26/03/2020

Uma “solidariedade” de calças na mão

Resulta evidente que nada mais vai ser igual depois desta pandemia e, em particular no campo da economia há lições aprendidas a retirar, sob pena de a recessão e o abandono na região de Viseu vir a ser maior do que se supõe.

Usarei o exemplo positivo do IPV em parceria com outros politécnicos, no espaço de uma semana, por ter criado dois protótipos de ventiladores para tentar dar resposta à escassez destes equipamentos, face à pandemia da covid-19. A expectativa que ficou foi a de que algumas empresas se mostrem interessadas em avançar com um processo de licenciamento junto do Infarmed e a disponibilidade de fabricar os ventiladores em série. Quase uma semana depois não se adivinha que da iniciativa da engenharia resulte prática na medicina.

Da Associação Industrial não se ouviu uma reacção, dos Comerciantes também se resolverem a renda deste mês já fizeram algo, da Autarquia têm-se ouvido poemas e dos industriais do concelho nada se ouvirá até porque salvo raras excepções Viseu foi sempre padrasto com o sector produtivo do País.

O concelho como se vê pelo exemplo apontado tem conhecimento instalado mas precisará de apostar no futuro em indústria e agricultura para se tornar sustentável e conseguir em crises semelhantes dar resposta capaz e em tempo. Para isso precisará de outras lideranças, estas que nestas 4 décadas nos trouxeram até aqui estão infectadas com o vírus da incompetência.

Na primeira borrasca séria deixaram-nos de calças na mão!

22/03/2020

Medidas para um combate concelhio ao Covid-19

Estamos a viver tempos difíceis que trarão, nos próximos dias, semanas e meses, consequências dramáticas e profundas para todos e em especial para os mais idosos e para os que sofrem de outras patologias.

Muitos andaram durante tempo demais a insistir na ideia de que este vírus era mais que um catarro e menos que uma gripe, outros gozaram com o alarmismo de outros que afinal era realismo, e muitos outros, incluindo responsáveis e decisores ainda não perceberam o drama em que estaremos metidos durante os próximos meses. Ainda sonham realizar mais um casamento de São Mateus, estourar mais uns euros públicos em foguetes e foguetório mal o sol regresse e o calor mate o bicho.

Mas, enfim, não é tempo de discutir política nem de fazer contas, é tempo de cerrar fileiras, unir esforços e congregar vontades num combate desigual contra um inimigo invisível.

09/03/2020

As lealdades e deslealdades do PSD de Pedro Alves

Com 2021 a aproximar-se a passos largos, ano eleitoral autárquico, a nível local os actores políticos começam a colocar as suas peças no puzzle organizacional e a contar espingardas.

No início do ano assistimos às exéquias do CDS local que ditou no final uma concelhia demissionária e interina apoiada numa distrital que sufragou o candidato ideal para fazer com que o CHEGA venha a ter uma boa votação da militância centrista, a fazer fé nos quantos, ex-centristas, que não quiseram deixar de participar no jantar com André Ventura no passado mês em Viseu. Nesta ala da direita é pois, bem mais previsível que o CHEGA venha a obter melhor resultado, conseguindo apresentar uma lista capaz, que o CDS conseguir reerguer-se das cinzas.

No PS depois da concelhia onde a vencedora antes de o ser já o era pois teve o cuidado de queimar a concorrência, o que diz bem da democraticidade do processo, estão a caminho as distritais onde a escolha é entre o mau e o muito mau, de modo que nem vale a pena perder mais tempo com comentários. Tendo em conta o histórico, de profissionais da política, não é complicado adivinhar o que aí vem.

19/02/2020

CIMVDL, ser e parecer!

