20/05/2020

A vacina chega em 2021

No cenário que o País atravessa nada mais restava ao executivo senão a opção tomada do cancelamento da Feira de São Mateus, porque ninguém aceitaria colocar em risco a saúde pública num evento de massas, embora não seja o mítico milhão que todos os anos o marido da directora da Viseu Marca teima em nos vender.

É facto que muitos milhares, felizmente, passam por este evento reconhecido, mas neste contexto da possibilidade de propagação do Coronavirus, quer os emigrantes quer os visitantes, os feirantes ou os artistas vindos dos vários cantos do País e do Mundo poderiam ser os vectores de um contágio comunitário elevado, e sem forma de controlar todas as variáveis do ponto de vista da segurança e da saúde não há como contornar a solução tomada, a não ser que o executivo fosse tão irresponsável como os camaradas da CGTP ou do PCP.

É facto que podemos chegar ao período em que a Feira ocorreria e termos a certeza de que foi um erro adiar a mesma, é bom sinal até que isso aconteça, mas de nada adiantará chorar sobre leite derramado, há sim, que aproveitar a pausa para reflectir sobre o evento e planear o seu arranque no próximo ano com mais pujança e maior envolvência.

08/05/2020

Da factura da água à Feira de São Mateus: as opções de um executivo/compulsivo no gastar

2020 está a ser e dificilmente deixará de ser um ano invulgar, mas há quem quase a meio do ano ainda o não tenha percebido ou o não queira perceber. Para um executivo desenhado na lógica do imediatismo e do efémero, do marketing e da propaganda a pandemia ofereceu-se como um enorme obstáculo. Incapazes de agir, de pensar e planear as actividades práticas, ineficientes na concretização das parcas e tímidas medidas tomadas por força da pressão social os dias têm sido um arrastar de pés sem terem um culpado a quem atirar as culpas ou alijar responsabilidades. O vírus serve para muita coisa, mas neste caso do executivo viseense só serviu para confirmar da sua inabilidade para as coisas práticas da gestão do dia a dia de uma comunidade e para demonstrar a sua total incompetência aos olhos daqueles que ainda lhes devotavam algum crédito. Da oposição também nada se tem a esperar mais ainda quando são eles mesmo a melhor oposição, mas a si mesmos.

O contagioso candidato à Federação feito coordenador regional do pandemónio socialista para ganhar os votos das hostes cedo infectou a CMV, a CIMVDL, o IPV e a ACCES Dão Lafões sendo agora o elemento tóxico da esperança socialista e derrota segura na possível ambição autárquica em 2021.
É sintomática esta doença viral do PS Viseu de conseguir afastar os melhores e aplaudir o compadrio, o conluio, a corrupção e a partidarite dos seus escolhidos. Já tínhamos o arco da governação no País, temos agora o arco da corrupção no concelho e até que se mobilize a sociedade viseense para uma imunização em massa com uma vacina de cidadania e democracia participativa vamos continuar neste degredo da quarentena das ideias e do desenvolvimento de Viseu.

29/04/2020

Autarquia de Viseu: propaganda sim, crítica não

Dizem uns e com a razão que lhes assiste que a crítica nestes tempos conturbados é dispensável, mas eu acrescentaria, a crítica pela crítica é-o de facto, mas já a crítica pela exigência é até recomendável. Evita que a imobilidade se instale, que a inércia se torne rotina, que o erro se repita e no limite que vidas se percam. A diferença terá que residir na qualidade da crítica, acrescentando valor à decisão do executivo para de seguida se actuar com eficácia e celeridade. Poderíamos também perante o mesmo circunstancialismo questionar da importância da propaganda, ie, não se deve criticar, mas pode-se fazer propaganda política?

Vem isto a propósito do que tem sido o dia a dia no concelho, o executivo mantém o nível de propaganda, mas os viseenses que nesta altura têm outras preocupações devolvem-lhe acesa crítica.

O executivo anuncia que vai criar o Viseu Segura e as pessoas perguntam pelo desconto na factura da água. O executivo anuncia 15% de desconto na factura da água e as pessoas perguntam se estão a brincar com coisas sérias. E o rol de críticas poderia continuar dado que de todos os concelhos vizinhos e com menos recursos chegam exemplos positivos que as pessoas aplaudem e questionam do porquê de não serem aplicadas no concelho de “tão boa saúde financeira”. Será falta de vontade política? Desprezo pelas pessoas? Ignorância perante a doença Covid-19 e seus efeitos sócio-económicos?

21/04/2020

Os políticos viseenses, pasmados e invisíveis

O mundo mudou em velocidade estonteante e de forma tão brusca que os políticos viseenses nem tempo tiveram para se adaptar.

Os deputados eleitos pelo distrito entraram em hibernação e não só aqueles que compreensivelmente por pertencerem ao grupo de risco a isso são aconselhados.

