15/06/2019

Aeródromo de Viseu a voar

A infraestrutura aeroportuária de Viseu, a quem alguns chamam Aeroporto Internacional da Muna, conhecido por Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato tem, nestes últimos anos, ganho importância e afirma-se como factor de crescimento do turismo na cidade e na região, de criação de emprego e de atractividade de investimento.

O espaço tem conhecido várias dinâmicas, esteve prestes a encerrar em 2014, mas com o retomar das ligações Bragança x Viseu x Lisboa x Portimão, em Dezembro de 2015, a par de algum investimento municipal na sua reabilitação o espaço ganhou novo alento. Ao longo dos dois últimos anos consolidou o transporte regular, o transporte não regular, o movimento dos aviões de instrução, a aviação privada, as aeronaves de emergência, os aviões militares e os meios de combate a incêndios.

2019 traz novidades, a este importante equipamento, com o anúncio da criação de um Centro de Formação Aeronáutica. Viseu ganha um espaço de formação de pilotos, assistentes de cabine (assistentes e comissários de bordo) para aviação, técnicos de manutenção e outros profissionais da aviação, devendo os cursos arrancar em Setembro de acordo com o vertido na imprensa nacional.

11/06/2019

Imigração em Viseu

Ontem foi Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas é também dia de olharmos à nossa volta e percebermos o quanto o concelho de Viseu mudou nos últimos anos na sua demografia. Se a estatística do INE nos mostra que o concelho tem perdido gente nos últimos anos também é notório que esse efeito parece não pesar negativamente na dinâmica regional. A razão mais plausível que sem mais dados de analise se encontra para esse facto terá a ver com a imigração que hoje, um pouco por todos os bairros, por todas as freguesias, se sente no concelho. A maior comunidade será a brasileira logo seguida pela ucraniana havendo ainda a registar a presença de indianos, chineses, moldavos, russos, etc… não esquecendo muitos outros de países nossos irmãos dos demais países da CPLP.
É, portanto, necessário, como outrora já referi, que os “novos viseenses” sejam incluídos num processo de responsabilidade partilhada entre sociedade local e imigrantes com a Autarquia a coordenar as estratégias de actuação concertadas das diferentes entidades que intervêm na área das migrações, a nível local, e que concorrem para a concretização do processo multivetorial dos imigrantes na sociedade local. É facto, que é, também, através cada um de nós, naquela que é a nossa esfera de actuação pessoal que a integração acontece: no nosso prédio, na nossa rua, no nosso bairro, na nossa comunidade.

10/06/2019

Cadê as forças de segurança, em Viseu?

Da mesma forma como os pais são exemplos de autoridade nas nossas vidas, em outros grupos de pessoas as autoridades também estão presentes e muitas delas estão relacionadas com a organização dos lugares em que vivemos sendo importante que cada cidadão colabore com os serviços públicos para manter a cidade e o concelho em perfeita organização e funcionamento. PSP, GNR e Polícia Municipal são a face visível de maior importância para a segurança de pessoas e bens no concelho e como tal peça charneira da garantia do bom funcionamento da sociedade civil e suas demais instituições. Nota-se, salvo melhor percepção, no concelho a imagem clara do que têm sido as políticas da geringonça nesta matéria no que o município acompanha por desinteresse ou incompetência. Basta uma volta pela cidade quer de dia quer de noite para se perceber que a Polícia Municipal já poucas multas passa por mau estacionamento, que a PSP pouco ou nada está presente nos locais mais críticos da cidade e que nas aldeias há quem já não vê um GNR faz muito.


IPV e alojamento de alunos. Que verdade?

Quando não se sabe para onde ir qualquer caminho é bom. Parece ser esse o slogan do IPV pelo menos em matéria de soluções sociais para os seus alunos (o mesmo poderá ser dito certamente em relação ao Piaget e Católica).

Na semana passada a instituição do ensino superior veio para as páginas da imprensa local apelando à parceria das imobiliárias na ajuda à resolução do problema de alojamento dos alunos.


Desde logo, é curiosa esta necessidade quando em Janeiro deste ano a propósito da intenção manifestada pela geringonça em aumentar o número de camas para a comunidade estudantil se lia nas noticias e cito, que o “IPV disponibiliza atualmente 320 camas, em três Residências de Estudantes, situadas no Campus do Politécnico, destinando-se, preferencialmente, a alunos bolseiros. A taxa de ocupação costuma ser, segundo o Politécnico, elevada, estando atualmente ocupadas 280 camas”.

