12/08/2019

Crónica Social do dia - Absolutismo

1- Segundo a primeira página do jornal Correio da Manhã, “António Costa ameaça grevistas com prisão”. Isto num país onde a separação de poderes é nublosa. Além do péssimo serviço com que tem brindado o país no poder executivo, o Primeiro-ministro quer agora também prestar um terrível serviço no poder judicial, naquilo que poderá ser entendido como o ensaio do regresso do absolutismo a Portugal.

2- Ainda segundo a primeira página do Correio da Manha, “Polícia e GNR com ordem para não deixarem incólume violação à lei”. Isto num país onde grassa a corrupção e o nepotismo. Mas compreende-se que seja tudo mais do mesmo, com dois pesos e duas medidas: Sócrates, Salgado, Oliveira e Costa riem-se com os jerrycans atestados; Os motoristas sofrem...

PHE

27/07/2019

Viriatum Vissaium

O Santuário de Nosso Senhor Viriatum fica situado na Praça Vissaium, na freguesia de Santa Bárbara, concelho do Almeida, diocese e distrito de Viseu.
Diz a lenda que, em 1392, um parolo de 12 anos minorca de nascença, introduzindo-se por entre as fendas das muralhas, aí encontrou uma linda imagem do guerreiro, que ali teria sido escondido há mais de quinhentos anos por evangélicas fugindo a uma perseguição.
A devoção e todo o carinho que o menino dedicou à imagem, valeram-lhe especial protecção divina que por milagre lhe concedeu o dom da vereação.
Depressa se divulgou o feito, originando uma crescente afluência de peregrinos, jamais interrompida até aos dias de hoje. Promessas, pedidos de subsídios e garantias de voto são o dia a dia.
Os primeiros devotos prepararam um santuário imersivo cheio de luzinhas e bolinhas onde entronizaram a imagem, construindo ao lado uma pequena casa de banho.
Daqui partiu a devoção para os mais variados pontos do país e do mundo, chegando à concelhia laranja e ao Santo António à Lapa. No próximo mês serão mais de um milhão os visitantes do Santuário

25/07/2019

Crónica Social da Semana - Bruxas

1- Não é fácil nos dias de hoje ser-se uma árvore em Portugal. Ardem por todo o país. Por Viseu, como este ano ainda cá não houve incêndios, cortam-nas com moto-serra. Para compensar, e simular o fumo, fazem corridas de Seats Ibizas.

Lembro-me que a minha avó tinha, em cima da televisão, um daqueles galos que adivinham o tempo, que me intrigavam e irritavam imenso por nunca falharem as previsões. Deviam fazer desses brinquedos para os incêndios. Como a coisa é tão certa, era negócio garantido, para mal da Bruxa Maia, que corria o risco de ficar sem emprego.


Tal como as bruxas, também ser-se incendiário é uma profissão de sucesso em Portugal. Vale-nos que seja um trabalho temporário.

2- A Câmara concessionou os parques para automóveis da cidade por quase 5.5 milhões por 30 anos a troco de um retorno de 25%... ou seja, é menos de 1% ao ano. Estranho o estado cobrar tão pouco, tendo em consideração o que nos leva em IVA, IRS, IRC, e outros. Cobrar 0,83% se não é milagre, só pode ser mau negócio, ou bruxedo.

3- A atleta Rosa Mota visitou um militar amputado às duas pernas num acidente. Faz sentido... se foi para meter inveja, enquanto mostra as medalhas que ganhou pela rapidez com que dava às... pernas.

Dar às pernas é também o que os agora chamados Bombeiros Sapadores (é mais chique) vão ter que fazer, assim que haja uma emergência no centro da cidade, tendo em conta que o novo quartel fica no aeródromo. Vir no velhinho UMM até ao Rossio, demora uma eternidade, e se entretanto não avariar, ou cair de podre pelo caminho, quando chegar, já a emergência se extinguiu, como que por magia ou bruxedo.

5- Aguardam-se explicações oficiais do Presidente da Câmara para a demissão do Sr. Comandante da Polícia Municipal. As oficiosas já as sabemos, e são indecorosas! Faz pensar se a Bruxa Maia não precisará de exorcizar alguém.
PHE

23/07/2019

Crónica Social do Dia - Sobre os Incêndios

1- Estando mais uma vez o país a arder, logo veio o governo desculpar-se com os artefactos explosivos encontrados, e com a possibilidade de mão criminosa nos incêndios. Mais do que um problema de como os incêndios começam, temos um segundo problema de não os conseguirem apagar. O governo tenta fazer-nos crer nas responsabilidades dos primeiros. A história recente leva-me a acreditar nas incapacidades dos segundos.

Independentemente das causas dos incêndios, está a incompetência dos governantes em acabar com eles, só superada pela nossa capacidade em continuarmos a acreditar nas criaturas, nelas votarmos e com elas tirarmos selfies.

2- Ao contrário do que a propaganda do Rossio apregoa, a maior riqueza do concelho de Viseu não está no turismo. Muito menos estará no vinho. Os maiores activos de toda a região são os recursos florestais. Precisamente os mais desprezados e negligenciados. Urge que o Município crie e adopte medidas de alavancagem, incentivo, promoção e estímulo em relação à floresta, sua exploração e protecção.

3- O governo anunciou que as Forças Armadas vão destacar 20 militares (uma imensidão) e quatro máquinas de rasto para apoiarem na abertura de caminhos que facilitem o acesso de operacionais que combatem o fogo. A questão é se isso já não deveria estar feito à muito, até por uma questão de prevenção estrutural.
A fronteira entre negligência e dolo é aqui muito ténue...