Atento às notícias da região vejo-me obrigado a revisitar o assunto da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões aka CIMVDL. De modo a evitar juízos de valor deixem que, desde já, assuma que não conheço pessoalmente ninguém naquela instituição nem nada me move contra os funcionários que ali prestam serviço. A minha critica, que vale o que vale, apenas visa as políticas e os processos que ali são desenhados. Sei, contudo, que as instituições são também as pessoas mas nessa perspectiva quem se sentir visado é bom que reflita na razão pela qual lhe assentará o barrete!
Dizia eu que revisito este tema porquanto em Maio de 2019 aqui nesta mesma plataforma digital apontava algumas questões sobre a CIMVDL e um ano depois tudo se mantêm na mesma rotina e, aparentemente, com o mesmo modus operandi. Afirmo isto tendo como pano de fundo a comunicação daquela instituição do Estado nas redes sociais onde podemos acompanhar e medir o trabalho e as politicas que têm conduzido nos últimos tempos.

03/01/2020

Polícia Municipal Viseu – Gerir a coisa pública como sua se tratasse…

A recente notícia sobre a situação da Polícia Municipal mostra que, perante uma oposição ciente do problema mas não sabe como o abordar, e um executivo que ausente do problema opta por o continuar a ignorar, nada de novo e de positivo poderá este importante elemento da segurança da cidade esperar em 2020.

Exonerado em Julho deste ano o anterior Comandante, num processo kafkiano mal explicado e que na base terá, segundo os rumores, a influência maquiavélica do marido da directora do Viseu Marca, a Policia Municipal está desde essa ocasião a ser comandada por um agente de 1ª classe, embora, ressalve-se bom profissional e exemplar cidadão.

Acontece que, e vem nos livros, a função comando numa organização policial (e não só) é, possivelmente, a sua característica mais bem definida. O comando define a linha de autoridade ao longo da qual as ordens, missões e tarefas são passadas, tanto dentro da instituição municipal como para outra na sua relação administrativa, funcional ou operacional, em que cada um dos seus elementos sabe exactamente para quem deve reportar ou coordenar. Em geral, os agentes da autoridade transmitem ordens apenas a um único subordinado (directamente abaixo dele) e recebe ordens apenas de um superior (directamente acima dele), e aquele que desrespeita a cadeia de comando está sujeito às punições previstas em regulamento.

16/12/2019

Se ainda lhe resta alguma honorabilidade suspende o mandato! É assim que se vêm os homens, os que o são!

Já lá vão uns bons anos desde que, por formação e dever de cidadania, e de tanta vez apontar o dedo ao que ia mal na cidade, que o poder instalado da Praça da República me fez “malhar com os ossos no Tribunal”.

Nessa altura, a Justiça depois de vencida na 1ª instância pelo compadrio local ganhou a batalha na Relação, arquivada a queixa acabando por dar um bigode ao queixoso e eu a chorar o muito dinheiro gasto no contencioso, o meu que tirei da boca dos meus filhos e o público que o autarca usou dos cofres camarários. Os acólitos e os apaniguados esses não esperaram pela presunção da inocência e rapidamente trataram de ignorar o meu percurso como cidadão e profissional julgando-me na praça. A vida dá muita volta e o karma é fodido!

Menos treta, mais obra! Menos município, mais Viseu

Aproxima-se mais uma discussão do orçamento municipal e das chamadas grandes opções do plano para o ano de 2020.

O panorama actual da situação financeira da autarquia, pese os esforços reiterados do gabinete de propaganda da edilidade em negar sistematicamente a realidade, o facto é que números são números e até na contabilidade da mercearia, se as despesas são superiores às receitas, o resultado é negativo.

Sendo preocupante o descalabro do estado das contas do município, mais ainda o é porquanto não se vislumbra resultado palpável dessa incompetente gestão. Quase 100 milhões de euros ano são executados sem que obra se registe, sem que a vida dos viseenses melhore significativamente em consequência da despesa pública. Não será a “modernaça” casa de banho dos canídeos ou as inúmeras e imersivas experiências do marido da directora do Viseu Marca a fazerem a diferença na vida dos viseenses. Quando muito preenchem-na, ao mesmo tempo que alimentam um séquito instalado à volta dessa municipalização da vida pública, mas não a tornam sustentável sem esse peso no bolso dos contribuintes viseenses.

