09/10/2020

Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica - O concelho de Viseu - Opinião II

Na sequência do artigo anterior fica hoje aqui a opinião do segundo jovem, identificado com uma ideologia liberal e que de forma telegráfica e assertiva analisa o Plano de Recuperação Económica e de Resiliência no que importa à região e a Viseu.



O PEES de António Costa e Silva não se diferencia em nada das dezenas de planos dirigistas centralizadores que foram sendo apresentados ao longos dos últimos 45 anos de democracia, completamente desligados do país real – como não poderia deixar de ser quando são feitos a partir do conforto dum escritório com A/C algures na Baixa Pombalina. Neste documento com quase 150 páginas, diz-se tudo e diz-se nada, tudo e nada é prioritário e não faltam provas do quão desajustadas são as propostas. 

Viseu parece referido apenas 5 vezes no documento e sempre sem qualquer adesão à realidade, como e.g. “o cluster de Viseu como paradigma da cidade do futuro”, “Autarquias Laboratório” que existem no país, como é o caso de Viseu” ou ainda “Viseu, (…) há muito aposta na mobilidade inteligente”. Costa e Silva e eu certamente conhecemos uma Viseu muito diferente, e pelo facto de viver numa há mais de 20 anos, tendo a considerar que não sou eu quem está alheado da realidade. A visão para o Interior é igualmente despegada de empirismo ou de verdadeiras soluções que possam ser aplicadas de forma estruturada e com um calendário próprio, desde logo porque a abordagem parte duma visão idealizada dum território que não existe. 

08/10/2020

Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica - O concelho de Viseu - Opinião I.

Atento ao vazio de ideias e ao silêncio que se vive na região e em especial no concelho de Viseu sobre o importante Plano de Recuperação e Resiliência que será a linha orientadora dos investimentos, apoios e politicas económicas e de desenvolvimento nos próximos anos desafiei 4 "jovens" a pronunciarem-se sobre essa matéria. Fica claro que o concelho tem massa critica, que não precisa estar condicionado ao marasmo das ideias de betão de Fernando Ruas ou às redondas opiniões queijeiras de Jorge Coelho mas sem uma voz única de sociedade civil, associações, autarcas e deputados eleitos por Viseu não seremos ouvidos em Lisboa.

O que fica também claro, 46 anos depois do 25 de Abril, é a certeza instalada de que se essa opinião for assumida fica em risco o emprego, o negócio e o quotidiano de quem assim pensa. Essa é a razão pela qual aqui encontram dessa forma eco mas também pela esperança que me transmitem de que ainda seremos capazes de construir um novo concelho e um melhor País.