14/10/2019

Viseu: prostituição e droga?

Há temas que os políticos evitam abordar como é o caso, da droga, prostituição e contrabando. Sabe-se sempre como entrar no problema, mas desconhece-se a solução e a única certeza é que não se sairá bem de modo que na dúvida todos procuram ignorar esses dramas sociais.

As actividades ilegais como as citadas representaram 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal em 2018, o que corresponde a 804 milhões de euros, aproximadamente. Estas actividades passaram a ser contabilizadas desde 2014, quando a União Europeia decidiu que os seus Estados-membros deveriam conhecer o peso real das actividades ilegais, criadoras da chamada economia paralela.

Os valores em causa só por si já dão um panorama da dificuldade de combate a estas infecções sociais. Não dão votos, logo não interessam! Se nalguns países europeus estas actividades já se encontram legalizadas e regulamentadas, como o caso da prostituição nos Países Baixos, Alemanha, Áustria, Suíça, Grécia, Turquia, Hungria e Letónia, ou da diferenciação da droga em termos medicinais nalguns países, o facto é que na maioria o que vinga é a proibição, pelo que a necessidade de supervisão e controlo é indispensável sob pena de se tornar um flagelo social.