14/08/2020

Do Clube para o alterne

Quem nunca comprou algo com uma certa expectativa e ao abrir o produto ficou chocado com a diferença entre que esperava e o que realmente ele é?

A julgar pela embalagem suponho que o mesmo se passará com os feirantes e empresários envolvidos na aventura ilusória do “cubo mágico”. Obrigados pela necessidade pois, os filhos não vivem do ar e as contas da electricidade não se pagam sozinhas, tiveram que embarcar no teatro de marionetes montado pela empresa de eventos privados paga com dinheiros públicos. Não havia como poderem dizer não porque a já conhecida arrogância e prepotência do marido da directora do Viseu Marca não deixará, por certo, margem para dúvidas. Não alinhar este ano na rambóia montada, por razões de agenda pessoal e de financiamento da máquina de festas e afins, seria assinar a sentença de não presença no ano seguinte.

2021 está perto, é ano eleitoral, as campanhas não se fazem sozinhas nem se pagam só com porcos no espeto e, como tal só os ingénuos ou os alinhados, duvidam das razões da organização dos micro eventos, que são, como não podiam deixar de ser, isso mesmo, micros, como quem os pensou! E, sendo micros, alguém de juízo acredita que vai gerar 30 milhões de euros na economia local? 500 mil euros dia durante os 60 dias, como? Só um louco extasiado com o seu umbigo será capaz de imaginar tamanha patranha. E, alguém esclarecido acredita que a finalidade última é, como insistentemente é vendida, dinamizar a economia local?

10/08/2020

Viseu – O esgotamento de um executivo inábil

A pandemia, em muitos casos, serviu para mostrar muitas das debilidades na gestão da crise e outra tanta falta de visão dos eleitos para nos governarem.

Enquanto a solução passou por tirar do orçamento gerado pelos impostos dos munícipes para transformar em festarola e pagode para o povo funcionou na perfeição. Quando de repente, o poder local viseense se viu perante a necessidade de dar resposta urgente a solicitações e problemas diversos da comunidade, quando se viu perante a necessidade de gestão da pandemia, o que sobressaiu foi a sua enorme incompetência e incapacidade de gerar soluções a contento, funcionais, de efeito social e economicamente exequíveis.

Alguns dirão, não é assim e só acreditarão quando virem as contas do tribunal sobre a compra das máscaras ou quando um dia forem conhecidas em pleno e de forma auditada as contas do despesismo do marido da directora do Viseu Marca.

No meio disto ainda consegue encontrar um bode expiatório, a Segurança Social, para tentar disfarçar a propaganda organizada no que concerne aos apoios sociais pelo all man service para toda a obra, esquecendo-se de propósito que estes serviços do estado central são o que são de burocracia e processam pedidos de todo o distrito.