01/09/2017

Mais do mesmo... o debate visto de fora!

Incapaz de resistir ao interesse no debate entre os candidatos às próximas eleições de Outubro acabei, tal como centenas de viseenses (de acordo com as suas reacções online), por me sentir defraudado ao assistir a esse pretenso momento de esclarecimento. Se as expectativas dos Viseenses eram baixas, a realidade não levantou a moral. Não tivemos o debate do século, tivemos o bocejo do milénio.

A saber, das razões de tal desconsolo, desde logo o actual Presidente e candidato repetente pelo PSD, Almeida Henriques. Figura, apagada sem chama, a repetir, no seu tom monótono, até à exaustão o que disse durante 4 anos. A defender, com a mesma vitalidade de um defunto na sua missa de sétimo dia, chavões escritos bloco de apontamentos, pelo seu “espírito santo de orelha” e presidente de facto da Câmara, Jorge Sobrado ( futuro vereador que passa e assina um atestado de incompetência aos restantes quadros laranjas locais), a apresentar como sua obra meritória do seu antecessor Fernando Ruas (por exemplo: Hospital da Cuf, Parques Industriais). Incapaz de sair da politica da festa kitsch-turbo-pimba e a debitar lugares comuns do calibre de “aliar a tradição com modernidade”, “projecto a dez anos”, “ancoras de desenvolvimento” não faltando, claro, o vinho tinto e a propaganda tonta. Este executivo não seria o mesmo sem festa e propaganda, não é novidade, já todos sabemos. Almeida Henriques, não sendo dinossauro (porque quem nasceu para lagartixa...) representa o autarca cinzentão com uma visão limitada do que deve ser uma cidade no séc. XXI, representa o autarca que ficou preso nos anos noventa e não há “regresso ao futuro” que lhe apresente a modernidade. Também não é novidade que por onde passou, do sector privado ao público, na governação ou no associativismo, não deixou legado de saudades.