02/03/2021

A vandalização do Mercado 2 de Maio

A arquitectura é uma das disciplinas mais relevantes na história da humanidade, com a sua função primordial de criar abrigos para proteger o ser humano, as actividades desencadeadas por este e alojar as suas memórias. A par do urbanismo que agrega as diversas singularidades arquitectónicas independentemente das escalas, a arquitectura constrói cidade, preserva património oferece identidade e sentido de pertença aos habitantes da sua urbe.

A memória colectiva, associa-se aos espaços de forte identidade, que ocupam os espaços centrais da cidade, onde o frenesim diário da mobilidade, a par da vida económica, também contribui para a afirmação da monumentalidade dos centros históricos.

O Mercado 2 de Maio, insere-se em todos estes aspectos, com uma implantação favorável no tecido urbano denso da cidade histórico. Fronteiro ao eixo, pedonal de ligação entre o centro administrativo (Rossio), transição e enquadramento e transição visual entre a cidade e os arredores - a rua Formosa. Bem com um eixo de ruptura rectilíneo de confortável transposição da orografia que contrasta com os restantes arruamentos de origem medieval - a rua do Comércio.

28/02/2021

As atitudes ficam com quem as toma!

Em memória do Capitão Almeida Moreira que sempre denunciou os atentados urbanísticos e arquitetónicos da nossa cidade e, a quem tanto devemos da valorização do património viseense, razão pela qual a História lhe reserva ainda hoje lugar eterno, deixo aqui a imagem dos eleitos (deputados municipais e presidentes de junta) que também ficarão coniventemente ligados à história citadina pelo oposto: por um grave e inadmissível atentado patrimonial e urbanístico, para usar as palavras de Dalila Rodrigues e Odete Paiva (directora do Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém e directora do Museu Grão Vasco, respectivamente) que subscrevo sem reservas!

Entristece-me muito até porque neles se encontram amigos e pessoas que prezo e estimo, mas que num momento fulcral da nossa cidade, enquanto colectivo, foram incapazes de se desligar das lógicas partidárias, dos interesses instalados e da constrangedora protecção do executivo, ao invés da defesa do superior interesse do eleitorado que os elegeu e dos viseenses, que lhes mereceria tal elevação ética e moral.
Serão ainda no tempo co-responsáveis da gestão danosa do município ao terem aprovado um empréstimo a ser pago pelos nossos filhos e netos em nome desse mesmo atentado arquitectónico ambiental e urbanístico que a cidade alguma vez já viu!
Infelizmente, a história de Viseu se lembrará deles pelas piores razões!



23/02/2021

A cobertura da obra ou a obra da cobertura!

A 14 de Maio de 2020 a autarquia de Viseu adjudicou a obra da cobertura do Mercado 2 de Maio à empresa Embeiral.

A 28 de Maio de 2020 na página oficial da empresa a Embeiral Construction dava nota de avançar com mais um forte investimento na sua empresa EMBEIRAL STEEL por forma a reforçar ainda mais a sua capacidade de resposta e capacidade produtiva na fabricação e montagem de estruturas metálicas, com o inicio dos trabalhos da sua nova unidade de produção em Vouzela, na zona industrial de Vasconha, com 4500m2 de área de produção. Um investimento de cerca de três milhões de euros que se espera esteja concluído até ao final do presente ano!




Dias depois a 18 de Junho de 2020 a empresa dava nota que “a obra da Cobertura do Mercado 2 de Maio e espaços envolventes, para o Município de Viseu, foi adjudicada à Embeiral Construction, através de concurso público, pelo valor total de 4,3 Milhões de euros. Uma obra emblemática na Cidade de Viseu com elevada exigência técnica, que muito nos honra.
Empreiteiro Geral: Embeiral - Engenharia e Construção SA
Instalações Técnicas : Embeiral Técnica Lda
Estruturas Metálicas : Embeiral Steel Lda





22/02/2021

Mercado 2 de Maio - contra factos... venham de lá os argumentos!

 Em 12 de Dezembro de 2008 é constituída a POLIS INVEST - INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. - NIPC: 508806500 com sede na Rua Miguel Bombarda, n.º 13 - 1.º H, curiosamente a mesma morada do escritório da esposa do autarca viseense.


