04/10/2016

Sebastião, o Apagado!

De longe, mas sempre perto, vou acompanhando a politica da “festa e vinho” do Almeida e é tão previsível o que daí resulta que nem valerá a pena perder tempo com análises sobre o que representará, no futuro da cidade, tanto despesismo na gestão da “coisa publica”. Na gestão privada, não há palavras, o seu curriculum fala por si…
Falemos então, de outros futuros, que a breve trecho acontecerão no burgo, numa área vital para a afirmação da cidade, para o emprego e economia da região. O ISPV vai a votos, daqui a uns tempos, e era importante desde já que os próximos candidatos reflectissem sobre a actual gestão. Fazer melhor é certamente fácil. Bastará apontar novos caminhos e evitar os erros da “gestão de liceu” do passado. A saber:
Será o atual presidente do IPV capaz de não se intrometer na eleição do próximo Presidente ou pretende continuar a mandar, deixando, à força, quem defenda os seus interesses?

O IPV continuará, com o próximo presidente, a estar fechado entre paredes, cinzento, fechando as fronteiras para não ser incomodado, vivendo para si e continuando a definhar como instituição de ensino?
Será o futuro presidente um professor dinâmico, motivador, que harmonize o IPV com a sociedade empresarial, câmaras, comércio, etc?
Será a futura direção uma protetora das vontades do atual presidente, salvaguardo-lhe os interesses na escola para a qual volta?
Será que os cursos de engenharia, tão fechadas e tão pouco disponíveis para colaborarem com as empresas, vão sobreviver no futuro?
O que fazem tantos professores nos cursos de engenharia havendo um numero reduzido de estudantes para os mesmos. Quem suporta estes custos? São os outros cursos?
Quais os rácios de professores, por curso, e que medidas foram implementadas para os melhorar?
Conseguiu o atual presidente criar um fluxo contínuo com o mundo empresarial, com os PALOP, com os ex-estudantes que desenvolveram carreiras exemplares, ou fechou-se no seu reduto para não correr riscos? Projetou o IPV ou a redoma institucional continua?
Será lembrado no futuro como um visionário ou um mero gestor de orçamentos? O que deixa?
Destes 9 anos de Presidente fica alguma marca, projetou o IPV, ou as fronteiras são as mesmas?
Será que o futuro reserva ao IPV a continuidade de um Presidente fechado entre muros, sem visão estratégica, sem capacidade de motivar os seus professores e estudantes, sem proximidade com os seus concidadãos?
Porque será que o atual Presidente nunca homenageou o Prof. João Pedro Barros pela sua obra? Será que não o merecia? O que ele fez não era suficiente para deixar de lado os desencontros pessoais e tê-lo homenageado
Uma pergunta importante: porque é que o IPV tem consecutivamente um défice, nos últimos anos, de cerca de 1 milhão de euros. As contas não se fazem ou há alguma escola a gastar demasiado?

E agora, já há candidatos? Oh, Professor José Costa, que estás à espera!