Não se ouviu uma voz de ânimo ao povo, de estímulo aos militantes, uma medida proposta ao governo para aliviar o sacrifício das famílias ou das empresas. Podiam por exemplo ter apresentado na AR uma recomendação ao governo para durante este período suspender as portagens na A25 para facilitar a vida aos profissionais da saúde e outros que necessitam de trabalhar, mas não, arrumaram o carro na garagem optando por ignorar todos aqueles que os elegeram. É nos momentos difíceis que se conhecem os amigos e estes, foram bem escolhidos!

16/04/2020

Região Centro é a que mais perde com a pandemia

Esta semana a polémica reportagem da TVI fez soar as campainhas da indignação das redes sociais e uma vez mais se chegou à conclusão que Lisboa representa o País e o Porto o Norte. No meio há um território que sendo português não tem quem o represente nem pelos vistos representa algo substancial para o País e já não é de agora, no tempo do Botas de Santa Comba assim era!

Vem isto a propósito também de esta pandemia revelar dados preocupantes para quem escolheu viver nesses territórios, o Centro de Portugal, mas pouco significativos para quem lidera o combate ao Codiv-19. De acordo com os últimos dados oficiais da DGS, a taxa de letalidade do novo coronavírus na região Centro chega aos 5%, a maior em todo o país e o dobro da registada em Lisboa (2,5%). Este indicador para quem ainda não o percebeu corresponde à proporção entre o número de mortes por uma doença e o número total de pessoas que sofrem dessa doença, num determinado período de tempo – ao contrário da taxa de mortalidade, um índice demográfico que reflete o total de óbitos causados por determinada doença.

31/03/2020

Não baixamos os braços!

Há dias elenquei quase 3 dezenas de medidas e sugestões que a autarquia deveria, na minha modesta opinião, analisar, equacionar e colocar em prática se tais fossem entendidas válidas e nessa perspectiva assumidas como suas.

Não significa que aquelas que, entretanto, foram anunciadas não sejam importantes, mas são manifestamente curtas e incapazes de dotar as famílias viseenses e as empresas do concelho de recursos que lhes permitam enfrentar os difíceis tempos de pandemia económica que se avizinham.

Impossibilitados de prosseguir a política da propaganda e foguetório torna-se agora mais evidente que o concelho não tem liderança com visão e vontade para ultrapassar esta crise ou qualquer outra crise. Só a notória participação cívica dos cidadãos enquanto profissionais de saúde, forças de segurança, bombeiros e todos os demais que asseguraram os serviços essenciais tem permitido ultrapassar e até limitar os turbulentos momentos que a pandemia trouxe.

Se há autarcas como Rui Moreira que primam pela proactividade na resposta pronta aos munícipes, outros há que pura e simplesmente se tornaram como o vírus, invisíveis.

28/03/2020

Lares de idosos. Qual o plano de contingência?

Há nesta altura 3 entre outras variáveis que importa neste momento manter sob rigoroso controlo, o fluxo de emigrantes, o movimento interno de famílias para o período da Páscoa e muito em especial os lares e instituições de idosos.

As duas primeiras dependem das forças de autoridade em colaboração com as autarquias, mas já em relação aos lares é urgente que aqueles que ainda não tomaram medidas de contingência o façam com a máxima urgência.

O caso de Resende é exemplo a evitar e o da Santa Casa da Misericórdia de Vale de Besteiros o exemplo a seguir. Este lar de idosos decidiu que entrar em quarentena geral organizando as suas equipas em grupos de colaboradores 24 horas em permanência no lar, durante 5 dias, sendo efetuado posteriormente isolamento de 10 dias nos seus domicílios, trocando depois com equipas rotativas no mesmo cenário.

26/03/2020

Uma “solidariedade” de calças na mão

Resulta evidente que nada mais vai ser igual depois desta pandemia e, em particular no campo da economia há lições aprendidas a retirar, sob pena de a recessão e o abandono na região de Viseu vir a ser maior do que se supõe.

Usarei o exemplo positivo do IPV em parceria com outros politécnicos, no espaço de uma semana, por ter criado dois protótipos de ventiladores para tentar dar resposta à escassez destes equipamentos, face à pandemia da covid-19. A expectativa que ficou foi a de que algumas empresas se mostrem interessadas em avançar com um processo de licenciamento junto do Infarmed e a disponibilidade de fabricar os ventiladores em série. Quase uma semana depois não se adivinha que da iniciativa da engenharia resulte prática na medicina.

Da Associação Industrial não se ouviu uma reacção, dos Comerciantes também se resolverem a renda deste mês já fizeram algo, da Autarquia têm-se ouvido poemas e dos industriais do concelho nada se ouvirá até porque salvo raras excepções Viseu foi sempre padrasto com o sector produtivo do País.

