Para projectar o futuro, a médio e longo prazo, não se pode recorrer a velhos planos e estratégias falhadas como as que nas ultimas décadas estagnaram a região e o país.
Apostar em velhas
fórmulas só faz prolongar o marasmo existencial que acomete a nossa sociedade. A
compreensão e detecção dos distúrbios, tais como a falência do modo de operação
das entidades financeiras (com as suas irregularidades), as económicas (como a
obsolência das operações) e sociais (falta de acompanhamento dos mais
vulneráveis) no seu devido tempo levam a regressões cujos impactos podem ser
difíceis de mitigar ou mesmo impossível de eliminar.
A autonomia é um
factor preponderante no desenvolvimento equitativo de uma região, já que em
caso de disrupções exteriores, uma determinada estrutura é um ponto distintivo
no quadro representativo do País, capaz de exercer ou assumir a função
operativa de outras infraestruturas semelhantes. A palavra autonomia com o seu
significado e conjugado com a capacidade operativa ou de processamento e a
livre iniciativa são as principais bases para colmatar deficiências crónicas
que grassam pelo nosso concelho.
Um exemplo ilustrativo que perdura há imenso tempo é o do antigo matadouro de Viseu sito em São João da Carreira, que com o seu encerramento caiu no desprezo crónico dos nossos governantes locais sem a agilização de alternativas fiáveis aos produtores.