Em tempo lembro-me de uma parede onde a velha tabuleta, com os dizeres: “É prohibido afixar cartazes n´esta propriedade” não servia de nada. Ou eram cartazes de papel colados nas paredes que ali permaneciam durante meses até a chuva os desfazer ou eram os graffitti, popularizados, em 1970, por um jovem grego, Demetrius, residente em Washington, cuja alcunha era Taki 183 e muito ligados à cultura hip-hop e aos disc jockeys Afrika Bambaataa e Kool Herc.
Nessa época havia pichagens, que eram letras horrorosamente desenhadas, com sprays de tinta que danificavam edifícios, por vezes até monumentos nacionais e infelizmente ainda hoje isso acontece. Através das pinturas com sprays em muros, os jovens iam (ou vão, não sei) criando grupos organizados, delimitando territórios e caminhando para a marginalidade.
A matéria é delicada. Os fãs dizem que o graffiti é uma forma de arte e não um crime, uma forma de os jovens se afirmarem. Se não o fizessem desse modo, recorreriam a meios piores mas o facto é que mesmo os países mais liberais tendem a condenar esta prática.