E a despesa a crescer, a crescer, a crescer…

O Alexandre Azevedo Pinto colocou na sua crónica uma tabela que sistematiza os valores de Receita e de Despesa executados em cada um dos anos entre 2014 e 2018 pela autarquia de Viseu e que mostra que a Despesa está a crescer a um ritmo 3 vezes superior do que aquele a que a Receita cresce.



Como não tardará muito a que o gabinete de propaganda do Rossio venha explicar que os números estão ao contrário acrescento aqui a mesma leitura em gráfico para que poucas dúvidas fiquem nesta matéria.


É fácil de perceber que quem governa assim uma casa não pode continuar a merecer a nossa confiança.

31/10/2019

Mais palavras para quê? É um executivo pelas horas da agonia…

O método é mais batido que a bisca lambida. Foi assim com o Conselho Estratégico, fóruns e workshops do Viseu Primeiro, do Viseu Faz Bem, repetindo-se agora no Viseu 2030. Muita retórica, pouca concretização, muita comunicação, pouca realização, muita parra, pouca uva.

O que tem sobrado em marketing tem faltado em realidade, o que tem sobrado em despesa pública tem faltado em retorno económico, o que nesses eventos tem sobrado em hipocrisia tem faltado em verdade.
Em suma, tem sobrado éter e faltado oxigénio!

Se se recordam, por exemplo, do “Viseu Primeiro 2013/2017”, que visava “validar a visão de uma Cidade-Região competitiva e aberta ao mundo e uma comunidade inclusiva e a marcar o país”, logo na primeira reunião o autarca saudava a “a convergência estratégica e a vitalidade das forças-vivas de Viseu, um pulmão social, económico e científico para concretizar a visão que temos e dar um salto de desenvolvimento centrado nas pessoas, na economia e na cultura”.

O palavreado decorado pelo executivo, engrendado pelo marido da directora do Viseu Marca, propagandeado vezes sem conta, que apontava para “a concretização de políticas urbanas de eficiência e inovação energéticas e de atracção de indústrias criativas, assim como a criação de um plano anual de eventos de cultura, economia e marketing territorial, com dimensão nacional e internacional” culminou num mandato preenchido de foguetório, festas e festarolas com vinho e petiscos para os amigos, sendo que o resultado está à vista no agravamento muito significativo das condições económicas bem patente no Anuário Financeiro dos Municípios de 2018.


Viseu é o município de dimensão média nacional com pior equilíbrio orçamental e em termos de resultados económicos é o décimo com pior desempenho, com uma progressiva degradação dos resultados ao longo do mandato.

14/10/2019

Viseu: prostituição e droga?

Há temas que os políticos evitam abordar como é o caso, da droga, prostituição e contrabando. Sabe-se sempre como entrar no problema, mas desconhece-se a solução e a única certeza é que não se sairá bem de modo que na dúvida todos procuram ignorar esses dramas sociais.

As actividades ilegais como as citadas representaram 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal em 2018, o que corresponde a 804 milhões de euros, aproximadamente. Estas actividades passaram a ser contabilizadas desde 2014, quando a União Europeia decidiu que os seus Estados-membros deveriam conhecer o peso real das actividades ilegais, criadoras da chamada economia paralela.

Os valores em causa só por si já dão um panorama da dificuldade de combate a estas infecções sociais. Não dão votos, logo não interessam! Se nalguns países europeus estas actividades já se encontram legalizadas e regulamentadas, como o caso da prostituição nos Países Baixos, Alemanha, Áustria, Suíça, Grécia, Turquia, Hungria e Letónia, ou da diferenciação da droga em termos medicinais nalguns países, o facto é que na maioria o que vinga é a proibição, pelo que a necessidade de supervisão e controlo é indispensável sob pena de se tornar um flagelo social.

24/09/2019

Viseu – prevenir o acidente

Viseu é uma cidade segura, bem cuidada e estruturalmente organizada, mas, há sempre um mas, o diabo disparou uma tranca e não há modelos perfeitos mas tão só ideais.

Vem isto a propósito da necessidade de particulares e entidades públicas olharem para os seus espaços de intervenção e sociais como áreas nunca acabadas onde a manutenção, a prevenção e a responsabilidade têm que ser uma constante.