CIM Viseu Dão Lafões estoira dinheiros públicos nas novas tecnologias e nas apregoadas “Plataforma de Emergência e Protecção Civil Intermunicipal”

Se nos dermos ao cuidado de procurar na Lei de Bases da Proteção Civil (Lei n.º 27/2006, de 3 de Julho alterada pela Lei Orgânica n.º 1/2011, de 30 de novembro e pela Lei n.º 80/2015, de 3 de Agosto, que republica o diploma), se atentarmos no Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (Decreto-Lei n.º 72/2013, de 31 de Maio) ou na ​Orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (Decreto-Lei n.º 45/2019, de 1 de abril), para não ser mais exaustivo e descermos ao nível municipal, a figura da Comissão Intermunicipal de Protecção Civil não aparece referenciada. Assim sendo, que poderemos concluir da recente notícia da CIMVDL ao dar nota da criação desta inexistente Comissão?

A instituição a querer mostrar trabalho? Mais uma desnecessária duplicação de meios para justificar o cargo de alguém? Não dependendo de dinheiros públicos equacionariam na mesma lógica estas supostas estruturas de protecção civil desligadas da realidade e sem cobertura legal?

As Comunidades Intermunicipais (CIM’s) criadas como “cogumelos” por esse País fora e que na prática pouco mais são que uma má fotocópia das Comissões de Coordenação Regional (CCR’s) nasceram pela mão de Durão Barroso e hoje, não sendo um órgão eleito continua a ser um elemento parasita do Estado para dar guarida aos autarcas reformados e a boys bem pagos que sem nada de útil para fazer criam estas “comissões”. Deveriam ter assumido competências de alguns ministérios e das comissões de coordenação, que assim seriam extintas, mas o facto é que as CCDRs sobrevivem e as Comunidades Intermunicipais, mesmo sem competências, servem para criar empregos inúteis e encomendar estudos caros. Se fossem extintas, ninguém sentiria a falta. Ninguém, salvo aqueles que delas dependem e que ano após ano ali permanecem sem necessidade de concorrer ao cargo ou melhor ainda, para o seu desempenho terem que ser eleitos. São no fundo os velhos Governos Civis com nova nomenclatura que segundo o semanário Expresso, estas CIM representam pelo menos uma centena de lugares a serem estreados e liderados por um primeiro secretário com um ordenado na ordem dos 4000 euros. A figura do primeiro secretário, ao invés do ex-governador civil, não será meramente decorativa, vai receber os poderes tributários municipais e ter capacidade de distribuição dos dinheiros públicos nacionais e europeus. Estas comissões em relação aos extintos governos civis ganharam um novo poder, o aliciante poder do dinheiro.

É nesse cenário que estas CIM e a de Viseu Dão-Lafões já para não falar da permanente luta politica que tem merecido entre PS e PSD ou mesmo do recente chumbo das suas contas de gestão por parte da autarquia viseense o que diz bem do equilíbrio e da importância regional desta estrutura, também tem estoirado dinheiros públicos nas novas tecnologias e nas apregoadas “Plataforma de Emergência e Proteção Civil Intermunicipal”, uma ferramenta de gestão que na prática ninguém conhece nem serve para coisa nenhuma mas que alimenta o séquito dos amigos e contratados a peso de ouro dos partidos e amigos.

Esta doença na região já vem de longe e muitos já se esqueceram do “Sistema de Informação para a Prevenção Florestal” da então Associação Lusitânia que terá custado 12 milhões de euros e que nunca funcionou de modo que há agora que alimentar de novo o sistema com estas “inovadoras” Plataformas.

No entretanto, o Verão aproxima-se a olhos vistos e ano após ano o cenário é sempre o mesmo. O mesmo, não, porque agora com esta nova coqueluche da CIMVDL, a Comissão Intermunicipal de Protecção Civil vai ser diferente e estaremos todos mais tranquilos sabendo que o Secretário da CIMVDL e todos os seus compinchas vão estar no terreno de agulheta em riste a apoiar os valorosos bombeiros e agentes da Protecção Civil.

Tenham vergonha! Se não têm nada que fazer de útil então fiquem escondidos no gabinete. Não venham é para a rua lembrar que andam a brincar aos incêndios com dinheiro público… o povo pode não gostar e chegar-vos fogo ao rabo!

Viseu esvazia-se!

Nos últimos 5 anos o concelho perdeu, de acordo com os dados oficiais disponíveis no INE, 1000 residentes, ou seja, uma média de 200 pessoas por ano. Nos últimos anos essa tendência tem-se agravado para o dobro apesar do aumento do número de emigrantes que se têm radicado no nosso concelho. O último acto eleitoral deu mais um sinal preocupante neste sentido. O distrito de Viseu registou uma perda de quase 28000 eleitores relativamente a 2014 e o concelho de Viseu cerca de 3250. Desde as últimas eleições autárquicas há cerca de ano e meio até estas europeias registaram-se menos 1327 inscritos no concelho de Viseu. E, se nenhum dos políticos eleitos se manifestou quanto a esta preocupação é tempo da sociedade civil lançar este alerta e pressionar para que se encare esta realidade com atenção e se definam estratégias para combater e limitar esta curta mas constante sangria de gentes.