Neste fim-de-semana de 29 e 30 de Outubro, a JSD organiza o 2.º Congresso da Interioridade, em Cinfães, distrito de Viseu. O tema do Congresso é “O Interior também é Portugal”. Saiba mais aqui.
29/10/2011
28/10/2011
O melhor do Dão!
“Wine Enthusiast”, uma revista Norte-Americana, ficou rendida à relação qualidade/preço dos Vinhos do Dão, e coloco-os no Top das melhores compras. De entre um total de mais de 16 mil vinhos de todo o mundo, provados nos últimos 12 meses, a prestigiada revista norte-americana “Wine Enthusiast” elegeu dois exemplares do Dão para figurar no “Top 100 Best Buys”. O Quinta do Penedo tinto 2008, das Caves Messias, e o Quinta do Serrado tinto 2007, da Quinta do Serrado, são os vinhos destacados. Ambos foram provados por Roger Voss, que lhes atribuiu 90 pontos (em 100 possíveis), realçando a relação qualidade/preço e o facto de apresentarem uma capacidade de guarda superior a três anos.
in ViseuTV
Choque eléctrico!
Não deixa de ser curioso numa altura em que a Autarquia adoptando medidas de contenção de despesas coloque Avenidas com menos luz para poupar na electricidade e peça explicações à EDP sobre a facturação desses consumos, e ao mesmo tempo gaste 6.897,36€ em iluminação pública de um local também curioso!
Correr atrás do prejuízo!
A Câmara Municipal de Viseu prepara-se para realizar uma “pequena revolução” no Mercado 21 de Agosto. O objectivo das medidas que estão a ser e vão ainda ser implementadas é revitalizar aquele espaço, que ao longo dos anos tem perdido o fulgor que tinha, nunca alcançando o mesmo movimento que o mercado quando funcionava no Mercado 2 de Maio. O executivo municipal aprovou ontem o lançamento do concurso público para a requalificação de toda a zona conhecida como galeria, onde actualmente estão instalados os talhos (sendo que muitos fecharam as portas ao longo dos anos, deixando as lojas existentes abandonadas).
in Diário Viseu
Demorou... mas foi!
Em Maio de 2008 o DN pela letra de Amadeu Araújo dava nota de que a Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) e a PJ investigavam aqui no concelho vizinho a Câmara de Castro Daire, por suspeitas de corrupção, peculato, administração danosa e financiamento ilegal do PSD local.
Três anos depois da denúncia a ex-presidente da Câmara de Castro Daire e três vereadores do seu executivo estão acusados pelo Ministério Público (MP) de terem usado dinheiro da autarquia em benefício próprio e do PSD, na campanha para as autárquicas de 2005. O processo encontra-se em fase de instrução no tribunal de Castro Daire, estando Eulália Teixeira, António Giroto, José Manuel Ferreira e Paulo Almeida acusados do crime de peculato.
27/10/2011
50 razões para amar Viseu
Texto de opinião publicado na edição 501 de 21Out do Jornal do Centro
Escrever algo positivo num momento em que no País a mudança esperada nos castiga, tanto ou mais, quanto a herança herdada requer um invulgar exercício de abstracção, sobretudo porque, na minha leiga opinião, já não está em causa apenas a economia e o défice, mas sim a soberania nacional e a sobrevivência das pessoas e famílias que, vivem já com o desespero de ter que enfrentar um dia pior após um dia para esquecer. Já ultrapassámos a fase do abismo e vivemos como Paul Krugman em 2007 metafóricamente referia, na sua coluna de opinião do New York Times, o momento Wile E. Coyote em que na cena clássica do desenho animado, o coiote chega à beira do precipício e continua a andar, ignorando o vazio e só quando olha para baixo e disso conscientemente se apercebe então cai abruptamente, ou se preferirem numa visão mais simplista mas, ainda assim igualmente assustadora embora porventura cómica, vivemos no País a anedota do fulano que depois de cair do 20º andar, ao passar pelo 10º ainda se sente capaz de dizer:
- Até agora tudo bem!
Por ora, vamos deixar a alegoria sobre a trágica realidade que somos obrigados a pagar com impostos, suor e sacrifício e, desejar que antes do final da queda os nossos políticos encontrem a almofada capaz de nos amparar o futuro e devolver a esperança e alegria de viver, até porque agora de pouco ou nada valerá chorar sobre leite derramado e, importa sim reinventar a politica e sobretudo os políticos. Importa mais fazer do passado lições aprendidas, fechar a sete chaves as sete portas do Inferno em que nos querem enclausurar e, abrir uma das sete portas da cerca afonsina da nossa “Viseu, Senhora da Beira, eternamente bonita, fidalga e sempre romeira” para ganharmos ânimo e motivação. E, convenhamos que a nossa cidade e as nossas gentes nos oferecem pelo menos cinquenta razões para a amarmos, para nela vivermos, para aqui trabalharmos com alma e, daqui ajudarmos a erguer este cantinho à beira mar depauperado.
Escrever algo positivo num momento em que no País a mudança esperada nos castiga, tanto ou mais, quanto a herança herdada requer um invulgar exercício de abstracção, sobretudo porque, na minha leiga opinião, já não está em causa apenas a economia e o défice, mas sim a soberania nacional e a sobrevivência das pessoas e famílias que, vivem já com o desespero de ter que enfrentar um dia pior após um dia para esquecer. Já ultrapassámos a fase do abismo e vivemos como Paul Krugman em 2007 metafóricamente referia, na sua coluna de opinião do New York Times, o momento Wile E. Coyote em que na cena clássica do desenho animado, o coiote chega à beira do precipício e continua a andar, ignorando o vazio e só quando olha para baixo e disso conscientemente se apercebe então cai abruptamente, ou se preferirem numa visão mais simplista mas, ainda assim igualmente assustadora embora porventura cómica, vivemos no País a anedota do fulano que depois de cair do 20º andar, ao passar pelo 10º ainda se sente capaz de dizer:
- Até agora tudo bem!
Por ora, vamos deixar a alegoria sobre a trágica realidade que somos obrigados a pagar com impostos, suor e sacrifício e, desejar que antes do final da queda os nossos políticos encontrem a almofada capaz de nos amparar o futuro e devolver a esperança e alegria de viver, até porque agora de pouco ou nada valerá chorar sobre leite derramado e, importa sim reinventar a politica e sobretudo os políticos. Importa mais fazer do passado lições aprendidas, fechar a sete chaves as sete portas do Inferno em que nos querem enclausurar e, abrir uma das sete portas da cerca afonsina da nossa “Viseu, Senhora da Beira, eternamente bonita, fidalga e sempre romeira” para ganharmos ânimo e motivação. E, convenhamos que a nossa cidade e as nossas gentes nos oferecem pelo menos cinquenta razões para a amarmos, para nela vivermos, para aqui trabalharmos com alma e, daqui ajudarmos a erguer este cantinho à beira mar depauperado.