Vamos a casos práticos, um privado e outro público, para melhor percepcionarmos a questão.

Na Avenida Alexandre Herculano, junto à estação de serviço, o muro de separação ali existente, que creio pertencente ao espaço do Hotel Grão Vasco, não protege nada nem ninguém do perigo de acidente. Um invisual ou uma criança mais eufórica e distraída poderá de repente ver-se em grave risco de vida pois a altura da queda é superior a 5 metros, como se pode entender pelas fotos seguintes.

23/09/2019

Fernando ou João? Talvez João ou Fernando...

Estamos a 2 semanas da data das eleições legislativas e os dedos das mãos não chegam para as alternativas que se apresentam aos viseenses, mas apesar disso é fácil adivinhar que o acrítico eleitorado e a bipolarização da politica irão centrar a maioria das escolhas entre PS e PSD.

Tem sido essa a norma e portanto é fácil antever que no dia 6 à noite o anúncio da vitória será feito por Fernando Ruas ou João Azevedo.

Em muito iguais e em tudo diferentes, estas eleições apresentam de um lado Fernando Ruas, PSD, ex autarca e viseense do outro João Azevedo, PS, ex autarca e mangualdense. Se a diferença de idades os afasta pois são quase 3 décadas que os separa, já no campo da experiência não estarão longe um do outro. Autarcas com provas dadas e registos positivos dirá de sua justiça Fernando o que João repetirá pelo outro.

31/08/2019

Aqui só se sabe criticar, dizem!

Para que não digam, como alguns ainda hoje o fazem, que só critico por criticar aqui deixo uma solução para a resposta à questão que ontem o PS Viseu levantou na sua acção de campanha no Montebelo. O mundo mudou, o interior está cada vez mais abandonado e ostracizado e ao contrário da tia loura Ana que como solução aponta para “vivermos com pouco e no interior nos contentarmos com o que temos” a alternativa é não nos resignarmos, arregaçar as mangas e seguir uma estratégia diferente daquela que nos trouxe até aqui.
Assim, antes de mais, é necessário “vender o interior, vender a região”. Para isso, há que:

1) Planear: é preciso estudar a região e analisar as possibilidades dos segmentos de empresas e indústrias que poderão ser atraídos; olhar os mercados modernos, apontar as novas tendências e de seguida decalcar para a região;

2) Infraestruturas: as empresas procuram por cidades que ofereçam a infraestrutura necessária, como tratamento de água, rede de saneamento, fibra óptica, estradas e energia eléctrica que chegam até as empresas, estação ferroviária, rodoviária e aeródromo para a capital e outros;

3) Logística: muitas empresas e indústrias escolhem aonde irão abrir suas filiais pela localização;

4) Mão de obra: caso a empresa precise de mão de obra qualificada, é preciso ver se a cidade terá pessoas que ofereçam esses serviços. Senão é preciso antecipar e procurar por parcerias com ensino superior, escolas profissionalizantes, imigração, etc;

23/08/2019

Crítica Social do Dia - Sobre a Amazónia

1- São incontáveis os suspeitos dos incêndios na floresta amazónica. Quase tantos quanto os inocentes dos incêndios de 2017 por terras lusas. Tal crime ambiental no Brasil só tem correspondência com a impunidade praticada em Portugal.

2- Mais crime ambiental é cortarem árvores para se fabricar pasta de papel, mais tarde usada para se produzir e imprimir o Diário da República, com todas as asneiras que lá vêem sendo escritas em forma de leis, muitas delas contra essas mesmas árvores.
É um sacrilégio terem de derrubar árvores para depois se escreverem as tolices que os nossos governantes dizem.

3- Por Viseu urge proteger a mata do Fontelo, cousa tão urgente quanto prevenir a desflorestamento da Amazónia. Aliás Amazónia e Fontelo são parecidas: Ambas tem índios, com um senão porém: os da primeira protegem-na, os de cá destroem-na.
Para concluir, dizer que em terras da Beira, este ano, miraculosamente ainda não tivemos incêndios como os Amazónia, mas temos Seats Ibizas que é quase a mesma coisa.

