22/08/2020

A incapacidade crónica de raciocínio municipal e a incubadora rural

A recente criação da incubadora de base rural, embrionária da Vissaium XXI (Associação para o Desenvolvimento de Viseu), uma organização sem fins lucrativos, iniciou as suas actividades com a organização da oficina do empreendedor. Com um aviso de abertura de candidaturas para usufruto de um “programa de empreendedorismo e negócio em meio rural” em 3 etapas com o objectivo de concretizar a instalação de negócios sólidos e qualificados em meio rural.

Quando a pressa em mostrar trabalho e apresentar resultados, se apodera deste executivo, os projectos que se revestem de essenciais no combate ao abandono rural, revelam múltiplas fraquezas de ordem organizacional e de planeamento. A falta de métodos de investigação e de raciocínio que dariam origem a bases de trabalho credíveis e sólidas de conhecimento adquirido sobre o território limitam muito do projecto à partida. Para apresentar à sociedade e constituírem-se como base de trabalho científica e temática para a construção de laboratórios de inovação, tecnológicos e juvenis, despoletar o interesse de jovens, desempregados ou qualquer cidadão em mudar de trabalho para enveredarem pelo sector primário há que estruturar o projecto na totalidade.

Recuemos no tempo para perceber a cronologia da génese desta incubadora. Em 2015, o Conselho Estratégico de Viseu, que em todo o mandato nem uma vez mais terá reunido, apresentou um documento escrito síntese para consulta e debate público, o programa Viseu Rural com os seguintes objectivos específicos:

“Melhorar a qualidade de vida em espaço rural”

“Contribuir para o aumento da produtividade e da competitividade dos setores agroalimentar, florestal e turístico nos mercados locais, nacional e externos…”

17/08/2020

Famílias carenciadas e desperdícios alimentares

Os números que ontem o JN trazia sobre o apoio que o Estado já presta às famílias não podem deixar ninguém indiferente.

Criámos uma sociedade consumista onde as famílias vivem em função do dia 30 de cada mês e de repente, a pandemia desmontou a normalidade e expôs estas fragilidades. Quem tem apoio familiar, rendimento assegurado ou algumas poupanças ainda se vai aguentando, mas aqueles que infelizmente caíram no desemprego ou em lay off viram a sua vida a andar para trás. Os expatriados mais dificuldades sentem porquanto a sua rectaguarda estará noutros países a braços com idêntico problema e assim, o Estado viu-se perante a necessidade de apoiar as famílias.

Viseu não foge à regra nesta problemática social e deixando de lado as razões que, num executivo sério, levariam a vereadora da área social a demitir-se, já que se demitiu dessa função para dar palco a outro protagonista com um umbigo maior, são conhecidos vários casos de apoio positivo, quer por parte das Juntas de Freguesia, quer pelo Viseu Ajuda e mesmo pela Segurança Social.

A realidade que o JN espelha mostra que o assunto não está resolvido e que muito maior necessidade de apoio às famílias poderá vir a desenhar-se se, como se prevê, com o Inverno que se aproxima e as gripes sazonais venham a surgir mais casos de Covid-19 na comunidade.

Importa pois começar a preparar respostas mais eficazes e mais sustentadas a este drama. E, não precisaremos de grandes campanhas de marketing nem soluções milagrosas como o Cubo Mágico dos 30 milhões de euros ou o Viseu Compra Aqui com as 6 empresas já registadas ao final de 3 meses, pois bastará copiar as boas práticas de outros municípios.