22/09/2020

O antigo matadouro de Viseu, um retrato de incúria. Que alternativa?

Para projectar o futuro, a médio e longo prazo, não se pode recorrer a velhos planos e estratégias falhadas como as que nas ultimas décadas estagnaram a região e o país.

Apostar em velhas fórmulas só faz prolongar o marasmo existencial que acomete a nossa sociedade. A compreensão e detecção dos distúrbios, tais como a falência do modo de operação das entidades financeiras (com as suas irregularidades), as económicas (como a obsolência das operações) e sociais (falta de acompanhamento dos mais vulneráveis) no seu devido tempo levam a regressões cujos impactos podem ser difíceis de mitigar ou mesmo impossível de eliminar.

A autonomia é um factor preponderante no desenvolvimento equitativo de uma região, já que em caso de disrupções exteriores, uma determinada estrutura é um ponto distintivo no quadro representativo do País, capaz de exercer ou assumir a função operativa de outras infraestruturas semelhantes. A palavra autonomia com o seu significado e conjugado com a capacidade operativa ou de processamento e a livre iniciativa são as principais bases para colmatar deficiências crónicas que grassam pelo nosso concelho.

Um exemplo ilustrativo que perdura há imenso tempo é o do antigo matadouro de Viseu sito em São João da Carreira, que com o seu encerramento caiu no desprezo crónico dos nossos governantes locais sem a agilização de alternativas fiáveis aos produtores.