PHE

Crítica Social da Semana - Faz sentido!

A existência, ao ser temporária, não tem sentido! Estamos todos condenados. Pior, nada interessa, e assim, como Michel Foucault afirmava, a vida é um absurdo.
Revejamos pois os absurdos desta semana:

1- Governo manda ACT inspecionar Ryanair porque supostamente “estava a substituir os grevistas por trabalhadores de bases estrangeiras”.
Isto depois de, na semana passada, o próprio governo substituir os motoristas em greve por soldados e agentes da polícia.
Faz sentido...

2- O mundo chora o crime ambiental provocado por incêndios sem fim na Amazónia.
Enquanto isso, por Viseu abatem-se árvores e a Mata do Fontelo continua votada ao abandono.
Faz sentido...

3- O festival aéreo ViseuAirRace foi cancelado. Segundo a vereador da cultura, Jorge Sobrado, por não haverem patrocínios, mantendo a ambição de um dia o mercado o proporcionar.
E se Deus quiser as eleições.
Só assim fará sentido...

4- O presidente Americano quer comprar a Gronelândia.
Não faz sentido!
Mas já faria comprar Portugal. Eu vendia-lhe a minha parte. A preço de saldo. Mais desconto lhe faria se incluísse também as criaturas que nos governam.
Sem elas, não faria sentido!
Puro absurdo!

PHE

19/08/2019

Crónica Social da Semana - Lusitano FC

Finalmente foi encontrado o substituto de Seixas na Concelhia do PSD: António Loureiro. Isto a julgar pela maneira como as comadres se zangaram no jantar de aniversário do Lusitano FC.

Sem saber, AH cavou a sua sepultara e entregou de bandeja a sua sucessão ao Presidente do Lusitano, para desgosto de quem, em delírios de grandeza, ainda se julgava nessa premissa, prelados e encapotados incluídos.

Pela maneira como enfrentou o edil, António Loureiro não só está de parabéns, como também está de caminho livre para uma ascensão de sucesso. Nem duvido que o povo vai reconhecer o feito e atrevimento, transformá-lo em votos, e tomá-lo como líder, entregando-lhe a víria.

Há muito que precisávamos quem pusesse a criatura no sítio. Em sentido.
Parabéns pela atitude. Ganhou a minha simpatia, atenção e admiração. É este tipo de gente que merece que se lhes agite bandeiras e cole cartazes.

Sobrado celebrou a missa.
Mas António Loureiro não diz amém

PHE

12/08/2019

Crónica Social do dia - Absolutismo

1- Segundo a primeira página do jornal Correio da Manhã, “António Costa ameaça grevistas com prisão”. Isto num país onde a separação de poderes é nublosa. Além do péssimo serviço com que tem brindado o país no poder executivo, o Primeiro-ministro quer agora também prestar um terrível serviço no poder judicial, naquilo que poderá ser entendido como o ensaio do regresso do absolutismo a Portugal.

2- Ainda segundo a primeira página do Correio da Manha, “Polícia e GNR com ordem para não deixarem incólume violação à lei”. Isto num país onde grassa a corrupção e o nepotismo. Mas compreende-se que seja tudo mais do mesmo, com dois pesos e duas medidas: Sócrates, Salgado, Oliveira e Costa riem-se com os jerrycans atestados; Os motoristas sofrem...

PHE

27/07/2019

Viriatum Vissaium

O Santuário de Nosso Senhor Viriatum fica situado na Praça Vissaium, na freguesia de Santa Bárbara, concelho do Almeida, diocese e distrito de Viseu.
Diz a lenda que, em 1392, um parolo de 12 anos minorca de nascença, introduzindo-se por entre as fendas das muralhas, aí encontrou uma linda imagem do guerreiro, que ali teria sido escondido há mais de quinhentos anos por evangélicas fugindo a uma perseguição.
A devoção e todo o carinho que o menino dedicou à imagem, valeram-lhe especial protecção divina que por milagre lhe concedeu o dom da vereação.
Depressa se divulgou o feito, originando uma crescente afluência de peregrinos, jamais interrompida até aos dias de hoje. Promessas, pedidos de subsídios e garantias de voto são o dia a dia.
Os primeiros devotos prepararam um santuário imersivo cheio de luzinhas e bolinhas onde entronizaram a imagem, construindo ao lado uma pequena casa de banho.
Daqui partiu a devoção para os mais variados pontos do país e do mundo, chegando à concelhia laranja e ao Santo António à Lapa. No próximo mês serão mais de um milhão os visitantes do Santuário

