24/09/2019

Viseu – prevenir o acidente

Viseu é uma cidade segura, bem cuidada e estruturalmente organizada, mas, há sempre um mas, o diabo disparou uma tranca e não há modelos perfeitos mas tão só ideais.

Vem isto a propósito da necessidade de particulares e entidades públicas olharem para os seus espaços de intervenção e sociais como áreas nunca acabadas onde a manutenção, a prevenção e a responsabilidade têm que ser uma constante.

Vamos a casos práticos, um privado e outro público, para melhor percepcionarmos a questão.

Na Avenida Alexandre Herculano, junto à estação de serviço, o muro de separação ali existente, que creio pertencente ao espaço do Hotel Grão Vasco, não protege nada nem ninguém do perigo de acidente. Um invisual ou uma criança mais eufórica e distraída poderá de repente ver-se em grave risco de vida pois a altura da queda é superior a 5 metros, como se pode entender pelas fotos seguintes.




Um pequeno e barato gradeamento não implicará peso no orçamento previsional do Hotel Grão Vasco e, será antes um investimento que assegurará no futuro o desgaste de imagem e prejuízo para terceiros não aconteça, a bem de todos. Fica a sugestão.

Nestas matérias, o Estado que defendo deve ter menos peso organizacional e até na vida das pessoas, mas que deve ser mais eficaz e eficiente tem que ter um papel fiscalizador e regulador deste tipo de situações, que ainda acontecem pela cidade e concelho.

De tempos a tempos, notícias como aquela que infelizmente resultou da morte do jovem, que caiu no muro junto da Rua Dr José Coelho, seriam evitáveis se o Estado também nos seus espaços públicos tivesse esse mesmo cuidado.

A ausência de planeamento adequado, de fiscalização regular e de manutenção permanente são variáveis potenciadoras do perigo e do acidente. As imagens retratam o caso, acima citado, de um jardim público onde da mesma maneira um pequeno e barato gradeamento teriam, quem sabe, evitado o que hoje é a dor de uma família.


Prevenção e água benta nunca fizeram mal a ninguém. O papel do Estado é mais este, de ser um regulador funcional do bem-estar dos seus cidadãos e munícipes, seja junto dos privados seja no espaço público que todos devem fruir em segurança, do que mero cobrador de impostos e ditador de regras.

Fica a terminar o agradecimento ao amigo Jorge Costa, que em boa hora me chamou à conversa sobre estes assuntos na cidade e concelho. Outros assim houvesse!

(Também publicado na Rua Direita)

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