Dado que gostos também se discutem pois, discutir os gostos do outro é abrir o debate que pode conduzir a muitas outras novas conclusões, permitam que plasme nestas linhas, guiado pelo desafio do editor da necessidade de reconstruirmos positivamente a nossa urbe, as razões porque entendo que todos devemos gostar de Viseu.
A primeira que me ocorre é, desde logo, a sua antiquíssima história que remonta à época castreja e, onde mais tarde surge associada a lendária e galvanazidora figura de Viriato para já não falar de D. Afonso Henriques não vão os de Guimarães exaltarem-se com tal possibilidade, mas não restam dúvidas que é notável o historial da cidade, assim como significativa é a quantidade e qualidade de personalidades que daqui se afirmaram e deram nome e prestigio à região. Quem nunca ouviu falar de Grão Vasco, Infante D. Henrique, D. Duarte, Alves Martins, Augusto Hilário, João de Barros, Aquilino Ribeiro, Emídio Navarro e de um sem número de notáveis vultos que nas artes, nas letras, nas ciências, na politica e nas mais variadas áreas se afirmaram e deixaram legado na cidade e no País. Mais recentemente poderíamos falar de Carlos Lopes, detentor de muitos recordes e da estátua do atleta sem cabeça na rotunda da Praça de seu nome, ou de muitos outros colunáveis que vão de acérrimos comentadores a favor do Glorioso a jornalistas famosos ou, até a um sem número de ministeriáveis nomes que, tanta pouca obra aqui deixaram mas tanta promessa edificaram, sendo a última delas a que foi deixada pelo nosso ilustre conterrâneo e Ministro, Álvaro Santos Pereira, de que antes de acabar o mandato, seja lá isso em que ano for, será construída a Auto-Estrada portajada Viseu - Coimbra e posta a funcionar a linha de comboio, abrindo assim novos caminhos a esta encruzilhada de vontades e gentes beirãs. E, à parte a ironia o certo é que a localização geográfica de Viseu é uma das fundamentadas razões porque vale a pena acreditar na cidade. Com efeito, a lamuria da interioridade de que Viseu está esquecida no coração de Portugal é uma visão fatalista só possível neste descuidado País que vive obcecado com Lisboa pois, a cidade transporta consigo a deliciosa particularidade de estar a duas horas (e pouco mais) de quase tudo, do mar à Europa, centralidade abençoada que poderia servir de argumento para tanto investimento e desenvolvimento sustentado mas que, os invejosos e cruéis habitantes de S. Bento não suportam e que agora nos procuram fazer pagar em portagens e pórticos.
A gastronomia, amigos leitores, lembrei-me agora, digam lá não é de excelência? E juntem-lhe o néctar de Baco das Terras do Dão, o pão e o queijo beirão... pois, já nos fazíamos ao caminho! Mas há mais, a lareira e o frio beirão, quem tem disso à porta de casa, digam lá? E a monumentalidade da Sé vista de onde quer que seja e de onde se esconda o mamarracho da Segurança Social, é de pasmar e de contemplar assim como a riqueza do património do Centro Histórico com o Museu de Grão Vasco como local de visita obrigatória. E por falar em património porque não o cultural com o Teatro Viriato à cabeça e mais ainda do património da memória que são os nossos idosos, outra razão fulcral para amar Viseu ainda que argumentem que pessoas experientes em idade os há em todas outras cidades do País, e que os nossos não são especialmente diferentes dos outros mas, acontece que estes são nossos, o que os torna por isso mais belos e únicos pois ainda conservam o saber acumulado de experiência feita, a ternura da idade do mimo, o carinhos dos avós que cuidam dos netos e os levam à escola, o encanto da poética das conversas de jardim e oxalá, em conjunto saibamos construir outras razões para os nossos velhos continuarem a amar a vida e a nossa cidade...
E, por cá ainda há vizinhos, não apenas pessoas que moram na casa ao lado! Aqui ainda sabemos o nome das pessoas que habitam na nossa rua, ainda damos de borla os bons dias, trocamos palavras gentis no vão de escada, contamos com a sua ajuda ainda que um ou outro fuja à regra e seja até capaz de inventar o nosso futuro.. e de futuro é feita também a outra razão, ainda que nem sempre compreendida, mas que são e serão capitais no desenvolvimento da nossa média cidade, os estudantes do primário ao secundário terminando no ensino superior da cidade, sejam cá nascidos ou cá colocados contra a sua vontade mas, que por cá vão vivendo e, por a cidade tão bem saber receber e acolher, no dia em que o destino os de cá afasta, levam consigo as lágrimas das saudades e as recordações dos momentos que aqui viveram, memórias que se entranham neles e os acompanham para a vida... Viseu é nosso até morrer, dizem eles!
Mas Viseu é também uma cidade segura, mesmo assim, é uma cidade bem organizada, com o verde do Fontelo a servir de pulmão e a limpeza visível em toda a largura e extensão das suas francas avenidas, é uma cidade arrumada que foi crescendo harmoniosamente à volta das floridas e encantadoras rotundas que são uma das nossas invejadas e tanto copiadas imagens de marca onde só o conhecido bigode de Fernando Ruas, sem um único pelo branco ao fim de tanto ano de governação consegue superar pois, quer se queira quer não, o nosso Presidente não passa incólume, é figura de destaque no panorama nacional que não só politico e, também ele próprio deixa marca incontornável na gestão e concepção da nossa cidade.
Viseu é também feira semanal, é Feira de São Mateus, é festas a perder sem conta no Verão das serenas aldeias do concelho a que se junta o colorido dos nossos imigrantes, é Cavalhadas, é o murmúrio critico das conversas das quatro esquinas, é a simpatia dos teimosos comerciantes da Rua Direita que lutam diariamente contra o ar condicionado dos megalómanos centros comerciais citadinos, locais de passeio domingueiro das gentes da redondeza, é a descoberta da ecopista no seu encanto rural e no beneficio físico que gratuitamente oferece, é a excelência da variada oferta hoteleira de qualidade, da restauração a par com aquela na simpatia da boa hospitalidade beirã aos turistas, é a qualidade das termas de Alcafache vizinhas das águas limpas do Dão e da companhia na paisagem da Estrela e do Caramulo.