São à data administradores administradores da empresa

- António Joaquim Almeida Henriques - (Renúncia em 16-06-2009)
- António Carlos Marques Lemos - (Passa a Presidente em 26-10-2009)
- José Manuel Barata Pinheiro Chambino -
- Pedro Manuel Correia de Rodrigues Filipe - (Renúncia 30-06-2009)
- José Manuel da Silva Couto - (Renúncia 18-05-2009) É hoje o Presidente da Vissaium.
- José Miguel Bento Dias Ferreira – (Entra como vogal 26-10-2009)
- Aldina Neves Coimbra Lemos – (Entra como vogal 26-10-2009)
Em 15-12-2009 a sociedade altera a designação para Polis Invest SGPS, S.A. com um capital social de 2.500.000,00 €. Mantêm-se António Carlos Lemos em representação da acionista Embeiral- Gestão e Imobiliária, S.A. e José Manuel Barata Pinheiro Chambino em nome da acionista Chambino Capital SGPS, S.A.
Em 18 de Dezembro de 2009 foi alterado o pacto social da empresa, segundo o qual a empresa passa a ter um capital social de 4.100.000,00 € os acionistas signatários são:
- Embeiral Gestão e Imobiliário S.A. NIF/NIPC: 504564684
- Erínias – centro de estética e saúde soc. Unip. Lda.
- World Forum, Lda.
- Healthways SGPS, S.A.
- Chambino, Lda.
- Chambino Capital, SGPS, S.A.
Em 22-09-2010 José Manuel Barata Chambino é destituído do cargo de Administrador
Em 20-06-2012 são designados os órgãos sociais para o quadriénio 2012-2015:
- António Carlos Marques Lemos
- Aldina Neves Coimbra Lemos
- José Miguel Bento Dias Ferreira
Em 22-03-2016 ocorre novo aumento do capital social para 7.000.000,00 € (seria interessante junto da conservatória do registo predial verificar a quem pertencem as ações)
Em 27-04-2018 sai Dias Ferreira e fica apenas o casal Aldina e Carlos Lemos no Conselho de Administração.
Em 03-01-2019 a sociedade passa a designar-se Embeiral Vida SGPS, S.A.
Daqui fica claro que Almeida Henriques e os actuais gerentes da Embeiral já existiu uma relação societária! A quem foi adjudicada a obra do Mercado? Adiante…

A mulher de César...

A Viseu Novo - Sociedade de Reabilitação Urbana é uma empresa do Município de Viseu, que surge com um grande desígnio, promover a revitalização social, física e económica de zonas emblemáticas da cidade e que constituem a Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Viseu (Aviso n.º 12815/2019, de 9 de Agosto).


No âmbito das suas competências assinou um contrato de aquisição de serviços por ajuste directo (Artigo 20.º, n.º 1, alínea d) do CCP) para a prestação de serviço com vista à elaboração da Operação de Reabilitação Urbana para a ARU de Viseu com a Associação - Observatório Económico e Social das Autarquias Locais OESAL (513349804) por um valor de 17.500,00 €.

20/12/2020

O CHTV merece o apoio de todos!

 Poucos serão os viseenses que não tenham uma divida de gratidão para com o CHTV. Muitos acrescentarão a isso também uma critica negativa, mas é só até ao dia em que tenham que recorrer em último recurso àquele serviço. Pessoalmente, os meus filhos mais novos foi ali que viram o mundo pela primeira vez, foi ali que acorri em aflição pensando que a vida ia acabar e renasceu a troco de uma vesícula e ali acorro quando a falta de saúde assim obriga. É ali que encontramos excelentes profissionais, desde o corpo clínico aos voluntários hospitalares passando pelo pessoal de enfermagem, auxiliares e funcionários das diversas áreas de apoio. Não há instituições perfeitas é facto, mas foi ali que durante os últimos anos os gestores hospitalares Alexandre Ribeiro, Ermida Rebelo e Cilio Correia, emprestaram um humanismo ao serviço que o cotou como um dos melhores a nível nacional. A nova equipa de gestão tem igual desafio pela frente a que soma os difíceis tempos de combate ao Covid.

Os recursos humanos disponíveis não estão blindados nem ao vírus nem ao cansaço do combate diário, os equipamentos e os consumíveis são perecíveis, os orçamentos curtos face às necessidades e a única coisa que não mudam são os doentes, todos os dias acorrem ao CHTV. Há dias chamou-me a atenção a preocupação da gestão em humanizar os serviços, através de uma nova candidatura do Sistema de Apoio à Modernização Administrativa (SAMA) através do projecto DIR@CHTV- Desmaterializar, Integrar e Robotizar. É importante, mas no momento não passa de um projecto de intenção. Há todo um caminho a percorrer para tornar isso realidade, até que essa facilidade melhore a vida aos utentes, familiares e profissionais.

