Na sequência do artigo anterior fica hoje aqui a opinião do segundo jovem, identificado com uma ideologia liberal e que de forma telegráfica e assertiva analisa o Plano de Recuperação Económica e de Resiliência no que importa à região e a Viseu.
O PEES de António Costa e Silva não se diferencia em nada das dezenas de planos dirigistas centralizadores que foram sendo apresentados ao longos dos últimos 45 anos de democracia, completamente desligados do país real – como não poderia deixar de ser quando são feitos a partir do conforto dum escritório com A/C algures na Baixa Pombalina. Neste documento com quase 150 páginas, diz-se tudo e diz-se nada, tudo e nada é prioritário e não faltam provas do quão desajustadas são as propostas.
Viseu parece referido apenas 5 vezes no documento e sempre sem qualquer adesão à realidade, como e.g. “o cluster de Viseu como paradigma da cidade do futuro”, “Autarquias Laboratório” que existem no país, como é o caso de Viseu” ou ainda “Viseu, (…) há muito aposta na mobilidade inteligente”. Costa e Silva e eu certamente conhecemos uma Viseu muito diferente, e pelo facto de viver numa há mais de 20 anos, tendo a considerar que não sou eu quem está alheado da realidade. A visão para o Interior é igualmente despegada de empirismo ou de verdadeiras soluções que possam ser aplicadas de forma estruturada e com um calendário próprio, desde logo porque a abordagem parte duma visão idealizada dum território que não existe.