Já são tantas e tão boas mas há mais uma outra razão, sendo que, já consigo imaginar o sorriso que isso irá provocar, mas apesar de tudo é a comunicação social local que, lá se vai aguentando na luta contra o fenómeno do clique online das redes sociais e, nos vai aproximando nesta discussão de ideias que a letargia da sociedade civil e o comodismo egoísta do sofá da sala a consumir lixo televisivo nos torna desinteressados com tudo o que não nos diz directamente respeito e apenas capazes do culto da inércia, do gosto pela mediocridade e de lançarmos olhares de inveja a quem ousa ser activo e empreendedor. Se não concordam, recordem-me lá quando foi a última vez que a cidade se soube unir como um todo na luta por um objectivo comum, pela Universidade Pública, por exemplo? Qual a última vez que a cidade saiu para a rua e em conjunto lutámos por algo nosso na defesa dos interesses desta cidade e da região? Mas as suas gentes forjadas na dureza do granito e transportando nos genes o ADN de Viriato são capazes de o fazer se, quem de direito assumir o primeiro lugar nessa comum necessidade, e por isso, essa característica dos Viseenses - dos que cá nasceram, dos que cá escolheram viver ou dos que estão lá fora - é outra mui importante razão porque se deve gostar de Viseu. Aqui chegados, se esteve atento à contabilidade e eu não me enganei na aritmética faltam apenas duas razões para o número apontado. A penúltima e tão importante ou mais que as restantes são os leitores deste plural jornal, que pacientemente até aqui me conseguiram ler e que, sendo viseenses sabem que todas as razões anotadas são verdadeiras ficando ainda outras tantas por apontar e, para os que nos demais quatro cantos do mundo ao lerem nelas não acreditam, terão aqui a última e derradeira razão para visitar Viseu... pois quem nunca viu Viseu, não sabe o que perdeu!
A primeira que me ocorre é, desde logo, a sua antiquíssima história que remonta à época castreja e, onde mais tarde surge associada a lendária e galvanazidora figura de Viriato para já não falar de D. Afonso Henriques não vão os de Guimarães exaltarem-se com tal possibilidade, mas não restam dúvidas que é notável o historial da cidade, assim como significativa é a quantidade e qualidade de personalidades que daqui se afirmaram e deram nome e prestigio à região. Quem nunca ouviu falar de Grão Vasco, Infante D. Henrique, D. Duarte, Alves Martins, Augusto Hilário, João de Barros, Aquilino Ribeiro, Emídio Navarro e de um sem número de notáveis vultos que nas artes, nas letras, nas ciências, na politica e nas mais variadas áreas se afirmaram e deixaram legado na cidade e no País. Mais recentemente poderíamos falar de Carlos Lopes, detentor de muitos recordes e da estátua do atleta sem cabeça na rotunda da Praça de seu nome, ou de muitos outros colunáveis que vão de acérrimos comentadores a favor do Glorioso a jornalistas famosos ou, até a um sem número de ministeriáveis nomes que, tanta pouca obra aqui deixaram mas tanta promessa edificaram, sendo a última delas a que foi deixada pelo nosso ilustre conterrâneo e Ministro, Álvaro Santos Pereira, de que antes de acabar o mandato, seja lá isso em que ano for, será construída a Auto-Estrada portajada Viseu - Coimbra e posta a funcionar a linha de comboio, abrindo assim novos caminhos a esta encruzilhada de vontades e gentes beirãs. E, à parte a ironia o certo é que a localização geográfica de Viseu é uma das fundamentadas razões porque vale a pena acreditar na cidade. Com efeito, a lamuria da interioridade de que Viseu está esquecida no coração de Portugal é uma visão fatalista só possível neste descuidado País que vive obcecado com Lisboa pois, a cidade transporta consigo a deliciosa particularidade de estar a duas horas (e pouco mais) de quase tudo, do mar à Europa, centralidade abençoada que poderia servir de argumento para tanto investimento e desenvolvimento sustentado mas que, os invejosos e cruéis habitantes de S. Bento não suportam e que agora nos procuram fazer pagar em portagens e pórticos.
A gastronomia, amigos leitores, lembrei-me agora, digam lá não é de excelência? E juntem-lhe o néctar de Baco das Terras do Dão, o pão e o queijo beirão... pois, já nos fazíamos ao caminho! Mas há mais, a lareira e o frio beirão, quem tem disso à porta de casa, digam lá? E a monumentalidade da Sé vista de onde quer que seja e de onde se esconda o mamarracho da Segurança Social, é de pasmar e de contemplar assim como a riqueza do património do Centro Histórico com o Museu de Grão Vasco como local de visita obrigatória. E por falar em património porque não o cultural com o Teatro Viriato à cabeça e mais ainda do património da memória que são os nossos idosos, outra razão fulcral para amar Viseu ainda que argumentem que pessoas experientes em idade os há em todas outras cidades do País, e que os nossos não são especialmente diferentes dos outros mas, acontece que estes são nossos, o que os torna por isso mais belos e únicos pois ainda conservam o saber acumulado de experiência feita, a ternura da idade do mimo, o carinhos dos avós que cuidam dos netos e os levam à escola, o encanto da poética das conversas de jardim e oxalá, em conjunto saibamos construir outras razões para os nossos velhos continuarem a amar a vida e a nossa cidade...
E, por cá ainda há vizinhos, não apenas pessoas que moram na casa ao lado! Aqui ainda sabemos o nome das pessoas que habitam na nossa rua, ainda damos de borla os bons dias, trocamos palavras gentis no vão de escada, contamos com a sua ajuda ainda que um ou outro fuja à regra e seja até capaz de inventar o nosso futuro.. e de futuro é feita também a outra razão, ainda que nem sempre compreendida, mas que são e serão capitais no desenvolvimento da nossa média cidade, os estudantes do primário ao secundário terminando no ensino superior da cidade, sejam cá nascidos ou cá colocados contra a sua vontade mas, que por cá vão vivendo e, por a cidade tão bem saber receber e acolher, no dia em que o destino os de cá afasta, levam consigo as lágrimas das saudades e as recordações dos momentos que aqui viveram, memórias que se entranham neles e os acompanham para a vida... Viseu é nosso até morrer, dizem eles!
Mas Viseu é também uma cidade segura, mesmo assim, é uma cidade bem organizada, com o verde do Fontelo a servir de pulmão e a limpeza visível em toda a largura e extensão das suas francas avenidas, é uma cidade arrumada que foi crescendo harmoniosamente à volta das floridas e encantadoras rotundas que são uma das nossas invejadas e tanto copiadas imagens de marca onde só o conhecido bigode de Fernando Ruas, sem um único pelo branco ao fim de tanto ano de governação consegue superar pois, quer se queira quer não, o nosso Presidente não passa incólume, é figura de destaque no panorama nacional que não só politico e, também ele próprio deixa marca incontornável na gestão e concepção da nossa cidade.
