Edilidade são gente cumpridora e zelosa do seu trabalho, mas como em tudo na vida viseense alguns chegam ao "emprego" por via de amizades ou do cartão partidário laranja. A Almeida Henriques ainda falta fazer essa limpeza de fundo, mas a responsabilidade também recai sobre os seus vereadores que compactuam com algumas destas situações.

Vamos a exemplos práticos: Cristiano de seu nome, técnico superior de desporto na CMV, braço esquerdo de Guilherme Almeida (o braço direito será provavelmente outro técnico superior), a julgar pelas suas “postas” nas redes sociais parece passar parte os seus dias a promover uma marca de produtos (que segundo alguns opera num esquema de ponzi, segundo outros, opera num esquema de marketing de rede). Teoricamente, até aqui tudo bem, não vem mal nenhum ao mundo de um social-democrata encontrar emprego numa autarquia social-democrata, junto do vereador que nunca ninguém virá a saber bem como fez o mestrado, (mas que provavelmente, dando uso a um dos seus braços, usa after shave e outros artigos de higiene promovidos pela Cristina), mas o problema surge quando este técnico superior de desporto até mesmo em horas de expediente perde tempo a publicar conteúdos comerciais, não relacionados com a sua função, em diversas páginas do famoso Facebook. Primeiro não se compreende como é livre o acesso a estas ferramentas durante a hora de expediente da autarquia e mais grave ainda, porque, segundo julgo saber, ao abrigo da regra que a C.M.V impõe a todos os funcionários da autarquia, este mesmo funcionário ao abraçar uma segunda "carreira profissional" (dentro e fora do horário de expediente) estará a violar o regime de exclusividade que assumiu desde que é funcionário da Autarquia. Estarei a ser injusto? Se sim, corrijam-me se faz favor. Choca-me que quem depende do erário público e deveria pautar a sua conduta de funcionário por um comportamento exemplar assim proceda!
O que tem mais piada ainda é que após um alerta seguido de conversa privada fiquei com a ideia que o rapaz não compreende o erro em que incorre. Bloquei-o para não me sujeitar a ler mais disparates. Do seu responsável directo, Guilherme Almeida, não espero que regule estes comportamentos (e outros relacionados com o comportamento dos “seus dois braços"). Guilherme obviamente não pode moralizar a coisa pública, mas Almeida Henriques como presidente tem o dever de acabar com este tipo de desvarios e foi para isso eleito.
O primeiro braço, a somar a um segundo emprego, porventura até à revelia da vontade da CMV, também faz parte da direcção de um clube da cidade (tal como o outro braço do Sr. Dr. Vereador), no que toca à modalidade de ciclismo. Diga-se ainda que este técnico é o responsável pelo evento, indo eu btt e posteriormente pelo fracasso (a julgar pelas fotos não partilhadas do mesmo) do “Primeiro Grande Prémio do Dão em Ciclismo” (que com este nome teve todo o apoio do executivo e como o resultado deve ter sido o de gastar ninguém se preocupa e Dão é Dão).
Já o exemplo positivo do tempo de Fernando Ruas, os famosos Jogos Desportivos de Viseu que anualmente, durante mais de 20 anos faziam a alegria de alguns jovens (especialmente dos que durante o ano lectivo só têm a escola como única actividade), foram abandalhados até à sua extinção, em vez de terem sido melhorados e aperfeiçoados tendo em vista os valores morais e cívicos necessários a uma sociedade cada vez melhor. A falta de técnicos superiores de desporto nesta autarquia, que se diz a melhor em qualidade de vida, é notória e foi também uma desculpa para a extinção dos enormes Jogos Desportivos. O técnico em causa acaba por ser o maior beneficiário, por não ter a seu cargo o projecto dos jogos desportivos e ter assim mais tempo disponível para exercer a seu belo prazer a sua actividade paralela quem sabe até durante o horário de trabalho publico. Se atendermos ao facto de estes funcionários terem um contrato de exclusividade, qualquer horário é horário de incompatibilidade com outras profissões, cargos e serviços como profissionais liberais. Mas as leis parecem que não são feitas para ser cumpridas nesta autarquia do Dão.
Dão trabalho aos amigos;
Dão negócio aos militantes do partido;
Dão liberdade de os seus trabalhadores superiores de fazerem o que quiserem nos horários do trabalho;
Dão liberdade aos seus funcionários de terem mais empregos, mesmo sob o regime de exclusividade;
Dão t-shirts;
Dão dores de cabeça por noitadas com música “xibum” a martelo;
Dão mais a uns do que a outros;
Dão tudo e mais alguma coisa para os amigos;
Dão propaganda a torto e a direito;
Dão, Dão...