10/11/2020

A gestão da crise pandémica em Viseu tem sido “pandemónica”

A experiência da primeira vaga desta pandemia com início em Março e a própria História permitem tirar algumas lições e a primeira é a certeza de que não dura para sempre, iremos vencer mais este desafio.

É provável que a doença Covid-19 continue a existir, mas irá surgir um momento em que deixará de ter condições para se propagar de forma tão contagiosa e passará a ser mais uma circunstância do quotidiano.

Outra lição é de que existirão efeitos secundários de dimensão, quer do ponto de vista social quer económico, e não havendo tratamentos milagrosos tudo o que a governação pode fazer é tentar minimizar estes impactos.

Se alinharmos pela ideia dos negacionistas de que “isto é só mais uma espécie de gripe”, o impacto na economia não deixará de ser negativo e mesmo os que atiram com o modelo sueco para a frente, se tiverem alguma seriedade intelectual constatarão que a Suécia tem um mau resultado na saúde – com quase seis vezes mais mortos por milhão de habitantes do que a vizinha Dinamarca, por exemplo – e na economia o panorama também é mau com o PIB sueco a cair no segundo trimestre de 2020 de 8,6%.

É evidente que não temos economia capaz de aguentar um novo confinamento geral como o de Março e o Estado não tem capacidade para suportar as famílias e as empresas durante esse tempo e portanto, teremos que encontrar um ponto de equilíbrio entre manter escolas e comércio aberto, as empresas e os restaurantes, a agência bancária e o barbeiro, os cafés e os ginásios, etc., mas com a garantia de manter os locais higienizados e arejados, as pessoas fisicamente distanciadas e protegidas com máscara e mesmo assim assumir que haverá sempre risco.

Contudo, combater a pandemia e manter a economia a funcionar ao mesmo tempo é uma falsa dicotomia e haverá sempre prejuízos a lamentar, e na minha modesta opinião de humanista convicto, o que é mau para a saúde é no curto prazo péssimo para a economia. Perguntarão então, o que fazer? A solução passa por ser proactivo e preventivo, tomando em tempo e oportunidade as medidas necessárias para combater a propagação da doença, para evitar a perda de mais vidas e da economia cair ainda mais e mais tempo demorar na recuperação.

A gestão da crise pandémica em Viseu tem sido “pandemónica”, quer pela omissão e inaptidão das medidas do executivo, quer pela incompetência e falta de visão do autarca local secundado pelo silêncio cúmplice da autoridade de saúde, ou até pela ignorada figura do coordenador regional do centro no combate ao SarsCov2.

07/11/2020

Os serviços municipais da Câmara de Viseu – Um retrato de instabilidade

É um lugar comum afirmar-se que os Recursos Humanos (RH) são fundamentais para o prosseguimento da missão e dos objetivos de qualquer organização, seja ela pública ou privada. 

Nas Câmaras Municipais, enquanto órgãos executivos, a Gestão Estratégica dos Recursos Humanos torna-se um investimento necessário para a melhoria contínua na prestação de serviços públicos. Isso, tendo em conta que a descentralização de competências da Administração Pública Central, para as Autarquias Locais, acarreta um aumento de responsabilidades e requer maior capacidade de resposta às demandas sociais. Uma gestão da Administração Local não exige apenas uma outra racionalidade económica e passa também por uma mudança de postura na Administração Autárquica, visando um Serviço Público de qualidade com eficiência, eficácia, economicidade e flexibilidade, sendo fundamental a inovação através da criação de novas condições de interação entre a tecnologia e as dimensões sociais, económicas e culturais, tendendo a uma desburocratização dos serviços e aproximação aos cidadãos.

É ainda necessária, uma restruturação que melhor responda à satisfação das necessidades dos munícipes e ao nível operacional ou técnico, é preciso novas técnicas de gestão dos recursos, sendo que no tocante aos RH há que se olhar para os problemas relativos à motivação, avaliação, remuneração e produtividade. Posto isto e atento ao que aqui neste jornal se adiantou em matéria de RH na autarquia viseense, é notório que o actual executivo denota uma total insensibilidade para esta área essencial na gestão e em especial ao longo do último mandato tem-se sentido uma silenciosa instabilidade na organização dos serviços municipais, com desconfiança pública e dado a queixas sistemáticas.