Viseu é também feira semanal, é Feira de São Mateus, é festas a perder sem conta no Verão das serenas aldeias do concelho a que se junta o colorido dos nossos imigrantes, é Cavalhadas, é o murmúrio critico das conversas das quatro esquinas, é a simpatia dos teimosos comerciantes da Rua Direita que lutam diariamente contra o ar condicionado dos megalómanos centros comerciais citadinos, locais de passeio domingueiro das gentes da redondeza, é a descoberta da ecopista no seu encanto rural e no beneficio físico que gratuitamente oferece, é a excelência da variada oferta hoteleira de qualidade, da restauração a par com aquela na simpatia da boa hospitalidade beirã aos turistas, é a qualidade das termas de Alcafache vizinhas das águas limpas do Dão e da companhia na paisagem da Estrela e do Caramulo.
Já são tantas e tão boas mas há mais uma outra razão, sendo que, já consigo imaginar o sorriso que isso irá provocar, mas apesar de tudo é a comunicação social local que, lá se vai aguentando na luta contra o fenómeno do clique online das redes sociais e, nos vai aproximando nesta discussão de ideias que a letargia da sociedade civil e o comodismo egoísta do sofá da sala a consumir lixo televisivo nos torna desinteressados com tudo o que não nos diz directamente respeito e apenas capazes do culto da inércia, do gosto pela mediocridade e de lançarmos olhares de inveja a quem ousa ser activo e empreendedor. Se não concordam, recordem-me lá quando foi a última vez que a cidade se soube unir como um todo na luta por um objectivo comum, pela Universidade Pública, por exemplo? Qual a última vez que a cidade saiu para a rua e em conjunto lutámos por algo nosso na defesa dos interesses desta cidade e da região? Mas as suas gentes forjadas na dureza do granito e transportando nos genes o ADN de Viriato são capazes de o fazer se, quem de direito assumir o primeiro lugar nessa comum necessidade, e por isso, essa característica dos Viseenses - dos que cá nasceram, dos que cá escolheram viver ou dos que estão lá fora - é outra mui importante razão porque se deve gostar de Viseu. Aqui chegados, se esteve atento à contabilidade e eu não me enganei na aritmética faltam apenas duas razões para o número apontado. A penúltima e tão importante ou mais que as restantes são os leitores deste plural jornal, que pacientemente até aqui me conseguiram ler e que, sendo viseenses sabem que todas as razões anotadas são verdadeiras ficando ainda outras tantas por apontar e, para os que nos demais quatro cantos do mundo ao lerem nelas não acreditam, terão aqui a última e derradeira razão para visitar Viseu... pois quem nunca viu Viseu, não sabe o que perdeu!
No pulmão da cidade...
As pessoas que visitam a Mata do Fontelo sentem-se cada vez mais inseguras. Depois de uma relativa acalmia, após diversos furtos em automóveis ali estacionados, nos gabinetes das instalações desportivas e vários casos de vandalismo, têm-se registado novamente casos de furtos.
in Diário Viseu
Eu apoio Carlos Marta!
O Jornal do Centro traz amanhã uma entrevista com Carlos Marta a não perder. A candidatura do autarca de Tondela à FPF é um desafio difícil mas ao mesmo tempo uma boa noticia para a região, pois a sua eleição representará uma mais valia para o futebol nacional e regional. Só tenho pena não poder votar porque apoio incondicionalmente Carlos Marta neste seu desiderato pessoal e profissional.
25/10/2011
Concurso Viseu, Cidade Histórica!
A Casa da Sé está a promover um concurso de fotografia, cujo o tema é “Viseu – Cidade Histórica” . Esta iniciativa da Casa da Sé, a mais recente unidade hoteleira de Viseu, situada no coração do centro histórico, visa estimular os fotógrafos profissionais e amadores a captarem a vida diária da cidade nas várias dimensões (histórica, social, cultural) enquanto cidade secular. Este concurso promovido pela Casa da Sé pretende promover e divulgar o património cultural e histórico de Viseu pelo país e pelo mundo, reforçando através da fotografia, a sua valorização. As fotos serão publicadas num álbum específico na página da Casa da Sé do Facebook e a votação é realizada pelo número de “gosto”/”like” em cada foto. As fotografias devem ser enviadas, até 7 de Novembro, para o e-mail e identificada com o respectivo nome, contactos, titulo da fotografia, local das fotografias, data das fotografias e link para a página do Facebook do autor.
São permitidas, no máximo, 3 fotos por participante.
PRÉMIOS:
1º PRÉMIO – Uma noite para duas pessoas na Suite D.Duarte
2º PRÉMIO – Uma noite para duas pessoas no Quarto Superior Grão Vasco
3º PRÉMIO – Uma noite para duas pessoas num Quarto Standard
PRAZOS:
Até 7 de Novembro de 2011 – Recepção de fotografias
13 de Novembro – Publicação das fotografias na página da Casa da Sé
13 a 27 de Novembro – Período de votação
28 de Novembro – Encerramento das votações. Apuramento dos vencedores.
Sintoma de fim de mandato!
Fernando Ruas no programa Retrospectivas de Fim de Semana deixa-nos a sua visão sobre a Feira de São Mateus e sobre a sua experiência autárquica. Curiosamente o programa passou na RTP Memórias o que poderá ser entendido como um sintoma de fim de mandato, mas o autarca mostra estar bem activo referindo a propósito da Feira de São Mateus que os viseenses a publicitam de boca a boca, o que vos garanto não é o meu caso e convenhamos é pouco higiénico! Mais à frente, a cereja em cima do bolo, ao afirmar que é abordado com regularidade pelos seus munícipes para os aconselhar até sobre problemas pessoais incluindo alguns do foro intimo do relacionamento conjugal. O Professor Dunga que se ponha a pau pois a partir de 2013 a concorrência será de peso!
Retrato actual da Rua Direita
Durante séculos, a Rua Direita de Viseu foi o shopping center da cidade e ponto de encontro privilegiado para todo o distrito, mas hoje é um espaço moribundo onde se multiplicam placas de “vende-se” ou “arrenda-se”.
in Público
Dar a conhecer Viseu
O Encontro Internacional de Turismo que teve lugar de 9 a 11 de Outubro em Viseu trouxe à região cerca de 100 participantes - agentes de viagem portugueses radicados no estrangeiro, seus melhores clientes e líderes de opinião, vindos do Brasil, Estados Unidos e África do Sul entre outros países e que deu a conhecer a história tradição e modernidade de Viseu é também um bom exemplo de como se "deve vender" o que de melhor temos para oferecer aos turistas! Saiba mais aqui.
24/10/2011
À atenção do investidor... e não só!