PHE

22/07/2019

Zucas, está na hora de se organizarem!

A onda verde e amarela é cada vez mais notória na cidade e no concelho de Viseu, à semelhança aliás do que se passa no País. O último relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA) do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), refere que pelo terceiro ano consecutivo, o número de imigrantes aumentou e é o maior valor desde que há registo: são 480.300 pessoas com autorização de residência. Desses 1/5 são brasileiros e o número dispara todos os meses sendo que, no mesmo relatório, se apontam no distrito de Viseu 4330 imigrantes. 

No concelho de Viseu situam-se metade desses imigrantes, 2031 sendo que em relação à comunidade brasileira o relatório diz serem 365 homens e 506 mulheres (871 no total). A percepção porém que se tem no quotidiano da cidade é que serão muitos mais pois, não há hoje um local, loja, esplanada, restaurante ou supermercado onde não se encontre um imigrante brasileiro a trabalhar, não há um jardim, evento ou rua onde não se ouça o “português com açúcar” e não há conversa onde não entre o brasileiro que comprou a pastelaria, o casal que comprou o apartamento para os filhos, o aposentado que trouxe o filho para estudar no IPV, etc… o brasileiro entrou na rotina da cidade.

17/07/2019

Viseu e a Real Ficção IV – Dignificar o Pavia, enriquecer Viseu

A cidade este verão de 2026 está repleta de gente, os viseenses e os imensos turistas e visitantes espalham-se entre o centro histórico e ao longo da zona baixa da cidade.

A aposta em espelhos de água e em zonas verdes transformaram a cidade. O Pavia preso nas margens e na poluição de décadas foi canalizado na zona central até à nova ETAR de Vildemoinhos e aí, limpo e tratado volta bombeado para montante mantendo assim o nível dos espelhos de água criados.


O maior desses lagos artificiais encontra-se na praça da antiga feira semanal que foi relocalizada para o interior da Cava de Viriato, após compra por parte da autarquia aos pequenos proprietários ali residentes, onde hoje dispunha de pontos de venda, casas de banho públicas, um bar restaurante, cobertura superior amovível e ligação ao parque de Santiago. No agora lago, encontramos bares esplanadas na sua maioria deslocalizados do centro histórico para esta zona, restaurantes, áreas comerciais, artesanato local, oficinas ligadas à arte e lazer e clubes de desporto náutico.

Crónica Social da Semana - Destruição Cultural

1- Um vereador deu uma entrevista ao CM onde cita S. Paulo: “Onde abunda o pecado superabunda a graça”.
Registo a parábola para memória futura, seja pela profissão da criatura, seja pela infinitude de festas que amiúde faz celebrar na urbe.

A questão é se foi uma entrevista de um jornalista, ou a expressão do sacramento de uma penitência, em que um católico revelou o seu pecado a um confessor. Sendo esta última, somente falta a atribuição de pena como condição de absolvição.

Sugiro-lhe a criação de um cartão de carimbos. Por cada festa chancelavam o cartão. Ao fim de 10, tinha direito a uma Canon EOS. Para tirar selfies. Com a esposa.

11/07/2019

Viseu e a real ficção III – Ler o amanhã em 2021

Na freguesia de São Pedro de France neste novo ciclo autárquico, teve lugar a reunião alargada da edilidade onde foram discutidos e aprovados os regulamentos de utilização dos espaços públicos do Parque Urbano da Aguieira. Nesta freguesia à semelhança das demais do concelho as medidas de apoio à natalidade e da fixação de pessoas, incluindo os incentivos aos imigrantes, têm estancado a sangria demográfica que se vinha a verificar na última década e a melhorar a qualidade de vida da população rural.

O executivo tinha finalizado o projecto do Parque da Aguieira com ligeiras alterações nomeadamente um moderno e funcional parque de campismo mantendo, contudo, a biodiversidade vegetal existente e plantando novas espécimes autóctones. Os elementos inertes que integram muros, imóveis e caminhos foram reaproveitados, valorizadas as azinhagas integradas numa vasta rede de caminhos pedonais e ciclovia agora ali existentes.


Crónica Social da Semana

Tal como a natureza que com a primavera se regenera; tal como a fénix que renasce das cinzas; tal como Cristo que ressuscitou, também Fernando Ruas se reinventa. Desta vez como cabeça de lista pelo PSD de Viseu às legislativas. Mas como no melhor pano cai a nódoa, logo veio Almeida Henriques anunciar que vai fazer campanha ao lado de Fernando Ruas. Melhor só mesmo um cão guia.

(foto do Notícias ao Minuto)

Estará AH receoso que lhe desviem os holofotes? Será por falta de luz própria! Não deixo de pensar que tal traz carta escondida na manga. Acreditar em tal feito seria o mesmo que eu próprio dizer que apoiaria AH. A diferença é que além de ser impossível eu dizer tal disparate, mais o seria eu fazer tamanha barbaridade. Cruz credo. Aliás, fosse eu Fernando Ruas, recusaria tal apoio. Até porque, já dizia a minha avózinha:
- Não há guerra de mais aparato do que muitas mãos no mesmo prato.

E mais, depois do descalabro que foi o resultado do PSD local nas últimas eleições, com o povo claramente a censurar, a rejeitar e a castigar nas urnas as políticas de Almeida Henriques, vir este, agora, apoiar Fernando Ruas é como que condená-lo, também, ao desastre. O que faz lembrar outro ditado da minha avózinha:
- Antes só que mal acompanhado.