20/02/2021

A Central Fotovoltaica de Lupina - Desenvolvimento local sustentável e seguro?

Na busca de transformar o território do município mais sustentável apesar de uma parcimónia administrativa municipal, foi aprovado em reunião de câmara de dia 18 deste mês, mais um investimento com sérias implicações para o ordenamento florestal rural.

Simultaneamente encerrou, o período de consulta aberta e recolha de participações (4) para o projecto de construção da central fotovoltaica de Lupina com 298 hectares de implantação numa zona de fronteira da bacia hidrográfica do Mondego com a do Vouga. 

Num espaço de produção florestal das freguesias de Mundão, Lordosa e da União de freguesias de Cepões e Barreiros está prevista a instalação de módulos fotovoltaicos e de módulos pré fabricados (postos transformadores, postos de seccionamento, 4 armazéns e 1 sub estação).

Esta zona de povoamento florestal foi percorrido pelo incêndio de 2012. Quando vista de perto verifica-se uma alta densidade de regeneração de pinheiro bravo, espécie com 79% de ocupação da área em estudo além de espécies como eucalipto e carvalhos. 

A área em questão, encontra-se enquadrado no Plano municipal de defesa da floresta com atribuição de nível 1 de reabilitação de habitats florestais sendo uma das áreas de perigosidade de incêndio alta e muito alta mais relevantes do concelho.

A pouca intervenção humana no território, favorece a formação de um povoamento florestal generoso na vertente exposta ao rio Vouga, que inclui pelo menos dois cursos de água com povoamentos constituídos por carvalhos e vegetação rasteira típica da região.

É de extrema relevância vincar as várias fases de obra, que consistem no corte de toda a  mancha florestal, construção de acessos internos aos vários sectores, a instalação de redes de cabos aéreos e subterrâneos, módulos fotovoltaicos fixos e módulos seguidores do movimento solar (estes com menor presença no terreno).