Texto publicado na edição 499 do Jornal do Centro de 07Out2011:
A maioria dos atentos leitores do Jornal do Centro, para não me
tornar pretensioso ao afirmar da totalidade, poderão, porventura ao
terem lido a última edição, nutrido a esperança de que, nestas próximas
linhas encontrariam resposta ajustada a todo o chorrilho de disparates e
inverdades (esta palavra admito, tem a sua piada) que o Sr Jorge
Carvalho ali entendeu verter, ao mesmo tempo que me brinda com inusitado
“mimo”. Acontece que a ideia por ele sugerida, de um “frente a frente”
me causa tanta adrenalina e impõe um medo tal que, nem quando a Nação me
chamou à missão NATO no Iraque acredito ter vivido, além de que a
idade, ensinou-me o meu avô, merece respeito mesmo quando não se dá a
tal. Por outro lado sinto precisar de tempo para recuperar do trauma
pois nem em adolescente ao ler “Amor de Perdição” me recordo de verter
tanta lágrima como agora depois de ter lido tanto queixume deste
ex-responsável pela Feira de São Mateus, da qual cuja opinião pessoal,
boa ou má, se bem se recordam, deixei vertida nas folhas deste mesmo
prestigiado Órgão de Comunicação Social e de cara destapada e à civil
porque tendo, sem falsa modéstia, sempre vestido a farda do Exército com
orgulho, competência e profissionalismo quando entendi ser hora de sair
o fiz pelo meu próprio pé e com direito a homenagem pública! Com outros
pelos vistos parece que tal não aconteceu desta forma... de modo que,
antes que caia algum esqueleto dos armários da Expovis, deixemo-nos de
coisas sem importância e passemos a assuntos sérios bem mais relevantes
da vida da Cidade!
Permitam que acrescente alguma reflexão a
outros diagnósticos sobre o desenvolvimento da Cidade, por sinal até bem
elaborados na minha modesta opinião, que também por aqui neste Jornal
têm surgido, primeiro vindos da Praça de D. Duarte, agora reescritos a
rosa na Rua 5 de Outubro e por este andar daqui a mais uns anos serão
apresentados na sede local laranja, sem que, contudo nos deixem outro
sinal, que não os o dos objectivos políticos que perseguem. Que os
tempos são difíceis já o sabemos, que este modelo de gestão local do
alcatrão e betão são insustentáveis e, que é preciso encontrar novas
soluções também é lugar comum aceite pelo que, nem é preciso ser
economista para se perceber que sem indústria não há emprego, sem
emprego não há consumidor, sem consumidor não há comércio e sem comércio
a cidade definhará num ciclo fechado cujos resultados nem é bom tentar
imaginar. Importa pois, em tempo acautelar este cenário e, nessa
matéria, acredito que as Associações Empresariais podem desempenhar um
papel significativo em favor das economias locais, se ganharem uma
dimensão que faça delas elos de articulação com o exterior, com o Estado
e a Administração e com as politicas públicas que servem de
enquadramento a esse sector, ou seja, as economias locais não são já só o
resultado de condições materiais de localização ou logísticas mas
também de condições institucionais e de protagonismos diferenciados. É
sabido que a região apesar de alguma homogeneidade apresenta efeitos
locacionais contrastantes e dinamismos próprios que, resultam da
diversidade das estruturas e das diferentes capacidades de representação
e negocial, sendo que por exemplo, com facilidade se identificam e
distinguem os argumentos de atracção industrial utilizados em Viseu dos
assumidos em Tondela ou Mangualde. Traduzindo o conceito, permito-me
apostar que o preço por m2 em Viseu em qualquer das áreas industriais
ultrapassará em mais ou próximo de 20 vezes o valor do investimento em
áreas daqueles concelhos vizinhos além das ofertas de especialização e
negociação, que naqueles locais se verificam e como tal, não é de
admirar que os resultados sejam também eles díspares com o prejuízo a
situar-se do lado de Viseu. Perante esta realidade haverá quem a procure
minimizar ou contrariar atirando com relativa facilidade com a fria
estatística numérica dos Censos, que apontam um significativo
crescimento populacional de Viseu ao invés do que se acontece nos
concelhos citados em paralelo mas, com igual facilidade se apura que o
principal núcleo urbano da região aproveita do que de favorável acontece
na vizinhança mas nada faz para retribuir esse mérito aos vizinhos. Ou
seja, no dia que a Citroen Mangualde ou a Huf em Tondela por exemplo se
virem obrigados a despedir pessoal (cruzes, canhoto!) o drama social
ficará a cargo dos autarcas desses concelhos mas, a maioria desses
trabalhadores em principio continuarão a manter a sua localização
habitacional e familiar em Viseu, não havendo portanto necessidade de
grande intervenção social da politica local e cenário similar
dificilmente terá lugar no concelho porquanto se a única empresa
viseense de dimensão passasse por drama semelhante ainda assim acabaria
por ultrapassar a esfera local. Assim sendo, parece daqui resultar que
os agentes colectivos locais não são apenas um produto derivado da
lógica exógena de organização de economias e não se podem limitar a ser
meros instrumentos funcionais dos interesses de regulação macroeconómica
e como tal, as Associações como a AIRV terão que ser a expressão da
inovação e mesmo de interesses estratégicos da industria local,
valorizando fora dela o que é mais qualificante do tecido produtivo que
representa e filtrando para dentro o que lhe pode aumentar a sua
capacidade competitiva mas onde o Poder Local também terá que ter papel
preponderante. Há quase que uma “correlação probabilística” (J. Reis,
1988) onde cabe ao Poder Local uma posição activa nas situações em que o
investimento local se revela mais estático por forma a que se aumentem
as possibilidades de emprego implicando a atracção de agentes e recursos
exteriores. Inversamente quando o desenvolvimento local já resulta da
intervenção relacional dos empresários a centralidade da Autarquia deve
ser menor e dirigir-se para outras acções visando o bem-estar das
populações ou para áreas sócio económicas mais marginais e, neste casos,
o protagonismo regulador das Associações terá que ser mais notório. Por
cá, o facto de termos tanta rotunda florida e lotes de terreno ainda
vazios no Parque Industrial de Coimbrões deve, salvo melhor opinião,
talvez significar que não saímos sequer do primeiro estádio e a letargia
do Poder Local ao ignorar o necessário e indispensável equilíbrio
sustentável e sustentado do tecido social do concelho poderá a
médio/longo prazo conduzir a graves problemas sociais. É ainda aceite
que nesta “economia local da informação” que a AIRV, no caso, deverá
conduzir na região, que além da sensibilização do Poder Local, também o
ajuste de mentalidade do empresário local terá que estar na sua linha de
actuação. O empresário local por maior ou menor que seja a empresa terá
ter uma visão “first things first” criando ao mesmo tempo uma estrutura
