28/03/2020

Lares de idosos. Qual o plano de contingência?

Há nesta altura 3 entre outras variáveis que importa neste momento manter sob rigoroso controlo, o fluxo de emigrantes, o movimento interno de famílias para o período da Páscoa e muito em especial os lares e instituições de idosos.

As duas primeiras dependem das forças de autoridade em colaboração com as autarquias, mas já em relação aos lares é urgente que aqueles que ainda não tomaram medidas de contingência o façam com a máxima urgência.

O caso de Resende é exemplo a evitar e o da Santa Casa da Misericórdia de Vale de Besteiros o exemplo a seguir. Este lar de idosos decidiu que entrar em quarentena geral organizando as suas equipas em grupos de colaboradores 24 horas em permanência no lar, durante 5 dias, sendo efetuado posteriormente isolamento de 10 dias nos seus domicílios, trocando depois com equipas rotativas no mesmo cenário.

26/03/2020

Uma “solidariedade” de calças na mão

Resulta evidente que nada mais vai ser igual depois desta pandemia e, em particular no campo da economia há lições aprendidas a retirar, sob pena de a recessão e o abandono na região de Viseu vir a ser maior do que se supõe.

Usarei o exemplo positivo do IPV em parceria com outros politécnicos, no espaço de uma semana, por ter criado dois protótipos de ventiladores para tentar dar resposta à escassez destes equipamentos, face à pandemia da covid-19. A expectativa que ficou foi a de que algumas empresas se mostrem interessadas em avançar com um processo de licenciamento junto do Infarmed e a disponibilidade de fabricar os ventiladores em série. Quase uma semana depois não se adivinha que da iniciativa da engenharia resulte prática na medicina.

Da Associação Industrial não se ouviu uma reacção, dos Comerciantes também se resolverem a renda deste mês já fizeram algo, da Autarquia têm-se ouvido poemas e dos industriais do concelho nada se ouvirá até porque salvo raras excepções Viseu foi sempre padrasto com o sector produtivo do País.

O concelho como se vê pelo exemplo apontado tem conhecimento instalado mas precisará de apostar no futuro em indústria e agricultura para se tornar sustentável e conseguir em crises semelhantes dar resposta capaz e em tempo. Para isso precisará de outras lideranças, estas que nestas 4 décadas nos trouxeram até aqui estão infectadas com o vírus da incompetência.

Na primeira borrasca séria deixaram-nos de calças na mão!

22/03/2020

Medidas para um combate concelhio ao Covid-19

Estamos a viver tempos difíceis que trarão, nos próximos dias, semanas e meses, consequências dramáticas e profundas para todos e em especial para os mais idosos e para os que sofrem de outras patologias.

Muitos andaram durante tempo demais a insistir na ideia de que este vírus era mais que um catarro e menos que uma gripe, outros gozaram com o alarmismo de outros que afinal era realismo, e muitos outros, incluindo responsáveis e decisores ainda não perceberam o drama em que estaremos metidos durante os próximos meses. Ainda sonham realizar mais um casamento de São Mateus, estourar mais uns euros públicos em foguetes e foguetório mal o sol regresse e o calor mate o bicho.

Mas, enfim, não é tempo de discutir política nem de fazer contas, é tempo de cerrar fileiras, unir esforços e congregar vontades num combate desigual contra um inimigo invisível.