Ocorreram mudanças com múltiplos ajustamentos na orgânica dos serviços municipais, que já deviam ser percepcionadas nas intervenções urbanas (obras públicas) e na prontidão e rapidez das respostas, bem como no atendimento às iniciativas dos munícipes. Mais evidente isso se torna quando é o próprio autarca a reconhecer a ineficácia de áreas como o Urbanismo e a denegrir o serviço dos seus técnicos, esquecendo até na pressa de arranjar desculpas do facto na má gestão dos seus antecessores (e não é displicente essa crítica), que a responsabilidade última é sempre de quem manda.

Não há por princípio na autarquia de Viseu maus funcionários, o que pode haver é uma má gestão dos RH que leva a que alguns se escondam nesse facto. Já Camões dizia que “um fraco rei faz fraca a forte gente” (III-138) e portanto, poucos viseenses desconhecem as verdadeiras causas de os funcionários da autarquia não serem tão diligentes e profissionais como gostam de ser e são capazes de fazer!

21/10/2020

Viseu Vírus Zero – Uma proposta, 25 medidas!

Perante o cenário que se avizinha o concelho de Viseu devia adoptar um comportamento proactivo de defesa e desde já estudar a melhor forma de combater a 2ª vaga do Covid-19 contribuindo para a saúde da população em geram e dando um contributo sério e um apoio adicional no esforço nacional para evitar o colapso do sistema de saúde em especial no CHTV. Muitas destas responsabilidades cabem ao governo central mas em tempo de pandemia e de urgência não podemos ficar à espera da decisão de Lisboa. Em Viseu terão que ser os viseenses pelos viseenses.

Assim, salvo melhor opinião, fica para quem a quiser entender como sua a proposta de trabalho abaixo cujo objectivo é o de focalizar entidades, empresas e cidadãos no combate ao SARS-COV2 e reunir esforços concentrando recursos para um combate mais efectivo à 2ª vaga do vírus tornando Viseu um concelho de casos zero!

 

Importa uma vez mais, esclarecer, sensibilizar, organizar e normalizar todos os agentes no processo de decisão e de comunicação por forma a que todos os viseenses, da freguesia à cidade, saibam:

• Interpretar os conceitos básicos da pandemia,

• Identificar os sinais e sintomas, vias de transmissão e período de incubação,

• Interpretar o modo de diagnóstico da doença e o tratamento e os factores de risco;

• Identificar as medidas de prevenção geral e no local de trabalho face à COVID-19;

• Definir as medidas de higiene a implementar no dia-a-dia e no local de trabalho.


20/10/2020

A politica da rolha!

Está instalado um regime persecutório no Rossio, uma atitude intimidatória e lesiva da democracia que visa impedir o exercício da liberdade de expressão por parte dos viseenses e que ocupa hoje os gabinetes do executivo viseense a julgar pelos acontecimentos que correm pela cidade.

Não é de agora a ameaça que o autarca fez publicamente aos vereadores da oposição de que ainda irão “malhar com as costas na Justiça” coagindo a sua acção política para a qual foram, tal como ele, eleitos.

Nesta matéria a curiosidade na cidade de quem será o primeiro a ir malhar com os ossos no banco dos réus mantém-se!

Não é de agora e tiveram um bom mestre, tendo ficado famosa a incitação à violência sobre os fiscais do ambiente para serem corridos à pedrada ou até, no caso pessoal, a litigância de má fé que o então autarca me moveu ao longo dos seu último mandato, incomodado com a critica politica, dado que nos primeiros nunca se sentiu ofendido nos passeios por mim organizados ou com o pão alentejano que tanto prazer me deu poder trazer das planícies do amarelo trigo. Outros tempos que ainda assim me obrigaram a tirar do bolso o que seria para os meus filhos em defesa do meu bom nome e que só a Relação de Coimbra absolveu, dado que em Viseu o compromisso e o medo ditaram o desfecho esperado.

Neste combate à semelhança do que soube agora estar a acontecer com um amigo, as armas não são as mesmas. De um lado está uma poderosa máquina de advogados pagos a peso de ouro pelo erário público e do outro um cidadão anónimo que retirará do rendimento do seu trabalho os custos judiciais e o patrocínio casuístico para não ser imolado na praça pública por aqueles, os mesmos, que detêm uma brutal máquina de comunicação que vigia, filtra, fiscaliza, no novo léxico do “dono disto tudo”, o que esse cidadão expressou nas redes sociais.