de gestão que o liberte para a estratégia e para o futuro, investindo
em simultâneo no produto que quer colocar no mercado mas também na sua
formação e na dos seus colaboradores. Pelo que conheço da AIRV, não me
enganarei muito se assumir que aquela Associação dotada de uma liderança
atenta e de uma direcção com forte sentido de missão e técnicos
bastante qualificados, estará disponível e apta a apoiar estas mudanças e
afirmação de mentalidades, a bem do sector empresarial da região. A
julgar pelas iniciativas que têm concretizado como a EAB, o prémio
Inovação e Empreendedorismo, a EXPOTEC, a ENERVIDA, a co-mentoria na
candidatura apresentada pela Comunidade Intermunicipal à Redes Urbanas
para a Competitividade e Inovação, a incubadora de empresas e o apoio às
PME por micro crédito além da formação qualificada, o fomento da
inovação tecnológica e aconselhamento técnico jurídico que empresta aos
associados e investidores em geral, a AIRV apresenta potencial para
fazer crescer esta necessária relação de concertação e parceria que
marcam fortemente as economias actuais, constituindo-se como um
facilitador na concretização da vontade do investidor, uma ponte de
diálogo com o Poder Local e um parceiro na procura da solução financeira
e técnica junto dos demais decisores e agentes intervenientes. Ora, se
esta engrenagem ainda não funciona sem atrito no Concelho tal ficar-se-á
a dever então a uma deficiente visão de politica local que urge
corrigir pois o Autarca actual esgotados que parecem estar os recursos
financeiros e fechada que estará a torneira dos fundos europeus a breve
trecho, terá que assumir uma nova postura e ser mais capaz de gerir as
vontades dos seus concidadãos e, em especial daqueles que acrescentam
mais valia empresarial ao Município e dessa forma geradores de mais e
melhor emprego, que em gerir dispendiosas obras e faustosas
inaugurações! É este clique que terá que acontecer para que autarquia,
empresas e também o apagado meio académico e naturalmente os cidadãos se
envolvam num processo cativador de investimento e gerador de emprego, o
que representará por simpatia mais e melhor qualidade de vida. O
investimento por si só não cai do céu e é preciso vencer a inércia do
efeito centrífugo das rotundas e criar magnetismos de atracção, é
preciso que políticos inquietos, académicos conhecedores e empresários
inovadores se liguem entre si e unam esforços para que o sustentado
futuro aconteça já amanhã, criando emprego e garantindo o bem-estar a
que a cidade nos habituou. São conhecidas as dinâmicas e capacidades da
AIRV mas diga-me lá caro leitor, se lhe calhar em sorte o Euromilhões e
entender investir em Viseu, conhece a política de acolhimento
industrial? Existe algum esquema de incentivo à instalação empresarial
nas zonas industriais locais? Está preconizada alguma forma de cedência
ou venda de lotes a preços simbólicos, em função do número de postos de
trabalho criados? Existe algum beneficio na derrama ou alguma isenção de
taxas de licenciamento de obras para a construção de estabelecimentos
industriais nessas zonas? Quando souber as respostas, estimado leitor,
pondere a sua decisão, aconselhe-se na AIRV, pressione para que a
mudança aconteça e se puder ajudar as gentes trabalhadoras da região não
hesite e invista em Viseu ainda que os ventos do Rossio não sejam de
feição... também esses terão que mudar um dia! Até lá, deixo-lhe um
conselho que também procuro seguir, jogue no Euromilhões!
23/10/2011
A marca Viseu
Texto de opinião publicado na edição 497 do Jornal do Centro:
O Presidente da Câmara Municipal de Viseu, numa intervenção de fundo
na última Assembleia Municipal que se vai descrever aqui neste texto,
salientou “a necessidade da afirmação de Viseu no contexto regional,
nacional e internacional”, e reafirmou a promoção da “marca Viseu”,
apostando na criação de infra-estruturas e equipamentos e na realização
de acções potenciadoras da imagem de Viseu.
Na ocasião deixou como
exemplos “a reabilitação da Quinta da Cruz, a “Ecopista do Dão”, a
requalificação da zona envolvente às Termas de Alcafache, a sinalética e
informação turística e o “Viseu Welcome Center” deixando para segundas
núpcias, se as houver, as promessas da campanha eleitoral de 2009, da
praia fluvial de Viseu ou do Centro de Artes e Espectáculos, sem que
antes não deixasse a Edilidade de gastar num vistoso projecto de
arquitectura quase tantos euros quantos os agora ainda empatados no BPP.
22/10/2011
A Universidade Pública de Viseu
Texto de opinião publicado na edição 495 do Jornal do Centro
O desiderato da criação da Universidade Pública em Viseu não daria
para uma tese de mestrado, porque a qualidade dos seus intervenientes
dificilmente a justificaria, mas certamente que, seria um bom “case
study” para a cadeira de Ciência Política até porque no palco do teatro
que tem sido este caso poucos são os políticos que não tenham já
desempenhado ao longo dos anos o seu papel nesta espécie de
tragicomédia!...
O assunto é recorrente na afirmação da política
local e assume, desde há uma década, diversos contornos e protagonistas,
sem que em dia algum tenha conhecido a luz do dia, apesar da existência
proclamada em Diário da República. Para aqueles que vão acompanhando
com interesse este tema por certo se recordam dos "Olhares Cruzados
sobre Viseu", ciclo de conferências que decorreu nesta cidade já lá vai
uma boa meia dúzia de anos onde Fernando Ruas defendia a sua "dama" mas
nem mesmo no tempo de governos da sua cor partidária a mesma passou do
discurso político e, hoje, delas restam apenas um furtivos olhares sobre
a cidade e as suas gentes. A Resolução de Conselho de Ministros,
67/2004 de 29 de Maio/04, tendo em conta o parecer da comissão e de
todos os partidos com assento na Assembleia da República viabiliza o
projecto de criação da Universidade Pública de Viseu deixado a cargo do
Professor Veiga Simão, em pleno consulado de Durão Barroso, mas já antes
António Guterres a tinha anunciado com pompa e circunstância, acabando
depois por licenciar a Medicina na Universidade da Beira Interior,
gerando animada manifestação de protesto dos viseenses no Rossio, se bem
se recordam, mas que não passou da expressão do desagrado geral e,
mesmo num «País de tanga», outras lá foram surgindo como cogumelos aqui
ao lado, de Aveiro a Vila Real e à Covilhã, a somar às de Coimbra e do
Porto. E, mais soluções foram sendo gizadas nas mentes iluminadas dos
políticos locais e desde o ensino à distância da “universidade
telemática”, da Universidade Aberta, da, imagine-se, «Universidade da
Excelência» que antes de ser já o era, como se a excelência fosse uma
qualidade passível de ser definida à partida só serviram para perder
tempo e para demonstrar o provincianismo bacoco como os nossos eleitos
percebem a região.