O concelho como se vê pelo exemplo apontado tem conhecimento instalado mas precisará de apostar no futuro em indústria e agricultura para se tornar sustentável e conseguir em crises semelhantes dar resposta capaz e em tempo. Para isso precisará de outras lideranças, estas que nestas 4 décadas nos trouxeram até aqui estão infectadas com o vírus da incompetência.

Na primeira borrasca séria deixaram-nos de calças na mão!

22/03/2020

Medidas para um combate concelhio ao Covid-19

Estamos a viver tempos difíceis que trarão, nos próximos dias, semanas e meses, consequências dramáticas e profundas para todos e em especial para os mais idosos e para os que sofrem de outras patologias.

Muitos andaram durante tempo demais a insistir na ideia de que este vírus era mais que um catarro e menos que uma gripe, outros gozaram com o alarmismo de outros que afinal era realismo, e muitos outros, incluindo responsáveis e decisores ainda não perceberam o drama em que estaremos metidos durante os próximos meses. Ainda sonham realizar mais um casamento de São Mateus, estourar mais uns euros públicos em foguetes e foguetório mal o sol regresse e o calor mate o bicho.

Mas, enfim, não é tempo de discutir política nem de fazer contas, é tempo de cerrar fileiras, unir esforços e congregar vontades num combate desigual contra um inimigo invisível.

09/03/2020

As lealdades e deslealdades do PSD de Pedro Alves

Com 2021 a aproximar-se a passos largos, ano eleitoral autárquico, a nível local os actores políticos começam a colocar as suas peças no puzzle organizacional e a contar espingardas.

No início do ano assistimos às exéquias do CDS local que ditou no final uma concelhia demissionária e interina apoiada numa distrital que sufragou o candidato ideal para fazer com que o CHEGA venha a ter uma boa votação da militância centrista, a fazer fé nos quantos, ex-centristas, que não quiseram deixar de participar no jantar com André Ventura no passado mês em Viseu. Nesta ala da direita é pois, bem mais previsível que o CHEGA venha a obter melhor resultado, conseguindo apresentar uma lista capaz, que o CDS conseguir reerguer-se das cinzas.

No PS depois da concelhia onde a vencedora antes de o ser já o era pois teve o cuidado de queimar a concorrência, o que diz bem da democraticidade do processo, estão a caminho as distritais onde a escolha é entre o mau e o muito mau, de modo que nem vale a pena perder mais tempo com comentários. Tendo em conta o histórico, de profissionais da política, não é complicado adivinhar o que aí vem.

19/02/2020

CIMVDL, ser e parecer!

Atento às notícias da região vejo-me obrigado a revisitar o assunto da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões aka CIMVDL. De modo a evitar juízos de valor deixem que, desde já, assuma que não conheço pessoalmente ninguém naquela instituição nem nada me move contra os funcionários que ali prestam serviço. A minha critica, que vale o que vale, apenas visa as políticas e os processos que ali são desenhados. Sei, contudo, que as instituições são também as pessoas mas nessa perspectiva quem se sentir visado é bom que reflita na razão pela qual lhe assentará o barrete!
Dizia eu que revisito este tema porquanto em Maio de 2019 aqui nesta mesma plataforma digital apontava algumas questões sobre a CIMVDL e um ano depois tudo se mantêm na mesma rotina e, aparentemente, com o mesmo modus operandi. Afirmo isto tendo como pano de fundo a comunicação daquela instituição do Estado nas redes sociais onde podemos acompanhar e medir o trabalho e as politicas que têm conduzido nos últimos tempos.

03/01/2020

Polícia Municipal Viseu – Gerir a coisa pública como sua se tratasse…

A recente notícia sobre a situação da Polícia Municipal mostra que, perante uma oposição ciente do problema mas não sabe como o abordar, e um executivo que ausente do problema opta por o continuar a ignorar, nada de novo e de positivo poderá este importante elemento da segurança da cidade esperar em 2020.

Exonerado em Julho deste ano o anterior Comandante, num processo kafkiano mal explicado e que na base terá, segundo os rumores, a influência maquiavélica do marido da directora do Viseu Marca, a Policia Municipal está desde essa ocasião a ser comandada por um agente de 1ª classe, embora, ressalve-se bom profissional e exemplar cidadão.

Acontece que, e vem nos livros, a função comando numa organização policial (e não só) é, possivelmente, a sua característica mais bem definida. O comando define a linha de autoridade ao longo da qual as ordens, missões e tarefas são passadas, tanto dentro da instituição municipal como para outra na sua relação administrativa, funcional ou operacional, em que cada um dos seus elementos sabe exactamente para quem deve reportar ou coordenar. Em geral, os agentes da autoridade transmitem ordens apenas a um único subordinado (directamente abaixo dele) e recebe ordens apenas de um superior (directamente acima dele), e aquele que desrespeita a cadeia de comando está sujeito às punições previstas em regulamento.