09/03/2020

As lealdades e deslealdades do PSD de Pedro Alves

Com 2021 a aproximar-se a passos largos, ano eleitoral autárquico, a nível local os actores políticos começam a colocar as suas peças no puzzle organizacional e a contar espingardas.

No início do ano assistimos às exéquias do CDS local que ditou no final uma concelhia demissionária e interina apoiada numa distrital que sufragou o candidato ideal para fazer com que o CHEGA venha a ter uma boa votação da militância centrista, a fazer fé nos quantos, ex-centristas, que não quiseram deixar de participar no jantar com André Ventura no passado mês em Viseu. Nesta ala da direita é pois, bem mais previsível que o CHEGA venha a obter melhor resultado, conseguindo apresentar uma lista capaz, que o CDS conseguir reerguer-se das cinzas.

No PS depois da concelhia onde a vencedora antes de o ser já o era pois teve o cuidado de queimar a concorrência, o que diz bem da democraticidade do processo, estão a caminho as distritais onde a escolha é entre o mau e o muito mau, de modo que nem vale a pena perder mais tempo com comentários. Tendo em conta o histórico, de profissionais da política, não é complicado adivinhar o que aí vem.