E nesta matéria, salvo melhor opinião, a culpa
não fica só do lado da política, porque a Academia tem quota parte de
responsabilidade na medida em que nunca quis ou não soube agarrar tal
oportunidade. O Politécnico, enclausurado no seio de famílias quer
tradicionais quer políticas, andou sempre hesitante perante diversas
soluções e só a possibilidade de transformar o Presidente em «Magnífico
Reitor» fez nascer a ideia que talvez a transformação em Universidade
porventura poderia ser uma possibilidade, mas aí já era tarde e nunca os
que com um pé na Universidade de Aveiro mas com os votos de Viseu
permitiriam que tal se concretizasse. O Reitor da Universidade Católica
com um discurso politicamente correcto na praça pública nunca escondeu
contudo em privado que não havia espaço em Viseu para duas universidades
e lá foi de forma velada ameaçando com o encerramento do Centro
Regional das Beiras da Universidade Católica. O Instituto Piaget,
geograficamente afastado do centro da cidade, sempre esteve mais virado
para a sua visão da CPLP e a criação da Universidade Pública sempre se
lhe ofereceu mais como uma possibilidade de adquirir igual estatuto
semi-privado tal como a Católica do que em encontrar um parceiro de
partilha de conhecimento na região.
E a estes acrescentam-se ainda
os detractores da ideia (que argumentarão com relativa displicência) de
que a Universidade Pública é apenas uma maneira fácil de contentar
alguns viseenses mais exaltados e que Viseu já tem três estabelecimentos
de ensino superior, sendo que essas escolas não atingiram os limites do
seu crescimento, que uma universidade tem de ter professores e tem de
ter alunos, que a ideia que uma universidade, através da investigação
que pratica, é geradora de grande desenvolvimento local ainda está por
provar e finalmente, há um último argumento, que, nesta altura de crise,
pode até sobrelevar a todos os outros, pois uma boa universidade custa
muito dinheiro, ainda por cima numa altura em que todos os
estabelecimentos de ensino superior estão à míngua.
A resposta a
esta argumentação é fácil de encontrar na dinâmica que Viseu já ganhou
no nosso rectângulo lusitano e os dados dos últimos censos assim
demonstram que do ponto de vista demográfico e académico é das regiões
de maior densidade e um dos mais importantes centros urbanos: a
centralidade geográfica, o cruzamento viário, a harmonia urbanística, o
património histórico, a potencialidade turística e empresarial assim o
demonstram, ficando apenas por resolver a questão mais crítica, sendo
que a solução estará na mesma imaginação criadora dos políticos que para
os impostos encontram sempre estratégias.
Mas, supondo que o
milagre político de um honesto pacto de regime local à volta deste
projecto aconteceria, que as gentes de Viseu assumiam essa visão
estratégica para traçar e protagonizar contra todas as fatalidades,
injustiças, marasmos, resignações e “ameaças” hegemónicas este destino
comum, que o Estado entendia este investimento no conhecimento como
fulcral, já que a aposta na ignorância sai bem mais cara, pois o Saber
é, como nos mostram os tempos de globalidade, a irrevogável matriz do
verdadeiro Poder, que Universidade quererá Viseu oferecer ao País, à
CPLP e porque não à Europa?
Aqui chegados, teremos que ser
ambiciosos e com uma visão mais alargada na construção da «Catedral do
Conhecimento, do Saber e da Sabedoria», ao invés de mais uma «modesta
igreja» na versão do tipo «mais do mesmo»... Pelo que não me ocorre
melhor solução que plagiar o Dr. Fernando Paulo Baptista que, no seu
“Tributo à Madre Lingua” (na certeza de que perdoará o abuso pela
sincera estima e franca admiração que lhe dedico), nos oferece a solução
inovadora de um «Instituto de Altos Estudos» com áreas-chave de
intervenção, como por exemplo a área da reflexão
filosófico-espistemológica, antropológica e humanista, da formação
pós-graduada e avançada (doutoramentos e pós-doutoramentos), da
investigação integrada e da experimentação e aplicação
científico-tecnológica, só por si capaz de dar "a visibilidade e a
projecção” nacional e internacional que daí adviriam para a cidade de
Viseu, ao ser transformada num irradiante e polifónico centro português e
europeu de reflexão, formação, investigação e criação
científicio-cultural”, sem que fosse concorrencial com as demais
instaladas na região e em Portugal e, bem pelo contrário, fosse
complementar delas mesmas, porquanto o seu espaço de recrutamento serão
os alunos que ali finalizaram a sua formação ao nível da licenciatura e
dos próprios mestrados e no «Instituto de Altos Estudos» procurariam
aprofundar e cimentar os saberes já adquiridos em proveito individual e
da sociedade onde pelo valor do trabalho se quererão afirmar.
Perdoem
a análise simples e ligeira do tema, que o espaço de caracteres
disponível forçosamente condiciona para poder dar voz a outros, mas,
ainda assim, parece-me ter deixado matéria suficiente para reflexão e
para relançar o desafio aos políticos e gente influente de Viseu, para
que de novo nos façam acreditar e, como o poeta dizia, transformarem o
sonho em realidade! Não se deixem uma vez mais cair de novo no entrópico
buraco negro da demagogia e da hipocrisia política e sejam, como são a
maioria dos viseenses, ambiciosos e voluntariosos pela região e exijam
lá a «Catedral do Saber» e deixem-se lá de prometer capelinhas de fiéis
servos de ignóbil ignorância... Disso já temos que chegue!
21/10/2011
Despesa pública!
Escadinhas de Santo Agostinho... para quando a obra?
Crematório? Há interessados?
192 mil euros para os serviços de operação do funicular?
Termas de Alcafache - para quando a obra?
Net Freguesias... alguém conhece um destes pontos nas freguesias?
Uma história da Lusitânia
Artigo publicado no Jornal do Centro de 26 de Agosto:
A Lusitânia, na História Antiga, era o território oeste da Península
Ibérica onde viviam os povos lusitanos desde o Neolítico e que, a partir
de 29 a.C. com a conquista romana passou a designar a província cuja
capital era Emerita Augusta (actual Mérida). Considerada a origem
ancestral de Portugal, foi aí que pontuou o nosso ilustre antepassado
Viriato, um dos mais destacados líderes no combate aos romanos,
infligindo várias derrotas às tropas romanas na região da periferia
andaluza até ser morto à traição, tornando-se um mito da resistência
peninsular e um herói aclamado (mas pouco) ainda hoje na nossa Cidade.
