A discussão conduzida pela Assembleia Municipal, saída das eleições autárquicas de 2021, sobre a requalificação da envolvente da torre da Segurança Social foi muito participada e com transmissão online das sessões.
Várias foram as soluções propostas pelos partidos para aquela zona, mas acabou por vingar o projecto apresentado pelo grupo de cidadãos independentes. O caso do prédio Coutinho fez escola no PS, sempre tão sem ideias propondo a implosão da torre, o que seria um perfeito disparate pelos custos e riscos associados na obra. Já o PSD defendia a redução da torre removendo os 5 pisos superiores, uma solução boa para uma conversa de café. Da aprovação do projecto à sua execução o tempo passou rápido e até os habituais cartazes de propaganda foram dispensados. A prioridade agora era outra, menos festa e mais obra, menos Rossio e mais concelho.
A torre da Segurança Social com os seus 16 andares da autoria do arquitecto Luís Amoroso Lopes que curiosamente foi, na época, também o principal responsável pelos trabalhos de recuperação do centro histórico de Viseu, apareceu como forma de afirmar de modo intencional um contraponto contemporâneo à zona antiga da cidade e por isso nasceu numa avenida larga, rasgada a partir do Rossio, que desenvolveu a cidade para norte e ao longo dos anos e da avenida António José de Almeida, instalou-se a central de camionagem cuja obra de remodelação só se realizou com este novo executivo que lhe acrescentou novas funcionalidades, bancos, escritórios, instituições, edifícios de habitação, restaurantes, centros comerciais, etc.

