26/07/2020

A vulgarização do decisor fútil e o desprezo aos temas urgentes da sociedade viseense!

Nos tempos incertos como os que vivemos actualmente, deveríamos evitar conviver com gente incompetente que vive das aparências, que usa e abusa de chavões, que disfarça a dura realidade com doce propaganda, que aparenta uma superioridade intelectual e que é profícua em esconder as acções que contribuem para o marasmo no desenvolvimento equitativo da sociedade. O barrete ou chapéu de palha serve a quem o quiser enfiar. O crescente acumular de inconseguimentos e o desprezo visível por determinadas áreas deteriora a imagem percepcionada pela maioria dos cidadãos senão mesmo todos, quando ocorre algo disruptivo dos discursos oficiais (como o caso dos canis e gatis) e gera indignação e revolta.

As repercussões destas atitudes atingem os sectores da segurança, da saúde, da educação, da preservação ambiental (água, florestas e biodiversidade), bem como a gestão, manutenção e planeamento a curto e médio prazo de infraestruturas, assim como a gestão dos recursos humanos, entre tantos outros. A descentralização, com ou sem ela, ou a falta de fundos monetários não serve de desculpa para os actores políticos locais, demonstrarem um total desprezo pelas políticas estruturais de valorização do conjunto de atributos que acolhe um território.