25/07/2019

Crónica Social da Semana - Bruxas

1- Não é fácil nos dias de hoje ser-se uma árvore em Portugal. Ardem por todo o país. Por Viseu, como este ano ainda cá não houve incêndios, cortam-nas com moto-serra. Para compensar, e simular o fumo, fazem corridas de Seats Ibizas.

Lembro-me que a minha avó tinha, em cima da televisão, um daqueles galos que adivinham o tempo, que me intrigavam e irritavam imenso por nunca falharem as previsões. Deviam fazer desses brinquedos para os incêndios. Como a coisa é tão certa, era negócio garantido, para mal da Bruxa Maia, que corria o risco de ficar sem emprego.


Tal como as bruxas, também ser-se incendiário é uma profissão de sucesso em Portugal. Vale-nos que seja um trabalho temporário.

2- A Câmara concessionou os parques para automóveis da cidade por quase 5.5 milhões por 30 anos a troco de um retorno de 25%... ou seja, é menos de 1% ao ano. Estranho o estado cobrar tão pouco, tendo em consideração o que nos leva em IVA, IRS, IRC, e outros. Cobrar 0,83% se não é milagre, só pode ser mau negócio, ou bruxedo.

3- A atleta Rosa Mota visitou um militar amputado às duas pernas num acidente. Faz sentido... se foi para meter inveja, enquanto mostra as medalhas que ganhou pela rapidez com que dava às... pernas.

Dar às pernas é também o que os agora chamados Bombeiros Sapadores (é mais chique) vão ter que fazer, assim que haja uma emergência no centro da cidade, tendo em conta que o novo quartel fica no aeródromo. Vir no velhinho UMM até ao Rossio, demora uma eternidade, e se entretanto não avariar, ou cair de podre pelo caminho, quando chegar, já a emergência se extinguiu, como que por magia ou bruxedo.

5- Aguardam-se explicações oficiais do Presidente da Câmara para a demissão do Sr. Comandante da Polícia Municipal. As oficiosas já as sabemos, e são indecorosas! Faz pensar se a Bruxa Maia não precisará de exorcizar alguém.
PHE

23/07/2019

Crónica Social do Dia - Sobre os Incêndios

1- Estando mais uma vez o país a arder, logo veio o governo desculpar-se com os artefactos explosivos encontrados, e com a possibilidade de mão criminosa nos incêndios. Mais do que um problema de como os incêndios começam, temos um segundo problema de não os conseguirem apagar. O governo tenta fazer-nos crer nas responsabilidades dos primeiros. A história recente leva-me a acreditar nas incapacidades dos segundos.

Independentemente das causas dos incêndios, está a incompetência dos governantes em acabar com eles, só superada pela nossa capacidade em continuarmos a acreditar nas criaturas, nelas votarmos e com elas tirarmos selfies.

2- Ao contrário do que a propaganda do Rossio apregoa, a maior riqueza do concelho de Viseu não está no turismo. Muito menos estará no vinho. Os maiores activos de toda a região são os recursos florestais. Precisamente os mais desprezados e negligenciados. Urge que o Município crie e adopte medidas de alavancagem, incentivo, promoção e estímulo em relação à floresta, sua exploração e protecção.

3- O governo anunciou que as Forças Armadas vão destacar 20 militares (uma imensidão) e quatro máquinas de rasto para apoiarem na abertura de caminhos que facilitem o acesso de operacionais que combatem o fogo. A questão é se isso já não deveria estar feito à muito, até por uma questão de prevenção estrutural.
A fronteira entre negligência e dolo é aqui muito ténue...

PHE