A
Lusitânia da História Moderna, ao contrário da anterior, tanto quanto
se me é dado a perceber, consegue resumir-se em poucas linhas e, nelas a
glória e a exaltação dos valores maiores da Humanidade não servirá de
referência sendo que, estou em crer, mais que um historiador, um juiz
seria a pessoa indicada para refazer essas páginas da “estória”, dessa
que foi ou é, uma agência de desenvolvimento regional que executou
vários milhões de euros de fundos comunitários vaporizando-os em
projectos virtuais e outros tantos bytes digitais que o éter cibernético
se encarregou de evaporar, sem que deles fique vestígio ou lustre.
Mas,
vamos aos factos do que é público conhecimento para melhor compreensão
do leitor, deixando de lado o que “à boca pequena” se conta e que
resulta, na minha modesta opinião, da ausência de explicação séria e
transparente da gestão e actividade da Lusitânia, ADR até porque “à
mulher de César não basta ser, terá que parecer”.
A Lusitânia
constituiu-se como uma agência de desenvolvimento regional sob a forma
de entidade privada de direito público, sem fins lucrativos, com
objectivos de identificar problemas e oportunidades de desenvolvimento,
global e sectorial existentes na NUT III Dão-Lafões (15 municípios) e
NUT III (1 município) e tinha como áreas estratégicas de intervenção o
sector florestal, a sociedade da informação e a modernização autárquica,
em que os seus objectivos operacionais visavam entre outros, promover e
gerir projectos de desenvolvimento ou de promover a região e os seus
recursos, organização que a ter alcançado tais premissas, não deveria
ter sido alvo de noticias como aquela que, a 26 de Janeiro deste ano,
titulava no DN “Lusitânia – 25 milhões sem rasto”!
Segundo aquela
noticia desde 2002, que a agência terá contado com mais de 25 milhões de
euros provenientes de fundos comunitários, públicos e municipais para
desenvolver projectos para a sociedade de informação, que nunca chegaram
a ser concluídos, não se conhecem ou que não estão em funcionamento
sendo que aquela data só era conhecida a aprovação de um único relatório
e contas relativo ao ano de 2005, aquando a apresentação do programa
Viseu Digital, num projecto orçado em 12 milhões de euros. Destas
contas, e no âmbito desse projecto Viseu Digital, realçam-se os factos
de ter sido pago ao gestor executivo do programa um vencimento de mais
de 6900 euros mês, 3100 euros ao director financeiro colocado a meio
tempo, assim como gastos em compras de portáteis de 5000 euros ou de um
aluguer de um auditório, a um dos sócios da agência por cerca de 12 mil
euros dia. E aqui chegados fica a pergunta como é que apesar deste
histórico, pouco abonatório para a agência, o Governo do esbanjador
engenheiro, concedeu à Lusitânia o estatuto de utilidade pública, tendo
despachado em 2009, através da Presidência de Conselho de Ministros, a
alteração dos estatutos para assegurar uma gestão privada, facto que
nunca se terá verificado. E as questões e dúvidas sucedem-se como as de
saber porque razão só agora foram aprovadas as contas e relatórios de
gestão ou, o motivo porque os auditores insistem que só se pronunciaram
sobre os documentos que lhes foram apresentados dando a perceber que
haveria porventura outras realidades por apreciar, ou saber se algum
leitor já tropeçou nalgum dos 38 pontos de acesso á internet
disponibilizados pela agência, ou porque razão em 2005 a Câmara
Municipal de Viseu transferiu 217.724,00 euros, para efectuar os
pagamentos mensais correspondentes aos encargos comuns: da estrutura,
fundamentalmente os custos com o pessoal, do Portal Regional, Governo
Electrónico (...) e Data Center (deliberação de Câmara n.º 1452, de 29
de Dezembro de 2005) e se estes custos de pessoal apesar da agência
deter autonomia administrativa também foram suportados pelos demais
parceiros, ou o que é a Rede Regional de Desenvolvimento Sustentável que
orçou em 2,1 milhões de euros, ou onde estão os sites do Museu Virtual
de Grão Vasco e Almeida Moreira, ou os 13 sites ligados por fibra
óptica cujo investimento só no Município de Viseu foi de 215.384,30
euros, ou porque sendo a agência considerada sustentável financeiramente
em 2008 pelos auditores deixa de o ser nos anos seguintes, ou quem vai
ficar com os proveitos dos contratos celebrados com a Portugal Telecom
após 2010, ou quem vai resolver a problemática da divida da conta de
clientes, ou o que resultou dos "projectos implementados" para além dos 3
jantares que constam do programa Perspectivas de Desenvolvimento, ou
qual a aplicação prática de aplicações como o Sistema de Informação para
a Prevenção Florestal que terá custado 12 milhões de euros e onde se
pode verificar o seu funcionamento, ou para rematar, se tudo isto não
passa de meras suposições e elucubração de alguém de critica fácil
porque razão entenderam as autoridades abrir uma averiguação preventiva à
agência?
A Direcção veio em Fevereiro passado desmentir em
conferência de imprensa algumas destas irregularidades apontadas, dar
exígua e envergonhada resposta a outras tendo-se comprometido a divulgar
os relatórios de gestão e contas e demais auditorias facto que, meio
ano depois, veio a acontecer após ter sido alvo de várias referências em
editorial deste Jornal do Centro e motivo de perguntas ao Governo, por
parte dos deputados de Viseu das bancadas do CDS e do PS já que,
venha-se lá a saber porquê o PSD se arredou desta problemática e se
parece arrepiar cada vez que se toca na ferida! Corre na Internet uma
petição para que no retomar dos trabalhos parlamentares os nossos
deputados voltem procurar resposta cabal e transparente a estas dúvidas
pois, em último recurso, deles se espera a “eficiência” que se impõe a
todo agente público de realizar suas atribuições com clareza, perfeição e
honestidade funcional que não apenas com legalidade, exigindo
resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento
das necessidades da comunidade e de seus membros.
A não ser assim,
iremos perpetuando no tempo estas lusitanas histórias em que, para
gáudio de uns poucos a “coisa pública” se torna um “paraíso” e, para os
muitos outros milhares de contribuintes não deixa de ser um imenso
“inferno” que terão que sofrer no bolso e na alma por muitas gerações!
A novela da cidade!
Passatempo TVI:
A imagem acima retrata uma cena da novela da TVI
Remédio Santo, episódio de 19Out. Identifique os 2 actores da foto e
ganhará 1 semana de viagens grátis no funicular de Viseu!
Subscrever:
Mensagens (Atom)













